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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relações públicas em estratégias de growth hacking na comunicação digital: os estudos de caso da Wallapop, Westwing e Fotocasa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Public relations in growth hacking strategies in digital communication: the case studies of Wallapop, Westwing and Fotocasa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This work focuses on the strategic planning of public relations in well-known digital brands, based in Barcelona. This is the host city of the international technology fair “Mobile World Congress” and, at the same time, is in fifth place in Europe, in terms of the number of existing start-ups. The qualitative methodology, using the case study, was the research strategy used, which favoured triangulation in data collection through in-depth interviews and document analysis. Three brands founded on the digital environment were studied, whose activity is developed in the online environment. The results of the study showed that the public relations planning of the analysed digital brands is carried out in four stages: research, planning, implementation and evaluation. The public relations actions of these brands are integrated into marketing strategies and focus on advertising, content marketing and influence marketing actions, which combine creativity and analysis in order to achieve growth hacking goals. The strategies of these brands seek to achieve communication goals in the short term and the techniques used are guided by a management approach by objectives.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS TEM&Aacute;TICOS</b></p>      <p><b>Rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas em estrat&eacute;gias de <i>growth hacking</i> na comunica&ccedil;&atilde;o digital: os estudos de caso da Wallapop, Westwing e Fotocasa</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Public relations in growth hacking strategies in digital communication: the case studies of Wallapop, Westwing and Fotocasa</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>  //      <p><b>Patricia Coll-Rubio*</b></p>  <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0001-7649-800X" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-7649-800X</a>      
<p></p>      <p><b>Josep Llu&iacute;s Mic&oacute;**</b></p>  <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-1191-226X" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-1191-226X</a>      
<p></p>  //      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> //*STReaM (Society, Technology, Religion and Media), Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais Blanquerna, Universidade Ramon Llull, Espanha, <a href="mailto:PatriciaCR1@blanquerna.url.edu">PatriciaCR1@blanquerna.url.edu</a>. //    <br>    //**STReaM (Society, Technology, Religion and Media), Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais Blanquerna, Universidade Ramon Llull, Espanha, <a href="mailto:JosepLluisMs@blanquerna.url.edu">JosepLluisMs@blanquerna.url.edu</a>. //</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>      <p>Este trabalho debru&ccedil;a-se sobre o planeamento estrat&eacute;gico de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas em marcas digitais de refer&ecirc;ncia, que est&atilde;o sediadas em Barcelona. Esta &eacute; a cidade anfitri&atilde; da feira internacional de tecnologia &ldquo;Mobile World Congress&rdquo; e, ao mesmo tempo, est&aacute; em quinto lugar na Europa, no que respeita ao n&uacute;mero de<i> startups</i> existentes. A metodologia qualitativa com o recurso ao estudo de caso foi a estrat&eacute;gia de investiga&ccedil;&atilde;o utilizada, a qual privilegiou a triangula&ccedil;&atilde;o na recolha de dados atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas em profundidade e da an&aacute;lise documental. Foram estudadas tr&ecirc;s marcas sustentadas no ambiente digital, cuja atividade se desenvolve no meio online. Os resultados do estudo mostraram que o planeamento de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas das marcas digitais analisadas &eacute; realizado em quatro etapas: a pesquisa, o planeamento, a implementa&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o. As a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas destas marcas est&atilde;o integradas em estrat&eacute;gias de marketing e privilegiam a&ccedil;&otilde;es de publicidade, de marketing de conte&uacute;do e de marketing de influ&ecirc;ncia, que combinam a criatividade e a an&aacute;lise a fim de se atingirem as metas de <i>growth hacking</i>. As estrat&eacute;gias destas marcas procuram atingir metas de comunica&ccedil;&atilde;o a curto prazo e as t&eacute;cnicas utilizadas orientam-se por uma abordagem de gest&atilde;o por objetivos.</p>      <p><b>Palavras-chave</b>: rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas; <i>growth hacking</i>; marketing de conte&uacute;do; comunica&ccedil;&atilde;o digital; marketing de influ&ecirc;ncia.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>This work focuses on the strategic planning of public relations in well-known digital brands, based in Barcelona. This is the host city of the international technology fair &ldquo;Mobile World Congress&rdquo; and, at the same time, is in fifth place in Europe, in terms of the number of existing start-ups. The qualitative methodology, using the case study, was the research strategy used, which favoured triangulation in data collection through in-depth interviews and document analysis. Three brands founded on the digital environment were studied, whose activity is developed in the online environment. The results of the study showed that the public relations planning of the analysed digital brands is carried out in four stages: research, planning, implementation and evaluation. The public relations actions of these brands are integrated into marketing strategies and focus on advertising, content marketing and influence marketing actions, which combine creativity and analysis in order to achieve growth hacking goals. The strategies of these brands seek to achieve communication goals in the short term and the techniques used are guided by a management approach by objectives.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: public relations; growth hacking; content marketing; digital communication; influencer marketing.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o </b></p>      <p>Este estudo analisa o papel das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas nas estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o das principais marcasdigitais de Barcelona, cidade onde se realiza a feira internacional de tecnologia &ldquo;Mobile World Congress&rdquo; e quinto centro urbano europeu com maior n&uacute;mero de <i>startups</i><a href="#1" name="top1">[1]</a> .</p>      <p>O estudo de caso foi o m&eacute;todo de investiga&ccedil;&atilde;o utilizado, e os respetivos dados foram recolhidos nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, momento no qual os processos de comunica&ccedil;&atilde;o estavam a ser rapidamente redefinidos, em virtude das mudan&ccedil;as na sociedade em rede (conceito que come&ccedil;ou a ser amplamente discutido por Castells, no ano de 2001, mas que &eacute; uma boa forma de caracterizar as sociedades atuais). </p>      <p>Estudar as estrat&eacute;gias de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de marcas que nasceram e que operam no ambiente digital traz conhecimentos valiosos para a disciplina, uma vez que permite uma an&aacute;lise profunda da forma como os profissionais de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas investigam, planeiam, implementam e avaliam as suas a&ccedil;&otilde;es, ao mesmo tempo que permite perceber quais os objetivos que perseguem. </p>      <p>Este trabalho tamb&eacute;m procura ampliar o conhecimento sobre o <i>growth hacking</i> (Ellis &amp; Brown, 2018), como um elemento estrat&eacute;gico de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, ao analisar a forma como esta t&eacute;cnica &eacute; elaborada e implementada pelas marcas que nasceram no ambiente digital. </p>      <p><b>Enquadramento te&oacute;rico</b></p>      <p>A ess&ecirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas permanece a mesma desde que o termo foi criado pelos acad&eacute;micos, para se referirem aos profissionais respons&aacute;veis pela gest&atilde;o dos relacionamentos entre uma organiza&ccedil;&atilde;o e os seus p&uacute;blicos (Bernays, 1923). Entretanto, a disciplina est&aacute; em constante evolu&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que &ldquo;as novas formas de comunica&ccedil;&atilde;o e de tecnologia revolucionam a sua pr&aacute;tica&rdquo; (Wilcox, Cameron &amp; Xifra, 2012, p. 6).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, o estudo e a pr&aacute;tica das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas tornam-se cada vez mais complexos e mais pr&oacute;ximos de outras &aacute;reas, como &eacute; o caso do da comunica&ccedil;&atilde;o de marketing e do marketing de influ&ecirc;ncia e de conte&uacute;do (Aguilera, 2016). De acordo com Garc&iacute;a Carballo (2012), a ess&ecirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o de marketing passa pelo entendimento de que &ldquo;utilizadores tendem a rejeitar qualquer tipo de mensagem com car&aacute;ter explicitamente comercial, qualquer coisa que se pare&ccedil;a com um an&uacute;ncio e, em resposta, as organiza&ccedil;&otilde;es voltam-se para as rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, especialmente atrav&eacute;s das redes sociais&rdquo; (p. 145). Ries e Ries (2003) enfatizam, por isso, a efic&aacute;cia das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas no novo contexto de comunica&ccedil;&atilde;o, gra&ccedil;as &agrave; sua maior credibilidade quando comparadas com a publicidade. Al&eacute;m disso, estas inspiram a forma como o marketing se orienta. Tal como Armstrong e Kotler (2003) observam: &ldquo;hoje, o marketing deve ser entendido, n&atilde;o no tradicional sentido de vender, mas no sentido de satisfazer as necessidades do cliente&rdquo; (p. 5).</p>      <p>De facto, e tal como defendem Kaplan e Haenlein (2010), o ambiente digital trouxe novos modelos de comunica&ccedil;&atilde;o, que foram surgindo progressivamente e que envolvem p&uacute;blico de forma ativa, como &eacute; o caso do marketing de conte&uacute;do (Pulizzi &amp; Barret, 2009; Pulizzi &amp; Rose, 2017) e do marketing de influ&ecirc;ncia (Katz &amp; Lazarfeld, 1955; Rushkoff, 1994; Trusov, Bucklin &amp; Pauwels, 2009).</p>      <p>Tal como se percebeu com os resultados deste estudo, as a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas que s&atilde;o concretizadas pelas marcas digitais analisadas est&atilde;o integradas nos seus planos de marketing, que privilegiam o <i>growth hacking</i> (Ellis, 2010; Ellis &amp; Brown, 2018): uma estrat&eacute;gia multidisciplinar cujo objetivo principal &eacute; alcan&ccedil;ar o crescimento, combinando criatividade e an&aacute;lise. O termo <i>growth hacking</i> surgiu, ent&atilde;o, para definir uma t&eacute;cnica multidisciplinar destinada a atingir o crescimento. Assim, um <i>growth hacker</i> &eacute; um indiv&iacute;duo cuja verdadeira orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; o crescimento. Este profissional deve ter criatividade para descobrir formas &uacute;nicas de impulsionar o crescimento, al&eacute;m de testar e melhorar as t&eacute;cnicas de outras empresas (Ellis, 2010).</p>      <p>O termo <i>growth hacking</i> tornou-se popular fora do ecossistema das <i>startups</i> depois de ter sido usado por Chen<sup><a href="#2" name="top2">[2]</a></sup>. Para este, o <i>growth hacker</i> &eacute; um profissional que se pergunta, constantemente, como pode expandir os seus neg&oacute;cios e responde a essa quest&atilde;o de forma anal&iacute;tica e criativa, com testes A/B, <i>landing pages</i>, t&eacute;cnicas virais e estrat&eacute;gias de marketing de conte&uacute;do que se criam o <i>search engine optimization</i> (SEO), al&eacute;m de muitas outras alternativas. </p>      <p>Na verdade, para Chen, o <i>growth hacking</i> n&atilde;o &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o dentro de uma organiza&ccedil;&atilde;o, mas uma filosofia que deve caracterizar a estrat&eacute;gia de marketing, operando para ganhar milh&otilde;es de utilizadores num curto espa&ccedil;o de tempo, j&aacute; que esta &eacute; uma possibilidade trazida pelo ambiente digital<sup><a href="#3" name="top3">[3]</a></sup>. </p>      <p>A estrat&eacute;gia de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas das tr&ecirc;s marcas estudadas est&aacute; alinhada com a vis&atilde;o de <i>growth hacking</i>. Nestes casos, privilegiam-se os princ&iacute;pios da comunica&ccedil;&atilde;o de marketing integrada (Kotler, 2003; Schultz &amp; Kitchen, 2000; Schultz &amp; Patti, 2009), segundo a qual as a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas s&atilde;o planeadas e implementadas em conjunto com outras disciplinas, como &eacute; o caso da publicidade e do marketing digital. O planeamento estrat&eacute;gico destas a&ccedil;&otilde;es compreende, assim, as etapas de pesquisa, de planeamento, de implementa&ccedil;&atilde;o e de avalia&ccedil;&atilde;o (Marston, 1963; Matilla, 2017; Wilcox et al., 2012), com o objetivo de cumprir metas de comunica&ccedil;&atilde;o a curto prazo. </p>      <p>Percebeu-se que, quando as marcas digitais executam o planeamento estrat&eacute;gico de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, as fases da pesquisa e da avalia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o consideradas as mais relevantes. A pesquisa diz respeito &agrave; fase do ambiente e das pessoas, de forma que seja poss&iacute;vel antever os efeitos que as a&ccedil;&otilde;es podem ter (Cuenca, 2017). J&aacute; a avalia&ccedil;&atilde;o, que se segue &agrave; execu&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o, compara os objetivos propostos com os resultados obtidos, procurando retirar novas aprendizagens e desenvolver linhas de atua&ccedil;&atilde;o futuras (Marca, 2017). O foco do <i>growth hacking</i> tamb&eacute;m &eacute; encontrado na avalia&ccedil;&atilde;o, que leva &agrave; aprendizagem (Ellis &amp; Brown, 2018).</p>      <p>A an&aacute;lise de dados acompanha, assim, todo o processo de planeamento estrat&eacute;gico de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas,alinhando-se com o princ&iacute;pio de crescimento e de cumprimento de metas que caracteriza a vis&atilde;o de <i>growth hacking</i>.</p>      <p>Em seguida apresenta-se a metodologia do estudo. </p>      <p><b>Metodologia</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A investiga&ccedil;&atilde;o utilizou uma metodologia qualitativa, com recurso ao estudo de caso, para explorar o papel das a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas nas estrat&eacute;gias de <i>growth hacking</i> de tr&ecirc;s marcas que nasceram no ambiente digital e que est&atilde;o localizadas em Barcelona. </p>      <p>Respeitando os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o delineados, as marcas tinham de possuir departamentos de marketing e de comunica&ccedil;&atilde;o sediados em Barcelona e tinham, ainda, de ser l&iacute;deres de mercado do seu setor, conforme determinado numa entrevista de Esteban Redolfi (Coll-Rubio &amp; Mico, entrevista pessoal, 18 de novembro de 2016), diretor-executivo da 4YFN Mobile World Capital.</p>      <p>De acordo com estes crit&eacute;rios foram selecionados os seguintes estudos de caso: </p>  <ul>        <li>a Wallapop, criada em Barcelona em 2013, foi a primeira aplica&ccedil;&atilde;o espanhola de compra e venda de artigos em segunda m&atilde;o, com base na localiza&ccedil;&atilde;o; </li>        <li>a Westwing, criada na Alemanha em 2011, foi a primeira plataforma europeia de com&eacute;rcio eletr&oacute;nico dedicada, exclusivamente, ao segmento de casa e de decora&ccedil;&atilde;o; lidera o mercado espanhol de vendas de m&oacute;veis;</li>        <li>a Fotocasa, um portal imobili&aacute;rio criado em 2004 pela Adevinta, a maior e mais diversificada empresa de an&uacute;ncios classificados e ofertas de emprego de Espanha.</li>      </ul>      <p>Privilegiou-se a triangula&ccedil;&atilde;o de dados atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s t&eacute;cnicas de recolha de informa&ccedil;&atilde;o: as entrevistas em profundidade; a observa&ccedil;&atilde;o; e a an&aacute;lise documental dos conte&uacute;dos produzidos pelas marcas e pelos seus seguidores, entre os anos de 2014 e 2018. A combina&ccedil;&atilde;o destes m&eacute;todos produziu dados emp&iacute;ricos mais confi&aacute;veis e mais completos.</p>      <p>Como mostra a <a href="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a13t1.jpg">Tabela 1</a>, concretizaram-se tr&ecirc;s etapas de entrevistas (sucessivas), que foram realizadas aos profissionais envolvidos no planeamento e na implementa&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas das marcas em quest&atilde;o. Estes representantes foram selecionados pelas pr&oacute;prias marcas, com o objetivo de atenderam &agrave;s necessidades da investiga&ccedil;&atilde;o. Foram, assim, entrevistados os seguintes profissionais: Gemma Escribano, diretora de marketing da Wallapop; Jessica Amador, diretora de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e de responsabilidade social da Wallapop; Carlos Macho, gerente de marketing de conte&uacute;do da Wallapop; Beatriz Friol, diretora de marketing da Westwing; Patricia Mas, diretora de contas da Westwingna ag&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o Interprofit; Montse Lavilla, diretora de marketing da Fotocasa; Ana&iuml;s L&oacute;pez, chefe de comunica&ccedil;&atilde;o e imprensa da Fotocasa; e Violeta Ruiz, chefe de conte&uacute;do e comunica&ccedil;&atilde;o com utilizadores da Fotocasa. </p>      
<p>As primeiras entrevistas, realizadas ao longo da primeira etapa, basearam-se num conjunto de perguntas abertas, nomeadamente: quais s&atilde;o as suas responsabilidades? Que equipas internas e externas lidera? Como &eacute;que estrutura o seu departamento? Como &eacute; que planeia a comunica&ccedil;&atilde;o da marca? Quais s&atilde;o os objetivos de comunica&ccedil;&atilde;o? De que recursos disp&otilde;e para implementar as a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas? E qual &eacute; o papel das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas na estrat&eacute;gia da marca?</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A segunda fase de entrevistas foi feita em grupo, com os profissionais respons&aacute;veis por implementar as a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. As quest&otilde;es colocadas, tamb&eacute;m abertas, foram as seguintes: quais s&atilde;o os objetivos de comunica&ccedil;&atilde;o da marca? Que a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas se concretizam e como? Que papel desempenham as rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas na estrat&eacute;gia da marca e que sinergias existem com outros campos de atividade, como a publicidade ou o marketing digital? Como funciona a assessoria de imprensa? Que profissionais est&atilde;o envolvidos na implementa&ccedil;&atilde;o dos planos de comunica&ccedil;&atilde;o? Qual &eacute; o papel dos embaixadores da marca? Qual &eacute; o papel dos influenciadores? Como &eacute; que a empresa coordena os diferentes profissionais envolvidos na publicidade, na comunica&ccedil;&atilde;o digital e nas rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas? E como &eacute; que s&atilde;o medidos os resultados?</p>      <p>A terceira e &uacute;ltima etapa de entrevistas teve o objetivo de reunir as informa&ccedil;&otilde;es recolhidas nas duas fases anteriores, de forma a permitir a sua compara&ccedil;&atilde;o. Para isso, elaboraram-se perguntas sustentadas pelos conceitos de estudo e pelos dados recolhidos com a an&aacute;lise documental e com a observa&ccedil;&atilde;o, que estavam a ser realizadas em paralelo. Colocaram-se, ent&atilde;o, as seguintes perguntas: como &eacute; que analisa, planeia, implementa e avalia asa&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o da marca? Qual &eacute; o papel da pesquisa? A sua a&ccedil;&atilde;o tem por base dados e informa&ccedil;&otilde;es anteriores? Qual &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre os objetivos de comunica&ccedil;&atilde;o e os objetivos do neg&oacute;cio? Como &eacute; que esses objetivos s&atilde;o determinados? Que import&acirc;ncia tem a criatividade neste processo? O planeamento pode ser descrito a curto prazo? As a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o monitorizadas em tempo real?</p>      <p>Ao mesmo tempo que se foram realizando as entrevistas, foi feita a observa&ccedil;&atilde;o, a qual permitiu completar e interpretar, de forma mais detalhada, as informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelos entrevistados durante as tr&ecirc;s fases. Este per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o (tr&ecirc;s anos) pode ser considerado de longo prazo no contexto econ&oacute;mico atual, que est&aacute; em r&aacute;pida evolu&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>As entrevistas e a observa&ccedil;&atilde;o foram complementadas com a an&aacute;lise documental que, al&eacute;m das anota&ccedil;&otilde;es e dos registos das entrevistas e da observa&ccedil;&atilde;o, incluiu a recolha de 100.000 documentos, dos quais mais de 12.000 foram analisados. A <a href="#t2">Tabela 2</a> mostra os diferentes tipos de documentos examinados, muitos dos quais diretamente relacionados com as estrat&eacute;gias de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas das tr&ecirc;s marcas. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a13t2.jpg"></p>      
<p>&nbsp;</p>      <p>Depois de reunidas e comparadas todas as informa&ccedil;&otilde;es recolhidas, estas foram categorizadas de acordo com os conceitos detetados nos estudos de caso, seguindo os princ&iacute;pios da <i>grounded theory</i> (ou teoria fundamentada em dados), uma metodologia que permite que uma teoria seja desenvolvida a partir da recolha e an&aacute;lise sistem&aacute;tica de dados. Assim, as conclus&otilde;es deste artigo mostram que a teoria deriva da categoriza&ccedil;&atilde;o desses resultados atrav&eacute;s da &ldquo;intera&ccedil;&atilde;o constante entre an&aacute;lise e recolha de dados&rdquo; (Strauss &amp; Corbin, 1998, p. 273). Segue-se a discuss&atilde;o dos resultados. </p>      <p><b>Resultados </b></p>      <p>Os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o procuram descrever o papel das rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas nas estrat&eacute;gias de <i>growth hacking</i> de tr&ecirc;s marcas digitais: a Wallapop, a Westwing e a Fotocasa. Ao analisar os modelos de planeamento estrat&eacute;gico de cada uma destas marcas, encontraram-se diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as, que se apresentam de seguida.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Estudos de caso </b></p>      <p>Os tr&ecirc;s estudos de caso que se discutem abaixo foram analisados atrav&eacute;s da triangula&ccedil;&atilde;o de dados assente em tr&ecirc;s m&eacute;todos de recolha de dados: as entrevistas em profundidade, a observa&ccedil;&atilde;o e a an&aacute;lise documental. </p>      <p><b>Wallapop</b></p>      <p>A Wallapop foi a primeira aplica&ccedil;&atilde;o espanhola de compra e venda de produtos, com base na localiza&ccedil;&atilde;o. Fundada em Barcelona, no ano de 2013, a plataforma comercializa itens de segunda m&atilde;o, permitindo que os utilizadores vendam objetos que n&atilde;o usam a pessoas pr&oacute;ximas.</p>      <p>A estrat&eacute;gia de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas da Wallapop segue o modelo das quatro etapas RACE<sup><a href="#4" name="top4">[4]</a></sup> (Marston, 1963): pesquisa, planeamento, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o. A pesquisa &eacute; um passo fundamental na estrat&eacute;gia desta marca, j&aacute; que as decis&otilde;es tomadas antes da implementa&ccedil;&atilde;o de qualquer a&ccedil;&atilde;o s&atilde;o sempre baseadas em dados, tal como mostraram a informa&ccedil;&otilde;es recolhidas no estudo de caso. </p>      <p>O segundo passo da estrat&eacute;gia da Wallapop &eacute;, ent&atilde;o, o planeamento, no qual os objetivos claros, quantific&aacute;veis, realistas e calendarizados s&atilde;o definidos, antes de se escolher o meio adequado para executar a a&ccedil;&atilde;o. Para atender &agrave; necessidade de rapidez, os planos de comunica&ccedil;&atilde;o da Wallapop s&atilde;o elaborados apenas com alguns meses de anteced&ecirc;ncia. De forma a proporcionar a flexibilidade necess&aacute;ria, a marca possui uma estrutura horizontal, din&acirc;mica, inovadora e multidisciplinar. Segundo a diretora de marketing<i>,</i> Gemma Escribano, </p>      <blockquote>a velocidade &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o nas <i>startups</i>. Para n&oacute;s, o planeamento a longo prazo seria de cerca de seis meses, a m&eacute;dio prazo de tr&ecirc;s ou quatro meses e, por fim, de curto prazo de um ou dois meses. As novas empresas, como a Wallapop, tendem a ter estruturas altamente horizontais, o que garante a partilha de conhecimento, ao mesmo tempo que se incentiva toda a inovar, fazendo com que todos se sintam envolvidos no projeto. A equipa de comunica&ccedil;&atilde;o multidisciplinar da Wallapop &eacute; capaz de adaptar a mensagem aos diferentes canais, aproveitando ao m&aacute;ximo a sua sinergia. </blockquote>      <p>A este respeito, Jessica Amador, diretora de comunica&ccedil;&atilde;o da Wallapop, afirmou que: &ldquo;n&atilde;o h&aacute; pap&eacute;is duplos, tudo &eacute; combinado. Por exemplo, temos um profissional que gere a comunica&ccedil;&atilde;o na aplica&ccedil;&atilde;o, outro que est&aacute; respons&aacute;vel pelo relacionamento com os influenciadores e outras pessoas que gerem o conte&uacute;do de cada canal&rdquo;.</p>      <p>Depois do planeamento, a Wallapop inicia a etapa de implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es, que &eacute; realizada a partir de uma estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o 360&ordm;, combinando campanhas publicit&aacute;rias com a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas focadas, principalmente, na publicidade e na comunica&ccedil;&atilde;o de marketing. Escribano explicou como s&atilde;oexecutadas as a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o da marca: </p>      <blockquote>a Wallapop tem uma estrat&eacute;gia de 360&ordm;, que combina todos os canais poss&iacute;veis, aproveitando o m&aacute;ximo de cada um. Atualmente, o meio digital &eacute; a prioridade, embora os canais tradicionais tamb&eacute;m funcionem bem. A televis&atilde;o, por exemplo, funciona muito bem para a Wallapop. Combinar significa promover todos canais ao mesmo tempo e melhorar as m&eacute;tricas da empresa. </blockquote>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o 360&ordm; desta marca inclui, portanto, uma vis&atilde;o de <i>growth hacking</i>, que contempla campanhas e a&ccedil;&otilde;es publicit&aacute;rias, bem como comunica&ccedil;&atilde;o de marketing e o marketing de influ&ecirc;ncia, reunindo todos os canais online e offline poss&iacute;veis para obter melhores resultados na etapa de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>      <p><b>Westwing</b></p>      <p>Westwing.es &eacute; um portal de decora&ccedil;&atilde;o para a casa, que pertence ao grupo Westwing Group GmbH, fundado na Alemanha em 2011, pela especialista em decora&ccedil;&atilde;o Delia Fischer. Foi a primeira plataforma europeia de <i>e-commerce</i> dedicada exclusivamente ao lar e, hoje, &eacute; l&iacute;der em venda de m&oacute;veis em Espanha.</p>      <p>O planeamento de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas da Westwing tamb&eacute;m segue o modelo de quatro etapas RACE (Marston, 1963). O primeiro passo, a pesquisa, &eacute; fundamentado pela grande quantidade de dados gerados pelo <i>e-commerce</i>. As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o analisadas, a fim de maximizar as hip&oacute;teses de sucesso nas a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o. De uma forma geral, o planeamento &eacute; realizado anualmente, embora as a&ccedil;&otilde;es sejam delineadas trimestralmente, j&aacute; que a marca precisa de um tempo de rea&ccedil;&atilde;o r&aacute;pido. Os objetivos propostos pela Westwing visam aumentar o reconhecimento da marca no seio do p&uacute;blico-alvo, que &eacute; constitu&iacute;do pelos compradores de itens de decora&ccedil;&atilde;o e pelos seus influenciadores. Nas palavras de sua diretora de marketing, Beatriz Friol, &ldquo;a Westwing geralmente planeia as suas a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas anualmente. Por&eacute;m as a&ccedil;&otilde;es detalhadas s&atilde;o preparadas trimestralmente para nos dar um tempo de rea&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pido&rdquo;.</p>      <p>No que diz respeito &agrave; estrat&eacute;gia, a Westwing aposta na cria&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do relevante em todos os tipos de formatos, a fim de se posicionar como l&iacute;der de mercado. Para isso, tem a sua pr&oacute;pria equipa interna de assessoria de imprensa, composta por jornalistas e fot&oacute;grafos que trabalham exclusivamente na produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, os quais s&atilde;o publicados diariamente nas redes sociais e em <i>newsletters</i>. A estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o desta marca combina, ent&atilde;o, o marketing digital de conte&uacute;do com campanhas de publicidade online e offline e com a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. &Agrave; semelhan&ccedil;a da Wallapop, tamb&eacute;m na Westwing as a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o planeadas e executadas de forma integrada, com uma vis&atilde;o 360&ordm; e com o foco no <i>growth hacking, </i>que usa a criatividade e aproveita a sinergia entre os canais para alcan&ccedil;ar o melhor reconhecimento da marca junto dos consumidores.</p>      <p>Por fim, a quarta etapa da estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o da Westwing &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o, que inclui a monitoriza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e em tempo real das a&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o a ser implementadas, a fim de avaliar o retorno do investimento realizado. </p>      <p><b>Fotocasa</b></p>      <p>O portal imobili&aacute;rio Fotocasa foi criado em 2004 ap&oacute;s a fus&atilde;o dos portais Anuntis e Vivendum. Pertence &agrave; Schibsted Spain, a maior e mais diversificada empresa de classificados da Espanha.</p>      <p>A estrat&eacute;gia de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas da Fotocasa tem um foco nas t&eacute;cnicas de <i>growth hacking </i>e o planeamento estrat&eacute;gico e tamb&eacute;m segue o modelo de quatro etapas RACE (Marston, 1963).</p>      <p>Todos os planos de comunica&ccedil;&atilde;o da marca come&ccedil;am com a pesquisa, uma vez que, a maioria das suas a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o projetadas s&atilde;o baseadas na recolha de dados. Alguns desses dados s&atilde;o obtidos atrav&eacute;s de amostras projetadas para atingir uma percentagem do p&uacute;blico-alvo e, dessa forma, garantir uma medida antecipada da sua efic&aacute;cia.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em seguida, o planeamento das a&ccedil;&otilde;es &eacute; elaborado com base nos objetivos de comunica&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o definidos anualmente e alinhados com os objetivos da empresa. Mas, o planeamento das a&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m &eacute; executado trimestralmente. Al&eacute;m disso, a Fotocasa ainda possui um plano t&aacute;tico, destinado a atender a necessidades repentinas. O processo de tomada de decis&atilde;o &eacute; flex&iacute;vel e a estrat&eacute;gia da marca procura aproveitar a sinergia entre as a&ccedil;&otilde;es planeadas e as a&ccedil;&otilde;es realizadas, com uma vis&atilde;o que tamb&eacute;m se enquadra no conceito de comunica&ccedil;&atilde;o integrada, e que est&aacute; a evoluir para o <i>growth hacking</i>.</p>      <p>O fator essencial dentro do planeamento da Fotocasa &eacute; a coordena&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de publicidade e de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de forma ben&eacute;fica. Nas palavras da chefe de comunica&ccedil;&atilde;o da empresa, Ana&iuml;s L&oacute;pez, </p>      <blockquote>estas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sin&eacute;rgicas. N&atilde;o se realiza uma &uacute;nica a&ccedil;&atilde;o sem pensar como esta pode ser afetar ou ser aproveitada em qualquer &aacute;rea. H&aacute; muita coordena&ccedil;&atilde;o entre as equipas. Tentamos interligar todas as &aacute;reas para que as a&ccedil;&otilde;es sejam coordenadas e projetadas com o mesmo esp&iacute;rito. </blockquote>      <p>O plano de comunica&ccedil;&atilde;o da Fotocasa &eacute;, assim, implementado atrav&eacute;s da combina&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas &ndash; incluindo assessoria de imprensa, marketing de conte&uacute;do e marketing de influ&ecirc;ncia &ndash; e de publicidade (online e offline) e apresenta uma vis&atilde;o 360&ordm; com o foco no <i>growth hacking</i>. </p>      <p>Por fim, os resultados das a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o constantemente acompanhados e considerados no planeamento de novas a&ccedil;&otilde;es, de acordo com a espiral estabelecida no modelo RACE (Marston, 1963). Para avaliar a efic&aacute;cia das suas a&ccedil;&otilde;es, a Fotocasa definiu as seguintes m&eacute;tricas: <i>top of mind </i>mensal, ROI (taxa de retorno) e <i>share of voice </i>(que mede o impacto da marca no seu p&uacute;blico-alvo).</p>      <p><b>Categoriza&ccedil;&atilde;o</b></p>      <p>Conforme estabelecido na sec&ccedil;&atilde;o da metodologia, seguindo os princ&iacute;pios da <i>grounded theory,</i> os resultados da investiga&ccedil;&atilde;o foram categorizados em conceitos relacionados com o planeamento estrat&eacute;gico de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. </p>      <p>Ap&oacute;s a categoriza&ccedil;&atilde;o, foram observadas correspond&ecirc;ncias com a cria&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia 360&ordm; em todas as etapas das entrevistas realizadas com os representantes das tr&ecirc;s empresas. O planeamento estrat&eacute;gico de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas coincide entre as marcas e corresponde ao modelo RACE de quatro etapas: pesquisa, planeamento, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o (Marston, 1963). O objetivo de crescimento, centrado na abordagem do <i>growth hacking</i>, tamb&eacute;m est&aacute; presente em todos os estudos de caso.</p>      <p>As a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas realizadas pelas marcas, enquadram-se no &acirc;mbito da comunica&ccedil;&atilde;o de marketing, de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o da ADECEC (2008), com destaque para a publicidade, para o marketing de conte&uacute;do e para o marketing de influ&ecirc;ncia. Em todos os estudos de casos, houve um planeamento integrado atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, de publicidade e de marketing. </p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"> <a href ="/img/revistas/csoc/vspe2020/vspe2020a13t3.jpg">Tabela 3</a>      
<p>&nbsp;</p>      <p><b>Discuss&atilde;o e conclus&otilde;es </b></p>      <p>Os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o mostram que as a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas executadas pelas marcas digitais presentes no estudo fazem parte de seu planeamento de marketing, que tem uma vis&atilde;o de <i>growth hacking,</i> focada em alcan&ccedil;ar o crescimento atrav&eacute;s da criatividade e da an&aacute;lise de dados.</p>      <p>Em termos de estrat&eacute;gia, os resultados do estudo revelam a presen&ccedil;a dos quatro pilares principais no processo de planeamento estrat&eacute;gico de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas: pesquisa, planeamento, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o. As a&ccedil;&otilde;es implementadas pelas marcas em quest&atilde;o centram-se na concretiza&ccedil;&atilde;o de objetivos de comunica&ccedil;&atilde;o a curto prazo, que privilegiam t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o respons&aacute;veis por gerir os ativos intang&iacute;veis. </p>      <p>Realizar pesquisas e avaliar os resultados s&atilde;o fatores-chave nas a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas das marcas analisadas. Todas as decis&otilde;es s&atilde;o conduzidas pelos dados recolhidos e analisados. Como resultado, as tr&ecirc;s empresas ajustam o seu planeamento estrat&eacute;gico, que &eacute; flex&iacute;vel e din&acirc;mico. </p>      <p>No entanto, este estudo n&atilde;o encontrou a influ&ecirc;ncia significativa de outras &aacute;reas, como &eacute; o caso da reputa&ccedil;&atilde;o, das rela&ccedil;&otilde;es institucionais ou da comunica&ccedil;&atilde;o de crise, nas estrat&eacute;gias de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Tal pode ser explicado pelos planos a curto prazo que caracterizam as estrat&eacute;gias destas marcas, e que n&atilde;o permitem trabalhar assuntos como a reputa&ccedil;&atilde;o organizacional. </p>      <p>Ainda assim, os resultados da investiga&ccedil;&atilde;o mostraram que todas as a&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e de marketing s&atilde;o planeadas e executadas de forma coordenada e integrada. As marcas digitais operam num contexto no qual a velocidade e mudan&ccedil;a s&atilde;o palavras de ordem e, por isso, os planos s&atilde;o quase sempre pensados a curto prazo. Este tipo de planeamento requer equipas multidisciplinares altamente coordenadas, com uma cultura colaborativa e flex&iacute;vel (Mintzberg, 1979). Al&eacute;m disso, o estilo de lideran&ccedil;a observado caracteriza-se pela gest&atilde;o por objetivos (Drucker, 1954), e leva exatamente ao modelo RACE de planeamento estrat&eacute;gico (Marston, 1963), com particular interesse na tomada de decis&atilde;o baseada em dados, que &eacute; impulsionada pelas ferramentas digitais.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ADECEC. (2008). La comunicaci&oacute;n y relaciones p&uacute;blicas en Espa&ntilde;a-radiograf&iacute;a de un sector. Retirado de <a href="http://prnoticias.com/images/stories/comunicacion/ARCHIVOS/presentacin_del_estudio_adecec.pdf" target="_blank">http://prnoticias.com/images/stories/comunicacion/ARCHIVOS/presentacin_del_estudio_adecec.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027684&pid=S2183-3575202000030001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Aguilera, J. (2016). <i>La gesti&oacute;n de cuentas en la agencia de comunicaciones de marketing</i>. Barcelona: ESIC Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027685&pid=S2183-3575202000030001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Armstrong, G. &amp; Kotler, P. (2003). <i>Fundamentos de marketing</i>. Nova Jersey: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027687&pid=S2183-3575202000030001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Bernays, E. L. (1923). <i>Crystallizing public opinion</i>. Nova Iorque: Boni and Liveright.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027689&pid=S2183-3575202000030001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Castells, M. (2001). <i>La galaxia internet. Reflexiones sobre internet, empresa y sociedad. </i>Barcelona: Plaza y Jan&eacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027691&pid=S2183-3575202000030001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Cuenca, J. (2017). <i>C&oacute;mo hacer un plan estrat&eacute;gico de comunicaci&oacute;n. La investigaci&oacute;n estrat&eacute;gica preliminar.</i> Barcelona: Editorial UOC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027693&pid=S2183-3575202000030001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Drucker, P. (1954). <i>The principles of management.</i> Nova Iorque: Harper &amp; Brothers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027695&pid=S2183-3575202000030001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Ellis, S. (2010, 26 de julho). Find a growth hacker for your startup [Post em blogue]. Retirado de <a href="http://www.startup-marketing.com/where-are-all-the-growth-hackers" target="_blank">http://www.startup-marketing.com/where-are-all-the-growth-hackers</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027697&pid=S2183-3575202000030001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ellis, S. &amp; Brown, M. (2018). <i>El m&eacute;todo hacking growth: qu&eacute; hacen compa&ntilde;ias explosivas como Facebook, Airbnb y Walmart para ser l&iacute;deres en el mercado</i>. Barcelona: Penguin Random House.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027698&pid=S2183-3575202000030001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Garc&iacute;a Carballo, C. (2012). Mensajes con fines publicitarios que tornan en relaciones p&uacute;blicas en las redes sociales: el caso de Starbucks Espa&ntilde;a y Cash Converters Espa&ntilde;a. <i>Revista Internacional de Relaciones P&uacute;blicas</i>, <i>4</i>(2), 145-172. <a href="https://doi.org/10.5783/RIRP-4-2012-07-145-172" target="_blank">https://doi.org/10.5783/RIRP-4-2012-07-145-172</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027700&pid=S2183-3575202000030001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kaplan, A. M. &amp; Haenlein, M. (2010). Users of the world, unite! The challenges and opportunities of social media. <i>Business Horizons</i>,<i> 53</i>(1), 59-68. <a href="https://doi.org/10.1016/j.bushor.2009.09.003" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.bushor.2009.09.003</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027701&pid=S2183-3575202000030001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Katz, E. &amp; Lazarsfeld, P. (1955). <i>Personal influence</i>. Nova Iorque: Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027702&pid=S2183-3575202000030001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kotler, P. (2003). <i>Marketing management</i>. Nova Jersey: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027704&pid=S2183-3575202000030001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Marca, G. (2017). <i>C&oacute;mo hacer un plan estrat&eacute;gico de comunicaci&oacute;n Vol. IV. La investigaci&oacute;n estrat&eacute;gica de evaluaci&oacute;n</i>. Barcelona: Editorial UOC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027706&pid=S2183-3575202000030001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Marston, J. E. (1963). <i>The nature of public relations</i>. Nova Iorque: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027708&pid=S2183-3575202000030001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Matilla, K. (2017). <i>C&oacute;mo hacer un plan estrat&eacute;gico de comunicaci&oacute;n. Un modelo de planificaci&oacute;n estrat&eacute;gica, paso a paso</i>. Barcelona: Editorial UOC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027710&pid=S2183-3575202000030001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Mintzberg, H. (1979). <i>The structuring of organizations</i>. Nova Jersey: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027712&pid=S2183-3575202000030001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pulizzi, J. &amp; Barret, N. (2009). <i>Get content get customers: turn prospects into buyers with content marketing.</i> Nova Iorque: McGraw Hill Professional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027714&pid=S2183-3575202000030001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Pulizzi, J. &amp; Rose, R. (2017). <i>Killing marketing: how innovative businesses are turning marketing cost into profit.</i> Nova Iorque: McGraw Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027716&pid=S2183-3575202000030001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>      <!-- ref --><p>Ries, A. &amp; Ries, L. (2003). <i>La ca&iacute;da de la publicidad y el auge de las relaciones p&uacute;blicas</i>. Barcelona: Urano.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027718&pid=S2183-3575202000030001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Rushkoff, D. (1994). <i>Media virus.</i> Nova Iorque: Random House Publishing Group.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027720&pid=S2183-3575202000030001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Schultz, D. E. &amp; Kitchen, P. J. (2000). A response to &lsquo;theoretical concept or management fashion&rsquo;. <i>Journal of Advertising Research, 5</i>(40), 17-21. <a href="https://doi.org/10.2501/JAR-40-5-17-21" target="_blank">https://doi.org/10.2501/JAR-40-5-17-21</a></p>      <!-- ref --><p>Schultz, D. E. &amp; Patti, C. H. (2009). The evolution of IMC: IMC in a customer-driven marketplace. <i>Journal of Marketing Communications,</i> <i>15</i>, 75-84. <a href="https://doi.org/10.1080/13527260902757480" target="_blank">https://doi.org/10.1080/13527260902757480</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027723&pid=S2183-3575202000030001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Strauss, A. &amp; Corbin, J. (1998). <i>Basics of qualitative research: techniques and procedures for developing grounded theory</i>. Thousand Oaks, CA: Sage.</p>      <!-- ref --><p>Trusov, M., Bucklin, R. E. &amp; Pauwels, K. (2009). Effects of word-of-mouth versus traditional marketing: findings from an internet social networking site. <i>Journal of Marketing,</i> <i>73</i>, 90-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027725&pid=S2183-3575202000030001300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Wilcox, D. L., Cameron, G. T. &amp; Xifra, J. (2012). <i>Relaciones p&uacute;blicas: estrategias y t&aacute;cticas</i>. Madrid: Pearson Educaci&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2027727&pid=S2183-3575202000030001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Nota biogr&aacute;fica</b></p>      <p>Patricia Coll-Rubio &eacute; doutorada em Comunica&ccedil;&atilde;o e professora das disciplinas de Introdu&ccedil;&atilde;o ao Jornalismo, de Comunica&ccedil;&atilde;o Corporativa e de Gest&atilde;o de Conte&uacute;do Digital na Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais da Universidade Ramon Llull. Como jornalista especializada em transforma&ccedil;&atilde;o digital colabora com o <i>El Pa&iacute;s Retina, La Vanguardia</i> e <i>Wolters Kluwer</i>.</p>      <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0001-7649-800X" target="_blank">https://orcid.org/0000-0001-7649-800X</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Email: <a href="mailto:PatriciaCR1@blanquerna.url.edu">PatriciaCR1@blanquerna.url.edu</a></p>      <p>Morada: Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, Blanquerna - Universidade Ramon Llull (URL) P&ccedil;a. Joan Coromines08001 Barcelona, Espanha</p>      <p>Josep Llu&iacute;s Mic&oacute; &eacute; professor de Jornalismo na Universidade Ramon Llull e vice-presidente da Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais desta institui&ccedil;&atilde;o. Liderou projetos de investiga&ccedil;&atilde;o internacional e &eacute; autor de dezenas de artigos, cap&iacute;tulos e livros sobre comunica&ccedil;&atilde;o e tecnologia, al&eacute;m de ser analista de tecnologia e de tend&ecirc;ncias em meios de comunica&ccedil;&atilde;o como <i>La Vanguardia</i>, R&aacute;dio Nacional de Espanha, <i>Naci&oacute;Digital, Diari de Girona</i>, etc.</p>      <p>ORCID: <a href="https://orcid.org/0000-0003-1191-226X" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-1191-226X</a></p>      <p>Email: <a href="mailto:JosepLluisMs@blanquerna.url.edu">JosepLluisMs@blanquerna.url.edu</a></p>      <p>Morada: Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, Blanquerna - Universidade Ramon Llull (URL) P&ccedil;a. Joan Coromines08001 Barcelona, Espanha</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>* Submiss&atilde;o: 28/06/2019</b></p>      <p><b>* Aceita&ccedil;&atilde;o: 31/10/2019</b></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Agradecimentos</b></p>      <p>A investiga&ccedil;&atilde;o realizada n&atilde;o teria sido poss&iacute;vel sem o valioso conselho de Esteban Redolfi, da Mobile World Capital, e sem o envolvimento profissional dos chefes das estrat&eacute;gias de rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas das marcas estudadas: Gemma Escribano, Jessica Amador e Carlos Macho, da Wallapop; Beatriz Friol e Patricia Mas, da Westwing e Montserrat Lavilla, Ana&iuml;s L&oacute;pez e Violeta Ruiz, da Fotocasa.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a href="#top1" name="1">[1]</a></sup> Retirado de <a href="hhttps://2018.stateofeuropeantech.com" target="_blank">https://2018.stateofeuropeantech.com</a></p>      <p><sup><a href="#top2" name="2">[2]</a></sup> Ver <a href="http://andrewchen.co/how-to-be-a-growth-hacker-an-airbnbcraigslist-case-study/" target="_blank">http://andrewchen.co/how-to-be-a-growth-hacker-an-airbnbcraigslist-case-study/</a></p>      <p><sup><a href="#top3" name="3">[3]</a></sup> Retirado de <a href="http://andrewchen.co/how-to-be-a-growth-hacker-an-airbnbcraigslist-case-study/" target="_blank">http://andrewchen.co/how-to-be-a-growth-hacker-an-airbnbcraigslist-case-study/</a></p>      <p><sup><a href="#top4" name="4">[4]</a></sup> Modelo de planeamento estrat&eacute;gico utilizado no marketing digital, cujas iniciais correspondem &agrave;s suas quatro fases: reach (alcance); act (agir); convert (converter); engage (envolver). </p>       ]]></body>
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