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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Luxação sub-astragalina]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Unidade de Torres Vedras. Centro Hospitalar do Oeste Serviço de Ortopedia e Traumatologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Sub-talar dislocation represents 1.3% of foot dislocations and 15% of talus dislocations. The X-Ray can be normal if the lesion was distal to the talus. The T.C. was more efficient excluding talus-calcaneum dislocations and detecting associated lesions. A closed reduction is possible in the majority of the cases, the prognosis was good or excellent in 70% of cases. The closed reduction is impossible in 10% maybe because of soft tissue interposition. High level energy lesions have bigger probability to originate: (1) instability, (2) walking pain, (3) talus necrosis, (4) post-traumatic ostheoartrosis. We present the clinical case of a male Caucasian patient with 69 years old, victim of falling from a height in May 2011. The fall resulted in the trauma of the right foot and ankle, he presents swollen of right ankle and in an equinus posture, the skin was tense over the lateral side of the ankle; neither vascular impairment nor sensory loss was evident. Because the pulses could not be palpated, the vascular status was assessed by applying pressure to the nails and observing the capillary refill. Radiographic examination revealed a talus sub-dislocation, no fractures were evident, under general anesthesia was easily reduced. A below-the-knee plaster cast was applied with the ankle in neutral position for 4 weeks. He performs a 2 weeks physiotherapy program. Six weeks after the traumatic event the patient was able to walk with full weight bearing without the need of crutches. Actually has 36 months of "follow-up", the A.O.F.A.S. "Score" was 100, has no symptoms, has normal joint motion of the ankle and sub-talar as compared with the counter lateral side, has no degenerative changes and no signs of avascular necrosis such as sclerosis and collapse. Recovered the prior level of activity.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sub-astragalina]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[luxação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[redução]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Luxação sub-astragalina</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Hugo Cardoso<sup>I</sup></b>; <b>Portela da Costa<sup>I</sup></b>; <b>Leão Magno<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Centro Hospitalar do Oeste C.H.O. Unidade de Torres Vedras.Torres Vedras. Portugal. <br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A luxa&ccedil;&atilde;o sub-astragalina representa 1,3% das luxa&ccedil;&otilde;es do p&eacute; e 15% das luxa&ccedil;&otilde;es do astr&aacute;galo.</p>     <p>O RX pode ser de dif&iacute;cil interpreta&ccedil;&atilde;o se a les&atilde;o ocorrer num ponto distal ao astr&aacute;galo.</p>     <p>A T.C. &eacute; mais eficaz no diagn&oacute;stico de les&otilde;es associadas e mais sens&iacute;vel na exclus&atilde;o de subluxa&ccedil;&atilde;o astr&aacute;galo-calcaneana.</p>     <p>Na maioria das luxa&ccedil;&otilde;es sub-astragalinas pode obter-se uma redu&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel de modo fechado, o progn&oacute;stico &eacute; bom ou excelente em 70%.</p>     <p>Em 10% dos casos a redu&ccedil;&atilde;o fechada &eacute; imposs&iacute;vel normalmente por interposi&ccedil;&atilde;o de tecidos moles.</p>     <p>As les&otilde;es de alta energia t&ecirc;m maior probabilidade de originar sequelas a longo prazo: (1) instabilidade, (2) dor na marcha, (3) osteonecrose do astr&aacute;galo, (4) osteoartrose p&oacute;s traum&aacute;tica.</p>     <p>Apresentamos o caso cl&iacute;nico de um doente do sexo masculino, de ra&ccedil;a caucasiana, 69 anos de idade, v&iacute;tima de queda em altura em Maio de 2011.</p>     <p>Da queda resultou traumatismo do p&eacute; e tornozelo direito, o doente apresentava &agrave; entrada no S.U. o tornozelo direito em equino e edemaciado, a pele estava tensa na face externa do tornozelo sem les&atilde;o cut&acirc;nea ou neurol&oacute;gica.</p>     <p>Os pulsos n&atilde;o eram palp&aacute;veis, o estado vascular foi avaliado pela velocidade de preenchimento capilar ap&oacute;s press&atilde;o ungueal.</p>     <p>Foi identificada uma luxa&ccedil;&atilde;o sub-astragalina externa sem les&otilde;es associadas, a luxa&ccedil;&atilde;o foi reduzida incruentamente sem dificuldade no bloco sob anestesia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O doente manteve uma imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada geno-pod&aacute;lica durante quatro semanas, ap&oacute;s esse per&iacute;odo cumpriu 2 semanas de Fisioterapia.</p>     <p>Seis semanas ap&oacute;s o evento traum&aacute;tico fazia marcha com apoio total, sem auxiliares de marcha com uma pontua&ccedil;&atilde;o de 100 na escala &ldquo;AOFAS&rdquo;.</p>     <p>O doente tem 36 meses de seguimento, n&atilde;o apresenta limita&ccedil;&atilde;o da mobilidade do tornozelo ou sub-astragalina, instabilidade, altera&ccedil;&otilde;es degenerativas ou sinais de necrose avascular.</p>     <p>Retomou o n&iacute;vel de actividade pr&eacute;vio ao evento traum&aacute;tico.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Sub-astragalina, luxação, redução, incruenta. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Sub-talar dislocation represents 1.3% of foot dislocations and 15% of talus dislocations.</p>     <p>The X-Ray can be normal if the lesion was distal to the talus.</p>     <p>The T.C. was more efficient excluding talus-calcaneum dislocations and detecting associated lesions.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A closed reduction is possible in the majority of the cases, the prognosis was good or excellent in 70% of cases.</p>     <p>The closed reduction is impossible in 10% maybe because of soft tissue interposition.</p>     <p>High level energy lesions have bigger probability to originate: (1) instability, (2) walking pain, (3) talus necrosis, (4) post-traumatic ostheoartrosis.</p>     <p>We present the clinical case of a male Caucasian patient with 69 years old, victim of falling from a height in May 2011.</p>     <p>The fall resulted in the trauma of the right foot and ankle, he presents swollen of right ankle and in an equinus posture, the skin was tense over the lateral side of the ankle; neither vascular impairment nor sensory loss was evident.</p>     <p>Because the pulses could not be palpated, the vascular status was assessed by applying pressure to the nails and observing the capillary refill.</p>     <p>Radiographic examination revealed a talus sub-dislocation, no fractures were evident, under general anesthesia was easily reduced.</p>     <p>A below-the-knee plaster cast was applied with the ankle in neutral position for 4 weeks. He performs a 2 weeks physiotherapy program.</p>     <p>Six weeks after the traumatic event the patient was able to walk with full weight bearing without the need of crutches.</p>     <p>Actually has 36 months of "follow-up", the A.O.F.A.S. "Score" was 100, has no symptoms, has normal joint motion of the ankle and sub-talar as compared with the counter lateral side, has no degenerative changes and no signs of avascular necrosis such as sclerosis and collapse.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recovered the prior level of activity.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Sub-talar, dislocation, reduction, closed. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A luxa&ccedil;&atilde;o sub-astragalina refere-se &agrave; luxa&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea das articula&ccedil;&otilde;es distais do astr&aacute;galo com o calc&acirc;neo e escafoide t&aacute;rsico7.</p>
    <p>Descrita por &ldquo;Judcy&rdquo; e &ldquo;Dufaurets&rdquo; em 1811, &eacute; rara e a informa&ccedil;&atilde;o bibliogr&aacute;fica existente reporta-se a pequenas series7.</p>
    <p>Representa 1,3% das luxa&ccedil;&otilde;es do p&eacute; e 15% das luxa&ccedil;&otilde;es do astr&aacute;galo<sup>1,2,7</sup>.</p>
    <p>Ocorre sobretudo em jovens do sexo masculino, os mecanismos de les&atilde;o mais frequente s&atilde;o: (1) queda em altura, (2) acidente de via&ccedil;&atilde;o, (3) acidente desportivo.</p>
    <p>A direc&ccedil;&atilde;o da luxa&ccedil;&atilde;o e o &iacute;ndice energ&eacute;tico s&atilde;o determinantes no tratamento e progn&oacute;stico da les&atilde;o.</p>
    <p>A luxa&ccedil;&atilde;o pode ocorrer em qualquer dire&ccedil;&atilde;o mas a interna (85%) e externa (15-20%) s&atilde;o as mais frequentes<sup>6,7,8,9,10</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos raros casos descritos de luxa&ccedil;&atilde;o anterior ou posterior h&aacute; normalmente associada luxa&ccedil;&atilde;o interna ou externa simultaneamente<sup>7,10</sup>.</p>
    <p>A luxa&ccedil;&atilde;o interna &eacute; mais comum pois, a for&ccedil;a necess&aacute;ria para a originar &eacute; de menor intensidade.</p>
    <p>A luxa&ccedil;&atilde;o externa est&aacute; associada a les&atilde;o de alto &iacute;ndice energ&eacute;tico e pior progn&oacute;stico, a exposi&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo ocorre em (10-40%) dos casos<sup>4,7</sup>.</p>
    <p>Em 50% dos casos ocorre les&atilde;o m&uacute;sculo-esquel&eacute;tica noutra localiza&ccedil;&atilde;o ou cr&acirc;nio-encef&aacute;lica e, em 12% les&atilde;o abdominal ou tor&aacute;cica<sup>3,7</sup>.</p>
    <p>A les&atilde;o cut&acirc;nea mesmo nas luxa&ccedil;&otilde;es simples evolui rapidamente devido &agrave; tens&atilde;o sobre a cabe&ccedil;a proeminente do astr&aacute;galo, o edema instala-se rapidamente e pode ocultar a deformidade &oacute;ssea.</p>
    <p>O estado neuro vascular deve ser aferido antes de qualquer tentativa de redu&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>A dificuldade diagn&oacute;stica aumenta quando: (1) a deformidade impede a obten&ccedil;&atilde;o de um R.X. em A.P. e perfil corretos; (2) n&atilde;o se tem em conta que a rela&ccedil;&atilde;o entre astr&aacute;galo, t&iacute;bia e per&oacute;nio pode ser normal no R.X. se a les&atilde;o ocorrer num ponto distal ao astr&aacute;galo7.</p>
    <p>O R.X. simples normalmente &eacute; suficiente para determinar a dire&ccedil;&atilde;o da luxa&ccedil;&atilde;o, contudo pode n&atilde;o permitir: (1) diagn&oacute;stico de fraturas associadas, (2) excluir uma subluxa&ccedil;&atilde;o residual p&oacute;s redu&ccedil;&atilde;o, (3) determinar o sucesso da mesma<sup>4,7</sup>.</p>
    <p>A T.C. &eacute; mais eficaz no diagn&oacute;stico de les&otilde;es associadas que ocorrem em (39-88%) e mais sens&iacute;vel na exclus&atilde;o de subluxa&ccedil;&atilde;o astr&aacute;galo-calcaneana<sup>3,4,7</sup>.</p>
    <p>Num estudo em que todos os doentes foram avaliados com T.C. foram identificadas les&otilde;es adicionais n&atilde;o vis&iacute;veis no RX inicial em 100% dos casos<sup>7,11</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As les&otilde;es identificadas implicaram uma mudan&ccedil;a do tratamento proposto em 44% dos doentes<sup>7,11</sup>.</p>
    <p>Na maioria dos casos de luxa&ccedil;&atilde;o sub-astragalina a redu&ccedil;&atilde;o pode ser obtida de modo fechado.</p>
    <p>A redu&ccedil;&atilde;o deve ser cuidadosa e precoce para minimizar o risco de les&atilde;o cut&acirc;nea que decorre da tens&atilde;o sobre a cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo.</p>
    <p>A redu&ccedil;&atilde;o fechada n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel em 10% das luxa&ccedil;&otilde;es sub-astragalinas internas e (15-20%) das externas, a interposi&ccedil;&atilde;o de tecidos moles com bloqueio articular &eacute; a causa mais apontada<sup>7,9</sup>.</p>
    <p>O sucesso da redu&ccedil;&atilde;o fechada implica: (1) um correto relaxamento muscular para minimizar a les&atilde;o das superf&iacute;cies articulares durante a redu&ccedil;&atilde;o; (2) flex&atilde;o do joelho de modo a diminuir a tens&atilde;o do tend&atilde;o de Aquiles e aumentar a mobilidade do calc&acirc;neo, (3) tra&ccedil;&atilde;o longitudinal do p&eacute; e contra-tra&ccedil;&atilde;o da perna, (4) reverter a deformidade com evers&atilde;o na luxa&ccedil;&atilde;o interna e invers&atilde;o nas externa, (5) aplicar press&atilde;o directa sobre cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo.</p>
    <p>Deve ter-se em conta: (1) o calc&acirc;neo &eacute; desbloqueado com tra&ccedil;&atilde;o e acentua&ccedil;&atilde;o da deformidade pr&eacute;via &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de press&atilde;o digital, (2) a press&atilde;o digital aplicada sobre a cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo embora ajude na redu&ccedil;&atilde;o, pode originar necrose cut&acirc;nea ou deslocar uma fratura osteocondral se for excessiva.</p>
    <p>A redu&ccedil;&atilde;o deve ser confirmada por exame clinico e RX, o p&eacute; deve revelar o restauro do alinhamento e arco de mobilidade das articula&ccedil;&otilde;es sub-astragalina e m&eacute;dio-t&aacute;rsicas.</p>
    <p>No RX de controle devemos avaliar: (1) a redu&ccedil;&atilde;o obtida, (2) estabilidade e congru&ecirc;ncia articular, (3) despistar eventuais les&otilde;es n&atilde;o diagnosticadas inicialmente.</p>
    <p>A maioria das luxa&ccedil;&otilde;es sub-astragalinas &eacute; est&aacute;vel ap&oacute;s redu&ccedil;&atilde;o fechada e n&atilde;o requer fixa&ccedil;&atilde;o interna.</p>
    <p>Nas redu&ccedil;&otilde;es abertas se houver necessidade de remover v&aacute;rios fragmentos a estabilidade articular pode ficar comprometida, nestes casos a fixa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da sub-astragalina e astr&aacute;galo-escafoideia com fios K pode ser necess&aacute;ria<sup>7,12</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A T.C. pode ser realizada ap&oacute;s redu&ccedil;&atilde;o quando h&aacute; necessidade de confirmar: (1) a inexist&ecirc;ncia de fragmentos intra-articulares, (2) a congru&ecirc;ncia articular.</p>
    <p>Ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o deve confeccionar-se uma imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada mesmo nas les&otilde;es est&aacute;veis pois permite reduzir o edema, a intensidade das queixas &aacute;lgicas e o risco de instabilidade.</p>
    <p>Ap&oacute;s um per&iacute;odo de imobiliza&ccedil;&atilde;o de 4 a 6 semanas a fixa&ccedil;&atilde;o pode ser removida e institu&iacute;da carga.</p>
    <p>A imobiliza&ccedil;&atilde;o por per&iacute;odos demasiado curtos pode predispor &agrave; luxa&ccedil;&atilde;o recorrente, a imobiliza&ccedil;&atilde;o prolongada em les&otilde;es est&aacute;veis aumenta a rigidez articular e a perda de fun&ccedil;&atilde;o a longo prazo<sup>7,13,14,15</sup>.</p>
    <p>Deve ponderar-se o apoio de Fisioterapia quando houver necessidade de recuperar a mobilidade da sub-astragalina e m&eacute;dio-t&aacute;rsica.</p>
    <p>As luxa&ccedil;&otilde;es sub-astragalinas t&ecirc;m um amplo espectro em termos de progn&oacute;stico.</p>
    <p>Luxa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o complicadas, est&aacute;veis ap&oacute;s redu&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m um progn&oacute;stico excelente em 70% dos casos com sintomas m&iacute;nimos ao longo do seguimento<sup>5,6,7</sup>.</p>
    <p>A limita&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o sub-astragalina &eacute; uma sequela poss&iacute;vel e pode evoluir com dor na marcha<sup>7,8,14</sup>.</p>
    <p>A taxa de osteonecrose &eacute; baixa excepto nas les&otilde;es de alta energia e expostas.</p>
    <p>A instabilidade persistente &eacute; rara pois a sub-astragalina e astr&aacute;galo-escafoideia t&ecirc;m um elevado grau de estabilidade intr&iacute;nseca, a subluxa&ccedil;&atilde;o de repeti&ccedil;&atilde;o ocorre quando: (1) a imobiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; removida precocemente, (2) doentes com laxid&atilde;o ligamentar generalizada<sup>7,13,14</sup>.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A incid&ecirc;ncia de osteoartrose p&oacute;s luxa&ccedil;&atilde;o sub-astragalina varia (25%-89%), &eacute; mais frequente: (1) quando h&aacute; fraturas associadas; (2) les&atilde;o osteocondral; (3) instabilidade n&atilde;o identificada<sup>3,4,6,7,15</sup>.</p>
    <p>A artrodese sub-talar pode ser a solu&ccedil;&atilde;o se ocorrer progress&atilde;o para osteoartrose com dor severa.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apresentamos o caso cl&iacute;nico de um doente do sexo masculino, de ra&ccedil;a caucasiana, 69 anos de idade, reformado, com antecedentes pessoais irrelevantes do ponto de vista Ortop&eacute;dico.</p>
    <p>O doente escorregou do telhado de sua casa em Maio de 2011, quando procedia &agrave; limpeza do algeroz, da queda resultou traumatismo do p&eacute; e tornozelo direito.</p>
    <p>O doente recorreu ao S.U. do nosso Hospital, apresentava o tornozelo direito em equino e edemaciado (<a href="/img/revistas/rpot/v22n3/22n3a09f1.jpg">Figura 1</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n3/22n3a09f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>A pele estava tensa sobre a face externa do tornozelo sem ferida, n&atilde;o apresentava les&atilde;o vascular ou neurol&oacute;gica evidente.</p>
    <p>N&atilde;o eram palp&aacute;veis pulsos, a vasculariza&ccedil;&atilde;o foi avaliada pela velocidade de preenchimento capilar ap&oacute;s press&atilde;o ungueal.</p>
    <p>Foi avaliado clinica e radiologicamente, o R.X. nas incid&ecirc;ncias &acirc;ntero-posterior, perfil e obl&iacute;quas revelou uma luxa&ccedil;&atilde;o sub-astragalina externa, n&atilde;o eram evidentes fracturas (<a href="/img/revistas/rpot/v22n3/22n3a09f2.jpg">Figura 2</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n3/22n3a09f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A luxa&ccedil;&atilde;o foi reduzida incruentamente sem dificuldade no bloco sob anestesia.</p>
    <p>A redu&ccedil;&atilde;o foi confirmada por exame clinico e RX, comprov&aacute;mos a redu&ccedil;&atilde;o do astr&aacute;galo com boa congru&ecirc;ncia articular da pin&ccedil;a, sub-astragalina, astr&aacute;galo-escafoideia e inexist&ecirc;ncia de les&otilde;es iatrog&eacute;nicas (<a href="/img/revistas/rpot/v22n3/22n3a09f3.jpg">Figura 3</a>).</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n3/22n3a09f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Foi confeccionada uma imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada geno-pod&aacute;lica que o doente manteve durante quatro semanas, ap&oacute;s esse per&iacute;odo cumpriu um programa de Fisioterapia de 2 semanas.</p>
    <p>Seis semanas ap&oacute;s o evento traum&aacute;tico fazia marcha com apoio total, sem auxiliares de marcha com uma pontua&ccedil;&atilde;o de 100 na escala AOFAS. Na <a href="/img/revistas/rpot/v22n3/22n3a09f4.jpg">figura 4</a> apresenta-se o controlo radiol&oacute;gico &agrave;s 8 semans de seguimento.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v22n3/22n3a09f4.jpg">Figura 4</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Actualmente tem 36 meses de seguimento, n&atilde;o apresenta queixas &aacute;lgicas, instabilidade, limita&ccedil;&atilde;o da mobilidade do tornozelo, sub-astragalina, altera&ccedil;&otilde;es degenerativas ou sinais de necrose avascular, retomou o n&iacute;vel de atividade pr&eacute;vio.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A luxa&ccedil;&atilde;o sub-astragalina pode ocorrer em qualquer dire&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>A luxa&ccedil;&atilde;o interna &eacute; mais comum pois como j&aacute; vimos a for&ccedil;a necess&aacute;ria para a originar &eacute; de menor intensidade, o &ldquo;sustentaculum tali&rdquo; atua como um fulcro em torno do qual o p&eacute; gira separando o astr&aacute;galo e o calc&acirc;neo, a cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo torna-se proeminente na face externa do p&eacute;.<sup>6,7,8,9,10</sup></p>
    <p>O doente por n&oacute;s apresentado sofreu uma queda de 3 metros de altura de que resultou uma luxa&ccedil;&atilde;o sub-astragalina externa que est&aacute; associada a um progn&oacute;stico mais reservado n&atilde;o pela dire&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o mas pelo &iacute;ndice de energia normalmente associado.</p>
    <p>O doente apresentava &agrave; entrada no SU edema do p&eacute; e tornozelo direito, tens&atilde;o cut&acirc;nea na face externa do p&eacute; sem pulsos palp&aacute;veis.</p>
    <p>A deformidade apresentada ocorre porque na luxa&ccedil;&atilde;o sub-astragalina externa o p&eacute; roda sobre a ap&oacute;fise anterior do calc&acirc;neo causando a separa&ccedil;&atilde;o entre o astr&aacute;galo e o calc&acirc;neo, a cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo projecta-se internamente e o escafoide fica externo em rela&ccedil;&atilde;o ao colo do astr&aacute;galo, tal como pode ser observado na <a href="/img/revistas/rpot/v22n3/22n3a09f1.jpg">figura 1</a>.</p>
    
<p>&Eacute; por este motivo que a pele mesmo nas luxa&ccedil;&otilde;es simples fica em tens&atilde;o sobre a cabe&ccedil;a proeminente do astr&aacute;galo.</p>
    <p>O edema instala-se rapidamente o que torna um desafio o diagn&oacute;stico destas les&otilde;es sobretudo em luxa&ccedil;&otilde;es com v&aacute;rias horas de evolu&ccedil;&atilde;o, a deformidade por si s&oacute; dificulta a obten&ccedil;&atilde;o de R.X. em A.P. e perfil verdadeiro do p&eacute;.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>V&aacute;rios autores consideram por isso o R.X. insuficiente:</p>
    <p>(1 exclus&atilde;o de fraturas associadas,</p>
    <p>(2 exclus&atilde;o de sub-luxa&ccedil;&atilde;o residual p&oacute;s redu&ccedil;&atilde;o,</p>
    <p>(3 confirma&ccedil;&atilde;o do sucesso da redu&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>A taxa de les&otilde;es n&atilde;o diagnosticadas varia de (64-88%) conforme as s&eacute;ries<sup>3,4,7</sup>.</p>
    <p>Num estudo em que todos os doentes foram avaliados com T.C. foram identificadas les&otilde;es n&atilde;o diagn&oacute;sticas no RX inicial em 100% dos doentes.</p>
    <p>A nova informa&ccedil;&atilde;o implicou uma mudan&ccedil;a de tratamento em 44% dos doentes.<sup>7,11</sup></p>
    <p>No nosso caso ter&aacute; contribu&iacute;do para que o RX fosse suficiente ao diagn&oacute;stico o doente ter recorrido rapidamente ao SU e ter feito descarga desde logo, o que ter&aacute; minorado a rapidez de instala&ccedil;&atilde;o do edema.</p>
    <p>Foi poss&iacute;vel obter uma redu&ccedil;&atilde;o fechada no bloco operat&oacute;rio a aplica&ccedil;&atilde;o de tra&ccedil;&atilde;o longitudinal e evers&atilde;o do p&eacute; acompanhada de contra-tra&ccedil;&atilde;o na perna e press&atilde;o direta sobre cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo permitiu a redu&ccedil;&atilde;o da sub-astragalina e foi acompanhada de um &ldquo;clunk&rdquo;.</p>
    <p>Ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o clinicamente o p&eacute; revelava o restauro do normal alinhamento e mobilidade das articula&ccedil;&otilde;es sub-astragalina e m&eacute;dio-t&aacute;rsicas.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sob controle fluorosc&oacute;pico e posteriormente com RX confirmou-se a estabilidade da redu&ccedil;&atilde;o e a aus&ecirc;ncia de les&otilde;es associadas.</p>
    <p>Optou-se por realizar uma imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada durante 4 semanas pois diminui o risco de luxa&ccedil;&atilde;o recidivante, instabilidade e permite uma mais eficaz redu&ccedil;&atilde;o do edema e da dor. <sup>7,13,14,15</sup>.</p>
    <p>Ap&oacute;s o per&iacute;odo de imobiliza&ccedil;&atilde;o o doente foi submetido a um programa de Fisioterapia durante 2 semanas, o seguimento favor&aacute;vel que obtivemos est&aacute; parcialmente de acordo com a literatura.</p>
    <p>Se as luxa&ccedil;&otilde;es externas t&ecirc;m teoricamente pior progn&oacute;stico por serem normalmente ocasionadas por les&otilde;es de alto &iacute;ndice energ&eacute;tico, as les&otilde;es est&aacute;veis redut&iacute;veis de modo fechado t&ecirc;m normalmente uma progn&oacute;stico mais favor&aacute;vel, 70% apresenta um seguimento bom ou excelente.<sup>6,7</sup></p>
    <p>A redu&ccedil;&atilde;o fechada n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel em 10% das luxa&ccedil;&otilde;es sub-astragalinas internas e 15% a 20% das externas. <sup>7,9</sup></p>
    <p>Na luxa&ccedil;&atilde;o interna a cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo pode ficar aprisionada: (1) pela capsula da articula&ccedil;&atilde;o astr&aacute;galo-escafoideia, (2) pelas fibras do retin&aacute;culo dos extensores; (3) nervo peronial profundo.<sup>7</sup></p>
    <p>&nbsp;A presen&ccedil;a de uma fratura impactada das superf&iacute;cies articulares do astr&aacute;galo e do escafoide pode ser outro obst&aacute;culo &agrave; redu&ccedil;&atilde;o fechada nestas les&otilde;es.</p>
    <p>Quando a redu&ccedil;&atilde;o fechada &eacute; imposs&iacute;vel deve realizar-se uma abordagem antero-interna sobre a cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo, esta abordagem permite o acesso &agrave;s estruturas que podem estar a encarcerar a cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo e a visualiza&ccedil;&atilde;o de uma eventual fratura por impac&ccedil;&atilde;o e bloqueada entre o astr&aacute;galo e escafoide.</p>
    <p>Uma vez exposta a cabe&ccedil;a do astr&aacute;galo pode ser manipulada em torno da estrutura que impede a redu&ccedil;&atilde;o, pode ser necess&aacute;rio seccionar a estrutura para obter a redu&ccedil;&atilde;o exceto se for o nervo peronial profundo.</p>
    <p>Nas luxa&ccedil;&otilde;es sub-astragalinas externas o obst&aacute;culo mais frequente &agrave; redu&ccedil;&atilde;o fechada &eacute; a interposi&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o do tibial posterior, a incis&atilde;o deve ser mais interna para facilitar a manipula&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o, a variza&ccedil;&atilde;o extrema e flex&atilde;o plantar do retrop&eacute; &eacute; fundamental no relaxamento do tend&atilde;o.<sup>7,14</sup></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A redu&ccedil;&atilde;o raramente exige a sec&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o, se for necess&aacute;ria como ultimo recurso o tend&atilde;o deve ser imediatamente reconstruido logo apos a redu&ccedil;&atilde;o.<sup>7,14</sup></p>
    <p>Normalmente &eacute; poss&iacute;vel afastar cuidadosamente os tecidos moles que impedem a redu&ccedil;&atilde;o fechada, os fragmentos osteocondrais de dimens&atilde;o reduzida e livres devem ser removidos.<sup>7</sup></p>
    <p>Os fragmentos do astr&aacute;galo ou escafoide de grande dimens&atilde;o devem ser fixados sempre que poss&iacute;vel com parafusos, nas redu&ccedil;&otilde;es abertas caso haja necessidade de remo&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios fragmentos a estabilidade pode ficar comprometida.</p>
    <p>A fixa&ccedil;&atilde;o interna com fios K atrav&eacute;s da sub-astragalina e astragalo-escafoideia pode ser necess&aacute;ria para manter a redu&ccedil;&atilde;o.<sup>7,12</sup></p>
    <p>As luxa&ccedil;&otilde;es sub-astragalinas t&ecirc;m como j&aacute; vimos um amplo espectro em termos de progn&oacute;stico.</p>
    <p>As luxa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o complicadas, est&aacute;veis ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m um progn&oacute;stico excelente com sintomas m&iacute;nimos ao longo do seguimento, a maioria dos autores apresenta resultados vari&aacute;veis:</p>
    <p>&ldquo;Garofalo et al&rdquo; numa serie de 18 doentes com seguimento de 10 anos apresentam 44% de resultados suficientes ou pobres<sup>7,12</sup>; &ldquo;Ruiz Valdivieso et al&rdquo; numa serie de 17 doentes com seguimento de 7,9 anos apresentam 6 resultados bons e 11 satisfat&oacute;rios ou pobres<sup>7</sup>; &nbsp;&ldquo;Goldner et al&rdquo; numa serie de 15 doentes com seguimento de 18 anos ap&oacute;s luxa&ccedil;&atilde;o exposta, apresentam les&atilde;o do nervo tibial em 10 doentes, les&atilde;o do tend&atilde;o tibial posterior em 5 doentes; les&atilde;o da art&eacute;ria tibial posterior em 5 doentes, 7 doentes foram submetidos a artrodese por osteonecrose ou osteoartrose p&oacute;s traum&aacute;tica.<sup>7</sup></p>
    <p>Podemos concluir que o mecanismo de les&atilde;o &eacute; um importante preditor do resultado futuro.</p>
    <p>No nosso doente o seguimento &eacute; atualmente satisfat&oacute;rio, uma das raz&otilde;es que pode explicar a aus&ecirc;ncia de osteonecrose do astr&aacute;galo &eacute; que a les&atilde;o embora de alta energia foi fechada.</p>
    <p>Teoricamente o astr&aacute;galo n&atilde;o foi deslocado da pin&ccedil;a do tornozelo logo a sua vasculariza&ccedil;&atilde;o deve ter sido minimamente lesada.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Grantham SA. Medial subtalar dislocation: five cases with a common etiology. J Trauma. 1964; 4 (6): 845-849</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-2122201400030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Hidalgo Ovejero AM, Garcia Mata S, Heras Izaguirre J. Posteromedial dislocation of the talus: a case report and review of the literature. Acta Orthop Belg. 1991; 1 (57): 63-67</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-2122201400030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. DeCoster T, Alvarez R, Trevino S. External fixation of the foot and ankle. Foot Ankle. 1986; 7 (1): 40-48</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1646-2122201400030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. McDougall A. The os trigonum. J Bone Joint Surg. 1955; 37B (2): 257-265</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-2122201400030000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Larson RL, Sullivan CR, Janes JM. Trauma, surgery and circulation of the talus ?what are the risks of avascular necrosis?. J Trauma. 1961; 1: 13-21</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1646-2122201400030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Mulfinger GL, Trueta J. The blood supply of the talus. J Bone Joint Surg (Br). 1970 Fev; 52 (B): 160-167</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Bucholz Robert W., Heckman James D, Court-Brown Charles M. Rockwood & Green's Fractures in Adults. 6th.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1646-2122201400030000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Szyszkowitz R, Reschauer R, Seggl W. Eighty-five talus fractures treated by ORIF with five to eight years of follow-up: study of 69 patients. Clin Orthop. 1985; 199: 97-107</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1646-2122201400030000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Grob D, Simpson LA, Weber BG. Operative treatment of displaced talus fractures. Clin Orthop. 1985; 199: 88-96</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1646-2122201400030000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Christensen SB, Lorentzen JE, Krogsoe O. Subtalar dislocation. Acta Orthop Scand. 1977; 48: 707-711</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1646-2122201400030000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Ketenjian AY, Shelton ML. Primary internal fixation of open fractures: A retrospective study of the use of metallic internal fixation in fresh open fractures. J Trauma. 1972; 12: 756-763</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1646-2122201400030000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Ebraheim NA, Sabry FF, Nadim Y. Internal architecture of the talus: implication for talar fracture. Foot Ankle Int. 1999 Dec; 20 (12): 794-796</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">13. Schulze W, Richter J, Russe O. Surgical treatment of talus fractures: a retrospective study of 80 cases followed for 1-15 years. Acta Orthop Scand. 2002 Jun; 73 (3): 344-351</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">14. Funk JR, Srinivasan SC, Crandall JR. Snowboarder's talus fractures experimentally produced by eversion and dorsiflexion. Am J Sports Med. 2003 Nov; 31 (6): 921-928</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">15.  Lancaster S, Horowitz M, Alonso J. Subtalar dislocations: a prognosticating classification. Orthopedics. 1985 Oct; 8 (10): 1234-1240</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Hugo Cardoso    <br>Rua Dr. Ricardo Belo    <br>2560 - 324 Torres Vedras    <br>Portugal    <br><a href="mailto:hugo32lx@gmail.com">hugo32lx@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2014-06-29</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2014-08-20</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2014-09-04</font></p>     ]]></body>
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