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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The authors describe the case of an inferior vena duplication with azygos vein drainage diagnosed during diagnostic venography, prior to filter introduction. In a 69 years old medical inpatient woman with hemorrhagic stroke, a left popliteal-femoroiliac DVT was diagnosed on the 20th day of admission. She was referred for vena cava filter placement. We performed a diagnostic venography with access from the right internal jugular vein. It has been possible to observe an inferior vena cava duplication with an anomalous posterior heart drainage. We placed an inferior vena cava filter in suprarrenal position, accessing the right common femoral vein. Duplication of vena cava is rare with a prevalence of 0.2-3%. Its approach in the context of placing a filter becomes an unusual challenge.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CASE REPORT</b></p>     <p><b>Duplicação da veia cava inferior com drenagem pela veia ázigos. A propósito de um caso</b></p>     <p><b>Inferior Vena Cava Duplication with azygos vein drainage a case report  </b></p>     <p><b>João Vasconcelos<sup>a,*</sup>, Victor Martins<sup>a</sup>, Ricardo Gouveia<sup>a</sup>, Pedro Sousa<sup>a</sup>, Jacinta Campos<sup>a</sup>, Daniel Brandão<sup>a</sup> e Alexandra Canedo<sup>a</sup> </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>a </sup>Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular, Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho EPE, Vila Nova de Gaia, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#c0">Autor para correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores apresentam um caso clínico de duplicação da veia cava inferior (VCI) com drenagem pela veia ázigos diagnosticada durante flebografia diagnóstica, prévia à introdução</p>     <p>de filtro.</p>     <p>Doente de 69 anos, sexo feminino, internada por acidente vascular cerebral hemorrágico com diagnóstico, ao 20º dia de internamento, de trombose venosa profunda poplíteo-femoro-ilíaca esquerda com indicação para colocação de filtro da veia cava. Foi efetuada flebografia diagnóstica com acesso pela veia jugular interna direita tendo sido possível observar duplicação da VCI com drenagem cardíaca posterior anómala. Colocado filtro da VCI suprarrenal por acesso na veia femoral comum direita.</p>     <p>A duplicação da veia cava é rara com uma prevalência de 0,2-3%. A sua abordagem em contexto da colocação de filtro torna-se um desafio invulgar.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Veia cava inferior; Trombose venosa profunda; Congénito </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT </b></p>     <p>The authors describe the case of an inferior vena duplication with azygos vein drainage diagnosed during diagnostic venography, prior to filter introduction.</p>     <p>In a 69 years old medical inpatient woman with hemorrhagic stroke, a left popliteal-femoroiliac DVT was diagnosed on the 20th day of admission. She was referred for vena cava filter placement. We performed a diagnostic venography with access from the right internal jugular vein. It has been possible to observe an inferior vena cava duplication with an anomalous posterior heart drainage. We placed an inferior vena cava filter in suprarrenal position, accessing the right common femoral vein.</p>     <p>Duplication of vena cava is rare with a prevalence of 0.2-3%. Its approach in the context of placing a filter becomes an unusual challenge.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords: </b>Inferior vena cava; Deep venous thrombosis; Congenital</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução </b></p>     <p>A duplicação da veia cava é rara com uma prevalência de 0,2-3%<sup>1</sup>. O conhecimento de variações anatómicas da veia cava inferior (VCI) é fundamental para a estratégia a seguir durante procedimentos endovasculares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Caso clínico </b></p>     <p>Doente de 69 anos, do sexo feminino, internada por acidente vascular cerebral hemorrágico. Ao 20.<sup>◦ </sup>dia de internamento, por trombose venosa profunda (TVP) poplíteo-femoro-ilíaca esquerda, foi decidida a colocação de ﬁltro na VCI.</p>     <p>Em contexto de estudo de patologia abdominal realizou angio-TC, que revelou duplicação da VCI (<a href="#f1">Fig. 1</a>). Efetuada ﬂebograﬁa diagnóstica por acesso pela veia jugular direita, tendo sido constatada ausência de comunicação do segmento hepático com o segmento renal (<a href="#f2">fig. 2</a>). Posteriormente efetuado acesso pela veia femoral direita sendo evidente a duplicação de VCI e drenagem central via veia ázigos (<a href="/img/revistas/ang/v11n1/11n1a09f3.jpg" target="_blank">ﬁgs. 3</a>). Pela excessiva tortuosidade desta última, não foi possível cateterizá-la, pelo que se optou pela inserção do ﬁltro através da veia femoral comum direita (<a href="#f4">fig. 4</a>). Neste contexto foi colocado ﬁltro Optease<sup>® </sup>(Johnson &amp; Johnson) na VCI em posição suprarrenal, sem intercorrências (<a href="#f5">fig. 5</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/ang/v11n1/11n1a09f1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/ang/v11n1/11n1a09f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/ang/v11n1/11n1a09f4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/ang/v11n1/11n1a09f5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão </b></p>     <p>A duplicação da VCI ocorre quando a veia sacrocardinal esquerda perde a conexão com a veia subcardinal esquerda (ﬁg.6A,C)<sup>2</sup>.</p>     <p>A ausência da veia cava surge quando a veia subcardinal direita não se conecta com o fígado e desvia o ﬂuxo sanguíneo diretamente na veia cardinal superior direita<sup>2 </sup>(ﬁg. 6 B, D). Desta forma a drenagem venosa da região inferior do corpo é efetuada pela veia ázigos e pela veia cava superior. A veia hepática drena diretamente para a aurícula direita, na região da VCI (<a href="#f2">fig. 2</a>).</p>     <p>Chee et al. identiﬁcaram anomalias da VCI em 5-6,7% dos pacientes (&lt; 40 anos) com TVP, um valor maior que o esperado, sugerindo um risco aumentado<sup>3</sup>. No entanto, Anne et al. relatam que qualquer correlação entre a VCI duplicada e TVP é puramente incidental<sup>4</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este caso descreve a concomitância das 2 anomalias (duplicação da veia cava com drenagem pela veia ázigos). As variações anatómicas da VCI, apesar de raras podem levar a ajustes técnicos durante a implantação de ﬁltros. A colocação de ﬁltro unilateral na VCI duplicada não previne o embolismo pulmonar, no caso da existência de TVP contralateral. Nas variantes de duplicação da veia cava torna-se fundamental a colocação de ﬁltros em cada uma das VCI ou na veia cava suprarrenal, logo após a veia renal esquerda.</p>     <p>A veia cava suprarrenal é usualmente mais larga que a sua porção infrarrenal, pelo que devem ser efetuadas medições cuidadas para garantir que se esteja na presença de um diâmetro inferior a 28 mm, valor acima do qual está contraindicada a implantação de ﬁltro. Durante o posicionamento suprarrenal é importante o alinhamento do ﬁltro logo acima da veia renal mais cefálica, assim como abaixo da conﬂuência da veia hepática para minimizar o risco de tromboses venosas locais<sup>5</sup>. Kalva et al. demonstraram que em 70 casos realizados a implantação de ﬁltros da veia cava em posição suprarrenal é segura e não acresce maior risco de complicações quando comparados com aqueles colocados a nível infrarrenal<sup>6</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Responsabilidades éticas </b></p>     <p><b>Proteção de pessoas e animais. </b>Os autores declaram que para esta investigação não se realizaram experiências em seres humanos e/ou animais.</p>     <p><b>Confidencialidade dos dados. </b>Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     <p><b>Direito à privacidade e consentimento escrito. </b>Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conﬂito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram não haver conflito de interesses.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliografia</b></p>     <!-- ref --><p>1. Bass JE, Redwine MD, Kramer LA, et al. Spectrum of congenital anomalies of the inferior vena cava: Cross-sectional imaging findings. Radiographics. 2000;20:639-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1646-706X201500010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Sadler TW. Langman’s Medical Embryology. 11th ed Lippincott Williams &amp; Wilkins; 2009. p. 261-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S1646-706X201500010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Chee YL, Culligan DJ, Watson HG. Inferior vena cava malformation as a risk factor for deep venous thrombosis in the young. Br J Haematol. 2001;114:878-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1646-706X201500010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Anne N, Pallapothu R, Holmes R, et al. Inferior vena cava duplication and deep venous thrombosis: Case report and review of the literature. Ann Vasc Surg. 2005;19:740-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S1646-706X201500010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Cronenwett JL, Johnston KW, Rutherford’s Vascular Surgery 8<sup>th</sup> edition, 43; 2014. p. 811-826.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1646-706X201500010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Kalva SP, Chlapoutaki C, Wicky S, et al. Suprarenal inferior vena cava filters: A 20-year single-center experience. J Vasc Interv Radiol. 2008;19(7):1041-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1646-706X201500010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>*</sup><a href="#topc0">Autor para correspondência: </a><a name="c0"></a></p>     <p><i>Correio eletrónico: </i><a href="mailto:joaofcvasconcelos@gmail">joaofcvasconcelos@gmail</a>.com (J. Vasconcelos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido a 12 de dezembro de 2013;</p>     <p>Aceite a 11 de janeiro de 2015</p>     ]]></body>
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