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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efetividade de um Programa de Estimulação Cognitiva em Idosos com Défice Cognitivo Ligeiro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In recent years some researchers focused on the value of interventions to stimulate cognition, based on the assumption that the mild cognitive impairment (MCI) presents a major risk factor for developing dementia. However, there is still no consensus on effective techniques and interventions recommended that show greater effectiveness, and also their systematization. Objective: To evaluate the effectiveness of a program of cognitive stimulation in the elderly with mild cognitive impairment. Method: A quasi-experimental, quantified, design with pre and post-test and control group. The study involved elderly with MCI: 17 included in the experimental group, and 16 included in the control group.The experimental group participated in a program of cognitive stimulation. Results: The main results showed that, after evaluation of pre and post-test in the experimental group, and between the post-test both groups, an improvement in orientation, short-term memory, language and visual-space guidance. There were no substantial changes in activities of instrumental and daily living. Great improvement was verified in the experimental group regarding the use of memory strategies, mainly the external ones, as well an improvement in face- name association. Conclusions: The implementation of a cognitive stimulation program is essential in people with mild cognitive impairment in order to enhance cognition, improve the autonomy and minimize the impact of deficits.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Envelhecimento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Défice Cognitivo Ligeiro]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Programa de Estimulação Cognitiva]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Efetividade de um Programa de Estimula&ccedil;&atilde;o Cognitiva em Idosos com D&eacute;fice Cognitivo Ligeiro</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Ana Rita Dias Costa*; Carlos Sequeira**</b></p>

	    <p>*Enfermeira Graduada; P&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em Gerontologia Social; P&oacute;s&#45;licenciatura e Especializa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria; Mestrado em Enfermagem de Sa&uacute;de Mental e Psiquiatria; Unidade de Cuidados na Comunidade da Senhora da Hora &#150; Unidade Local de Sa&uacute;de de Matosinhos, EPE; e&#45;mail: <a href="mailto:aritadcosta@gmail.com">aritadcosta@gmail.com</a></p>

	    <p>**Prof. Coordenador; Doutor em Enfermagem; Escola Superior de Enfermagem do Porto; Departamento/Unidade Cient&iacute;fico Pedag&oacute;gica &#150; Enfermagem disciplina &amp; profiss&atilde;o; e&#45;mail: <a href="mailto:carlossequeira@esenf.pt">carlossequeira@esenf.pt</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>

	    <p>Nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m surgido alguns investigadores centrados na valoriza&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es que estimulam a cogni&ccedil;&atilde;o, baseadas no pressuposto de que o d&eacute;fice cognitivo ligeiro (DCL) se constitui como um grande fator de risco para o desenvolvimento de dem&ecirc;ncia. Contudo, ainda n&atilde;o existe um consenso efetivo sobre as t&eacute;cnicas e interven&ccedil;&otilde;es que revelam uma maior efetividade, bem como a sua sistematiza&ccedil;&atilde;o. <b>Objetivo:</b> Avaliar a efetividade de um programa de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva em idosos com d&eacute;fice cognitivo ligeiro. <b>M&eacute;todo:</b> Optou&#45;se por um estudo quase&#45;experimental, de caracter quantitativo, com desenho pr&eacute; e p&oacute;s&#45;teste e grupo controlo. Participaram no estudo, idosos com DCL: 17 no grupo experimental e 16 no grupo controlo. Os participantes do grupo experimental foram alvo de um programa de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva. <b>Resultados:</b> Os principais resultados demonstraram, ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o entre o pr&eacute; e p&oacute;s&#45;teste no grupo experimental e entre o p&oacute;s&#45;teste de ambos os grupos, uma melhoria a n&iacute;vel da orienta&ccedil;&atilde;o, da mem&oacute;ria a curto prazo, da linguagem e da orienta&ccedil;&atilde;o visuo&#45;espacial. N&atilde;o foram percet&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel das atividades de vida di&aacute;rias e instrumentais. Foi not&oacute;ria no grupo experimental, uma significativa melhoria na utiliza&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias da mem&oacute;ria, essencialmente as externas, bem como uma melhoria na associa&ccedil;&atilde;o face&#45;nome. <b>Conclus&otilde;es:</b> A implementa&ccedil;&atilde;o de um programa de estimula&ccedil;&atilde;o da cogni&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental em pessoas com d&eacute;fice cognitivo ligeiro, de modo a potenciar a cogni&ccedil;&atilde;o, melhorar a autonomia e minimizar o impacte dos d&eacute;fices.</p>

	    <p><b>Palavras&#45;Chave:</b> Envelhecimento; D&eacute;fice Cognitivo Ligeiro; Programa de Estimula&ccedil;&atilde;o Cognitiva<b>;</b> Efetividade</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>

	    <p>In recent years some researchers focused on the value of interventions to stimulate cognition, based on the assumption that the mild cognitive impairment (MCI) presents a major risk factor for developing dementia. However, there is still no consensus on effective techniques and interventions recommended that show greater effectiveness, and also their systematization. <b>Objective:</b> To evaluate the effectiveness of a program of cognitive stimulation in the elderly with mild cognitive impairment. <b>Method:</b> A quasi&#45;experimental, quantified, design with pre and post&#45;test and control group. The study involved elderly with MCI: 17 included in the experimental group, and 16 included in the control group.The experimental group participated in a program of cognitive stimulation. <b>Results</b>: The main results showed that, after evaluation of pre and post&#45;test in the experimental group, and between the post&#45;test both groups, an improvement in orientation, short&#45;term memory, language and visual&#45;space guidance. There were no substantial changes in activities of instrumental and daily living. Great improvement was verified in the experimental group regarding the use of memory strategies, mainly the external ones, as well an improvement in face&#45; name association. <b>Conclusions:</b> The implementation of a cognitive stimulation program is essential in people with mild cognitive impairment in order to enhance cognition, improve the autonomy and minimize the impact of deficits.</p>

	    <p><b>Keywords</b>: Aging, mild cognitive impairment, cognitive stimulation program, Effectiveness.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>

	    <p>O envelhecimento demogr&aacute;fico &eacute; hoje um fen&oacute;meno que ocorre &agrave; escala mundial, que se acentua nas sociedades ditas desenvolvidas, em consequ&ecirc;ncia do aumento da esperan&ccedil;a de vida e do decl&iacute;nio da natalidade. Prev&ecirc;&#45;se que em 2020, a propor&ccedil;&atilde;o de idosos (&#8805;65 anos) aumente para os 20,6% &nbsp;(INE, 2012).</p>

	    <p>A &aacute;rea da sa&uacute;de mental no idoso torna&#45;se cada vez mais premente, devendo os especialistas na &aacute;rea, nomeadamente os profissionais de enfermagem, reunir esfor&ccedil;os para que se consigam oferecer melhores respostas, ou seja, mais diferenciadas, com maior efetividade, de proximidade e de prefer&ecirc;ncia no seu contexto.</p>

	    <p>Este estudo centrou&#45;se no envelhecimento cognitivo, mais propriamente no d&eacute;fice cognitivo ligeiro (DCL), que constitui uma problem&aacute;tica recentemente institu&iacute;da como uma entidade diagn&oacute;stica, despertando o interesse de v&aacute;rios investigadores. O DCL constitui&#45;se um est&aacute;dio de transi&ccedil;&atilde;o entre as altera&ccedil;&otilde;es cognitivas ditas normais do envelhecimento e um est&aacute;dio inicial de dem&ecirc;ncia (Petersen &amp; Selamawit, 2008). Ao longo do tempo t&ecirc;m sido definidos crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico, sendo os estabelecidos por Petersen, Stevens &amp; Ganglui (2001) os mais consensuais na comunidade cient&iacute;fica e como tal utilizados neste estudo. Tem vindo a ser documentada em v&aacute;rios estudos, uma elevada taxa de progress&atilde;o para dem&ecirc;ncia, mais propriamente para doen&ccedil;a de Alzheimer, em pessoas com diagn&oacute;stico de DCL (Petersen &amp; Selamawit, 2008). Estima&#45;se que a preval&ecirc;ncia de DCL na popula&ccedil;&atilde;o esteja entre 3% a 17% e a taxa de incid&ecirc;ncia de novos casos por ano, entre 9.9% e 21,5% (Mariani, Monastero &amp; Mecocci, 2007).</p>

	    <p>Com a continuidade na investiga&ccedil;&atilde;o sobre o DCL, o conceito passou a incluir d&eacute;fices em outros dom&iacute;nios 
	cognitivos&nbsp;(Petersen, et al., 2008), tal como descrito no <a href="#q1">quadro 1</a>.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<a name="q1">
	    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n9/n9a03q1.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Perante estas evid&ecirc;ncias torna&#45;se necess&aacute;rio desenvolver esfor&ccedil;os que possibilitem a identifica&ccedil;&atilde;o precoce dos d&eacute;fices cognitivos nos idosos bem como o desenvolvimento de interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas em fases iniciais (Petersen &amp; Selamawit, 2008), prevenindo assim maiores consequ&ecirc;ncias que ir&atilde;o implicar a diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida, da autonomia, maiores custos e problemas sociais. Perante o atual desenvolvimento das terap&ecirc;uticas farmacol&oacute;gicas, as interven&ccedil;&otilde;es de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva, sendo bem delineadas e estruturadas, constituem um coadjuvante essencial (Kinsella, <i>et al.</i> 2009).</p>

	    <p>Neste sentido, este estudo pretende avaliar a efetividade de um programa de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva em idosos com DCL, tanto a n&iacute;vel funcional como cognitivo.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>METODOLOGIA</b></p>

	    <p>Na metodologia ser&atilde;o explicitados os objetivos, m&eacute;todos e estrat&eacute;gias de an&aacute;lise dados que possibilitem uma melhor compreens&atilde;o dos resultados.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Finalidade e Objetivos</b></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo permitiu essencialmente analisar a efetividade de um programa de estimula&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria em idosos com DCL, avaliando as implica&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel cognitivo e funcional, bem como no seu quotidiano. A finalidade reside em dar contributos para a cria&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de qualidade do exerc&iacute;cio profissional dos enfermeiros no &acirc;mbito da implementa&ccedil;&atilde;o de programas de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva em idosos com DCL.</p>

	    <p>O estudo tem como principais objetivos: identificar as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas dos idosos com DCL da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia de uma Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) e do seu perfil cognitivo e funcional, avaliar o impacto na cogni&ccedil;&atilde;o associada &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de um programa de estimula&ccedil;&atilde;o e analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre o perfil cognitivo, o n&iacute;vel funcional e a efetividade de um programa de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva.</p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Tipo de Estudo</b></p>

	    <p>O estudo &eacute; de car&aacute;cter quase&#45;experimental, prospetivo quanto ao tempo, com um desenho de pr&eacute;&#45;teste/p&oacute;s&#45;teste com grupo controlo n&atilde;o equivalente, e baseado no paradigma quantitativo. Este estudo foi realizado em parceria com dois outros estudos, designados "Caracteriza&ccedil;&atilde;o do Potencial Cognitivo e Funcional dos utentes com idades entre os 65 e 75 anos inscritos numa unidade de sa&uacute;de familiar" (Neves, 2013) e "Programa de Estimula&ccedil;&atilde;o da Mem&oacute;ria para Idosos com D&eacute;fice Cognitivo Ligeiro" (Sousa, 2012).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Participantes</b></p>

	    <p>O estudo aqui apresentado decorreu numa UCC, de uma unidade Local de sa&uacute;de do Norte de portugal. A popula&ccedil;&atilde;o alvo neste estudo &eacute; constitu&iacute;da pelos idosos com idades compreendidas entre os 65 e os 75 anos de idade da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da UCC, com DCL mn&eacute;sico: &uacute;nico dom&iacute;nio e m&uacute;ltiplos dom&iacute;nios.</p>

	    <p>Atrav&eacute;s de um processo de amostragem n&atilde;o probabil&iacute;stica, por sele&ccedil;&atilde;o racional, os participantes foram inclu&iacute;dos de acordo com os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: Idosos da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da UCC; Idosos com idades compreendidas entre os 65 e os 75 anos; Idosos com crit&eacute;rios para DCL de acordo com os crit&eacute;rios de Petersen, <i>et al.</i> (2001) referidos no enquadramento conceptual; Idosos sem diagn&oacute;stico de depress&atilde;o; Idosos referenciados pelas equipas de sa&uacute;de familiar do Centro de Sa&uacute;de e que aceitem participar no estudo atrav&eacute;s de consentimento informado.</p>

	    <p>De acordo com estes crit&eacute;rios estabelecemos dois grupos: o grupo experimental (N= 17) e o grupo controlo (N=16). O grupo experimental, alvo da interven&ccedil;&atilde;o, pela sua dimens&atilde;o foi dividido em dois grupos, com nomeadamente 9 e 8 participantes. O grupo controlo n&atilde;o sujeito &agrave; interven&ccedil;&atilde;o, decorreu da caracteriza&ccedil;&atilde;o efetuada no estudo "Caracteriza&ccedil;&atilde;o do Potencial Cognitivo e Funcional dos utentes com idades entre os 65 e 75 anos inscritos numa unidade de sa&uacute;de familiar" (Neves, 2013) e preencheram os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, exceto estarem inseridos na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da UCC.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Instrumentos</b></p>

	    <p>O instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o foi elaborado com base no estudo "Caracteriza&ccedil;&atilde;o do Potencial Cognitivo e Funcional dos utentes com idades entre os 65 e 75 anos inscritos numa unidade de sa&uacute;de familiar" (Neves, 2013).</p>

	    <p>O question&aacute;rio incluiu vari&aacute;veis de car&aacute;cter sociodemogr&aacute;fico, como a idade, escolaridade, sexo, escolaridade dos pais, consumos nocivos, antecedentes pessoais e h&aacute;bitos l&uacute;dicos, permitindo assim dar resposta ao primeiro objetivo espec&iacute;fico do estudo. Foram tamb&eacute;m incluidas quest&otilde;es que nos permitissem perceber a percep&ccedil;&atilde;o do utente relativamente &agrave; sua sa&uacute;de, capacidade para fazer face ao dia a dia e qualidade de vida.</p>

	    <p>Os testes e escalas aplicados incluiram o MMSE (Folstein <i>et al.</i>, 1975 traduzido e validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Guerreiro, 1994), o teste do rel&oacute;gio (Schuman <i>et al</i>., 1993), a Escala de avalia&ccedil;&atilde;o de dem&ecirc;ncia (Hughes <i>et. al</i>., 1992, citado por sequeira 2010). A utiliza&ccedil;&atilde;o destas escalas em conjunto permite uma maior precis&atilde;o na dete&ccedil;&atilde;o do DCL (Pinto, E; Peters, R, 2009). Para avalia&ccedil;&atilde;o funcional doi utilizado o &Iacute;ndice de Lawton e Brody e o &Iacute;ndice de Barthel (Sequeira, 2010).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Procedimentos</b></p>

	    <p>A colheita de dados e o desenvolvimento deste estudo foi dividida em duas fases:</p>

	    <p><b>Fase 1:</b></p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Identifica&ccedil;&atilde;o de utentes atrav&eacute;s de uma lista de utentes da Unidade de Sa&uacute;de Familiar (USF) atrav&eacute;s dos contactos telef&oacute;nicos (118);</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos utentes contactados foram identificados 17 com eventuais altera&ccedil;&otilde;es de mem&oacute;ria preenchendo eventuais crit&eacute;rios para DCL, pelo que integraram o grupo experimental e&nbsp; lhes foi aplicado o formul&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o,</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foi efetuado um primeiro contacto entre o investigador e a pessoa com eventual DCL, para se obter o consentimento informado relativamente &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do formul&aacute;rio e da participa&ccedil;&atilde;o no programa de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva;</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Simultaneamente o mesmo formul&aacute;rio foi aplicado ao grupo controlo, grupo de utentes extra&iacute;do do estudo de Neves (2013), sobre a carateriza&ccedil;&atilde;o cognitiva e funcional dos idosos e com caracter&iacute;sticas similares ao grupo experimental, em termos de idade, sexo, escolaridade, funcionamento cognitivo e n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia.</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Grupo experimental foi dividido em dois grupos de 9 e 8 utentes para possibilitar uma melhor intera&ccedil;&atilde;o e uma melhor efic&aacute;cia do programa de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva. Os grupos reuniram no mesmo local em horas e dias previamente definidos.</p>

	    <p>&middot;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No final do programa de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva foi aplicado o mesmo formul&aacute;rio (p&oacute;s&#45;teste) ao grupo experimental e ao grupo controlo.</p>

	    <p>O programa de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva foi elaborado no estudo "Programa de treino da mem&oacute;ria para idosos com&nbsp;d&eacute;fice cognitivo ligeiro" (Sousa, 2012), no qual foi validado em termos concetuais atrav&eacute;s de um estudo delphi. O principal objetivo do programa &eacute; estimular a mem&oacute;ria de idosos com DCL e dotar o utente e a sua fam&iacute;lia/cuidadores de conhecimentos e estrat&eacute;gias que permitam treinar a sua mem&oacute;ria no quotidiano e, consequentemente, potenciar a sua autonomia.</p>

	    <p>O programa foi elaborado e desenvolvido para ser aplicado em grupo, com a dura&ccedil;&atilde;o de 8 semanas, 1 sess&atilde;o por semana, durante 90 minutos. Duas das sess&otilde;es foram preconizadas para os familiares. Os grupos, n&atilde;o devem ter mais de 10 participantes, o que se respeitou neste caso (9 e 8 participantes). Os contactos individuais para avalia&ccedil;&atilde;o inicial e final foram contemplados e inclu&iacute;dos no programa, sendo igualmente preconizada uma avalia&ccedil;&atilde;o de follow&#45;up, 3 meses ap&oacute;s o t&eacute;rmino do programa.</p>

	    <p>Este programa tem como objetivo potenciar a capacidade funcional, a intera&ccedil;&atilde;o social e as capacidades cognitivas. As sess&otilde;es s&atilde;o desenvolvidas com v&aacute;rias atividades, em fun&ccedil;&atilde;o do grupo (necessidades/interesses) e incluem: terapia por reminisc&ecirc;ncia, treino da mem&oacute;ria, com o ensino e treino de estrat&eacute;gias internas e externas da mem&oacute;ria e associa&ccedil;&atilde;o face&#45;nome. Os participantes s&atilde;o incentivados a dar continuidade ao treino da mem&oacute;ria atrav&eacute;s de atividades programadas para serem desenvolvidas no domic&iacute;lio.</p>

	    <p>Durante o programa foi fornecido material de suporte informativo e de apoio aos participantes e seus familiares.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>An&aacute;lise dos Dados</b></p>

	    <p>Na an&aacute;lise dos dados recorreu&#45;se &agrave; estat&iacute;sticas descritiva, principalmente as frequ&ecirc;ncias, m&eacute;dias e desvio padr&atilde;o. A An&aacute;lise dos ganhos obtidos com a implementa&ccedil;&atilde;o do programa de estimula&ccedil;&atilde;o foram obtidos com recurso ao teste de Mann&#45;Whitney para avaliar as diferen&ccedil;as estatisticamente significativas antes/ap&oacute;s e as diferen&ccedil;as entre as vari&aacute;veis de ambos os grupos (experimental e controlo).</p>

	    <p>No entanto, como o n&uacute;mero que comp&otilde;e as amostras &eacute; reduzido e sem uma sele&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria, as generaliza&ccedil;&otilde;es foram feitas de forma cautelosa.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O E DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</b></p>

	    <p><b>&nbsp;</b></p>

	    <p><b>Caracter&iacute;sticas Sociodemogr&aacute;ficas</b></p>

	    <p>Nas duas sub&#45;amostras verificou&#45;se uma maior preval&ecirc;ncia de idosos do sexo feminino, com uma m&eacute;dia total de 82%, sendo apenas 18% de idosos do sexo masculino. A m&eacute;dia de idades global foi de 70,5%, variando entre 65 e 75 anos. A percentagem de idosos com escolaridade entre 1 a 4 anos &eacute; bastante elevada, com uma m&eacute;dia global de 93,75%, havendo apenas 12,5% de analfabetos no grupo controlo. A maior percentagem de idosos do grupo experimental vive acompanhado, correspondendo a 64,7% da sub&#45;amostra e 35,3% vive sozinho. Sendo uma amostra reduzida as afirma&ccedil;&otilde;es neste sentido devem ser feitas com cautela. Na amostra 72,7% vive com o c&ocirc;njuge e 27,3% vive com os filhos.</p>

	    <p>Quanto aos h&aacute;bitos l&uacute;dicos uma grande maioria (57,6%) utiliza apenas recursos f&iacute;sicos para desenvolver atividades l&uacute;dicas, como passear. 18,4% utiliza ambos os recursos (cognitivos e f&iacute;sicos). Apenas 11,95% da amostra utilizam somente recursos cognitivos. Relativamente aos antecedentes pessoais, na sua grande maioria apresentam doen&ccedil;as cardiovasculares, com uma m&eacute;dia global de 51,1% e multipatologia (na sua maioria doen&ccedil;as cardiovasculares e osteoartioarticulares) numa m&eacute;dia de 36,75%.</p>

	    <p>No que diz respeito &agrave; percep&ccedil;&atilde;o sobre a sa&uacute;de e capacidade para fazer face ao dia a dia, os idosos da amostra global consideram ser razo&aacute;vel, com uma m&eacute;dia de 66,9% e 66,6% respetivamente. Na qualidade de vida, 69,85% da amostra global considera a sua qualidade de vida razo&aacute;vel.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o Cognitiva e Funcional dos Idosos</b></p>

	    <p>Os idosos do grupo experimental, com 1 a 4 anos de escolaridade apresentam um score m&eacute;dio de 23 no MMSE, variando entre 22 e 24. No grupo controlo, o valor m&eacute;dio para os idosos analfabetos &eacute; de 17 e para os idosos com 1 a 4 anos de escolaridade &eacute; de 24, variando entre 22 e 25. De acordo com a valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Guerreiro, 1994), &eacute; preconizado um score limite para d&eacute;fice cognitivo de 15, em analfabetos, 22 para indiv&iacute;duos com 1 a 11 anos de escolaridade e 27 para indiv&iacute;duos com mais de 11 anos de escolaridade, tendo deste modo os resultados obtidos ultrapassado estes limites. Novos estudos apontam para m&eacute;dias mais elevadas do resultado final do MMSE, em fun&ccedil;&atilde;o da escolaridade (Morgado et. al., 2010). Estudos nacionais desenvolvidos (Nunes, <i>et al.</i>, 2004; Ribeiro, <i>et al.</i>, 2006) e internacionais (Petersen, 2003; Mathews, <i>et al.</i>, 2008) apontam para a necessidade de avaliar cada sub&#45;escala do MMSE para se conseguir ser mais preciso na definii&ccedil;&atilde;o do DCL, considerando nas amostras valores acima dos limites preconizados no MMSE. De facto, de acordo com a literatura, um individuo com DCL pode apresentar d&eacute;fice do funcionamento da mem&oacute;ria e ter bons desempenhos em outros dom&iacute;nios cognitivos, o que est&aacute; de acordo com a forma mn&eacute;sica de DCL (Nunes, <i>et al.</i>, 2004; Petersen, 2003). Desta forma, neste estudo assumimos incluir idosos com um score de MMSE superior aos limites estabelecidos para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, tendo em conta os resultados obtidos em cada sub&#45;escala, no teste do rel&oacute;gio e na Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Dem&ecirc;ncia, indo assim ao encontro de alguns estudos na &aacute;rea (Nunes et. al, 2004; Petersen &amp; Selamawit, 2008). Com a an&aacute;lise das sub&#45;escalas do MMSE verificamos que o maior d&eacute;fice encontra&#45;se a n&iacute;vel da evoca&ccedil;&atilde;o, o que coaduna com os crit&eacute;rios estabelecidos para as altera&ccedil;&otilde;es da mem&oacute;ria no DCL mn&eacute;sico (Petersen &amp; Selamawit, 2008).</p>

	    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o do teste do rel&oacute;gio, foram not&oacute;rios os d&eacute;fices, estando todos os resultados abiaxo da classifica&ccedil;&atilde;o considerada para d&eacute;fice &#45; classifica&ccedil;&atilde;o 3 (Distribui&ccedil;&atilde;o visuo&#45;espacial correta com marca&ccedil;&atilde;o errada da hora) (Shulman et. al, 1996 citado por Pinto &amp; Peters,&nbsp; 2009). Todos os participantes preencheram o crit&eacute;rio de um resultado de 0,5 na escala de avalia&ccedil;&atilde;o de Dem&ecirc;ncia, tal como previsto nos estudos desnvolvidos&nbsp; (Petersen &amp; Selamawit, 2008).</p>

	    <p>Relativamente &agrave; funcionalidade avaliada pelo &Iacute;ndice de Lawton, associada &agrave;s atividades de vida instrumentais e ao &Iacute;ndice de Barthel, associado &agrave;s atividades de vida di&aacute;ria, tamb&eacute;m n&atilde;o foram verificadas difereren&ccedil;as estatisticamente significativas entre as duas sub&#45;amostras, o que se pode justificar pelo reduzido n&uacute;mero da amostra N&atilde;o se verificaram d&eacute;fices significativos a n&iacute;vel das atividades de vida instrumentais, com uma m&eacute;dia global de 10,1%. As que apresentaram d&eacute;fices incluiram "fazer compras", "usar dinheiro" e "usar transporte".</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre Vari&aacute;veis Associadas &agrave; Efetividade</b></p>

	    <p>Alguns fatores podem interferir com a efetividade do programa. Pela sua import&acirc;ncia abordamos a rela&ccedil;&atilde;o entre a participa&ccedil;&atilde;o dos familiares e a efetividade do programa de interven&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Apenas 6 familiares participaram no programa de interven&ccedil;&atilde;o, correspondendo a 35,5% da amostra. Dos familiares que participaram, na sua maioria (83%) eram filhos e apenas um familiar era o c&ocirc;njuge. De notar que apenas uma dos filhos que participou vivia com o idoso participante Deste modo, n&atilde;o se verificaram atrav&eacute;s do teste de Mann&#45;Whitney diferen&ccedil;as significativas pela participa&ccedil;&atilde;o dos familiares, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel concluir sobre a sua import&acirc;ncia, contrapondo estudos como os de Kinsella (2009). Esta falta de participa&ccedil;&atilde;o foi atribuida&agrave; aus&ecirc;ncia de consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre o DCL ou pela indisponibilidade laboral, ou ainda pela aus&ecirc;ncia de suporte emocional.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o dos Procedimentos do Programa de Estimula&ccedil;&atilde;o Cognitiva</b></p>

	    <p>V&aacute;rias foram as queixas de mem&oacute;ria repercutidas no dia a dia dos idosos com DCL&nbsp; e nas emo&ccedil;&otilde;es sentidas. As altera&ccedil;&otilde;es da mem&oacute;ria a curto prazo, bem como de outras fun&ccedil;&otilde;es cognitivas como orienta&ccedil;&atilde;o, linguagem e aten&ccedil;&atilde;o levaram os participantes a cessar ou diminuir atividades que desenvolviam, bem como a uma maior lentifica&ccedil;&atilde;o nas atividades de vida di&aacute;ria. Por consequ&ecirc;ncia verifica&#45;se um maior isolamento acompanhado de emo&ccedil;&otilde;es como ansiedade, tristeza e frustra&ccedil;&atilde;o, corroborando assim com estudos desenvolvidos sobre a presen&ccedil;a de sintomas de ansiedade nos idosos com DCL (Rozzini, et al., 2009).</p>

	    <p>Relativamente &agrave;s estrat&eacute;gias alvo de ensino e de treino, verificamos uma melhoria na utiliza&ccedil;&atilde;o das mesmas, estando de acordo com estudos em que se verificou a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de mem&oacute;ria (Kinsella, et al., 2009). No entanto, e apesar de ter sido igualmente not&oacute;rio o aumento da utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias internas da mem&oacute;ria, a melhoria incidiu especialmente nas estrat&eacute;gias externas da mem&oacute;ria.</p>

	    <p>Uma das estrat&eacute;gias externas &agrave; qual recorreram com mais frequ&ecirc;ncia ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o foi o uso de agenda, seguido de pastas ou caixas para arquivar os documentos importantes e pessoais, por &aacute;rea. O uso de listas de compras e do calend&aacute;rio foram mantidos, tal como referidos em alguns estudos internacionais (Kinsella, et al., 2009). Dois dos participantes recorreram ao uso do alarme do telem&oacute;vel essencialmente para toma daa medica&ccedil;&atilde;o). Das estrat&eacute;gias internas salientamos o uso da associa&ccedil;&atilde;o, das imagens visuais, da t&eacute;cnica da primeira letra e da repeti&ccedil;&atilde;o, j&aacute; antes utilizada. Cada participante recorreu &agrave;s estrat&eacute;gias que mais se adaptaram ao seu quotidiano e &agrave;s suas caracter&iacute;sticas pessoais, tal como preconiza Kinsella <i>et. al</i>. (2009). Com a melhoria da utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias da mem&oacute;ria no quotidiano, os idosos alvo de interven&ccedil;&atilde;o referiram "sentir&#45;se melhor e com maior capacidade para fazer face ao dia a dia" (sic).</p>

	    <p>Tamb&eacute;m os familiares que participaram no programa melhoraram no conhecimento das estrat&eacute;gias da mem&oacute;ria, refor&ccedil;ando e supervisionando, sempre que poss&iacute;vel, a sua aplica&ccedil;&atilde;o no dia a dia dos idosos, tal como concluido em alguns estudos (Kinsella, <i>et al</i>., 2009). No entanto, as folhas para registo de estrat&eacute;gias por parte dos familiares n&atilde;o foram utilizadas, j&aacute; que todos os familiares, excepto um, que participaram no programa n&atilde;o vivem com o idoso, pelo que n&atilde;o disp&otilde;em de tempo suficiente para o preenchimento da mesma.</p>

	    <p>Verificamos igualmente uma melhoria significativa na associa&ccedil;&atilde;o face&#45;nome, corroborando com alguns estudos que utilizaram esta t&eacute;cnica (Belleville, <i>et al.</i>, 2006; Jean, <i>et al.</i>, 2010).</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>Efetividade do Programa de Estimula&ccedil;&atilde;o Cognitiva</b></p>

	    <p>Tendo este estudo um desenho de pr&eacute; e p&oacute;s&#45;teste, a avalia&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as nos dois momentos em cada um dos grupos, bem como no p&oacute;s&#45;teste do grupo experimental e grupo controlo, atrav&eacute;s de testes objetivos, permitiu&#45;nos perceber a efetividade do programa de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva.</p>

	    <p>Relativamente ao grupo experimental que foi alvo da interven&ccedil;&atilde;o verificamos diferen&ccedil;as significativas, a n&iacute;vel cognitivo entre o pr&eacute; e o p&oacute;s&#45;teste, reveladas pelo MMSE e teste do rel&oacute;gio. Houve um aumento das m&eacute;dias do pr&eacute; para o p&oacute;s&#45;teste a n&iacute;vel de todas as fun&ccedil;&otilde;es cognitivas, exceto a reten&ccedil;&atilde;o, por aus&ecirc;ncia de altera&ccedil;&atilde;o no pr&eacute;&#45;teste. Salientamos &aacute;reas como a orienta&ccedil;&atilde;o, a evoca&ccedil;&atilde;o e a orienta&ccedil;&atilde;o visuo&#45;espacial que apresentaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, tal como referem os estudos de Belleville, <i>et al.</i>(2006).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na escala de avalia&ccedil;&atilde;o de dem&ecirc;ncia n&atilde;o se verificaram altera&ccedil;&otilde;es desde o in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o, apenas ligeiras melhorias a n&iacute;vel das atividades dom&eacute;sticas e recreativas, no sentido do maior interesse e motiva&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento de passatempos intelectuais, bem como para retomarem algumas atividades sociais.</p>

	    <p>No grupo controlo, n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as significativas do pr&eacute; para o p&oacute;s&#45;teste, tendo&#45;se verificado um ligeiro decr&eacute;scimo na m&eacute;dia do teste do rel&oacute;gio. N&atilde;o verificamos altera&ccedil;&otilde;es nas fun&ccedil;&otilde;es cognitivas avaliadas no MMSE, exceto a n&iacute;vel da evoca&ccedil;&atilde;o que apesar de n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, houve um decr&eacute;scimo da m&eacute;dia.</p>

	    <p>Devido &agrave; baixa percentagem de depend&ecirc;ncia a n&iacute;vel das atividades de vida instrumentais refletidas pelo &Iacute;ndice de Lawton e das atividades de vida di&aacute;ria indicadas pelo &Iacute;ndice de Barthel e ao reduzido n&uacute;mero da amostra, n&atilde;o nos &eacute; poss&iacute;vel retirar conclus&otilde;es a este n&iacute;vel, assumindo n&atilde;o analisar as diferen&ccedil;as entre os dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que n&atilde;o traria ganhos&nbsp; pertinentes para a investiga&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>No p&oacute;s&#45;teste de ambos os grupos verificamos a n&iacute;vel cognitivo diferen&ccedil;as significativas entre os dois grupos, com uma evolu&ccedil;&atilde;o positiva no grupo experimental. Relativamente ao teste do rel&oacute;gio, a m&eacute;dia no grupo experimental (3,06; DP=0,66) &eacute; superior &agrave; do grupo controlo, verificando&#45;se como tal diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, reveladas pelo teste de Mann&#45;Whitney: U= &#45;3,437; p=,001</p>

	    <p>As fun&ccedil;&otilde;es cognitivas que sofreram uma maior evolu&ccedil;&atilde;o positiva, com diferen&ccedil;as estatisticamente 
	significativas incidem na evoca&ccedil;&atilde;o e na linguagem (<a href="#q2">quadro 2</a>).</p>

	    <p>&nbsp;</p>
	<a name="q2">
    <p><img src="/img/revistas/rpesm/n9/n9a03q2.jpg"></p>

	    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>V&aacute;rios estudos revelam a melhoria na evoca&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s uma interven&ccedil;&atilde;o cognitiva (Belleville, <i>et al.</i>, 2006; Kinsella, <i>et al.</i>, 2009). Relativamente &agrave; linguagem, estudos revelam poss&iacute;veis d&eacute;fices a este n&iacute;vel cognitivo no DCL mas no entanto sem resultados a n&iacute;vel da efetividade de programas de interven&ccedil;&atilde;o cognitiva (Saunders &amp; Summers, 2010). Deste modo, atribuimos com alguma precau&ccedil;&atilde;o e sem generaliza&ccedil;&otilde;es, esta melhoria a n&iacute;vel da linguagem, &agrave; altera&ccedil;&atilde;o positiva da mem&oacute;ria e &agrave; maior utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias da mem&oacute;ria, corroborando assim com o estudo de Kinsella, <i>et al.</i> (2009).</p>

	    <p>O facto de todos os participantes do grupo experimental terem sido alvo de todo o programa contribuiu para os resultados obtidos, j&aacute; que tiveram a oportunidade de desenvolver todas as atividades propostas. A facilidade de hor&aacute;rio oferecida facilitou a presen&ccedil;a e participa&ccedil;&atilde;o de todos os idosos no programa, sendo deste modo importante, em programas futuros ter sempre em conta estas quest&otilde;es, essencialmente se as interven&ccedil;&otilde;es forem desenvolvidas no seio da comunidade, com idosos que n&atilde;o se encontram institucionalizados.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O follow&#45;up foi realizado tr&ecirc;s meses ap&oacute;s, n&atilde;o se tendo verificado diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. Relativamente &agrave;s estrat&eacute;gias da mem&oacute;ria 76,5% dos participantes alvo de interven&ccedil;&atilde;o continuaram a utilizar, com &ecirc;nfase nas estrat&eacute;gias externas.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>

	    <p>Com este estudo foi poss&iacute;vel, sem generaliza&ccedil;&otilde;es ambiciosas tra&ccedil;ar o perfil cognitivo dos idosos com DCL, verificando&#45;se um maior d&eacute;fice a n&iacute;vel da orienta&ccedil;&atilde;o, da evoca&ccedil;&atilde;o e da orienta&ccedil;&atilde;o visuo&#45;espacial, com &ecirc;nfase na segunda fun&ccedil;&atilde;o cognitiva. Estes resultados coadunam com a presen&ccedil;a de d&eacute;fice cognitivo mn&eacute;sico. A n&iacute;vel funcional n&atilde;o foi poss&iacute;vel estabelecer um perfil exato, j&aacute; que os n&iacute;veis de depend&ecirc;ncia n&atilde;o s&atilde;o significativos.</p>

	    <p>Com a aplica&ccedil;&atilde;o do programa de estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva verificamos que um dos pontos fortes foi o ensino e treino de estrat&eacute;gias da mem&oacute;ria, com uma evidente melhoria no grupo experimental ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o. A frequ&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias externas da mem&oacute;ria foi maior do que as estrat&eacute;gias internas da mem&oacute;ria, pela falta de conhecimento inicial&nbsp; e pela maior dificuldade na sua aplica&ccedil;&atilde;o.</p>

	    <p>Era esperada uma maior participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, sendo necess&aacute;ria uma maior consciencializa&ccedil;&atilde;o e envolvimento da fam&iacute;lia.</p>

	    <p>Os resultados do programa foram visivelmente positivos a n&iacute;vel de algumas fun&ccedil;&otilde;es cognitivas no grupo experimental, verificando&#45;se melhoria a n&iacute;vel da mem&oacute;ria a curto prazo, da orienta&ccedil;&atilde;o, da linguagem e da orienta&ccedil;&atilde;o visuo&#45;espacial, espelhadas nos teste cognitivos e no desenvolvimento das atividades propostas, como a associa&ccedil;&atilde;o face&#45;nome que foi por sua vez, alvo de melhoria. Pela natureza dos testes analisados, outras fun&ccedil;&otilde;es cognitivas podem estar associadas como a aten&ccedil;&atilde;o e a compreens&atilde;o. N&atilde;o foi poss&iacute;vel avaliar adequadamente o n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia nas atividades de vida di&aacute;ria e instrumentais, sendo como tal necess&aacute;rios mais estudos e o desenvolvimento de programas mais direccionados para a funcionalidade, ou de prefer&ecirc;ncia conjugando o n&iacute;vel cognitivo e funcional. No grupo controlo n&atilde;o se verificaram altera&ccedil;&otilde;es significativas a n&iacute;vel cognitivo e funcional. De notar igualmente que o programa levou a um aumento da interac&ccedil;&atilde;o social, que por s&oacute; &eacute; um fator favor&aacute;vel para a melhoria e/ou manuten&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es cognitivas.</p>

	    <p>Ap&oacute;s a sua aplica&ccedil;&atilde;o concluimos que &eacute; um programa simples e de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o, centrado na pessoa e na fam&iacute;lia, podendo ser aplicado tanto em grupo na comunidade, como no domicilio. Pelas atividades e materiais que preconiza &eacute; um programa econ&oacute;mico, podendo ser adaptado &agrave; realidade e contexto do participante e do profissisonal. Sugerimos contudo, um maior n&uacute;mero de sess&otilde;es que incidam essencialmente no ensino e treino de estrat&eacute;gias internas da mem&oacute;ria, podendo tamb&eacute;m ser &uacute;til o acompanhamento individual no contexto do idoso ou&nbsp; se poss&iacute;vel o maior envolvimento familiar. Sugerimos tamb&eacute;m em pr&oacute;ximos estudos realizar a avalia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o relativamente ao programa, por parte dos participantes, sendo um &oacute;ptimo indicador de qualidade e melhoria.</p>

	    <p>Perante a an&aacute;lise dos resultados obtidos, concluimos que o prgrama revelou ganhos em sa&uacute;de, pass&iacute;veis de serem traduzidos em indicadores de resultados sens&iacute;veis &agrave; interven&ccedil;&atilde;o de Enfermagem.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Limita&ccedil;&otilde;es do Estudo</b></p>

	    <p>Sendo um estudo quase&#45;experimental, a aus&ecirc;ncia de aleatoriedade na distribui&ccedil;&atilde;o dos participantes no grupo experimental e controlo pode ser considerada uma limita&ccedil;&atilde;o do estudo, j&aacute; que levanta quest&otilde;es sobre a validade interna do estudo.</p>

	    <p>O n&uacute;mero da amostra pode ser tamb&eacute;m considerado um fator limitador, pois diminui a possibilidade de generaliza&ccedil;&otilde;es. Para al&eacute;m da dificuldade em detetar casos de DCL, sendo necess&aacute;rio despistar uma grande quantidade de indiv&iacute;duos, o fator tempo tamb&eacute;m n&atilde;o foi ben&eacute;fico para a realiza&ccedil;&atilde;o do programa.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>

	    <p>Belleville, S., Gilbert, B., Fontaine, F.; Gagnon L.; Menard, E. &amp; Gauthier, S. (2006). Improvement of Episodic Memory in Persons with mild cognitive imapairment and healthy older adults: evidence from a cognitive intervention program. <i>Dementia and Geriatric Cognitive Disordes,</i> 22.</p>

	    <p>Guerreiro, M.P. et al. (1994). Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa da tradu&ccedil;&atilde;o do Mini Mental State Examination (MMSE). Revista Portuguesa de Neurologia,&nbsp; 9 (1).</p>

	    <!-- ref --><p>INE, Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (2012). O Envelhecimento e Portugal: Situa&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica e socio&#45;econ&oacute;mica recente das pessoas idosas. Lisboa&nbsp;: Servi&ccedil;o de Estudos sobre a Popula&ccedil;&atilde;o do Departamento de Estat&iacute;sticas Censit&aacute;rias e da Popula&ccedil;&atilde;o do INE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1647-2160201300010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Jean, L., et al. (2010). Efficacy of a cognitive training programme for mild cognitive impairment: Results of a randomised controlled study. Neuropsychological Rehabilitation, 20 (3).</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Kinsella, G.J., et al. (2009). Early intervention for mild cognitive impairment: a randomised controlled trial. Journal Neurology Neurosurgery &amp; Psychiatry, 80, 730&#45;736.</p>

	    <!-- ref --><p>Magalh&atilde;es, J. C. (2007). Defeito Cognitivo Ligeiro &#45; Entidade de risco para Doen&ccedil;a de Alzheimer. Coimbra&nbsp;: Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia &#45; Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1647-2160201300010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Mariani, E. &amp; Monastero, R &amp; Mecocci, P. (2007). Mild Cognitive Impairment: a systematic review. Journal of Alzheimer's Disease, 12, 23&#45;35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1647-2160201300010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Mathews, F. et al. (2008). Two&#45;Year Progression from Mild Cognitive Impairment to Dementia: To What Extend do Different Definitions Agree? The American Geriatrics Society, 56.</p>

	    <!-- ref --><p>Morgado, J., Rocha, C.S.,&nbsp; Maruta, C.; Guerreiro, M. &amp; Martins, I.P. (2010). Cut&#45;off scores in MMSE: a moving target? European Journal of Neurology, 17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1647-2160201300010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Neves, P. (2013) Caracteriza&ccedil;&atilde;o do Potencial Cognitivo e Funcional dos utentes com idades entre os 65 e 75 anos inscritos numa unidade de sa&uacute;de familiar. Porto: Escola Superior de Enfermagem do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1647-2160201300010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nunes, B., et al. (2004). Rastreio populacional de dem&ecirc;ncia e defeito cognitivo ligeiro nos concelhos de Matosinhos e de Arouca &#150; popula&ccedil;&otilde;es e m&eacute;todos do estudo piloto. Sinapse, 4 (1)</p>

	    <!-- ref --><p>Petersen, R.C., Stevens, J.C.&amp; Ganguli, M.(2001). Practice Parameter: Early detection of dementia: Mild cognitive impairment (an evidence&#45;based review): Report the of a Quality Standards Subcommittee of the American Academy of Neurology. American Academy of Neurology, 56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1647-2160201300010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Petersen, R. C. (2003). D&eacute;fice Cognitivo Ligeiro &#45; O Envelhhecimento e a Doen&ccedil;a de Alzheimer. Lisboa&nbsp;: Climepsi Editores..</p>

	    <p>Petersen, R. C. &amp; Selamawit N. (2008). Mild Cognitive Impairment: An Overview. CNS Spectr. 13 (1), pp. 45&#45;51.</p>

	    <p>Pinto, E &amp; Peters, R. (2009). Literature Review of the Clock Drawing Test as a Tool for Cognitive Screening. Dementia and Geriatriac Cognitive Disordes, 27..</p>

	    <p>Postigo, J., Hern&aacute;ndez&#45;Viadel, J. &amp; Trives, J. (2010). Efficacy of a Group Memory Training Method for Older Adults Based on Visualization and Association Techniques: A Randomizes, Controlled Trial with a Placebo Group. Applied Cognitive Psycology, 24, 956&#45;968.</p>

	    <!-- ref --><p>Ribeiro, F., Guerreiro, M. e Mendon&ccedil;a, A. (2006). Defeito Cognitivo Ligeiro. In Hor&aacute;cio Firmino &#45;&nbsp; Psicogeriatria: Editora Psiquiatria cl&iacute;nica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1647-2160201300010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>Rozzini, L., et al. (2009). Anxiety symptoms in mild cognitive impairment. International Journal of Geriatric Psychiatry,&nbsp; 24.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Saunders, N. &amp; Summers, M. (2010). Attention and working memory deficits in mild with mild cognitive imapairment. Journal of Clinical and Experimental Neuropsychology. 32 (4).</p>

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	    <!-- ref --><p>Shulman, K. I., Gold, D.P., Cohen C. A. &amp; Zucchero, C.A. (1993). Clock&#45;draw&shy;ing and dementia in the community: a longitudinal study. International Journal of Geriatric Psychiatry, 8, 487&#45;496.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1647-2160201300010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

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