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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Claude Laprade: um escultor provençal na Lisboa de Setecentos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Claude Laprade (c.1675- 1738), a Provencal sculptor, earned his place in the Portuguese history of art with the execution of the stone tomb of the bishop D. Manuel de Moura Manuel. Located in the chapel of Vista Alegre in Ílhavo, the monument conveys the Roman Baroque aesthetic language, witnessing the artistic influences of its author. Despite being a sculptor unveiled since the 50s of the twentieth century, when the researcher Ayres de Carvalho rescued his work from oblivion, Claude Laprade is still mainly known as the author of the Tomb of Vista Alegre´s chapel. However, his multifaceted work, between which we can include projects and execution of altarpieces and sculptural work in wood and stone, never deserved an exegetical overview. Based on studies of those who preceded us and unpublished documentation recently referenced in Portuguese archives (ANTT and AML) we intend with this paper a global vision of his work.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Claude Laprade: um escultor provençal na Lisboa de Setecentos</b></p>     <p><b>Laprade: A Provencal sculptor in the eighteenth century Lisbon</b></p>     <p><b>Sílvia Ferreira<a href="#*"><sup>*</sup></a><a name="top*"></a></b></p>     <p>IHA - Instituto de História da Arte, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/    Universidade Nova de Lisboa, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O escultor de origem provençal Claude Laprade (c.1675-1738) ganhou lugar de    destaque na história da arte portuguesa com a execução do túmulo pétreo do bispo    D. Manuel de Moura Manuel. Localizado na capela da Vista Alegre, em Ílhavo,    o monumento veicula a linguagem estética barroca romana, testemunhando as influências    artísticas do seu autor. Apesar de ser um escultor divulgado desde os anos 50    do século XX, quando o investigador Ayres de Carvalho resgatou a sua obra ao    esquecimento, Claude Laprade é, ainda, essencialmente, conhecido como o autor    do túmulo da Capela da Vista Alegre. No entanto, a sua obra multifacetada, entre    a qual se contam projetos e execução de retábulos, obra escultórica em madeira    e pedra, nunca mereceu até hoje uma visão exegética de conjunto. Tendo por base    os estudos dos que nos precederam e documentação inédita recentemente referenciada    em arquivos portugueses (ANTT e AML), pretendemos com este texto uma visão global    da sua obra.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Provença / Lisboa / Barroco / Escultura / Pedra / Talha</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p> Claude Laprade (c.1675- 1738), a Provencal sculptor, earned his place in the Portuguese  history of art with the execution of the stone tomb of the bishop D. Manuel de  Moura Manuel. Located in the chapel of Vista Alegre in Ílhavo, the monument conveys  the Roman Baroque aesthetic language, witnessing the artistic influences of its  author. Despite being a sculptor unveiled since the 50s of the twentieth century,  when the researcher Ayres de Carvalho rescued his work from oblivion, Claude Laprade  is still mainly known as the author of the Tomb of Vista Alegre´s chapel. However,  his multifaceted work, between which we can include projects and execution of  altarpieces and sculptural work in wood and stone, never deserved an exegetical  overview. Based on studies of those who preceded us and unpublished documentation  recently referenced in Portuguese archives (ANTT and AML) we intend with this  paper a global vision of his work.     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>KEYWORDS</b></p>     <p>Provence / Lisbon / Baroque / Sculpture / Stone / Woodcarving</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. AS ORIGENS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O escultor de origem provençal Claude Laprade (c. 1675-1738), essencialmente    conhecido por ser o autor do túmulo pétreo do bispo de Miranda do Douro, D.    Manuel de Moura Manuel (1632-1699), situado na capela da Vista Alegre, em Ílhavo,    é mencionado naquela que julgamos ser a primeira vez por D. José Barbosa: </p>     <blockquote>        <p>(…) havia mandado edificar o Bispo D. Manoel de Moura Manoel huma magnifica      Ermida a Nossa Senhora da Penha de França, e para o tumulo, que na Capella      môr havia ordenado, que se lhe lavrasse, foy trasladado o seu corpo no anno      de 1706. Sobre a sepultura, que não tem Epitaphio, se vê a sua effigie revestida      de Pontifical, obra premorosissima do famoso Escultor Claudio de Lapelada<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>.    </p> </blockquote> Esta referência, datada de 1727, poucos anos volvidos sobre a execução da obra  que deverá ter ficado pronta em finais de 1699, dá-nos conta do estatuto de Claude  Laprade nos anos vinte da centúria de Setecentos. Depois desta data, várias foram  as menções ao escultor, compondo-se o leque da sua biografia artística em Portugal.      <p></p>     <p>Sobre a nacionalidade de Claude Laprade, os dados mais diretos que possuímos    são aqueles que o próprio fornece nos documentos em que intervém diretamente,    a saber, uma procuração passada a um mestre carpinteiro residente na quinta    da Vista Alegre em Ílhavo<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> e  a licença matrimonial requerida em 1703 quando pretende casar com a futura mulher  Joana Gaubert<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>.      <p>Tanto na procuração como na licença matrimonial, Claude Laprade refere que    é natural de Avignon, ao tempo integrada no estado romano. Neste último documento    especifica que foi batizado na Igreja de Saint Agricol da mesma cidade. Declara-se    filho de André de Laprade e de Maria Dragul, afirma ter 28 anos e ser morador    na freguesia do Sacramento, em Lisboa, desde há 15 anos.</p>     <blockquote>        <p>Dezembro de 1703</p>       <p>Diz Claudio de LaPrada natural da cidade de Avinhan estado Romano baptizado      na Igreja de Santo Agricol da dita cidade de Avinhan filho de Andre de LaPrade,      e de Maria Dragul, e morador nesta cidade freguesia do Sacramento que elle      esta comtratado para cazar com Joanna Gaubert natural da Vila de Ciotat e      baptizada na Igreja de Sam Pedro da mesma vila Provincia de França filha de      Esteuam Gaubert e de Magdalena Esteuene para cujo effeeito = querem justificar      serem solteyros e liures nos dittos seus naturaes como he Estillo observado      neste Arcebispado e porque requerendo ao Reverendo Doutor Provizor dos cazamentos      lhes não defferio (…)</p>       <p>Aos vinte e dous dias do mes de Dezembro de mil setecentos e tres anos nesta      cidade de Lisboa no escritório da Camara Bernardo de Castanheda enquiridor      comigo escriuão da camara fizemos a justificação seguinte Manoel Moniz da      Rocha o escreuy</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depoimento da contraente </p>       <p>Jurou sobre os Santos Euangelhos Joanna Gauberta natural da freguesia de      São Pedro da cidade de Ciotat reino de França filha de Esteuão Guaberta e      de Magdalena Esteuene da idade de dezouto anos e he moradora na freguesia      de São Paulo desta cidade aonde está assistente ha noue anos E para casar      com Claudio de la Prade com quem está contratada depõem de sua livre vontade      e he solteira e livre asim no seu natural como nesta cidade não foi cazada      jurada nem comprometida com outro homem nem fez voto algum e asinou o inquiridor      Manoel Moniz da Rocha o escreuy (…)</p>       <p>Depoimento do contraente</p>       <p>Jurou sobre os Santos Evangelhos Claudio de la Prade natural da freguesia      de Santo Agricol da cidade de Avinhão estado de Roma filho de Andre de la      Prade e de Maria Dragul da idade de vinte e outo anos e he morador na freguesia      do Sacramento aonde asiste ha quinze anos e para casar com Joanna Gauberta      com quem está contratado depõem de sua livre vontade e he solteiro e livren      asim no seu natural como nesta cidade não foi cazado jurado nem comprometido      com outra molher nam fez voto algum e asinou o inquiridor Manoel Moniz da      Rocha escreuy</p>       <p>Claudio de Laparade<a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a></p> </blockquote>     <p>Os noivos apresentam como testemunhas duas pessoas suas conhecidas: Clara Joya    mulher de Jacques Fazdeles Condestável, moradora aos Remolares, que diz conhecer    os noivos dos seus locais de origem e em Portugal, e António Cebola, soldado    de Sua Majestade, morador a São Paulo. Testemunham também os párocos das freguesias    de ambos os noivos em como não conhecem impedimento algum para a realização    do casamento. </p>     <p>Hoje admite-se como verdadeira a sua origem provençal, mais concretamente da    cidade papal de Avignon. No entanto, quando se pretende aprofundar e conhecer    melhor os contornos exatos da sua origem e filiação, concluímos que as informações    prestadas pelo artista parecem não corresponder inteiramente à verdade. Ao compulsarmos    os arquivos paroquiais online da igreja paroquial de Saint Agricol, na cidade    de Avignon, damo--nos conta que não existe nenhum registo de batismo de uma    criança de nome Claude Laprade, cujos pais se chamariam, respetivamente, Andre    de Laprade e Maria Dragul. Semelhante procedimento efetuado em registos notariais    de outras igrejas paroquiais de Avignon obteve resultados idênticos<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a>.  </p>     <p>É bem verdade que Ayres de Carvalho, ao tentar desvendar as origens geográficas    exatas do escultor, bem como a sua filiação, quis ver num assento de batismo    da igreja paroquial de Isle-sur-la-Sorge<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a>,    de uma criança de nome Claude Jozeph Courrat Laprade, a prova do nascimento    e batismo do escultor emigrado em Portugal. No entanto, a assunção de que este    assento de batismo identifica o escultor Claude de Laprade levanta-nos sérias    dúvidas. Desde logo, a data de batismo (22 de novembro de 1682) coloca um problema    de monta. Sabe-se que Claude Laprade esculpiu o túmulo do bispo D. Manuel de    Moura Manuel cerca de 1699-1700; logo, segundo este assento de batismo, teria    de ter 17 anos de idade à data da execução do monumento fúnebre, o que não se    compagina com a qualidade da obra em questão. </p>     <p>O registo do batismo de Claude Joseph Courrat é o seguinte: “Claudius Josephus    Courrat D. [Domini] Joseffi et I.mae Antoniae Laprade cujus baptizatus fuit    die Novembris vigesima secunda patrinius D. Claudius Courrat matrina I.mae Francisca    (…)”<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>.</p>     <p>As informações sobre a vida de Claude Laprade parecem perder-se numa nebulosa    de contradições, até hoje difíceis de desvelar. Quando pede permissão à Câmara    Eclesiástica para casar com Joana Gaubert, afirma ter 28 anos de idade e viver    em Lisboa há 15. A serem verídicas estas informações, o artista teria de viver    na capital desde os 13 anos de idade, facto que inevitavelmente levanta outras    tantas questões e perplexidades: Onde terá Claude Laprade aprendido o seu ofício?    Quem terão sido os seus mestres? Quando, como e em que circunstâncias veio para    Portugal? As contradições que estas informações encerram, contudo, não interferem    no facto de que esteve efetivamente em Ílhavo e em Coimbra, quer em 1699 a esculpir    o túmulo de D. Manuel de Moura Manuel, quer a trabalhar para a Universidade    de 1700 a 1702<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>. Que as obras    que Laprade esculpiu em pedra para estes dois locais patenteiam as coordenadas    estilísticas da escultura provençal barroca é um facto indesmentível, como teremos    oportunidade de adiante confirmar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. A OBRA PÉTREA</b></p>     <p>A mais relevante obra de Claude Laprade em material pétreo é indubitavelmente    o monumento fúnebre de <br />   D. Manuel de Moura Manuel, bispo de Miranda do Douro, situado na capela da Vista    Alegre, em Ílhavo<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>.</p>     <p>O conjunto artístico da capela é composto ainda pelo ossuário da mãe do bispo    de Miranda, dois altares em talha dourada, painéis de azulejo da autoria do    ceramista Gabriel del Barco (1648-1701?)<a href="#10"><sup>10</sup></a><a name="top10"></a>    e uma árvore de Jessé pintada no teto da nave.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>A singularidade deste túmulo esculpido pelo artista provençal alicerça-se na    sua feição essencialmente escultórica, tão distinta da prática comum observada    nas obras tumulares portuguesas suas contemporâneas. De facto, habitualmente    a tumulária nacional maneirista e barroca não incluía figuração escultórica    como componente decorativa e iconográfica do monumento. A concessão feita ao    efeito cenográfico passava bastas vezes pela inclusão simbólica das figuras    de elefantes ou leões como elementos de suporte da arca tumular<a href="#11"><sup>11</sup></a><a name="top11"></a>.    Os locais onde podemos encontrar idênticos modelos situam-se fora de Portugal,    mais concretamente em França e em Roma. Em França destacam-se o túmulo de Louis    Phélypeaux de la Vrillière (1598-1681), conselheiro de Estado do rei Luís XIII,    localizado na igreja de Saint-Martial em Châteauxneuf-sur-Loire, o de Gaspard    du Laurens (1567-1630), arcebispo de Arles, situado na igreja de Saint-Trophime    em Arles e o de Laurent Buti (1634-1710), bispo de Carpentras, localizado na    igreja de Saint Siffrien, ao qual nos referiremos adiante com mais detalhe.    Em Roma, o celebre túmulo do papa Alexandre VII na basílica de São Pedro do    Vaticano é outro exemplo a considerar. Segundo Ayres de Carvalho, o modelo do    túmulo de D. Manuel de Moura Manuel inspira-se diretamente naquele que o escultor    provençal Jean Péru (1650-1729) esculpiu em 1688 para a última morada do Abade    Gaspard Simiane La Coste (1607-1649)<a href="#12"><sup>12</sup></a><a name="top12"></a>,    monumento hoje conhecido apenas por descrições, dada a sua destruição aquando    da Revolução Francesa<a href="#13"><sup>13</sup></a><a name="top13"></a>: “On    y voyait en haute en ange sonnant de la trompette, avec ses mots sour une cartouche:    <i>surgit morteis et venite ad judicium</i> et au dessous, l´abbé de la Coste,    couché dans une attitude décent et noble, qui lève la tête épouvanté”<a href="#14"><sup>14</sup></a><a name="top14"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo julgamos saber pela documentação disponível, o túmulo do bispo de Miranda    terá sido o primeiro grande trabalho escultórico de Claude Laprade em solo português.    Assim sendo, e em face da grandiosidade, qualidade e modelo do monumento, devemos    colocar a questão de quais terão sido as reais influências da sua Provença natal.    A admitirmos como verdadeira a sua origem, torna-se imperiosa a compreensão    da produção escultórica pétrea e em madeira, levada a cabo pelos artistas dessa    região francesa. </p>     <p>Um dado que até agora não tem suscitado o interesse devido é o facto de Claude    Laprade ser apontado como escultor em madeira, já ao tempo da execução do túmulo    de D. Manuel de Moura Manuel. O autor das<i> Memorias Paroquiais de Ílhavo</i>,    o pároco João Martins dos Santos<a href="#15"><sup>15</sup></a><a name="top15"></a>,    ao descrever a obra da capela da Vista Alegre, informa-nos:</p>     <blockquote>        <p>(…) duas torres huma de cada Lado, que acompanham a Igreja, e sahidas algum      tanto para fora servem, de alguma forma, de Resguardo à porta principal, e      principalmente a huma prodigiosa agigantada Imagem de pedra de N. Senhora      de Penha de França, Soberana fachada deste Templo primorosamente elaborada      pelo famozo escultor Laprada (outro Miguel Angelo) bem Conhecido deste Reyno;      do qual são outra mais Imagens, e effigies assim de pedra como de pau que      no interior do Templo se admiram e veneram (…) huma prodigiosa Imagem de um      santo Christo, obra do insigne Laprada<a href="#16"><sup>16</sup></a><a name="top16"></a>.</p> </blockquote>     <p>Ancorados nos estudos levados a cabo pelos autores que se dedicaram à investigação    sobre os escultores do barroco provençal, reconhecemos que foram certamente    determinantes na sua aprendizagem nomes como Jean Péru<a href="#17"><sup>17</sup></a><a name="top17"></a>,    Jacques Bernus (1650-1728)<a href="#18"><sup>18</sup></a><a name="top18"></a>    e o mais conceituado e operativo de todos, Pierre Puget (1620-1694)<a href="#19"><sup>19</sup></a><a name="top19"></a>.</p> Tendo presente a obra destes escultores, disseminada por igrejas e museus em Marselha,  Avignon, Toulon, Aix--en-Provence e mesmo em localidades de menor dimensão, como  é o caso de Isle-sur-la-Sorge, reconhecemos fortes semelhanças entre a produção  escultórica de Laprade e muitas das esculturas observadas nos locais acima referidos,  quer entre aquelas que a documentação comprova taxativamente, quer naquelas que  são atribuídas com base em comparação estilística. Esse “ar de família” que percorre  ambas as produções – a Provençal e a de Claude Laprade, em Portugal – é inegável.     <p></p>     <p>De entre as várias composições escultóricas visionadas, escolhemos salientar    aquelas que pensamos serem as mais representativas das semelhanças entre as    duas produções. Neste sentido, a escultura pétrea da Virgem com o Menino, situada    na fachada da igreja de Saint Pierre em Avignon, atribuída a Jean Péru, ou as    esculturas das Virtudes teologais e cardiais, esculpidas por este mesmo artista    para pontuarem nos arcos das capelas da nave da igreja de Notre-Dame-des-Anges    na localidade de Isle-sur-la-Sorgue<a href="#20"><sup>20</sup></a><a name="top20"></a>,    afiguram-se como exemplos paradigmáticos. De facto, as figuras das Virtudes,    colocadas aos pares em arcos e que mimetizam os modelos barrocos romanos que    se visionam em inúmeras igrejas de Roma, lembram as figuras femininas esculpidas    por Laprade. Tendo presentes as esculturas pétreas representando a Justiça,    a Medicina ou a Teologia, que o autor esculpiu para figurarem nas salas de aula    da Universidade, encimando as cátedras dos respetivos professores das disciplinas,    e as figuras que compõem o monumento pétreo da Via Latina, hoje dedicado a D.    José I (1714-1777), a Fortaleza e a Justiça, constatamos melhor as similitudes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f3.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Nesta igreja provençal destaca-se, ainda, uma escultura pétrea figurando Maria    Madalena, reclinada, na qual o tratamento dos cabelos, da forma e posicionamento    das mãos, e da face, lembra as estátuas de Laprade, assimilando diretamente    o modelo que Gianlorenzo Bernini (1598-1680) esculpiu representando a Beata    Ludovica Albertoni, na igreja de San Francesco a Ripa, em Roma.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outra obra relevante neste contexto de influências e similitudes é a do túmulo    de Laurent Buti, bispo de Carpentras, localizado na catedral da mesma cidade,    da autoria do escultor Jacques Bernus. Neste monumento fúnebre reconhecemos    a figura alegórica do Tempo, numa alusão de gosto barroco à inexorabilidade    da morte, personagem igualmente utilizada por Claude Laprade no túmulo do bispo    de Miranda do Douro<a href="#21"><sup>21</sup></a><a name="top21"></a>.</p>     <p>O trabalho escultórico que Laprade executou para a Universidade de Coimbra    e para a capela da Vista Alegre, que não se cifrou apenas na feitura do túmulo    do bispo, mas alargou-se ao monumento fúnebre da mãe, à imagem de Nossa Senhora    da Penha de França, na fachada da capela, e ao Cristo de madeira destinado à    sacristia, terá decorrido entre os anos de 1699 e 1702. Em finais de 1699, a    Universidade de Coimbra comprava pedraria <i>para as feguras dos gerais</i>    e, entre esta data e 1702, são contínuos os pagamentos a Laprade pelas obras    das estátuas para as salas, para o pórtico e, finalmente, para pagamento dos    remates das portas das aulas<a href="#22"><sup>22</sup></a><a name="top22"></a>.  </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f4.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Pela obra dos escultores provençais mencionados perpassa a influência da arte    barroca italiana de Seiscentos, quer romana, quer genovesa – esta última pela    proximidade geográfica e pelos contactos mantidos. No entanto, podemos distinguir    uma visão estética muito própria destes artistas e que enforma as suas produções.    Uma realidade muito interessante no percurso destes escultores foi a sua polivalência,    comprovada no trabalho escultórico dos vários materiais. Escultores como Jacques    Bernus, Pierre Puget ou Jean Péru trabalharam em pedra, madeira e mesmo estuques.    Um bom exemplo desta polivalência é o trabalho que Jacques Bernus efetuou para    a igreja de Saint-Siffrein de Carpentras. Tendo como encomendador o bispo Laurent    Buti, Bernus decorou o coro alto da igreja, executou o altar-mor composto de    sacrário com uma glória de anjos em talha dourada, um relicário e, ainda, o    túmulo pétreo do bispo Buti.</p>     <p>Outro dos escultores da Provença, Pierre Puget, o mais profícuo e afamado entre    os seus pares, teve a sua formação enriquecida com idas a Génova e a Roma, onde    pôde aperfeiçoar a sua técnica e destreza artística. Puget foi um artista completo.    Desenhava, pintava e esculpia em madeira e em pedra, não se limitando a executar    obras pétreas de grande valor escultórico, mas diversificando a sua atividade,    chegando a desenhar os motivos decorativos da popa e da proa dos navios da armada    francesa. No Museu Marítimo de Toulon guardam-se ainda as memórias dos seus    trabalhos. Esta versatilidade de Puget observamo-la, em menor escala, como é    evidente, em Claude Laprade que, como demonstraremos, também diversificou a    sua carreira artística enquanto escultor e desenhador, articulando-a nos múltiplos    planos possíveis à época.</p>     <p>Cremos que o momento das realizações escultóricas da Vista Alegre e da Universidade    de Coimbra revelou-se decisivo na carreira de Laprade. Foi a época em que pôde    demonstrar as suas verdadeiras capacidades como escultor, não só de pedra, mas    também de madeira, trabalhando para uma clientela exigente e de elite.</p>     <p>O ano de 1703 deverá ter marcado uma viragem na vida e na carreira de Claude    Laprade. Nessa data encontramo--lo a contrair matrimónio, em Lisboa, com a sua    compatriota Joana Gaubert e, a partir deste momento, não se conhece mais produção    escultórica pétrea da sua autoria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. OS ANOS DA MADEIRA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Iniciam-se os anos da madeira. Embora não tenhamos dados que expliquem cabalmente    esta fixação na arte da escultura e entalhe em material lígneo, o facto é que    a mudança definitiva para Lisboa parece ter condicionado esta opção. Possivelmente,    as encomendas em pedra escassearam e Laprade adaptou-se às exigências de um    mercado mais habituado a conviver com as obras em madeira, mormente as de talha    e escultura que recheavam as igrejas da capital e arredores.</p>     <p>No entanto, a sua fama como estatuário persistiu e vingou para além do Mondego,    razão pela qual a primeira encomenda documentada que lhe é comissionada em Lisboa    é destinada à sacristia da igreja dos padres agostinhos de Nossa Senhora da    Graça.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f5.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Estava-se em 1710 e D. frei António Botado (1651-1715), bispo de Hipona e religioso    do convento dos agostinhos da Graça, irmão de Mendo de Fóios Pereira (1643-1708),    secretário de Estado de D. Pedro II (1648-1706), encomenda-lhe a execução de    noventa e dois bustos de santos e sete braços relicários para serem colocados    na recém-reformada sacristia<a href="#23"><sup>23</sup></a><a name="top23"></a>    com a intenção de enriquecer e tornar magnificente o espaço onde o seu irmão    se encontrava sepultado num magnífico túmulo<a href="#24"><sup>24</sup></a><a name="top24"></a>.  </p>     <p>Atualmente, dos noventa e dois bustos e onze braços relicários, apenas subsistem    onze bustos e dois braços.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f6.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>O terramoto de 1 de novembro de 1755 teve um efeito devastador na igreja e    em todo o complexo arquitetónico do mosteiro dos agostinhos. Parte da explicação    para o desaparecimento da maioria das peças esculpidas por Laprade poderá residir    nesse facto, mas não nos podemos esquecer também da lei liberal de 1834, que    ordenou a extinção das ordens religiosas, e do sentimento anticlerical de inícios    do século XIX, que teve a sua expressão máxima na lei da separação das Igrejas    e do Estado.</p>     <p>Das onze existências que hoje se contabilizam, oito bustos estão ainda colocados    em vitrines na parede fundeira da sacristia em posição frontal ao túmulo de    Mendo de Fóios Pereira. Três bustos conservam-se nas coleções do Patriarcado    de Lisboa e a sua visualização permitiu-nos comprovar que de facto são de material    lígneo, prateados – como aliás é referido na documentação de encomenda, sendo    que dois deles terão sofrido intervenções de conservação e restauro em anos    recentes. As peças que tivemos oportunidade de observar denotam grandes semelhanças    entre si, quer na modelação facial, na qual bocas e narizes se apresentam muito    idênticos, quer no trato geral do resto da anatomia e vestes. Resta salientar    que os bustos observados patenteiam grandes afinidades com as esculturas em    madeira executadas por Laprade, como são por exemplo, o S. Pedro e o S. João    Evangelista da catedral de Viseu ou ainda a escultura do Senhor Morto da igreja    da Misericórdia da Chamusca.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depois desta intervenção documentada na sacristia da igreja do convento da    Graça de Lisboa, só voltamos a ter notícia do labor de Claude Laprade cinco    anos depois, quando é referenciado a trabalhar na grande empreitada do altar-mor    da igreja de Nossa Senhora da Pena, em Lisboa<a href="#25"><sup>25</sup></a><a name="top25"></a>.  </p>     <p>Embora a documentação da irmandade do Santíssimo Sacramento, encomendadora    do referido altar-mor, seja bastante exaustiva no que se refere à discriminação    de gastos com a obra, não especifica a tarefa de cada entalhador e escultor.    Sabe-se que nesta obra trabalharam Domingos da Costa Silva e Claude Laprade,    reconhecidos escultores, entre muitos outros mestres entalhadores, mas as atribuições    de cada um permanecem uma incógnita, exceto que Domingos da Costa elaborou o    altar colateral e uma imagem de Nossa Senhora da Soledade<a href="#26"><sup>26</sup></a><a name="top26"></a>.    No entanto, quer pelas somas substancialmente elevadas que recebe em relação    aos seus colegas, quer pelos dias de trabalho efetuados, ou ainda pela sua fama    como escultor, os atlantes do retábulo da igreja de Nossa Senhora da Pena têm    sido atribuídos a Laprade<a href="#27"><sup>27</sup></a><a name="top27"></a>,    facto nunca contestado pelos historiadores da arte. </p>     <p>Foram exatamente estes atlantes que contribuíram para afirmar na historiografia    de arte portuguesa o nome de Laprade como exímio escultor em madeira.      <p>Aliás, este motivo não era estranho ao artista, pois semelhantes figuras masculinas    de suporte são observadas no monumento pétreo a D. Pedro II, esculpido na Via    Latina da Universidade de Coimbra. Com a revelação feita por Ayres de Carvalho,    com base na documentação disponível, de que este escultor seria natural de Avignon,    na Provença, as comparações com as figuras de atlantes que pontuam nos monumentos    da região foram incontornáveis. De facto, quer em Toulon, quer em Aix-en-Provence,    o uso destas figuras como animadoras das fachadas de edifícios é recorrente.    Atente-se nos emblemáticos atlantes esculpidos por Pierre Puget para figurarem    na entrada principal do <i>Hôtel de Ville </i>em Toulon e ainda aqueles em Aix-en-Provence,    ladeando a porta do <i>Hôtel de Espagne</i> na Rua Mirabeau ou aqueles que pontuam    na entrada do <i>Pavillon Vendôme</i><a href="#28"><sup>28</sup></a><a name="top28"></a>.    Todas estas figurações de atlantes, com as suas inevitáveis diferenças estéticas    podem ser interpretadas como influências artísticas na obra de Laprade.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f7.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f8.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Terão de decorrer cerca de dois anos até termos de novo notícias do labor do    escultor. Estava-se em 1717 e a irmandade da Misericórdia da vila de Chamusca    contrata com Laprade a execução de várias imagens para a sua igreja, a saber:    uma do Senhor dos Passos, uma de Nossa Senhora da Soledade, ambas de roca, e    um grupo escultórico figurando Cristo morto e duas imagens femininas plangentes.  </p>     <p>Apesar de estas encomendas terem sido documentadas no <i>Livro Geral</i> (2-3-1706    - 12-9-1718) da irmandade do Santíssimo, hoje em dia, o livro em questão encontra-se    desaparecido. Vale-nos uma memória histórica da igreja, à guarda da Santa Casa    da Misericórdia da Chamusca, que revela a data da encomenda a Laprade<a href="#29"><sup>29</sup></a><a name="top29"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f9"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f9.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Sabe-se que estas imagens terão sido realizadas como complemento da obra de    talha do altar-mor, executado também por um artista de Lisboa, de nome José    Pessoa Nobre, com contrato assinado em 3 de fevereiro de 1733<a href="#30"><sup>30</sup></a><a name="top30"></a>.    Até ao momento esta é a única obra documentada subsistente deste mestre entalhador,    cuja biografia se limitava a referenciá-lo como o autor do desaparecido retábulo    de Nossa Senhora da Soledade, sito na igreja do mosteiro de Santa Marta, em    Lisboa, e datado de 1723. Os assentos de batismo de duas das suas filhas, Paula    e Maria, e o seu registo como membro da irmandade de S. Miguel e Almas, da freguesia    de Nossa Senhora das Mercês (Lisboa), completam as informações disponíveis sobre    o artista.</p>     <p>Voltando à imagem de Cristo morto, esta é a mais expressiva do conjunto esculpido    por Laprade. Representa o Salvador do mundo magro e exangue, visivelmente sangrando    das feridas infligidas pela crucifixão, dor que se reflete na expressão dos    olhos e no trejeito da boca, denunciadores de uma morte em dor e agonia prolongada.  </p>     <p>Quanto às estátuas do Senhor dos Passos e de Nossa Senhora da Soledade, apesar    dos sucessivos repintes de que foram alvo, apresentam similitudes com as restantes    obras documentadas de Laprade. A paternidade destas obras revela-se especialmente    quando comparadas com aquelas que o autor esculpiu para a sé de Viseu, sobretudo    com a de S. Pedro, ou ainda com os bustos relicários, pertença das coleções    do Patriarcado de Lisboa.</p> Para os anos de 1718 e 1719 é a documentação à guarda do Arquivo Municipal de  Lisboa que permite traçar o rasto do artista na cidade e o seu envolvimento com  obras custeadas pelo Senado da Câmara.     <p></p>     <p>Em 1718, Claude Laprade é referenciado a pedir licença à Câmara de Lisboa para    efetuar algumas obras na sua propriedade situada na rua dos Remolares, então    paroquial de São Paulo<a href="#31"><sup>31</sup></a><a name="top31"></a>: “Dis    Caldio de Laperade q<i>ue</i> elle he S<i>enh</i>or e Pussiodor de huma morada    de cazas sittas na rua direjta dos Remolares e nellas quer fazer obras e meter    sacadas e Bollir no aliserce (…)”.</p> Este é um dado relevante, pois informa-nos do local de morada do artista ao tempo.  No entanto, a destruição dos arquivos paroquiais da freguesia de São Paulo, pela  ação do terramoto de 1755, é certamente um obstáculo ao enriquecimento de informação  sobre a vida pessoal e social deste mestre. Assento de casamento do próprio, batizados  das suas filhas, casamentos das mesmas e intervenção do escultor e família em  atos de testemunho de casamentos ou batizados poderão ter ficado perdidos para  sempre.     <p></p>     <p>O próximo passo na carreira de Claude Laprade é-nos transmitido uma vez mais    por documentação pertença do Arquivo Municipal de Lisboa. Destinadas à grande    procissão de <i>Corpus Christi</i> de 1719 foram encomendadas diversas obras    de escultura, entalhe, pintura e outras a vários artistas e artífices de Lisboa.    Entre eles contava-se Claude Laprade, apontado como mestre escultor. O trabalho    constava de arcos, estátuas e outras peças de caráter decorativo<a href="#32"><sup>32</sup></a><a name="top32"></a>.    Este evento, que mobilizou toda a cidade de Lisboa, foi comissionado pela Câmara    Municipal e a sua magnificência foi imortalizada pela pena de Inácio Barbosa    de Machado, na sua obra emblemática <i>Historia critico-chronologica da instituiçam    da festa, procissam e officio do Corpo Santissimo de Christo</i><a href="#33"><sup>33</sup></a><a name="top33"></a>.  </p>     <p>Dois anos passados sobre a procissão de <i>Corpus Christi</i> Claude Laprade    e os seus colegas escultores, entalhadores e pintores protestam pela falta de    pagamento por parte do Senado da Câmara de Lisboa, respeitante à obra executada    para a procissão de <i>Corpus</i>. Segundo os queixosos, os seus róis de despesas    não foram satisfeitos, razão pela qual, interpõem petição ao Senado da Câmara    com vista a serem ressarcidos dos montantes em falta. Em vista da demora da    resolução da querela entre artistas e Senado, em junho de 1721, D. João V (1689-1750)    ordena uma nova avaliação por mestres dos ofícios respetivos, sob a supervisão    do arquiteto Frederico Ludovice (1673-1752), responsável pelo planeamento da    procissão e desenho dos aparatos efémeros<a href="#34"><sup>34</sup></a><a name="top34"></a>.  </p> Segue-se a declaração de dois mestres escultores envolvidos na empreitada, elencando  a obra feita:     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <blockquote>        <p>Domingos da Costa silua e Claudio Laprada mestres do offiçio de escultor      Certificamos que nos fizemos os rématos e figuras pera os Porticos dos toldos      do terrejro do Passo e rosio que tudo Emporta o seguinte: </p>       <blockquote>          <p>Seis figuras de dozes palmos cada hua de gioelhos todas redondas com suas        azas feitas por anbas as partes (…) Tres paineis de releuado (…) com hua        gloria de Anjos (…) e reuestidos de rayos (…) tres remates em forma de pedestais,        dos frontespicios guarnecidos com molduras, quartelas e fastois<a href="#35"><sup>35</sup></a><a name="top35"></a>.</p>     Os mestres avaliadores da obra de escultura foram Manuel de Andrade, António      da Costa e Domingos Afonso.          <p></p>         <p>Dizemos nos os Mestres, Manoel de Adrade, e Manoel Dias, e Antonio da Costa,        e Domingos Affonço Valle, q<i>ue</i> nos somos noteficados (...) para effeito        de medirmos, e avaliarmos, as obras que fizerão de seu officio de Escultura        os Mestres Domingos da Costa e Sylva, e Claudio Laprada, e Manoel Machado        (…) [f. 212] Que tudo afirmamos (…) se nos foi inposto e declarado pello        Arquiteto João Federico Ludoviquo Segundo o decreto de Sua [f. 212v.] Mag<i>es</i>tade<a href="#36"><sup>36</sup></a><a name="top36"></a>.</p>   </blockquote> </blockquote>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f10.jpg">      
<p>&nbsp;</p> A decisão final estipulou que:      <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p>Por Resolução de 14 de Junho do anno prezente (...) foy sua Mag<i>es</i>tade      seruido ordenar se fizesse noua avalliação por louvados com asistençia do      Architeto João Federico Lodovisse, Mostrando sse lhe os Róes dos Mesmos offeciães      Com os seus abatimentos, e feita avaliação se fizesse prezente a v<i>oss</i>a      Mag<i>es</i>tade (…) que fizerão prezente a vossa Magestade o excesso que      hauia nos Róes porque pertendião serem pagos os Pintores dos Payneis, e da      Columnas; os Escultores e entalhadores das obras que hauião feito para a fabrica      dos Toldos da procissão de Corpos (…) ao qual se manefestarão os Róes, e abatimentos      que se hauião feito, e reduzirão as importançias dos ditos Róes que os Artifiçes      das refferidas obras hauião fabricado desordenadam<i>en</i>te Aos lemites      da razão, (…) seja V<i>oss</i>a Mag<i>es</i>tade seruido mandar pagar a estes      Artifiçes as importançias das suas obras, ficando de nenhum effeito os Róes      porque pertenderão serem pagos (...) Lixboa oriental 30 de Agosto de 1721<a href="#37"><sup>37</sup></a><a name="top37"></a>.</p>       <p>Assim se terá encerrado a contenda dos artistas com o Senado da Câmara, sendo-lhes      pago um preço bastante mais baixo do que aquele que pretendiam.</p>       <p>Durante este tempo de interpelações e petições ao Senado da Câmara, no sentido      de ser ressarcido dos gastos do seu ofício pela obra da Procissão de <i>Corpus</i>,      Claude Laprade continuou a aceitar encomendas de obra e em 1720 é referenciado      a executar as imagens de S. João Evangelista e Santa Maria Madalena. Estas      eram destinadas à capela dedicada ao Senhor dos Passos, situada junto ao altar-mor      da igreja do mosteiro de S. Domingos, em Lisboa<a href="#38"><sup>38</sup></a><a name="top38"></a>.      Deste altar e imagens nada mais resta do que as memórias escritas, já que      a igreja e mosteiro dos Dominicanos, em Lisboa, sofreram graves estragos na      sequência do cataclismo de 1 de novembro de 1755. Relevante nesta crónica      de frei José da Natividade, para além da notícia de mais duas obras escultóricas      de Claude Laprade, é o elogio que o mesmo tece à qualidade das obras do mestre,      referindo-se ao mesmo como notável artista: (…) “polidissimas Imagens dos      dous mais notaveis favorecidos da dilecção de Christo Senhor nosso, o amado      Evangelista, e a fermoza Magdalena: São da grandeza mais elegante de hum corpo      humano, e muito dignas de seu artifice, o insigne Estatuario Laperada (…)”<a href="#39"><sup>39</sup></a><a name="top39"></a>.</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f11.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Em 1723, e já resolvidas as questões com o Senado da Câmara, certamente conformando-se    com o resultado final, Laprade é contratado pelo cabido da sé de Viseu para    esculpir as estátuas de S. Pedro e S. João Batista<a href="#40"><sup>40</sup></a><a name="top40"></a>.    As imagens destinavam-se aos altares colaterais da catedral como titulares das    mesmas: S. Pedro, do lado da Epístola, e S. João Batista, do lado do Evangelho.</p>     <p>Apesar de, atualmente, a estátua de S. Pedro estar no altar para o qual foi    concebida, encontra-se deslocada e colocada num pedestal na lateral do corpo    do retábulo. Esta situação ocorreu devido a modificações na estrutura retabular    introduzidas no século XIX, que inseriram um sacrário e uma cruz de grandes    dimensões ao centro do altar.</p>     <p>Claude Laprade representou S. Pedro como uma figura imponente e carismática.    Prova disso é a especial atenção concedida aos seus atributos ricamente trabalhados,    como as vestes pontificais, a tiara e as luvas que, em conjunto com a pose imponente    e assertiva, apresentam o primeiro bispo de Roma em majestade.</p>     <p>No que respeita à imagem de S. João Batista, o profeta precursor de Cristo    é representado como um adolescente, o seu corpo esguio parcialmente coberto    por uma pele de cordeiro. Toda a técnica e sensibilidade artística de Claude    Laprade transparecem na correção anatómica da imagem e na sua expressividade,    nomeadamente na forma como esculpiu o seu corpo e as roupagens que o cobrem.    Esta é uma escultura plena de movimentação e expressividade barrocas, tão caras    ao gosto da época. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A última grande obra documentada de Claude Laprade refere-se à sua intervenção    na conceção do retábulo-mor da sé do Porto e às quatro estátuas de madeira que    executou para figurarem no mesmo.</p>     <p>Estava-se em 1726 e a sé do Porto encontrava-se em pleno afã de renovação artística.    Um novo retábulo-mor afirmaria a sé como um edifício de vanguarda, plenamente    atualizado e consequente com os novos tempos. Imbuído desse espírito, o cabido    da catedral do Porto decide contratar dois afamados desenhadores e construtores    de retábulos, a fim de gizarem uma moderna máquina retabular<a href="#41"><sup>41</sup></a><a name="top41"></a>.    Depois de ter sabido que Frederico Ludovice seria uma escolha impossível, devido    aos afazeres do arquiteto de Mafra<a href="#42"><sup>42</sup></a><a name="top42"></a>,    o representante do cabido da sé do Porto, André Vaz, concentra os seus esforços    em contatar Claude Laprade e Santos Pacheco de Lima (1684-1768) – este último,    o mestre do imponente retábulo-mor da antiga igreja do Santíssimo Sacramento    dos Padres Paulistas, atual paroquial de Santa Catarina, em Lisboa<a href="#43"><sup>43</sup></a><a name="top43"></a>.  </p>     <p>Relativamente à planta e especificações propostas por Santos Pacheco, as quais    acompanhavam o seu desenho proposto para o altar-mor da sé, estas últimas eram    as seguintes: 1) Intenção de abrir fresta na cimalha para se poder comunicar    luz às escadas que davam serventia ao trono; 2) Colocação no remate do retábulo    de uma tarja ou cartela situada sob uma concha de grande dimensão; 3) Abertura    de nichos para os santos, que seriam sobrepujados por duas grandes conchas;    4) Execução dos pedestais do retábulo em embutidos de mármore ou lisos<a href="#44"><sup>44</sup></a><a name="top44"></a>.</p>     <p>Quanto à idealização de Claude Laprade, esta incluía: 1) Colocação de meios-corpos,    provavelmente nas pilastras do retábulo; 2) As colunas seriam: “(...) a forma    das duas colunas do meio é moderna, mas mais moderna a retorcida, as quais vem    a sair para fora (...), recolhendo-se bastantemente para dentro na sua extremidade    dos lados que vão a topar nas paredes das ilhargas (...) 3) O entablamento e    o remate do retábulo tenderiam a projetar-se para fora, (...) ficando a obra    no cimo das colunas e no remate muito mais sacada para fora do que em baixo,    pelo pouco pé que há (...)”<a href="#45"><sup>45</sup></a><a name="top45"></a>.</p>     <p>Esta descrição de André Vaz, em carta enviada ao Cabido da sé do Porto, elucida-nos    sobre a feição que os dois artistas desejavam imprimir ao retábulo-mor em causa.    Reconhece-se que a planta de Claude Laprade projetava um retábulo de maior complexidade    estrutural e decorativa do que o idealizado por Santos Pacheco. De facto, o    atual retábulo da sé do Porto apresenta essas características. Os autores que    se debruçaram sobre esta questão com mais acuidade são da opinião que o retábulo-mor    da catedral portuense resulta da escolha de vários elementos retirados das duas    plantas apresentadas. No entanto, e dada a descrição feita por André Vaz, pensa-se    que a planta gizada por Laprade terá sido a preferida e que a maior parte das    suas especificações foi aprovada pelo Cabido. Domingos Pinho de Brandão refere    que a planta escolhida terá sido a de Claude de Laprade, com algumas sugestões    da de Santos Pacheco<a href="#46"><sup>46</sup></a><a name="top46"></a>. De    forma semelhante, Natália Marinho Ferreira-Alves, coloca em dúvida a autoria    do desenho do retábulo, sugerindo que, possivelmente, teriam sido escolhidos    elementos das duas plantas encomendadas pelo Cabido da sé<a href="#47"><sup>47</sup></a><a name="top47"></a>.  </p>     <p>Para além do desenho do altar-mor, a Claude Laprade é ainda solicitado que    execute quatro imagens de santos para figurarem nos nichos do referido altar.    São eles São Benedito, São Bernardo, São Basílio e São João Nepomuceno<a href="#48"><sup>48</sup></a><a name="top48"></a>.    Estas estátuas de Laprade não possuem a mesma qualidade escultórica das que    executou para a catedral de Viseu. Falta-lhes a atenção aos detalhes, o cuidado,    a vitalidade e a noção de movimento, como se o investimento pessoal nas mesmas    fosse diminuto, qual produção em série para cumprir um compromisso no qual já    não se sentia empenhado. Possivelmente serão obra oficinal com uma intervenção    reduzida por parte do mestre.</p>     <p>A última referência ao trabalho artístico de Laprade é veiculada por Domingos    Pinho Brandão, segundo informação de carta de André Vaz: “(…) As inquietações    das obras de Mafra também chegam ao Laprada e ao seu oficial precisando-os a    que vão para lá, mas dizem eles que não será a dilação muita, porque para o    seu ofício pouco há lá que fazer (…)”<a href="#49"><sup>49</sup></a><a name="top49"></a>.  </p> Para o escultor Provençal, já na reta final da sua carreira, pouco ou nada haveria  para fazer em Mafra, limitando--se possivelmente a modelar em barro os pequenos  <i>putti</i> e outros elementos decorativos semelhantes, como aventou Ayres de  Carvalho.     <p></p> Claude Laprade vem a falecer em 1738, cerca de 8 anos depois da sua colaboração  nas obras de Mafra. O seu testamento, até agora inédito<a href="#50"><sup>50</sup></a><a name="top50"></a>,  revela-nos alguns dados pessoais e profissionais interessantes, traçando a sua  biografia nos últimos anos de vida:     <p></p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Testamento de Claudio Laprada testamenteira sua molher Joanna Laprada moradora      a Calcada de São Francisco</p>       <p>Em nome da Santissima Trindade Padre Filho Espirito Santo tres pessoas destintas      hum só Deos verdadeiro, em quem eu Claudio Laprada verdadeiramente creyo e      em cuja fée viuo, e espero morrer, e salvar me; porquanto me acho com muitos      achaques não sabendo quando Deos Nosso Senhor será seruido leuar me para sy      detreminey fazer este testamento (…) Declaro que sou casado com Joanna Laprada      de cujo matrimonio tenho quatro filhas viuas por nomes Maria casada com Hieronimo      Piarroyo, Margarida casada com Bartolomeu Baltaque Angella casada com Antonio      Salva, e huma Donzella por nome Felicia que está em vesporas de tomar estado,      as quais são minhas herdeiras forçadas (…) deixo por herdeira a dita minha      molher para que fique senhora, e posuidora da minha terça, e de tudo o que      por direito posso testar, e a despuzição da dita minha molher deixo o meu      emterro, e sufrágios, por confiar muito della fará por minha Alma e que o      meu amor lhe merece, e se dará de oferta ao meu Padre cura da freguesia onde      eu falecer dous mil e quatrocentos reis, atendendo ás minhas poucas posses,      por estar doente, emtreuado, e cego há muitos anos, e a dita minha molher      nomeyo por minha testamenteira // E nesta forma hey por acabado este meu testamento      que quero se cumpra como nelle se comthem por assim ser minha ultima vontade,      e por estar sego, roguei ao Padre João da Silua Pereira morador na Rua dos      Odreiros que este por mim fizece, e asinace (…)</p>       <p>Aprouaçam</p>       <p>Saybam quantos este Instromento de aprouacão virem que no Anno do Nacimento      de Nosso Senhor Jesus Christo de mil setecentos trinta e outo, em vinte e      dous dias do mes de Janeiro na cidade de Lisboa ocidental, a Calçada de São      Francisco e cazas de morada de Claudio Laprada soldado aposentado da Guarda      Real, estando elle ahy prezente sentado em hum tamborete, cego, e emtreuado,      mas em seu juízo perfeito, e por elle das suas maos as de mim tabaliam em      presença das testemunhas ao diante nomeadas me foy dado o testamento antecedente      escrito (…)</p>       <p>Abertura</p>       <p>Bernardino do Couto cura nesta parrochial de São Julião certefico que eu      abri este testamento com que /fl. 109/ falleceo Claudio Laprada, o qual estaua      cozido e lacrado com sinco pingos de lacre por banda feito por João Rodrigues      Pereira a rogo do dito testador, e aprouado pello Tabaliam João do Rego Meyrelles      escrito em quatro laudas de papel em que entra aprovação, e assinatura das      testemunhas sem entrelynha vicio ou outra couza que ouvida possa fazer em      fée do que pasey a prezente Lisboa ocidental vinte e outo de Março de mil      setecentos trinta e outo // o cura Bernardino do Couto // E não dizia mais      o dito testamento sua aprovação e abertura que aqui registei e comcertei com      o próprio, e com o escriuão abaixo asinado que me foy prezentado por Joam      Guerreiro que de como o recebeo asinou comigo Lisboa ocidental 26 de Junho      de 1738 e eu Joze Francisco dos Santos escriuão do Registo Geral dos Testamentos      por Portaria do Regedor das Juntas no empedimento de Antonio Joze de Andrade      o escreuy e asiney</p>       <p align="center">Comcertado por mim escriuão</p> </blockquote>     <p>João Guerreyro     <p align="center">Joze Francisco dos Santos</p>     <p>Antonio de Queyroz Carneiro<a href="#51"><sup>51</sup></a><a name="top51"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estabelece-se assim com este documento a data exata da morte de Claude Laprade,    28 de Março de 1738, na sua casa à calçada de S. Francisco. Ficamos a saber    que ao tempo tinha quatro filhas “(…) viuas por nomes Maria casada com Hieronimo    Piarroyo, Margarida casada com Bartolomeu Baltaque Angella casada com Antonio    Salva, e huma Donzella por nome Felicia (…)”. Estes genros de Laprade, que Ayres    de Carvalho identifica como sendo genoveses e florentinos, através dos assentos    de batismo dos seus filhos, provam a forte ligação do mestre à comunidade italiana    residente em Lisboa<a href="#52"><sup>52</sup></a><a name="top52"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. AS OBRAS ATRIBUÍDAS</b></p>     <p>Claude Laprade, como famoso estatuário da corte de Lisboa, terá tido uma atividade    profícua que, como é óbvio, não se esgota nas obras documentadas. Por esse facto,    algumas peças escultóricas têm vindo a ser-lhe atribuídas com maior ou menor    coerência científica.</p>     <p>Assinalamos aqui algumas daquelas que, pela sua conjuntura histórica e coordenadas    estilísticas, se apresentam como hipóteses, em nossa opinião, viáveis. </p>     <blockquote>        <p>• Imagem de Nossa Senhora da Conceição da igreja de Nossa Senhora da Pena,      em Lisboa. Segundo Cyrillo Volkmar Machado: “Pelos mesmos tempos estiveram      em Lisboa Claudio la Prada, e João Bernardes Escorpio, Italianos: o 1.º fez      a Conceição da Pena, e o 2.º o Santo Elias do Carmo<a href="#53"><sup>53</sup></a><a name="top53"></a>.      Esta atribuição afigura-se consistente, quer pela possível datação e qualidade      e traços escultóricos da imagem, quer pelo facto de Claude Laprade ter trabalhado      na igreja de Nossa Senhora da Pena entre os anos de 1714-15 na obra do retábulo-mor.</p>       <p>• Um altar da Igreja de S. Paulo. Segundo as cartas remetidas pelo procurador      do Cabido da sé do Porto, aquando das suas diligências para contactar Claude      Laprade, o mesmo refere que o mestre andaria ocupado com uma obra de retábulo      da igreja matriz de S. Paulo, que segundo testemunho visual do próprio André      Vaz integraria as famosas cariátides (“metas”, na expressão do procurador)<a href="#54"><sup>54</sup></a><a name="top54"></a>.      Esta obra terá desaparecido com a ação do terramoto de 1 de novembro de 1755,      que derrubou a referida igreja.</p>       <p>• Imagem de Nossa Senhora da Glória do retábulo da invocação homónima na      sé de Santarém. Segundo Ayres de Carvalho, esta estátua replica aquela que      o escultor executou em finais de Seiscentos para a fachada da capela da Vista      Alegre, em Ílhavo<a href="#55"><sup>55</sup></a><a name="top55"></a>. </p>   Tendo tido oportunidade de observar de perto a escultura, aquando da intervenção    de conservação e restauro de que foi alvo recentemente, podemos constatar que    esta não é uma atribuição carecida de fundamento. De facto, a imagem da Senhora    apresenta algumas características da obra escultórica de figuras femininas de    Laprade. A modelação das mãos, cabelos e rosto remetem para as figuras pétreas    e para a Nossa Senhora da Soledade da Igreja da Misericórdia da Chamusca.        <p></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>BREVES CONCLUSÕES</b></p>     <p>Apesar de Claude Laprade permanecer, aos olhos da historiografia de arte portuguesa,    uma figura controversa, não só quanto à sua vida pessoal, mas também quanto    às suas obras de arte, recheadas umas e outras de verdadeiras contradições,    é, contudo, no seu labor artístico que podemos encontrar respostas para o papel    que desempenhou na arte do seu tempo. </p>     <p>O seu percurso profissional ainda mal conhecido, principalmente no que se refere    à formação artística e contactos pessoais e profissionais que o trouxeram de    Provença até Portugal, vai-se desvelando lentamente graças às pesquisas levadas    a cabo pelos investigadores que ao longo do tempo se têm debruçado sobre a sua    obra. Se as suas origens e anos iniciais de vida continuam envoltos em mistério,    a obra que produziu, contudo, remanesce e será provavelmente com ela que será    legítima a atual construção de uma biografia do escultor. </p>     <p>Segundo a documentação disponível, Laprade terá iniciado a sua carreira em    Portugal essencialmente como escultor pétreo. No entanto, regressado a Lisboa,    as solicitações ter-se-ão resumido a encomendas de obra em madeira, quer fossem    retábulos, quer obras de imaginária. Adequando-se rapidamente ao gosto do mercado    português, o escultor provençal terá começado a trabalhar para uma clientela    exigente e conhecedora, ancorada numa efetiva tradição nacional de escultura    lígnea.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12"></a> <img src="/img/revistas/cam/vser2n3/ser2n3a08f12.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Laprade afirmou-se no panorama escultórico português em madeira como um dos    mais solicitados e profícuos mestres do seu tempo. As crónicas coevas apresentam-no    como um artista conceituado e requisitado, facto constatável também nos preços    pelos quais se fazia pagar. A sua obra estendeu-se desde o Porto até Aveiro,    passando por Viseu, Coimbra, Lisboa e Ribatejo. </p>     <p>A marca que no seu tempo imprimiu nas obras que realizou e o contributo que    deu para a europeização da arte portuguesa torna-se visível, quer na produção    escultórica e de entalhe sua contemporânea, quer nas obras que lhe sobrevieram.    A assimilação das duas heranças culturais, a provençal e a portuguesa, foram    determinantes para a feição estética impressa no seu trabalho. É inegável que    o vocabulário barroco provençal italianizado contribuiu em muito para a evolução    dos modelos retabulares, principalmente da escola de talha de Lisboa. Os seus    famosos atlantes tornaram-se modelares e foram mimetizados em muitos dos retábulos    executados na capital, mas não só. Estes modelos Lapradianos foram “exportados”    com êxito, primeiro para o altar-mor da sé do Porto que, com o seu estatuto    de obra “ao moderno”, se dispôs a ser modelo a imitar.</p>     <p>Para além do reconhecido mérito como escultor, sabemos igualmente que o seu    talento como idealizador e debuxador de retábulos foi uma realidade. Comprovam-no    as cartas dirigidas de Lisboa por André Vaz ao Cabido da sé do Porto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Claude Laprade, numa primeira fase da sua carreira, ajudou a introduzir em    Portugal os modelos estruturais e decorativos que tão bem conhecia e usava nas    suas obras. O retorno que a arte portuguesa lhe deu foi, igualmente, generoso.    A longa tradição portuguesa da arte da escultura em madeira, quer fosse de imagens    de santos e santas, quer fosse de altares com os seus motivos arquitetónicos,    decorativos e escultóricos, permitiu-lhe o contacto direto e a absorção dos    mesmos. De posse desse conhecimento, que o treino visual e a técnica apuraram,    o artista pôde lançar-se na criação de novos modelos e no aperfeiçoamento contínuo    da sua “marca” pessoal. No auge da sua carreira, a marca Laprade exaltava a    perfeita simbiose entre o sentir e o sentido estético da arte sacra provençal    e portuguesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>FONTES E BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p><b>Fontes manuscritas</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Histórico do Patriarcado de Lisboa</b></p>     <p>Convento dos Agostinhos da Graça, <i>Livro do Recibo e Gasto do Santuario da    Sancristia de Nossa Senhora da Graça</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Municipal de Lisboa</b></p>     <p><i>Livro de cordeamentos de 1710-1719 </i>(doc. avulso).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Livro 8º de consultas e decretos de D. João V, </i>do Senado Oriental.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo Nacional da Torre do Tombo</b></p>     <p><i>Registo Geral de Testamentos, </i>L. 215.</p>     <p><i>Memorias Paroquiais de 1758- freguesia de Ílhavo, vol. 18. Memória n.º 17.    </i>Manuscrito de João Martins dos Santos.</p>     <p><i>Câmara Eclesiástica de Lisboa. Sumários Matrimoniais, </i>maço 1.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Arquivo da Santa Casa da Misericórdia da Chamusca</b></p>     <p><i>Memória Histórica da Igreja da Misericórdia da Chamusca. </i>Chamusca (texto    policopiado).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Arquivo da Universidade de Coimbra</b></p>     <p><i>Livro de Notas do Tabelião Pantaleão Cordeiro de 16 de Junho de 1699 a 2    de Fevereiro de 1700.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliothèque Municipale d´Avignon: Livrée Ceccano</b></p>     <p>Descrição do túmulo do Abade Simiane de La Coste por Esprit Calvet. <i>Miscelânea    de documentos do século XVIII. Manuscrito n.º 2348.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudos</b></p>     <!-- ref --><p>ALMEIDA, Fortunato de - <i>História da Igreja em Portugal.</i> Porto: Portucalense    Editora, 1967. vol. II, p. 644.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056738&pid=S2183-3176201500010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>ALVES, Alexandre - <i>Esculturas de Laprade na Diocese de Viseu. </i>Viseu:    [s.n], 1976. Sep. Beira Alta, p. 461-471.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056740&pid=S2183-3176201500010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALVES, Alexandre - <i>A sé catedral de Santa Maria de Viseu. </i>Viseu: Câmara    Municipal: Santa Casa da Misericórdia de Viseu [etc.], 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056742&pid=S2183-3176201500010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>AUQUIER, Philippe - <i>Pierre Puget. </i>Paris: H. Laurens, 1904.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056744&pid=S2183-3176201500010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARJAVEL, Casimir-François - <i>Dictionnaire historique, biographique et bibliographique    du département de Vaucluse.</i> Carpentras: Imprimerie de L. Devillario, 1841.    tomo I , p. 184-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056746&pid=S2183-3176201500010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARBOSA, D. José - <i>Memórias do Collegio Real de S. Paulo da Universidade    de Coimbra e dos seus collegiaes e porcionistas. </i>Lisboa: Officina de António    José da Sylva, 1727.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056748&pid=S2183-3176201500010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BEIRÃO, Caetano - O túmulo de D. Manuel de Moura Manuel na Vista Alegre. <i>Revista    de Arqueologia. </i>Lisboa: Imprensa Moderna.Vol. III (1936), p. 24-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056750&pid=S2183-3176201500010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BAUMANN, Émile - <i>Pierre Puget, sculpteur.</i> Paris: Les Editions de l’Ecole,    1949.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056752&pid=S2183-3176201500010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BÉRUTTI, André – Les Portes de la “basse ville”. In MEYRUCIS, Jean-Paul; BÉRUIT,    André (coord.) - <i>Toulon et son patrimoine: portes et façades, corderie et    front de mer. </i>Gémenos: Autres Temps-Académie du Var, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056754&pid=S2183-3176201500010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BOURGUET-VIC, Monique – Les atlantes de Puget. In MEYRUCIS, Jean-Paul; BÉRUIT,    André (coord.) - <i>Toulon et son patrimoine: portes et façades, corderie et    front de mer. </i>Gémenos: Autres Temps-Académie du Var, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056756&pid=S2183-3176201500010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRANDÃO, Domingos de Pinho - <i>Obra de talha dourada, ensamblagem e pintura    na cidade e na Diocese do Porto. </i>Porto: Diocese, 1985. tomo II.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056758&pid=S2183-3176201500010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRETON, Alain - À Saint-Martial: deux oeuvres baroques méconnues: le tombeau    de l'abbé de Lacoste: les bâtiments modernes de Saint-Martial. <i>Annuaire de    la Société des Amis du Palais des Papes. </i>Avignon: [s.n]. N.º 71-72 (1984-1985),    p. 67-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056760&pid=S2183-3176201500010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CARVALHO, A. Ayres de - Desvenda-se o misterioso artista Claude de Laprade.    <i>Diário de Lisboa.</i> Lisboa: [s.n]. (07.04.1957), p. 13.</p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, A. Ayres de - <i>D. João V e a arte do seu tempo. </i>Lisboa: Edição    do Autor, 1962. vol. II.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056763&pid=S2183-3176201500010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, A. Ayres de - Novas revelações para a história do Barroco em Portugal.    II - O mestre das grandiosas máquinas douradas da Lisboa Setecentista: o artista    Claude de Laprade (1682-1738)<i>. Belas-Artes. </i>Lisboa: [s.n]. 2ª Série Nº    20 (1964), p. 29-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056765&pid=S2183-3176201500010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, Maria do Rosário Salema de - Gabriel del Barco: la influencia de    un pintor español en la azulejería portuguesa (1669-1701). <i>Archivo Español    de Arte. </i>Madrid: [s.n]. LXXXIV 335 (2011), p. 227-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056767&pid=S2183-3176201500010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CORREIA, Vergílio - Artistas italianos em Portugal. <i>Biblos. </i>Coimbra:    Coimbra Editora. Vol. VIII (1932), p. 119-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056769&pid=S2183-3176201500010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CORREIA, Virgílio – <i>Obras. </i>Coimbra: Universidade, 1946. vol. I.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056771&pid=S2183-3176201500010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA, Sílvia - <i>A igreja de Santa Catarina: a talha da capela-mor. </i>Lisboa:    Livros Horizonte, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056773&pid=S2183-3176201500010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA, Sílvia – <i>A talha barroca de Lisboa (1680-1720): os artistas e    as obras. </i>Lisboa: Universidade, 2009. Tese de doutoramento em História (especialidade    Arte, Património e Restauro) apresentada à Faculdade de Letras da Universidade    de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056775&pid=S2183-3176201500010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA-ALVES, Natália – <i>A escola de talha portuense e a sua influência    no norte de Portugal. </i>Lisboa: Edições Inapa, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056777&pid=S2183-3176201500010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GIRARD, Joseph – <i>Évocation du vieil Avignon. </i>Paris: Les Éditions de    Minuit, 1958.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056779&pid=S2183-3176201500010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>GUIGUE, Julien – <i>L’église de l´Isle-sur-Sorgue.</i> Avignon: Impremerie    Ruillière Frères, 1944.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056781&pid=S2183-3176201500010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUIMARÃES, Carlos Alberto - <i>Tribuna da capela-mor da igreja da Pena: documentos    para a sua história. </i>Lisboa: Edições Documenta: 1968.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056783&pid=S2183-3176201500010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HERDING, Klaus – Puget sculpteur, Puget dessinateur. In VIAL, Marie Paule (coord.)    – <i>Pierre Puget peintre sculpteur architecte (1620-1694). </i>Marseille: Musées    de Marseille/Réunion des Musées Nationaux, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056785&pid=S2183-3176201500010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LAURENT, Stéphane - Pierre Puget, une unité de l’art “obligée“ à l’âge classique.    <i>Revista de História da Arte e Arqueologia. </i>São Paulo: [s.n]. N.º 9 (2008-2009),    p. 51-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056787&pid=S2183-3176201500010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LOPES, José Maria da Silva - <i>Claude de Laprade e o túmulo da Vista Alegre.</i>    Lisboa: Universidade de Lisboa, 2001. Mestrado em Teorias da Arte apresentado    à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056789&pid=S2183-3176201500010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MACHADO, Cyrillo Volkmar - <i>Colecção de memorias, relativas ás vidas dos    pintores, e esculptores, architectos, e gravadores portugueses, e dos estrangeiros    que estiverão em Portugal. </i>Lisboa: Imprensa de Victorino Rodrigues da Silva,    1823.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056791&pid=S2183-3176201500010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MACHADO, Inácio Barbosa de - <i>Historia critico-chronologica da instituiçam    da festa, procissam e officio do Corpo Santissimo de Christo. </i>Lisboa: Oficina    Patriarcal de Luiz Ameno, 1759.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056793&pid=S2183-3176201500010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARCEL, Adrien - Les Péru: sculpteurs et architectes d´Avignon.<i> Mémoires    de l´Academie de Vauclusse. </i>Avignon: [s.n]. 2.ª Série Vol. XVIII (1928-1929),    p. 1-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056795&pid=S2183-3176201500010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MECO, José - O pintor de azulejos Gabriel del Barco. <i>História e Sociedade.    </i>Lisboa: [s.n]. N.º 6 (1979), p. 58-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056797&pid=S2183-3176201500010000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NATIVIDADE, José da - <i>Memoria historica da milagrosa imagem do Senhor dos    Passos, sita no real convento de S. Domingos de Lisboa; e da creação e progresso    da sua irmandade. </i>Lisboa: Oficina Alvarense, 1747.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056799&pid=S2183-3176201500010000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>OLIVEIRA, Eduardo Freire de - <i>Elementos para a história do município de    Lisboa. </i>Lisboa: Tipografia Universal, 1901. T. XI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056801&pid=S2183-3176201500010000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>POZZO, Andrea - <i>Perspectiva pictorum et architectorum. </i>Roma: Antonio    di Rossi, 1737-41.</p>     <!-- ref --><p>RAGGI, Giuseppina - “A formosa maquina do Ceo e da terra”: a procissão do <i>Corpus    Domini</i> de 1719 e o papel dos arquitetos Filippo Juvarra e João Frederico    Ludovice. <i>Cadernos do Arquivo Municipal. </i>Lisboa: Arquivo Municipal. 2ª    Série Nº 1 (janeiro - junho 2014), p. 107-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056804&pid=S2183-3176201500010000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>REQUIN, l'Abbé Henri - <i>Jacques Bernus: sa vie, son oeuvre. 1650-1728. </i>Vaucluse:    Séguin Frères, 1855.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056806&pid=S2183-3176201500010000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SMITH, Robert - Early works of Claude Laprade and the style Louis XIV. <i>Gazette    des Beaux-Arts. </i>Paris: [s.n]. Nº XLIV (1954), p. 163-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056808&pid=S2183-3176201500010000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VALE, Teresa Leonor M. - A figuração do indivíduo na tumulária portuguesa do    Maneirismo e do Barroco (séculos XVI-XVIII).<i> Artis </i>- <i>Revista do Instituto    de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa. </i>Lisboa: [s.n]. Nº    4 (2005), p. 271-291.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056810&pid=S2183-3176201500010000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VALE, Teresa Leonor M. - A tumulária régia da igreja do Mosteiro de Santa Maria    de Belém e a tumulária da Capela dos Castros do convento de S. Domingos de Benfica:    uma análise paralela. <i>Lusíada. Arqueologia, história da arte e património.</i>    Lisboa. Série 1 Nº 1 (2001), p. 113-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056812&pid=S2183-3176201500010000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VALE, Teresa Leonor M. - <i>Escultura italiana em Portugal no século XVII.    </i>Lisboa: Caleidoscópio, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056814&pid=S2183-3176201500010000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>XAVIER, Pedro Amaral - <i>A iconografia funerária no Barroco e o túmulo do    bispo de Miranda na capela da Vista Alegre. </i>Lisboa: Universidade de Lisboa,    1990. Dissertação de mestrado em História da Arte apresentada à Faculdade de    Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056816&pid=S2183-3176201500010000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>XAVIER, Pedro Amaral - <i>A morte: símbolos e alegorias. </i>Lisboa: Livros    Horizonte, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056818&pid=S2183-3176201500010000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>XAVIER, Pedro Amaral - O bispo de Miranda e a vinda de Claude de Laprade para    Portugal: subsídios para o estudo da igreja e mecenato artístico no Barroco.    III - A capela da Vista Alegre e o túmulo do bispo. <i>Brotéria. </i>Lisboa:    [s.n]. Vol. 160 <br />   Nº 5/6 (Maio/Junho 2005), p. 463-487.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056820&pid=S2183-3176201500010000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Internet:</b></p>     <!-- ref --><p>VAUCLUSE. Archives Départementales - <i>Registres paroissiaux et d´état civil    </i>[Em linha]. Vaucluse: AD, [200-]. [Consult. 29.01.2015]. Disponível na internet:    <a href=" http://e-archives.vaucluse.fr/" target="_blank">http://e-archives.vaucluse.fr/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056824&pid=S2183-3176201500010000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>AVIGNON. Archives Municipales - <i>Registres paroissiaux </i>[Em linha]. Avignon:    AM, [200-]. [Consult. 12.01.2015]. Disponível na internet: <a href=" http://archives.avignon.fr/" target="_blank">http://archives.avignon.fr/.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2056825&pid=S2183-3176201500010000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>submissão/submission: 31/01/2015</p>     <p>aceitação/approval: 24/03/2015</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><a href="#top*"><sup>*</sup></a><a name="*"></a> Sílvia Maria Cabrita Nogueira    Amaral da Silva Ferreira é doutora em História na especialidade de Arte, Património    e Restauro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com o tema: A    Talha Barroca de Lisboa (1670-1720). Os artistas e as obras. Membro integrado    do Instituto de História da Arte, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/ Universidade    Nova de Lisboa, Portugal. Bolseira de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência    e a Tecnologia (SFRH/BPD/101835/2014), com financiamento comparticipado pelo    Fundo Social Europeu e por fundos nacionais do MEC. Os seus estudos centram-se    no património de talha dourada de Lisboa e das áreas da sua influência. Tem    participado em congressos, seminários e cursos livres, tanto em Portugal como    no estrangeiro. Neste e noutros domínios é autora de diversas publicações. Correio    eletrónico: <a href="mailto:silvia.a.s.ferreira@gmail.com">silvia.a.s.ferreira@gmail.com</a></p>     <p><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>BARBOSA, D. José - <i>Memórias    do Collegio Real de S. Paulo da Universidade de Coimbra e dos seus collegiaes    e porcionistas.</i> Lisboa: Officina de António José da Sylva, 1727. p. 402.</p>     <p><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a> Arquivo da Universidade de    Coimbra (AUC), - <i>Livro de notas do Tabelião Pantaleão Cordeiro de 16 de Junho    de 1699 a 2 de Fevereiro de 1700. </i>f. 80-80 v. Documento citado por LOPES,    José Maria da Silva - <i>Claude de Laprade e o túmulo da Vista Alegre. </i>Lisboa:    Universidade, 2001. p. 114-115. Tese de mestrado em Teorias da Arte apresentada    à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.</p>     <p><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a> Arquivo Nacional da Torre    do Tombo (ANTT), Câmara Eclesiástica de Lisboa. <i>Sumários Matrimoniais, maço    1</i>, 1703, sn. f. Citado por LOPES, José Maria da Silva - <i>op. cit. </i>Transcrição    nossa.</p>     <p><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a> Cf. nota 3.</p>     <p><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>AVIGNON. Archives Municipales    -<i> Registres paroissiaux</i> [Em linha]. Avignon: AM, [200-]. [Consult. 12.01.2015].    Disponível na Internet: <a href=" http://archives.avignon.fr/." target="_blank">    http://archives.avignon.fr/.</a></p>     <p><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a> Este registo de batismo referido    por Ayres de Carvalho na obra Novas revelações para a história do Barroco em    Portugal. II- O mestre das grandiosas máquinas douradas da Lisboa Setecentista:    o artista Claude de Laprade (1682-1738). <i>Belas-Artes. </i>Lisboa. N.º 20    (1964), p. 25, sem nunca fornecer a fonte, foi depois investigado por José Maria    da Silva Lopes na sua dissertação de Mestrado. Este autor identificou o assento    de batismo referido por Ayres de Carvalho e aceitou a tese de que a criança    batizada em 22 de novembro de 1682 seria o mesmo Claude Laprade que emigrou    para Portugal. Cf. Archives Départamentales de Vaucluse - Isle-sur-la-Sorgue,    <i>Naissances</i>, 1674-1726. Batismo de Claudius Josephus Courrat, cit. por    LOPES, José Maria da Silva - <i>op. cit., </i>p. 119.</p>     <p><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a> Citado por LOPES, José Maria    da Silva - <i>op. cit.,</i> p. 119. Este assento de batismo pode ser consultado    em VAUCLUSE. Archives Départementales - <i>Registres paroissiaux et d´état civil    </i>[Em linha]. Vaucluse: AD, [200-]. [Consult. 29.01.2015]. Disponível na Internet:    <a href="http://e-archives.vaucluse.fr/" target="_blank">http://e-archives.vaucluse.fr/</a>.    Tanto na cópia disponibilizada na tese de mestrado de José Maria da Silva Lopes,    como na cópia digitalizada online não é possível fazer uma leitura integral    do documento, pelo desgaste que o mesmo apresenta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a> Cf. os documentos referidos    por CORREIA, Virgílio – <i>Obras.</i> Coimbra: Universidade, 1946. vol. I. </p>     <p><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>Sobre o túmulo de D. Manuel    de Moura Manuel, vejam-se os seguintes autores: XAVIER, Pedro - <i>A iconografia    funerária no Barroco e o túmulo do Bispo de Miranda na capela da Vista Alegre.</i>    Lisboa: [s.n.], 1990. Dissertação de mestrado em História da Arte apresentada    à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e LOPES, José Maria da Silva    - <i>op. cit.</i></p>     <p><a href="#top10"><sup>10</sup></a><a name="10"></a> Acerca deste artista cf.    MECO, José - O pintor de azulejos Gabriel del Barco. <i>História e Sociedade</i>.    Lisboa. Nº 6 (1979), p. 58-67 e CARVALHO, Rosário - Gabriel del Barco: la influencia    de un pintor español en la azulejería portuguesa (1669-1701). <i>Archivo Español    de Arte. </i>Madrid. LXXXIV 335 (2011), p. 227-244.</p>     <p><a href="#top11"><sup>11</sup></a><a name="11"></a>Sobre o tema da tumulária    portuguesa maneirista e barroca veja-se de VALE, Teresa Leonor M. - A figuração    do indivíduo na tumulária portuguesa do Maneirismo e do Barroco (séculos XVI-XVIII).    <i>Artis - Revista do Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de    Lisboa. </i>Lisboa. Nº 4 (2005), p. 271-291, Idem - A tumulária régia da igreja    do Mosteiro de Santa Maria de Belém e a tumulária da capela dos Castros do convento    de S. Domingos de Benfica: uma análise paralela. <i>Lusíada. Arqueologia, História    da Arte e Património. </i>Lisboa. Série 1 Nº 1(2001), p. 113-129.</p>     <p><a href="#top12"><sup>12</sup></a><a name="12"></a> Cf. CARVALHO Ayres de -    <i>Novas revelações (…), p. 27-28.</i></p>     <p><a href="#top13"><sup>13</sup></a><a name="13"></a> BRETON, Alain - À Saint-Martial:    deux oeuvres baroques méconnues: le tombeau de l'abbé de Lacoste - les bâtiments    modernes de Saint-Martial. <i>Annuaire de la Société des Amis du Palais des    Papes. </i>Avignon: [s.n]. Vol. 71-72 (1984-1985), p. 67-85.</p>     <p><a href="#top14"><sup>14</sup></a><a name="14"></a> Bibliothèque Municipale    d´Avignon: livrée Ceccano – Descrição do túmulo do Abade Simiane de La Coste    por Esprit Calvet. <i>Miscelânea de documentos do século XVIII. Manuscrito n.º    2348,</i> p. 379, cit. por LOPES, José Maria da Silva - <i>op. cit</i>., p.    174. A mesma informação encontra-se publicada e disponível em <i>Répertoire    des Travaux de la Société de Statistique de Marseille par une Commission Spécial.    </i>Marseille: Impremerie de Carnaud Fils, 1837. p. 317.</p>     <p><a href="#top15"><sup>15</sup></a><a name="15"></a> Cf. Arquivo Nacional da    Torre do Tombo - <i>Memorias Paroquiais de 1758- freguesia de Ílhavo, vol. 18.    Memória n.º 17.</i> Manuscrito de João Martins dos Santos.</p>     <p><a href="#top16"><sup>16</sup></a><a name="16"></a>Cf. Idem, <i>ibidem.</i>    f. 117 e 119, respetivamente. Citado por LOPES, José Maria da Silva - <i>op.    cit.,</i> p. 15.</p>     <p><a href="#top17"><sup>17</sup></a><a name="17"></a>Sobre este escultor veja-se    MARCEL, Adrien - Les Péru: sculpteurs et architectes d´Avignon. <i>Mémoires    de l´Academie de Vauclusse. </i>Avignon: [s.n]. 2.ª Série T XVIII (1928), p.    1-157, GIRARD, Joseph – <i>Évocation du vieil Avignon. </i>Paris: Les Éditions    de Minuit, 1958, principalmente a terceira parte da obra, a qual o autor dedica    às igrejas, museus e edifícios monumentais dessa cidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top18"><sup>18</sup></a><a name="18"></a>BARJAVEL, Casimir-François    - <i>Dictionnaire historique, biographique et bibliographique du département    de Vaucluse. </i>Carpentras: Imprimerie de L. Devillario, 1841. tomo I, p. 184-190,    REQUIN, l'Abbé Henri - <i>Jacques Bernus: sa vie, son oeuvre: 1650 - 1728</i>.    Vaucluse: Séguin Frères, 1855.</p>     <p><a href="#top19"><sup>19</sup></a><a name="19"></a>LAURENT, Stéphane - Pierre    Puget, une unité de l’art “obligée“ à l’âge classique. <i>Revista de História    da Arte e Arqueologia. </i>São Paulo: [s.n]. N.º 9 (2008-2009) p. 51-68, HERDING,    Klaus – Puget Sculpteur, Puget Dessinateur. In VIAL, Marie Paule (coord.) –    <i>Pierre Puget: peintre sculpteur architecte (1620-1694). </i>Marseille: Musées    de Marseille/Réunion des Musées Nationaux, 1995. p. 88-169, BAUMANN, Émile -    <i>Pierre Puget, sculpteur. </i>Paris: Les Editions de l’Ecole, 1949.</p>     <p><a href="#top20"><sup>20</sup></a><a name="20"></a>Cf. O contrato de Jean Péru    para execução da obra de escultura e decoração geral da igreja de Notre-Dame-des-Anges    de Isle-sur-la-Sorgue. Fonds Moreau. E. Notaires, <i>Jean Moricelly, </i>1688,    f. 200-203. Cit. por LOPES, José Maria da Silva – <i>op. cit.,</i> p. 174. Sobre    a história e arte desta igreja cf. GUIGUE, Julien – <i>L’église de l´Isle-sur-Sorgue</i>.    Avignon: Impremerie Ruillière Frères, 1944.</p>     <p><a href="#top21"><sup>21</sup></a><a name="21"></a>Sobre a figura do Tempo    e seu significado na tumulária barroca, veja-se XAVIER, Pedro Amaral - <i>A    morte: símbolos e alegorias. </i>Lisboa: Livros Horizonte. 2001. p. 98-103.</p>     <p><a href="#top22"><sup>22</sup></a><a name="22"></a>Cf. CORREIA, Virgílio -    <i>op. cit.,</i> p. 146-151. Por toda a Provença se pode constatar o gosto pela    ornamentação das sobreportas com peças escultóricas pétreas. Sobre o assunto    veja-se: BÉRUTTI, André – Les portes de la “basse ville”. In MEYRUCIS, Jean-Paul;    BÉRUIT, André (coord.) - <i>Toulon et son patrimoine: portes et façades, corderie    et front de mer. </i>Gémenos: Autres Temps-Académie du Var, 2008. p. 67-93.</p>     <p><a href="#top23"><sup>23</sup></a><a name="23"></a>Arquivo Histórico do Patriarcado    de Lisboa. Convento dos Agostinhos da Graça. <i>Livro do Recibo e Gasto do Santuario    da Sancristia de Nossa Senhora da Graça. </i>1710, f. 31-32. Documento gentilmente    cedido pelo Professor Vítor Serrão.</p>     <p><a href="#top24"><sup>24</sup></a><a name="24"></a>Cf. VALE, Teresa Leonor    M. - <i>Escultura italiana em Portugal no século XVII. </i>Lisboa: Caleidoscópio,    2004. p. 207.</p>     <p><a href="#top25"><sup>25</sup></a><a name="25"></a>Cf. CARVALHO, Ayres de –    Novas revelações (…). p. 41-45, GUIMARÃES, Carlos Alberto - <i>Tribuna da capela-mor    da Igreja da Pena: documentos para a sua história. </i>Lisboa: Edições Documenta:    Igreja da Pena, 1968. p. 31-48.</p>     <p><a href="#top26"><sup>26</sup></a><a name="26"></a>Despeza que fes o mesmo    Thezoureiro João da Costa com as obras da Igreja: Despendeo com o retabolo que    se fes para o nouo Altar colatral (sic) aonde esta o Santo Christo cuja obra    fes o Mestre Domingos da Costa por cento e sinco mil reis. <i>Arquivo Paroquial    da igreja de Nossa Senhora da Pena de Lisboa, (APINSPL), Livro da Despeza da    Irmandade (1711)</i> Livro 29, f. 41 e ainda Dispendeu com o Mestre Entalhador    Domingos da Costa do resto do feitio de huma imagem de Nossa Senhora da Soledade    -1.670. Idem, <i>ibidem,</i> f. 52.</p>     <p><a href="#top27"><sup>27</sup></a><a name="27"></a>Cf. CARVALHO, Ayres de –    Novas revelações (…). p. 26.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top28"><sup>28</sup></a><a name="28"></a>Cf. BOURGUET-VIC, Monique    – Les atlantes de Puget. In MEYRUCIS, Jean-Paul; BÉRUIT, André (coord.) - <i>op.    cit., </i>p. 219-234.</p>     <p><a href="#top29"><sup>29</sup></a><a name="29"></a>Cf. Arquivo da Santa Casa    da Misericórdia da Chamusca - <i>Memória histórica da Igreja da Misericórdia    da Chamusca. </i>(texto policopiado). Esta informação consta do <i>Livro Geral    de 2-3-1706 a 12-09-1718</i>, f. 4, documentação para a qual remete o <i>Inventário    Geral da Irmandade do Santíssimo de 1868</i>, f. 29.</p>     <p><a href="#top30"><sup>30</sup></a><a name="30"></a>Segundo a transcrição deste    contrato de obra, constante da <i>Memória Histórica da Igreja da Misericórdia    da Chamusca</i>, o mestre José Pessoa Nobre era morador na rua do Sol. A madeira    utilizada foi o pinho da Flandres e a obra foi orçada em setecentos mil réis.    Sobre este mestre entalhador Cf. FERREIRA, Sílvia – <i>A talha barroca de Lisboa    (1680-1720): os artistas e as obras. </i>Lisboa: [s.n], 2009. Tese de doutoramento    em História (especialidade Arte, Património e Restauro) apresentada à Faculdade    de Letras da Universidade de Lisboa. vol. II, p. 524.</p>     <p><a href="#top31"><sup>31</sup></a><a name="31"></a>Arquivo Municipal de Lisboa    (AML), <i>Livro de cordeamentos de 1710-1719</i>, f. 810 a 811v. (documento    avulso).</p>     <p><a href="#top32"><sup>32</sup></a><a name="32"></a> OLIVEIRA, Eduardo Freire    de - <i>Elementos para a história do município de Lisboa.</i> Lisboa: Tipografia    Universal, 1901. t. XI, p. 522, CARVALHO, Ayres de – Novas revelações (…). p.    45-46.</p>     <p><a href="#top33"><sup>33</sup></a><a name="33"></a>MACHADO, Inácio Barbosa    de - <i>Historia critico-chronologica da instituiçam da festa, procissam e officio    do Corpo Santissimo de Christo. </i>Lisboa: Oficina Patriarcal de Luiz Ameno,    1759. Sobre a festa do Corpo de Deus de 1719 veja-se o recente artigo de RAGGI,    Giuseppina - “A formosa maquina do Ceo e da terra”: a procissão do <i>Corpus    Domini</i> de 1719 e o papel dos arquitetos Filippo Juvarra e João Frederico    Ludovice. <i>Cadernos do Arquivo Municipal. </i>Lisboa: Arquivo Municipal. 2ª    Série Nº 1 (janeiro - junho 2014), p. 107-129.</p>     <p><a href="#top34"><sup>34</sup></a><a name="34"></a>AML, <i>Livro 8º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Oriental,</i> f. 170-170v.</p>     <p><a href="#top35"><sup>35</sup></a><a name="35"></a>AML, <i>Livro 8º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Oriental,</i> f. 193.</p>     <p><a href="#top36"><sup>36</sup></a><a name="36"></a> AML, <i>Livro 8º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Oriental, </i>f. 210-212v.</p>     <p><a href="#top37"><sup>37</sup></a><a name="37"></a>AML, <i>Livro 8º de consultas    e decretos de D. João V do Senado Oriental,</i> f. 170-170v.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top38"><sup>38</sup></a><a name="38"></a>Cf. NATIVIDADE, José da    - <i>Memoria historica da milagrosa imagem do Senhor dos Passos, sita no real    convento de S. Domingos de Lisboa; e da creação e progresso da sua irmandade.</i>    Lisboa: Oficina Alvarense, 1747. p. 42-43, citado por FERREIRA, Sílvia – <i>A    talha barroca de Lisboa (1670-1720) </i>(…). vol. I, p. 137.</p>     <p><a href="#top39"><sup>39</sup></a><a name="39"></a>NATIVIDADE, José da - <i>op.    cit.,</i> p. 42-43.</p>     <p><a href="#top40"><sup>40</sup></a><a name="40"></a>ALVES, Alexandre - <i>Esculturas    de Laprade na Diocese de Viseu. </i>Viseu: [s.n], 1976. Sep. Beira Alta, p.    461-471; Idem - <i>A sé catedral de Santa Maria de Viseu. </i>Viseu: Câmara    Municipal: Santa Casa da Misericórdia de Viseu: Grupo de Amigos do Museu Grão    Vasco, 1995.</p>     <p><a href="#top41"><sup>41</sup></a><a name="41"></a>BRANDÃO, Domingos Pinho    de -<i> Obra de talha dourada, ensamblagem e pintura na cidade e na Diocese    do Porto. </i>Porto: Diocese, 1986. vol. III, p. 27-35. As cartas de André Vaz    sobre a obra do retábulo-mor da sé do Porto, tendo como destinatário o tesoureiro    do Cabido da sé, cónego Domingos Barbosa, situam-se entre 14 de janeiro de 1726    e 15 de fevereiro do ano seguinte. Veja-se também FERREIRA-ALVES, Natália –    <i>A escola de talha portuense e a sua influência no norte de Portugal. </i>Lisboa:    Edições Inapa, 2001. p. 79, FERREIRA, Sílvia - <i>A igreja de Santa Catarina:    a talha da capela-mor. </i>Lisboa: Livros Horizonte, 2008. p. 114-117.</p>     <p><a href="#top42"><sup>42</sup></a><a name="42"></a>Cf. BRANDÃO, Domingos Pinho    de - <i>op. cit., </i>p. 30. Carta de 21 de setembro de 1726.</p>     <p><a href="#top43"><sup>43</sup></a><a name="43"></a>Sobre este entalhador veja-se    FERREIRA, Sílvia - A igreja de Santa Catarina (…).</p>     <p><a href="#top44"><sup>44</sup></a><a name="44"></a>Cf. BRANDÃO, Domingos Pinho    de - <i>op. cit.,</i> p. 33-34.      <p><a href="#top45"><sup>45</sup></a><a name="45"></a>Cf. Idem, ibidem, p. 35.    Carta datada de 15 de fevereiro de 1727.</p>     <p><a href="#top46"><sup>46</sup></a><a name="46"></a>Cf. Idem, ibidem, p. 28.</p>     <p><a href="#top47"><sup>47</sup></a><a name="47"></a> Cf. FERREIRA-ALVES, Natália    - <i>A escola de talha portuense</i> (...). p. 79.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top48"><sup>48</sup></a><a name="48"></a> BRANDÃO, Domingos Pinho    de - <i>op. cit., </i>p. 119-120. Carta datada de 14 de maio de 1729.</p>     <p><a href="#top49"><sup>49</sup></a><a name="49"></a>Idem, <i>ibidem</i>, p.    120.</p>     <p><a href="#top50"><sup>50</sup></a><a name="50"></a> Apesar de Ayres de Carvalho    ter fornecido informações que constam deste documento, as mesmas nunca tinham    sido autenticadas até agora com a referência exata às fontes.</p>     <p><a href="#top51"><sup>51</sup></a><a name="51"></a>ANTT, Registo Geral de Testamentos,    <i>Livro 215</i>, f. 108-109. Interessante no seu testamento é a referência    direta ao cargo que teve como soldado da Casa Real. A mesma indicação tinha    já sido dada pelo procurador do Cabido da sé do Porto na carta de 8 de fevereiro    de 1727, na qual refere que, procurando Laprade em sua casa não o encontrou,    pois o escultor tinha “saído na guarda da Senhora Rainha à oração”. Cf. BRANDÃO,    Domingos Pinho de – <i>op. cit., </i>p. 34.</p>     <p><a href="#top52"><sup>52</sup></a><a name="52"></a>Agradecemos à Doutora Nunziatella    Allesandrini os esforços desenvolvidos no Arquivo Paroquial da Igreja do Loreto    na tentativa de localizar o livro de batizados correspondente. No entanto, o    referido livro terá sido desviado do arquivo pois, atualmente, os registos de    batismo começam em 1749.</p>     <p><a href="#top53"><sup>53</sup></a><a name="53"></a>MACHADO, Cyrillo Volkmar    - <i>Colecção de memorias, relativas ás vidas dos pintores, e esculptores, architectos,    e gravadores portugueses, e dos estrangeiros que estiverão em Portugal. </i>Lisboa:    Imprensa de Victorino Rodrigues da Silva, 1823. p. 253.</p>     <p><a href="#top54"><sup>54</sup></a><a name="54"></a>Cf. BRANDÃO, Domingos Pinho    de – <i>op. cit., </i>p. 31.</p>     <p><a href="#top55"><sup>55</sup></a><a name="55"></a>Cf. CARVALHO, Ayres de –    <i>D. João V e a arte do seu tempo. </i>Lisboa: Edição do Autor, 1962. vol.    II, p. 234.</p>      ]]></body>
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<year>1967</year>
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<source><![CDATA[Esculturas de Laprade na Diocese de Viseu]]></source>
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