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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As eleições parlamentares búlgaras de 2017: Tudo como dantes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The 2017 early parliamentary elections in Bulgaria were held in circumstances of relative economic stability, but clear political uncertainty due to the inability of the fragmented party system to respond to public discontent with the stagnating standard of living and deteriorating state of democracy. The election results suggest a continuation of this situation, returning the centre-right Citizens for European Development of Bulgaria on power with an old-new coalition-partner, the nationalist United Patriots. The centre-left Bulgarian Socialist Party improved its performance, while the parties advocating radical proliberal democratic reform failed to enter parliament.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>ELEIÇÕES NA EUROPA PÓS-CRISE</b></p>     <p><b>As elei&ccedil;&otilde;es parlamentares b&uacute;lgaras de 2017: Tudo como dantes </b></p>     <p><b>Bulgarian parliamentary elections in 2017: business as usual</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Petar Bankov</b></p>     <p>Universidade de Glasgow | School of Social and Political Sciences Adam Smith Building / Bute Gardens, Glasgow, G12 8RT | <a href="mailto:p.bankov.1@research.gla.ac.uk">p.bankov.1@research.gla.ac.uk</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As elei&ccedil;&otilde;es parlamentares antecipadas de 2017 na Bulg&aacute;ria foram realizadas em circunst&acirc;ncias de relativa estabilidade econ&oacute;mica mas de clara incerteza pol&iacute;tica devido &agrave; incapacidade, por parte de um sistema partid&aacute;rio fragmentado, em responder ao descontentamento p&uacute;blico face &agrave; estagna&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de vida e &agrave; deteriora&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica. Os resultados das elei&ccedil;&otilde;es sugerem que esta situa&ccedil;&atilde;o continua, ao permitirem o regresso ao poder do Cidad&atilde;os para o Desenvolvimento Europeu da Bulg&aacute;ria,&nbsp;de centro-direita, em alian&ccedil;a com um antigo parceiro, o partido nacionalista Patriotas Unidos. O Partido Socialista B&uacute;lgaro, de centro-esquerda, melhorou o seu desempenho, enquanto os partidos que defendiam reformas democr&aacute;ticas radicais pr&oacute;-liberais n&atilde;o conseguiram entrar no Parlamento.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>:&nbsp;Bulg&aacute;ria, elei&ccedil;&otilde;es antecipadas, parlamento, populismo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The 2017 early parliamentary elections in Bulgaria were held in circumstances of relative economic stability, but clear political uncertainty due to the inability of the fragmented party system to respond to public discontent with the stagnating standard of living and deteriorating state of democracy. The election results suggest a continuation of this situation, returning the centre-right Citizens for European Development of Bulgaria on power with an old-new coalition-partner, the nationalist United Patriots. The centre-left Bulgarian Socialist Party improved its performance, while the parties advocating radical proliberal democratic reform failed to enter parliament.</p>     <p><b>Keywords</b>:&nbsp;Bulgaria, early elections, parliament, populism.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>As elei&ccedil;&otilde;es para a &uacute;nica c&acirc;mara do Parlamento b&uacute;lgaro foram realizadas a 26 de mar&ccedil;o de 2017. Estas foram as terceiras elei&ccedil;&otilde;es antecipadas em quatro anos, evidenciando uma fase de instabilidade pol&iacute;tica e social. No mesmo per&iacute;odo, assistiu-se &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de seis governos diferentes, que ficaram marcados acima de tudo por desentendimentos internos ou por um car&aacute;ter provis&oacute;rio e tempor&aacute;rio. Esta incerteza pol&iacute;tica &eacute; refor&ccedil;ada pela agita&ccedil;&atilde;o social. Especialmente em 2013, a Bulg&aacute;ria testemunhou v&aacute;rias ondas de protestos antigovernamentais, relacionados com a estagna&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de vida e com a deteriora&ccedil;&atilde;o da qualidade da sua democracia. Nestas circunst&acirc;ncias, as elei&ccedil;&otilde;es visavam restaurar o equil&iacute;brio pol&iacute;tico e social. A import&acirc;ncia deste equil&iacute;brio torna-se urgente, uma vez que a Bulg&aacute;ria se prepara para assumir a presid&ecirc;ncia do Conselho da Uni&atilde;o Europeia (UE) a partir de julho de 2018.</p>     <p>Neste contexto, os resultados das elei&ccedil;&otilde;es sugerem que estes objetivos foram em parte alcan&ccedil;ados, uma vez que deram origem a um parlamento menos fragmentado e permitiram a forma&ccedil;&atilde;o de uma coliga&ccedil;&atilde;o governamental entre o partido Cidad&atilde;os para o Desenvolvimento Europeu da Bulg&aacute;ria (GERB), de centro-direita, e o bloco eleitoral nacionalista Patriotas Unidos (OP). Para al&eacute;m disso, ocorreram tr&ecirc;s desenvolvimentos importantes. Em primeiro lugar, os tr&ecirc;s principais partidos pol&iacute;ticos b&uacute;lgaros, o&nbsp;GERB,&nbsp;&agrave; direita, o Partido Socialista B&uacute;lgaro (BSP), &agrave; esquerda, e o representante liberal-centrista da minoria turca, o Movimento pelos Direitos e Liberdades (DPS), sa&iacute;ram bastante enfraquecidos com o seu apoio eleitoral estagnado se n&atilde;o mesmo diminu&iacute;do. Em segundo lugar, os principais vencedores foram dois partidos antissistema: o nacionalista&nbsp;OP&nbsp;e o rec&eacute;m-criado Vontade (Volya), de car&aacute;ter populista, assumiram pap&eacute;is decisivos na forma&ccedil;&atilde;o do novo governo. Em terceiro lugar, todos os partidos que fizeram campanha com uma agenda democr&aacute;tica, liberal e reformista n&atilde;o passaram o limiar eleitoral de quatro por cento.</p>     <p>Este artigo avalia as elei&ccedil;&otilde;es b&uacute;lgaras da seguinte forma: para entender o contexto e din&acirc;micas subjacentes a este ato eleitoral, a pr&oacute;xima sec&ccedil;&atilde;o debru&ccedil;a-se sobre as particularidades do sistema partid&aacute;rio b&uacute;lgaro, revelando um cen&aacute;rio partid&aacute;rio fragmentado, dominado por partidos com perfil acentuadamente populista. A terceira sec&ccedil;&atilde;o considera os desenvolvimentos recentes na vida pol&iacute;tica e social, defendendo que a instabilidade pol&iacute;tica atual adv&eacute;m da relut&acirc;ncia por parte dos partidos pol&iacute;ticos em responder ao descontentamento p&uacute;blico face aos custos sociais de manter uma relativa estabilidade econ&oacute;mica e &agrave; deteriora&ccedil;&atilde;o da democracia b&uacute;lgara. As sec&ccedil;&otilde;es quatro e cinco analisam mais detalhadamente a campanha e os resultados eleitorais e demonstram a continua&ccedil;&atilde;o desta relut&acirc;ncia, que se revelou na aus&ecirc;ncia de um debate pol&iacute;tico significativo durante a campanha e no sucesso de partidos que conseguiram mobilizar os seus eleitores de base. A sec&ccedil;&atilde;o seis apresenta de forma sucinta o processo de forma&ccedil;&atilde;o do governo, enquanto que uma breve sec&ccedil;&atilde;o sete discute as implica&ccedil;&otilde;es mais amplas destas elei&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>O SISTEMA PARTID&Aacute;RIO B&Uacute;LGARO</b></p>     <p>Ap&oacute;s a queda do regime comunista autorit&aacute;rio em 1989, a Bulg&aacute;ria deixou de ser o aliado mais fiel da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica e transformou-se num Estado democr&aacute;tico com economia de mercado e uma orienta&ccedil;&atilde;o euro-atl&acirc;ntica na sua pol&iacute;tica externa. Ap&oacute;s um longo per&iacute;odo de divis&atilde;o pol&iacute;tica bipolar entre o principal partido da oposi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, a Uni&atilde;o das For&ccedil;as Democr&aacute;ticas (SDS), e o sucessor comunista, o&nbsp;BSP, divis&atilde;o essa baseada em vis&otilde;es completamente opostas acerca da nova ordem pol&iacute;tica e econ&oacute;mica<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, o pa&iacute;s desenvolveu um sistema partid&aacute;rio fragmentado, assente em v&aacute;rias divis&otilde;es sociais. Dois desenvolvimentos contribu&iacute;ram para esta situa&ccedil;&atilde;o. Em primeiro lugar, a ades&atilde;o &agrave;&nbsp;nato&nbsp;em 2004 e &agrave;&nbsp;UE&nbsp;em 2007 resolveram, em grande medida, a divis&atilde;o ideol&oacute;gica entre o&nbsp;BSP&nbsp;e o&nbsp;SDS<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, dando lugar a diferentes clivagens sociais menos intensas decorrentes da crescente fadiga face &agrave; transi&ccedil;&atilde;o, de avalia&ccedil;&otilde;es divergentes dos resultados da transforma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&oacute;mica, e de uma desilus&atilde;o com a pol&iacute;tica por parte do p&uacute;blico devido &agrave; crescente corrup&ccedil;&atilde;o e clientelismo<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. A este respeito, as principais linhas de divis&atilde;o atuais s&atilde;o econ&oacute;micas (apoiantes de reformas econ&oacute;micas orientadas para a economia de mercado contra apoiantes de maior interven&ccedil;&atilde;o estatal e da expans&atilde;o do Estado social), culturais (vis&atilde;o autorit&aacute;ria e nacionalista contra vis&atilde;o liberal e cosmopolita), de natureza geopol&iacute;tica (maior integra&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea euro-atl&acirc;ntica contra uma reorienta&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; R&uacute;ssia e aos outros pa&iacute;ses&nbsp;BRICS), e tamb&eacute;m no que diz respeito &agrave; compet&ecirc;ncia e ritmo de implementa&ccedil;&atilde;o de reformas e do combate &agrave; criminalidade organizada e &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em segundo lugar, a desintegra&ccedil;&atilde;o da divis&atilde;o pol&iacute;tica bipolar abriu espa&ccedil;o para o surgimento de novos concorrentes ideol&oacute;gicos do&nbsp;BSP&nbsp;e do&nbsp;SDS, tanto ao centro como nas margens do espetro pol&iacute;tico. O principal exemplo ao centro foi o Movimento Nacional Simeon II (NDSV), de inspira&ccedil;&atilde;o liberal, um partido rel&acirc;mpago que participou em duas coliga&ccedil;&otilde;es governamentais durante a d&eacute;cada de 2000 antes de desaparecer em 2009. No que diz respeito &agrave;s margens, o principal exemplo &eacute; o Ataka (Ataque), um partido de extrema-direita que contou com uma presen&ccedil;a parlamentar ininterrupta desde 2005. Apesar das suas perspetivas ideol&oacute;gicas completamente opostas, ambos os partidos marcaram o crescimento do populismo na pol&iacute;tica b&uacute;lgara. Por um lado, o&nbsp;NDSV&nbsp;promoveu o &laquo;populismo suave&raquo;, pouco comum na Europa Ocidental<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>: uma plataforma pr&oacute;-europeia moderada, baseada em reivindica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o partid&aacute;rias de saber tecnocr&aacute;tico e apelos moralistas a uma recalibra&ccedil;&atilde;o do sistema pol&iacute;tico contra a corrup&ccedil;&atilde;o, enaltecendo a pureza pol&iacute;tica do seu l&iacute;der, o ex-monarca Simeon Saxe-Coburg-Gotha. Por outro lado, o Ataka representa uma organiza&ccedil;&atilde;o antipol&iacute;tica radical com um apelo antissistema que visa abertamente a substitui&ccedil;&atilde;o da atual ordem pol&iacute;tica por uma vis&atilde;o isolacionista e mono-&eacute;tnica, bem conhecida de casos semelhantes de populismo de direita na Europa Ocidental durante os anos 1980 e 1990<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     <p>Atualmente, o sistema pol&iacute;tico b&uacute;lgaro cont&eacute;m quatro grandes grupos de partidos: para al&eacute;m dos partidos &agrave; direita, &agrave; esquerda e ao centro, tem-se assistido nos &uacute;ltimos anos ao aparecimento de partidos populistas com perfil ideol&oacute;gico pouco claro. &Agrave; direita, existem tr&ecirc;s grupos principais de partidos com origens e bases de eleitores distintas. O principal desses partidos &eacute; o&nbsp;GERB, de centro-direita, que surgiu em 2006 e formou dois governos at&eacute; estas elei&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Este partido representa uma continua&ccedil;&atilde;o do &laquo;populismo suave&raquo; do&nbsp;NDSV&nbsp;com um perfil ligeiramente mais conservador, focado em posi&ccedil;&otilde;es pr&oacute;-europeias firmes, orientado contra a corrup&ccedil;&atilde;o e o crime organizado, e defendendo a prud&ecirc;ncia financeira e reformas econ&oacute;micas pr&oacute;-mercado moderadas. O partido goza de um apoio eleitoral generalizado na sociedade b&uacute;lgara, com base em duas for&ccedil;as principais. Em primeiro lugar, continua a ser um foco fundamental de mobiliza&ccedil;&atilde;o a figura do seu l&iacute;der, Boyko Borisov, que por duas vezes foi primeiro-ministro. Borisov, um antigo guarda-costas, cimentou uma reputa&ccedil;&atilde;o de &laquo;homem do povo&raquo; com um comportamento de homem duro e uso de linguagem popular, refor&ccedil;ados pela presen&ccedil;a constante nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social e taxas de aprova&ccedil;&atilde;o relativamente altas. Em segundo lugar, o partido mant&eacute;m uma rede altamente centralizada e abrangente, com particular &ecirc;nfase na governan&ccedil;a e na pol&iacute;tica locais, oferecendo resultados vis&iacute;veis sob a forma de grandes projetos infraestruturais com financiamento da&nbsp;UE.</p>     <p>Outro segmento importante do campo pol&iacute;tico da direita &eacute; a direita liberal, representada por partidos com ra&iacute;zes diretas na oposi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, particularmente a&nbsp;SDS, os Democratas para uma Bulg&aacute;ria Forte (DSB), que se separaram do&nbsp;SDS&nbsp;em 2004, e o Movimento Bulg&aacute;ria para os Cidad&atilde;os (DBG), fundado em 2012 por membros desiludidos do&nbsp;SDS, do&nbsp;DSB&nbsp;e do&nbsp;NDSV. Estes tr&ecirc;s partidos compartilham uma plataforma ideol&oacute;gica muito semelhante ao apoiarem reformas econ&oacute;micas e administrativas pr&oacute;-mercado e uma maior integra&ccedil;&atilde;o europeia. Mobilizam ainda nichos eleitorais semelhantes, compostos por eleitores jovens e de meia-idade predominantemente urbanos, com pontos de vista pr&oacute;-empresariais bastante cosmopolitas. Esta converg&ecirc;ncia permitiu a forma&ccedil;&atilde;o do Bloco Reformista (RB) em 2013, uma alian&ccedil;a eleitoral que inclui o&nbsp;SDS, o&nbsp;DSB&nbsp;e o&nbsp;DBG, juntamente com dois partidos menores. A principal fonte de divis&atilde;o dentro da direita liberal &eacute; a sua posi&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao&nbsp;GERB. Por um lado,&nbsp; os tr&ecirc;s partidos toleraram e cooperaram com os dois governos Borisov devido &agrave; sua proximidade ideol&oacute;gica<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. No entanto, estes partidos pretendem distanciar-se do maior partido de centro-direita, defendendo reformas mais r&aacute;pidas e de maior alcance<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. Estas duas perspetivas tornaram-se particularmente intensas quando o&nbsp;RB&nbsp;entrou num governo de coliga&ccedil;&atilde;o com o&nbsp;GERB&nbsp;em 2014.</p>     <p>O terceiro segmento da direita b&uacute;lgara &eacute; a direita radical, que inclui o Ataka, de extrema-direita, e a coliga&ccedil;&atilde;o nacionalista Frente Patri&oacute;tica (PF). Esta &uacute;ltima &eacute; constitu&iacute;da pela Frente Nacional de Salva&ccedil;&atilde;o da Bulg&aacute;ria (NFSB), um partido que teve origem numa cis&atilde;o do Ataka e que surgiu em 2013, e o IMRO<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>&nbsp;&ndash; Movimento Nacional B&uacute;lgaro (VMRO), um partido nacionalista focado em reivindica&ccedil;&otilde;es irredentistas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Maced&oacute;nia. De forma semelhante ao que acontece no caso da direita liberal, o Ataka e a&nbsp;PF&nbsp;partilham uma plataforma relativamente semelhante de nativismo e xenofobia dirigidos contra os pa&iacute;ses vizinhos (principalmente a Turquia) e contra as minorias &eacute;tnicas turca e romani na Bulg&aacute;ria; chauvinismo social; autoritarismo centrado nas personalidades dos seus respetivos l&iacute;deres; e a promo&ccedil;&atilde;o de um pan-eslavismo pol&iacute;tico orientado para rela&ccedil;&otilde;es mais estreitas com a R&uacute;ssia, com base nas ra&iacute;zes eslavas comuns e no cristianismo ortodoxo. Estes partidos diferem no euroceticismo suave aliado a vis&otilde;es pr&oacute;-empresariais e de mercado livre no caso da&nbsp;PF<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es relativamente anticapitalistas e rigidamente euroc&eacute;ticas do Ataka<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. Al&eacute;m disso, diferem tamb&eacute;m nas suas posi&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao Governo, com a&nbsp;PF&nbsp;a apoiar a coliga&ccedil;&atilde;o encabe&ccedil;ada pelo&nbsp;GERB&nbsp;em v&aacute;rias ocasi&otilde;es no &uacute;ltimo per&iacute;odo parlamentar, enquanto o Ataka permaneceu sempre na oposi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ap&oacute;s o desaparecimento do&nbsp;NDSV, de inspira&ccedil;&atilde;o centrista-liberal, o principal partido no centro continua a ser o&nbsp;DPS. Este movimento representa acima de tudo a grande minoria &eacute;tnica turca na Bulg&aacute;ria, atrav&eacute;s da sua &ecirc;nfase na toler&acirc;ncia &eacute;tnica e nos direitos das minorias, conjugada com posi&ccedil;&otilde;es economicamente liberais. Este perfil assegurou ao movimento uma presen&ccedil;a parlamentar ininterrupta desde 1990 e valeu-lhe um papel de pe&ccedil;a-chave ao longo dos anos. Ainda que tenha tolerado um governo minorit&aacute;rio da&nbsp;SDS&nbsp;no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990, nos &uacute;ltimos anos este partido aproximou-se mais do&nbsp;BSP, entrando em coliga&ccedil;&otilde;es governamentais com este em duas ocasi&otilde;es<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Outros candidatos ao papel de pe&ccedil;a-chave s&atilde;o os partidos com perfil populista, ainda que ideologicamente pouco claro. Em 2009, o partido Ordem, Direito e Justi&ccedil;a (RZS) entrou para o Parlamento numa plataforma anticorrup&ccedil;&atilde;o e apoiou inicialmente o Governo minorit&aacute;rio do&nbsp;GERB<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>&nbsp;para mais tarde retirar o seu apoio<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. Em 2014, o Bulg&aacute;ria sem Censura (BBT) foi um passo mais al&eacute;m ao apresentar um manifesto eleitoral com o t&iacute;tulo &laquo;Programa de Governo&raquo;, que defendia uma reforma radical do sistema pol&iacute;tico e levantava mesmo a ideia de restaurar a monarquia<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>. No entanto, nenhum destes partidos &eacute; analisado em pormenor neste artigo, uma vez que n&atilde;o conseguiram sustentar a sua presen&ccedil;a no Parlamento por mais de um per&iacute;odo parlamentar, tendo sido prejudicados por querelas internas.</p>     <p>O campo da esquerda permanece dominado pelo&nbsp;BSP, mesmo ap&oacute;s o fim do sistema bipartid&aacute;rio. Este partido governou em meados dos anos 2000 numa coliga&ccedil;&atilde;o tripartida, juntamente com os centristas&nbsp;NDSV e&nbsp;DPS, antes de formar uma coliga&ccedil;&atilde;o de curta dura&ccedil;&atilde;o com o&nbsp;DPS&nbsp;em 2013. O&nbsp;BSP&nbsp;defende atualmente a expans&atilde;o gradual do Estado social e o aumento da industrializa&ccedil;&atilde;o para restaurar a justi&ccedil;a social, ao mesmo tempo que expressa um apoio bastante amb&iacute;guo &agrave;&nbsp;UE&nbsp;e &agrave;&nbsp;nato, juntamente com claras posi&ccedil;&otilde;es pr&oacute;-russas. O partido conseguiu manter uma forte rede organizacional que lhe permite mobilizar apoio, particularmente entre eleitores idosos e aposentados, bem como nas camadas economicamente desfavorecidas da sociedade b&uacute;lgara. Ao longo dos anos, outros partidos de esquerda t&ecirc;m sido essencialmente dissidentes do&nbsp;BSP&nbsp;&agrave; direita, com pouco sucesso. O &uacute;ltimo foi o Alternativa para o Renascimento B&uacute;lgaro (ABV), de matriz social-democrata, um partido liderado por Georgi Parvanov, ex-l&iacute;der do&nbsp;BSP&nbsp;e ex-presidente b&uacute;lgaro. Este partido ultrapassou o limiar dos quatro por cento em 2014, tendo mobilizado principalmente eleitores de esquerda desiludidos, e entrou na coliga&ccedil;&atilde;o governamental com o&nbsp;GERB&nbsp;e o&nbsp;RB, assumindo a pasta da pol&iacute;tica laboral e social.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>DESENVOLVIMENTOS RECENTES</B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O atual sistema pol&iacute;tico da Bulg&aacute;ria &eacute; uma rep&uacute;blica parlamentar com elei&ccedil;&otilde;es regulares, a cada quatro anos, para os 240 lugares na Assembleia Nacional. O executivo &eacute; liderado por um primeiro-ministro e um governo, enquanto que o Presidente da Rep&uacute;blica tem fun&ccedil;&otilde;es em grande parte cerimoniais, ainda que seja eleito por voto popular a cada cinco anos. Os dois &uacute;ltimos presidentes, Rosen Plevenliev e Rumen Radev, tiveram no entanto de recorrer &agrave;s suas prerrogativas constitucionais especiais para nomear governos de gest&atilde;o e convocar elei&ccedil;&otilde;es antecipadas em tr&ecirc;s ocasi&otilde;es distintas, o que revela um per&iacute;odo de instabilidade pol&iacute;tica desde 2013. Uma fonte importante desta instabilidade &eacute; a incapacidade e a retic&ecirc;ncia por parte da elite pol&iacute;tica b&uacute;lgara em lidar com as crescentes preocupa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas face aos custos sociais de manter a estabilidade econ&oacute;mica, bem como com a deteriora&ccedil;&atilde;o da democracia b&uacute;lgara.</p>     <p>A economia b&uacute;lgara teve um desempenho razoavelmente positivo ap&oacute;s a &laquo;Grande Recess&atilde;o&raquo;. Desde 2009, a crise global manifestou-se neste pa&iacute;s como uma estagna&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica not&aacute;vel, em vez de um decl&iacute;nio econ&oacute;mico. Depois de um desempenho negativo em 2009, a Bulg&aacute;ria tem vivido desde ent&atilde;o um crescimento econ&oacute;mico moderado, tornando-se, com base no crescimento do&nbsp;PIB, um dos estados-membros da&nbsp;UE&nbsp;que mais rapidamente se desenvolveu desde 2015<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>. Esta estabilidade econ&oacute;mica tem duas fontes principais. Em primeiro lugar, o pa&iacute;s aumentou os &iacute;ndices de exporta&ccedil;&atilde;o de bens durante a &laquo;Grande Recess&atilde;o&raquo;, ao mesmo tempo que se abstinha de efetuar grandes cortes na despesa p&uacute;blica<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. Em segundo lugar, o Governo&nbsp;GERB&nbsp;minorit&aacute;rio liderado por Boyko Borisov (2009-2013) privilegiou uma disciplina financeira rigorosa, e atrav&eacute;s desta o pa&iacute;s manteve um dos n&iacute;veis mais baixos de d&iacute;vida p&uacute;blica na&nbsp;UE&nbsp;(TABLICA). A situa&ccedil;&atilde;o mudou muito pouco mesmo depois de os n&iacute;veis de despesa p&uacute;blica terem aumentado com a coliga&ccedil;&atilde;o minorit&aacute;ria de centro-esquerda entre o&nbsp;BSP&nbsp;e o&nbsp;DPS&nbsp;(2013-2014) e com a ampla coliga&ccedil;&atilde;o liderada pelo&nbsp;GERB&nbsp;(desde 2014)<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>Todavia, esta prud&ecirc;ncia financeira tem um custo social significativo. A Bulg&aacute;ria continua a ser um dos membros da&nbsp;UE&nbsp;com n&iacute;vel de vida mais baixo. Apesar do crescimento econ&oacute;mico acima apresentado, o pa&iacute;s permanece no fundo da tabela da&nbsp;UE&nbsp;em termos de n&iacute;veis de&nbsp;PIB. O sal&aacute;rio m&iacute;nimo mensal manteve-se o mais baixo da&nbsp;UE, apesar de ter crescido de 180 leva (cerca de 92 euros) em 2007 para 460 leva (cerca de 235 euros) em 2017<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a> , agudizado por um dos estados sociais mais diminutos da&nbsp;UE&nbsp;em termos de despesa p&uacute;blica em prote&ccedil;&atilde;o social por habitante<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. Desde 2010, a taxa de desemprego anual tem-se mantido constantemente acima dos dez por cento, tendo apenas descido abaixo da m&eacute;dia da&nbsp;UE&nbsp;em 2016, o que tem contribu&iacute;do para uma crise demogr&aacute;fica duradoura. A Bulg&aacute;ria continua a ser uma das sociedades mais envelhecidas da&nbsp;UE<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>, ao mesmo tempo que sofre os efeitos de ondas de emigra&ccedil;&atilde;o, principalmente para os estados-membros da&nbsp;UE&nbsp;ocidental, os Estados Unidos e o Canad&aacute;<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>A estas quest&otilde;es sociais junta-se uma deteriora&ccedil;&atilde;o da qualidade da democracia b&uacute;lgara. Por exemplo, desde 2009 a Bulg&aacute;ria voltou a ser classificada como uma &laquo;democracia semiconsolidada&raquo;, de acordo com o projeto Nations in Transit da Freedom House<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>, enquanto o Democracy Index da Economist Intelligence Unit classificou o pa&iacute;s como uma &laquo;democracia imperfeita&raquo; ao longo dos &uacute;ltimos dez anos, pelo menos, e com ligeiro decl&iacute;nio at&eacute; 2014<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>. Entre as raz&otilde;es imediatas deste decl&iacute;nio est&aacute; a inefic&aacute;cia do Estado na luta contra a corrup&ccedil;&atilde;o e o crime organizado, bem como na implementa&ccedil;&atilde;o de uma reforma do sistema judicial. Antes da ades&atilde;o da Bulg&aacute;ria &agrave;&nbsp;UE&nbsp;em 2007, a Comiss&atilde;o Europeia (CE) introduziu um sistema para acompanhar estes aspetos e, normalmente, as suas avalia&ccedil;&otilde;es sobre o progresso do pa&iacute;s continuam a ser muito negativas<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. Uma das quest&otilde;es mais prementes a este respeito para a&nbsp;CE&nbsp;&eacute; o decl&iacute;nio da liberdade de express&atilde;o devido &agrave; crescente concentra&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social na Bulg&aacute;ria e &agrave; promiscuidade entre os interesses econ&oacute;micos e pol&iacute;ticos dos propriet&aacute;rios destes meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Um caso paradigm&aacute;tico &eacute; Delyan Peevski. Peevski, um deputado do&nbsp;DPS, construiu um imp&eacute;rio da comunica&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rios jornais importantes, uma televis&atilde;o e&nbsp;sites&nbsp;que oferecem apoio total ao governo em exerc&iacute;cio e desacreditam ferozmente qualquer oposi&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>. Ao mesmo tempo, o seu nome est&aacute; associado a alguns dos principais acordos de privatiza&ccedil;&atilde;o dos &uacute;ltimos anos, como a da tabaqueira Bulgartabac em 2014<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.</p>     <p>O aumento das preocupa&ccedil;&otilde;es sociais e a deteriora&ccedil;&atilde;o do estado da democracia na Bulg&aacute;ria alavancaram a crescente agita&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica dos &uacute;ltimos anos. Em janeiro de 2013, contas de eletricidade particularmente elevadas provocaram protestos em massa principalmente nas &aacute;reas economicamente mais desfavorecidas da sociedade b&uacute;lgara. Inicialmente um descontentamento contra os fornecedores de energia privatizados das grandes cidades b&uacute;lgaras, estas manifesta&ccedil;&otilde;es rapidamente se transformaram em protestos contra o Governo e contra o executivo de centro-direita de Boyko Borisov, levando a elei&ccedil;&otilde;es antecipadas ap&oacute;s v&aacute;rios casos de imola&ccedil;&atilde;o e um confronto sangrento entre pol&iacute;cias e manifestantes. No ver&atilde;o de 2013, a Bulg&aacute;ria registou uma nova onda de protestos. A decis&atilde;o do novo primeiro-ministro Plamen Oresharski de nomear Delyan Peevski como chefe dos servi&ccedil;os secretos colocou a classe m&eacute;dia urbana contra a coliga&ccedil;&atilde;o de centro-esquerda do&nbsp;BSP&nbsp;e do&nbsp;DPS, numa s&eacute;rie de manifesta&ccedil;&otilde;es que duraram pouco mais de um ano. Al&eacute;m destas a&ccedil;&otilde;es de protesto, a popula&ccedil;&atilde;o expressou nas mesas de voto, e por diversas vezes, uma vontade de mudan&ccedil;a pol&iacute;tica. Em 2015 e 2016, dois referendos propuseram grandes mudan&ccedil;as no sistema pol&iacute;tico, nomeadamente a introdu&ccedil;&atilde;o de um sistema eleitoral maiorit&aacute;rio, o fim do financiamento estatal aos partidos, o voto obrigat&oacute;rio e a introdu&ccedil;&atilde;o do voto eletr&oacute;nico. Apesar de os eleitores terem apoiado estas propostas de forma esmagadora, os referendos n&atilde;o atingiram o n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o que as tornaria vinculativas para o Parlamento<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.</p>     <p>A paisagem pol&iacute;tica fragmentada fez pouco para responder a estes desafios e ao descontentamento popular, instrumentalizando-os em vez disso nas suas batalhas pelo poder. Um bom exemplo &eacute; a reforma judicial atualmente em curso. Orientada oficialmente para a erradica&ccedil;&atilde;o das fontes de corrup&ccedil;&atilde;o no sistema judici&aacute;rio e para a instaura&ccedil;&atilde;o de um sistema transparente de promo&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a> , esta reforma captou a aten&ccedil;&atilde;o da sociedade civil emergente e dos partidos que procuram uma mudan&ccedil;a radical do&nbsp;<i>statu quo</i>. No entanto, em vez disso, permitiu-se que tanto os partidos apoiantes de uma vers&atilde;o mais moderada das reformas como os que se lhes op&otilde;em completamente acabassem por marginalizar os seus detratores. Esta situa&ccedil;&atilde;o foi particularmente vis&iacute;vel nos choques dentro do amplo governo de coliga&ccedil;&atilde;o composto pelo&nbsp;GERB&nbsp;de centro-direita, pela alian&ccedil;a de direita liberal&nbsp;RB&nbsp;e pelo&nbsp;ABV, social-democrata. Em julho de 2015, tornou-se evidente que o objetivo do&nbsp;GERB&nbsp;era efetuar apenas mudan&ccedil;as moderadas no sistema judicial<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>. Vendo as suas propostas dilu&iacute;das, o ministro da Justi&ccedil;a Hristo Ivanov, um ativista e defensor radical das reformas, renunciou ao cargo no final de 2015 e levou o partido de direita liberal&nbsp;DSB, o principal defensor da reforma no poder, a retirar o seu apoio ao Governo<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. Em resultado, a coliga&ccedil;&atilde;o afastou das suas fileiras todos os defensores da reforma judicial, mantendo as suas pr&oacute;prias credenciais reformistas ao aplicar uma vers&atilde;o mais moderada das reformas.</p>     <p>Outra fonte importante da atual instabilidade do Governo veio do&nbsp;ABV, uma vez que este partido criticou com regularidade o processo de tomada de decis&otilde;es dentro da coliga&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>. Na sequ&ecirc;ncia do seu n&atilde;o envolvimento em discuss&otilde;es sobre o veto presidencial a mudan&ccedil;as propostas para o c&oacute;digo eleitoral, o&nbsp;ABV&nbsp;deixou o Governo em maio de 2016. Isto levou a coliga&ccedil;&atilde;o a confiar cada vez mais em maiorias flutuantes, indo buscar apoio especialmente aos nacionalistas da&nbsp;PF&nbsp;e aproveitando o apoio t&aacute;cito do&nbsp;DPS&nbsp;nas principais propostas legislativas. Para al&eacute;m das dificuldades do Governo, houve tamb&eacute;m um reagrupamento significativo da oposi&ccedil;&atilde;o parlamentar. Em maio de 2016, o&nbsp;BSP&nbsp;elegeu como l&iacute;der o social-democrata Korneliya Ninova em substitui&ccedil;&atilde;o do tradicionalista de esquerda Mihail Mikov<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>, o que sinalizou uma mudan&ccedil;a para uma oposi&ccedil;&atilde;o mais clara &agrave; atual coliga&ccedil;&atilde;o. Antes disso, ocorreu tamb&eacute;m uma mudan&ccedil;a semelhante no&nbsp;DPS, que expulsou o seu l&iacute;der liberal pr&oacute;-europeu Lyutvi Mestan pela sua posi&ccedil;&atilde;o antirrussa aquando do abate de um avi&atilde;o turco na fronteira da S&iacute;ria<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>, substituindo-o por um triunvirato que adotou uma posi&ccedil;&atilde;o mais cr&iacute;tica face ao Governo em janeiro de 2016.</p>     <p>Em tais condi&ccedil;&otilde;es de Governo inst&aacute;vel e oposi&ccedil;&atilde;o crescente surgiram no horizonte novas elei&ccedil;&otilde;es antecipadas. O impulso inicial foram os resultados das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais em novembro de 2016. A elei&ccedil;&atilde;o foi surpreendentemente ganha na segunda volta pelo candidato apoiado pelo&nbsp;BSP, o ex-general da For&ccedil;a A&eacute;rea Rumen Radev, que durante a campanha tentou um exerc&iacute;cio de equil&iacute;brio entre tranquilizar os eleitores mais moderados acerca da continuidade da orienta&ccedil;&atilde;o euro-atl&acirc;ntica do pa&iacute;s, ao mesmo tempo que assumia posi&ccedil;&otilde;es claramente antissistema ao opor-se &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do Acordo Econ&oacute;mico e Comercial Global entre o Canad&aacute; e a&nbsp;UE&nbsp;(CETA) e, de forma mais controversa, expressando posi&ccedil;&otilde;es muito amb&iacute;guas acerca da anexa&ccedil;&atilde;o russa da Crimeia<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. Uma surpresa ainda maior foi a uni&atilde;o entre os partidos nacionalistas, com o Ataka e o&nbsp;PF&nbsp;a apresentarem um candidato comum, Krasimir Karakachanov, na alian&ccedil;a eleitoral Patriotas Unidos, e a atingirem mais de 13 por cento na primeira volta, principalmente atrav&eacute;s de um discurso antirrefugiados exacerbado. Outro elemento novo nestas elei&ccedil;&otilde;es foi Veselin Mareshki, o autoproclamado &laquo;Trump B&uacute;lgaro&raquo;<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>, um pol&iacute;tico local e propriet&aacute;rio de uma cadeia de postos de gasolina e farm&aacute;cias, que atingiu os 11 por cento. Este foi um golpe importante para o&nbsp;GERB, que desperdi&ccedil;ou uma lideran&ccedil;a significativa nas sondagens, principalmente devido ao an&uacute;ncio tardio de um candidato pouco inspirador, Tsetska Tsacheva, e a uma neglig&ecirc;ncia clara durante a campanha eleitoral<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. Esta perda tamb&eacute;m pode ser entendida como uma derrota t&aacute;tica que poderia permitir ao&nbsp;GERB&nbsp;sair da atual coliga&ccedil;&atilde;o e, potencialmente, regressar ao poder com uma posi&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada. Independentemente dos motivos, na noite da segunda volta Boyko Borisov declarou a sua inten&ccedil;&atilde;o de se demitir como primeiro-ministro e dar lugar a novas elei&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A CAMPANHA ELEITORAL</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A campanha eleitoral come&ccedil;ou oficialmente a 24 de fevereiro, dois meses antes da data das elei&ccedil;&otilde;es, mas&nbsp;os principais partidos pol&iacute;ticos j&aacute; estavam em pleno modo de campanha desde dezembro de 2016. A campanha ficou marcada pela aus&ecirc;ncia de um debate pol&iacute;tico claro, uma vez que os partidos pol&iacute;ticos se concentraram mais nas suas pr&oacute;prias mensagens e reagiram pouco &agrave;s propostas dos concorrentes. Assim foi em especial no caso do&nbsp;GERB. Este partido efetuou uma campanha bastante discreta em compara&ccedil;&atilde;o com as elei&ccedil;&otilde;es anteriores, com Boyko Borisov e outros ministros do executivo a encontrarem-se com apoiantes um pouco por todo o pa&iacute;s e a manterem uma presen&ccedil;a reduzida na comunica&ccedil;&atilde;o social. O&nbsp;GERB&nbsp;evitou envolver-se em muitas discuss&otilde;es com outros partidos e, em vez disso, adotou um papel de oposi&ccedil;&atilde;o criticando algumas das a&ccedil;&otilde;es do governo de gest&atilde;o nomeado por Rumen Radev<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. O partido ofereceu um manifesto eleitoral bastante elaborado, no qual defendia a continuidade das pol&iacute;ticas atuais e se debru&ccedil;ava em particular sobre a educa&ccedil;&atilde;o e a reforma judicial, a melhoria do ambiente empresarial e a privatiza&ccedil;&atilde;o, especialmente no setor da sa&uacute;de, e o aumento gradual das pens&otilde;es e sal&aacute;rios no setor p&uacute;blico<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>.</p>     <p>Os outros parceiros da coliga&ccedil;&atilde;o fizeram campanha em oposi&ccedil;&atilde;o aberta ao&nbsp;GERB, destacando principalmente a necessidade de uma reforma judicial mais ampla e de longo alcance. O partido liberal de direita&nbsp;RB dividiu-se antes das elei&ccedil;&otilde;es de 2017 devido a desentendimentos internos acerca da participa&ccedil;&atilde;o no Governo e da continuidade da alian&ccedil;a com o&nbsp;GERB. Por um lado, a&nbsp;SDS&nbsp;e o&nbsp;DBG, fazendo campanha com a bandeira do&nbsp;RB, continuaram a apoiar uma coopera&ccedil;&atilde;o com o&nbsp;GERB&nbsp;como forma de mant&ecirc;-lo sob controlo e continuar a pauta de reformas<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>. Por outro, o&nbsp;DSB, que passou para a oposi&ccedil;&atilde;o no final de 2015, estabeleceu uma pequena coliga&ccedil;&atilde;o eleitoral chamada Nova Rep&uacute;blica. Esta alian&ccedil;a rejeitou qualquer coopera&ccedil;&atilde;o com o&nbsp;GERB, defendendo uma reforma judicial de longo alcance e incentivos ao crescimento econ&oacute;mico atrav&eacute;s de uma extensa reforma administrativa<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>. Pouco antes do in&iacute;cio da campanha surgiu um terceiro concorrente significativo na direita liberal. Hristo Ivanov, o ministro da Justi&ccedil;a que renunciou em protesto contra a reforma fracassada, estabeleceu em fevereiro de 2017 a coliga&ccedil;&atilde;o &laquo;Sim, Bulg&aacute;ria!&raquo; que rapidamente chamou a aten&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o social e inclu&iacute;a alguns dos principais ativistas dos protestos do ver&atilde;o de 2013. Esta coliga&ccedil;&atilde;o tinha um foco muito semelhante ao da Nova Rep&uacute;blica: reforma judicial radical, luta contra a corrup&ccedil;&atilde;o e v&aacute;rias medidas a favor das empresas, suplementadas por uma &ecirc;nfase amb&iacute;gua na necessidade de justi&ccedil;a social na sociedade b&uacute;lgara<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>. Apoios adicionais &agrave; reforma judicial vieram dos social-democratas&nbsp;ABV&nbsp;e da sua alian&ccedil;a eleitoral com o Movimento 21, um pequeno movimento de esquerda. Ambos os partidos assumiram uma posi&ccedil;&atilde;o bastante antissistema no apoio &agrave; reforma, com o l&iacute;der cessante do&nbsp;ABV, Georgi Parvanov, a defender que o principal objetivo eleitoral do partido era &laquo;combater a mediocridade do modelo bipolar da pol&iacute;tica b&uacute;lgara e (lutar) contra o cartel pol&iacute;tico dos grandes partidos&raquo;<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>. Com estas declara&ccedil;&otilde;es, lan&ccedil;ou um desafio tanto ao&nbsp;GERB&nbsp;como ao&nbsp;BSP.</p>     <p>O&nbsp;BSP, principal partido da oposi&ccedil;&atilde;o, realizou uma campanha bastante acutilante com base no objetivo nacionalista de &laquo;salvar a nossa na&ccedil;&atilde;o, preservar a bulgaridade e oferecer um horizonte ao Estado&raquo;<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>. O manifesto do partido, intitulado &laquo;Exija a mudan&ccedil;a!&raquo;, concentrava-se principalmente em propostas de expans&atilde;o do Estado social, aumento dos incentivos estatais ao desenvolvimento econ&oacute;mico e uma pol&iacute;tica externa equilibrada, com particular &ecirc;nfase em &laquo;melhorar e desenvolver as rela&ccedil;&otilde;es com a R&uacute;ssia&raquo;<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>. A estrat&eacute;gia do partido tomou uma dire&ccedil;&atilde;o claramente populista, vis&iacute;vel na ret&oacute;rica de Korneliya Ninova, para quem &laquo;a democracia tirou-nos muito&raquo;<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>, e que apelidou os apoiantes b&uacute;lgaros do&nbsp;CETA&nbsp;de &laquo;traidores nacionais&raquo;<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>. Al&eacute;m disso, numa decis&atilde;o que gerou controv&eacute;rsia interna, o&nbsp;BSP&nbsp;decidiu estabelecer um limite de 12 anos para os seus candidatos, o que provocou a sa&iacute;da de alguns dos seus deputados mais experientes e a substitui&ccedil;&atilde;o destes por novos rostos, em especial aqueles que ficaram associados &agrave; campanha presidencial bem-sucedida de Rumen Radev.</p>     <p>Os partidos nacionalistas Ataka e Frente Patri&oacute;tica ampliaram a sua alian&ccedil;a eleitoral &ndash; Patriotas Unidos (OP) &ndash; nestas elei&ccedil;&otilde;es. O&nbsp;OP&nbsp;defendeu principalmente pol&iacute;ticas de chauvinismo social, aumento da participa&ccedil;&atilde;o estatal na economia e uma coopera&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica mais estreita com os&nbsp;BRICS<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>, desenhando um manifesto eleitoral bastante mais leve comparado ao da candidatura presidencial de Krasimir Karakachanov, bastante mais abrangente. Mais importante ainda, a alian&ccedil;a substituiu o foco na crise dos refugiados por duros chav&otilde;es antiturcos, em particular contra alegadas interfer&ecirc;ncias no processo eleitoral. O&nbsp;OP&nbsp;fez campanha contra o que chamaram de &laquo;turismo eleitoral&raquo; por parte de b&uacute;lgaros de etnia turca, que vivem na Turquia mas viajam aos seus locais de recenseamento para votar. Neste contexto, uma semana antes das elei&ccedil;&otilde;es o&nbsp;OP&nbsp;bloqueou Kapitan Andreevo, na fronteira com a Turquia, para evitar que qualquer ve&iacute;culo proveniente do Sul entrasse no pa&iacute;s, o que acabou por atrair uma aten&ccedil;&atilde;o significativa por parte dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>.</p>     <p>O&nbsp;DPS, o principal partido da minoria turca, enfrentou um desafio significativo nestas elei&ccedil;&otilde;es. Ap&oacute;s a sua expuls&atilde;o como l&iacute;der e membro do&nbsp;DPS&nbsp;em dezembro de 2015, Lyutvi Mestan fundou o Democratas para a Responsabilidade, Liberdade e Toler&acirc;ncia (DOST)<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>. O partido tornou-se rapidamente um grande desafio eleitoral para o&nbsp;DPS&nbsp;devido &agrave;s suas liga&ccedil;&otilde;es a membros do Governo turco. Durante a campanha, tanto o ministro turco do Trabalho e da Seguran&ccedil;a Social, Mehmet M&uuml;ezzino&#728;glu<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>, como o embaixador turco na Bulg&aacute;ria, S&uuml;leyman G&ouml;k&ccedil;e, fizeram campanha a favor do&nbsp;DOST&nbsp;entre a popula&ccedil;&atilde;o de etnia turca, provocando uma rea&ccedil;&atilde;o oficial b&uacute;lgara face a este envolvimento direto do Estado turco<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>. Nestas circunst&acirc;ncias, o&nbsp;DPS&nbsp;tentou minimizar as potenciais perdas a favor do&nbsp;DOST, enfatizando as suas credenciais democr&aacute;ticas e contribui&ccedil;&atilde;o para a paz duradoura e toler&acirc;ncia &eacute;tnica na Bulg&aacute;ria, em oposi&ccedil;&atilde;o ao &laquo;nacionalismo extremo e discurso de &oacute;dio contr&aacute;rios ao interesse nacional&raquo;<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>, e apelando a Ahmed Dogan, o ex-l&iacute;der do&nbsp;DPS&nbsp;e um peso-pesado pol&iacute;tico, que regressou brevemente &agrave; vida pol&iacute;tica para escrever uma carta aberta na qual apelava de forma cr&iacute;ptica &agrave; resist&ecirc;ncia contra a interfer&ecirc;ncia turca na vida pol&iacute;tica b&uacute;lgara<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>.</p>     <p>Finalmente, o campo populista teve um novo grande representante ap&oacute;s a desintegra&ccedil;&atilde;o do&nbsp;BBT&nbsp;pouco depois de entrar no Parlamento em 2014. Desta vez, tratou-se do Volya de Veselin Mareshki, que atraiu a aten&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o social e com um apoio significativo nas sondagens, na sequ&ecirc;ncia de um forte desempenho nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais. A campanha eleitoral do Volya serviu-se da cadeia de postos de gasolina e farm&aacute;cias de Mareshki, onde o nome do partido e n&uacute;mero eleitoral foram anunciados em cada espa&ccedil;o livre. No que diz respeito ao seu manifesto eleitoral, o partido concentrou-se em temas relacionados com os consumidores, como a redu&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os dos bens essenciais e a expans&atilde;o gradual dos apoios sociais<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>.</p>     <p>As sondagens realizadas antes ou durante a campanha sugeriam uma competi&ccedil;&atilde;o particularmente intensa. Em todas elas, a diferen&ccedil;a entre o&nbsp;GERB&nbsp;e o&nbsp;BSP&nbsp;permaneceu sempre dentro da margem de erro, revelando uma disputa extremamente acesa e sugerindo o&nbsp;BSP&nbsp;mantinha o impulso dado pela vit&oacute;ria presidencial de Rumen Radev, enquanto o&nbsp;GERB&nbsp;recuperava da derrota eleitoral do ano anterior. Esta situa&ccedil;&atilde;o tornou particularmente importante a quest&atilde;o do terceiro lugar, que permitiria a forma&ccedil;&atilde;o de um governo de coliga&ccedil;&atilde;o. A este respeito, as sondagens revelaram que o&nbsp;OP&nbsp;e o Volya estavam a aproximar-se do&nbsp;DPS, habitualmente decisivo, o que sugeria uma alta probabilidade de um envolvimento mais intenso dos nacionalistas no futuro governo. Uma outra quest&atilde;o era tamb&eacute;m saber se algum dos partidos da direita liberal ou o&nbsp;ABV&nbsp;entrariam no Parlamento, constituindo assim um potencial contrapeso &agrave; participa&ccedil;&atilde;o nacionalista ou populista no Governo. A este respeito, as sondagens finais sugeriram que o&nbsp;RB&nbsp;poderia atingir o limiar de quatro por cento, apesar da divis&atilde;o que sofreu antes da campanha.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS ELEITORAIS</b></p>     <p>As elei&ccedil;&otilde;es foram realizadas num sistema de representa&ccedil;&atilde;o proporcional de lista aberta com um limiar nacional de quatro por cento para que partidos e coliga&ccedil;&otilde;es pudessem obter assentos no Parlamento. Cada eleitor tem at&eacute; dois votos: um para uma lista de partidos e, se o eleitor escolher faz&ecirc;-lo, um voto para um candidato preferencial espec&iacute;fico dessa lista. Os 240 assentos parlamentares s&atilde;o distribu&iacute;dos atrav&eacute;s do m&eacute;todo do resto mais elevado, aplicado a cada um dos 31 distritos eleitorais. Ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es antecipadas de 2014, houve algumas mudan&ccedil;as vis&iacute;veis no c&oacute;digo eleitoral. Em primeiro lugar, os eleitores t&ecirc;m a op&ccedil;&atilde;o &laquo;Nenhuma das op&ccedil;&otilde;es acima&raquo;, que seria considerada como voto v&aacute;lido, mas ap&oacute;s uma forte oposi&ccedil;&atilde;o do&nbsp;ABV&nbsp;e do&nbsp;RB&nbsp;em particular<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>&nbsp;foi decidido que estes votos seriam exclu&iacute;dos do n&uacute;mero total, que determina se um partido passa a barreira dos quatro por cento. Em segundo lugar, o voto foi tornado obrigat&oacute;rio, com a n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o em duas elei&ccedil;&otilde;es parlamentares a levar &agrave; remo&ccedil;&atilde;o do n&atilde;o eleitor da lista eleitoral<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>. Al&eacute;m dessas mudan&ccedil;as, a introdu&ccedil;&atilde;o da 32.&ordf; circunscri&ccedil;&atilde;o eleitoral para a di&aacute;spora b&uacute;lgara recebeu inicialmente amplo apoio partid&aacute;rio, antes de ser rejeitada por quase todos os partidos representados no Parlamento53. Al&eacute;m disso, uma tentativa de restringir o n&uacute;mero de mesas de voto em estados n&atilde;o membros da&nbsp;UE, visando particularmente a redu&ccedil;&atilde;o do grande n&uacute;mero de mesas de voto na Turquia, tamb&eacute;m n&atilde;o foi aprovada na sequ&ecirc;ncia de grande contesta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, especialmente da di&aacute;spora b&uacute;lgara<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o diferiu significativamente das elei&ccedil;&otilde;es antecipadas de 2014. Apesar da introdu&ccedil;&atilde;o do voto obrigat&oacute;rio, a participa&ccedil;&atilde;o de 54,1 por cento foi apenas ligeiramente superior &agrave; de 2014<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>. 87 850 b&uacute;lgaros utilizaram a op&ccedil;&atilde;o &laquo;Nenhuma das op&ccedil;&otilde;es acima&raquo;, uns not&aacute;veis 2,8 por cento. Em termos de n&uacute;mero efetivo de partidos eleitorais (NEPE) e de partidos parlamentares (NEPP), estas elei&ccedil;&otilde;es proporcionaram, no entanto, uma mudan&ccedil;a significativa<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>. O&nbsp;NEPE&nbsp;diminuiu significativamente em compara&ccedil;&atilde;o com as duas &uacute;ltimas vota&ccedil;&otilde;es. Enquanto em 2013 e 2014 foi de 5,34 e 5,77, respetivamente, desta vez diminuiu para 4,69, sugerindo uma fragmenta&ccedil;&atilde;o reduzida do sistema partid&aacute;rio. Esta tend&ecirc;ncia foi refor&ccedil;ada por uma queda mais abrupta do&nbsp;ENPP. Em 2017, o valor foi de 3,69, alcan&ccedil;ando n&iacute;veis semelhantes aos dos anos 2000. Ainda assim, registou-se um alto n&iacute;vel de incongru&ecirc;ncia entre votos e assentos, com mais de 15 por cento dos votos para partidos que n&atilde;o passaram o limiar dos quatro por cento. Portanto, num sentido mais amplo, enquanto estas elei&ccedil;&otilde;es trouxeram maior clareza ao sistema pol&iacute;tico b&uacute;lgaro, ainda h&aacute; falta de representa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Esta maior clareza decorre em particular do n&uacute;mero reduzido de partidos representados no Parlamento e da sua relativa for&ccedil;a parlamentar. O&nbsp;GERB&nbsp;alcan&ccedil;ou a percentagem mais elevada nestas elei&ccedil;&otilde;es, mobilizando 33,5 por cento. No entanto, este desempenho sugere uma significativa estagna&ccedil;&atilde;o do apoio: enquanto a representa&ccedil;&atilde;o parlamentar aumentou 11 deputados, a sua parcela dos votos aumentou menos de um ponto percentual em rela&ccedil;&atilde;o a 2014. O&nbsp;BSP&nbsp;ficou em segundo lugar com 27,9 por cento e mais do que duplicou o tamanho do seu grupo parlamentar, encetando uma recupera&ccedil;&atilde;o do colapso eleitoral de 2014 e voltando aos seus n&iacute;veis de apoio de 2013. O&nbsp;DPS&nbsp;manteve-se em terceiro lugar com 9,3 por cento, o que representou uma queda substancial em rela&ccedil;&atilde;o a 2014, especialmente evidente na perda de um ter&ccedil;o dos seus assentos parlamentares. O&nbsp;OP&nbsp;alcan&ccedil;ou 9,2 por cento, o que foi relativamente fraco em compara&ccedil;&atilde;o com o desempenho conjunto da&nbsp;PF&nbsp;e do Ataka tr&ecirc;s anos antes. Apesar disso, o tamanho do seu grupo parlamentar permaneceu relativamente semelhante ao do parlamento anterior. O &uacute;ltimo partido que entrou na Assembleia Nacional foi o populista Volya que alcan&ccedil;ou 4,3 por cento, um resultado claramente inferior ao do anterior maior partido populista, o&nbsp;BBT. Os resultados tamb&eacute;m garantiram que nenhum dos partidos que fizeram campanha para a reforma radical e a recalibra&ccedil;&atilde;o do sistema democr&aacute;tico chegassem ao Parlamento: enquanto o&nbsp;RB&nbsp;de direita liberal e o social-democrata&nbsp;ABV&nbsp;n&atilde;o conseguiram manter os seus assentos parlamentares, o Nova Rep&uacute;blica, o Sim, Bulg&aacute;ria! e o&nbsp;DOST&nbsp;n&atilde;o conseguiram entrar, j&aacute; que nenhum deles passou o limiar de quatro por cento.</p>     <p>H&aacute; v&aacute;rias explica&ccedil;&otilde;es para estes resultados. Em termos mais gerais, parece que os partidos que entraram no Parlamento conseguiram mobilizar melhor os seus principais eleitores. Isto &eacute; particularmente relevante para o&nbsp;GERB, o&nbsp;BSP&nbsp;e o&nbsp;DPS, que mobilizaram, respetivamente, 75,5 por cento, 86,5 por cento e 71,4 por cento dos seus eleitores de 2014<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>. Enquanto o&nbsp;OP&nbsp;foi relativamente bem-sucedido ao conseguir 66,7 por cento dos eleitores do&nbsp;PF&nbsp;e 58,4 por cento dos eleitores do Ataka de 2014, isto perfaz apenas 58,4 por cento dos seus eleitores atuais. Esta situa&ccedil;&atilde;o sugere que na verdade o&nbsp;OP&nbsp;diferiu dos seus concorrentes ao mobilizar uma quantidade significativa de eleitores indecisos. Estes inclu&iacute;ram em especial antigos apoiantes do&nbsp;GERB&nbsp;(17,2 por cento dos atuais eleitores do&nbsp;OP) e abstencionistas (9,9 por cento). O perfil do eleitorado do Volya assemelha-se em grande medida ao do&nbsp;op. A maior parcela destes eleitores (38,3 por cento) votou no&nbsp;GERB&nbsp;em 2014 ou absteve-se de votar (17,6 por cento).</p>     <p>Mais importante ainda, os resultados sugerem que os principais partidos conseguiram recuperar o apoio que tinham perdido no passado para outros concorrentes ideol&oacute;gicos. Isto aconteceu em particular &agrave; esquerda, onde o&nbsp;ABV&nbsp;perdeu 21 por cento dos seus eleitores para o&nbsp;BSP. Os socialistas conseguiram tamb&eacute;m angariar n&uacute;meros significativos de eleitores nacionalistas (8,2 por cento dos eleitores do&nbsp;PF&nbsp;de 2014 e 15,4 por cento dos do Ataka optaram pelo&nbsp;BSP&nbsp;desta vez) e populistas (22 por cento dos eleitores do&nbsp;BBT&nbsp;foram para o&nbsp;BSP&nbsp;em 2017), bem como mobilizar abstencionistas (16,8 por cento). &Agrave; direita, pelo contr&aacute;rio, registou-se mais continuidade. Apenas 7,7 por cento dos eleitores de 2014 do&nbsp;RB&nbsp;escolheram apoiar o&nbsp;GERB&nbsp;este ano, enquanto 6,4 por cento optaram pelo&nbsp;OP. O&nbsp;GERB&nbsp;tamb&eacute;m mobilizou partes significativas de ex-votantes do&nbsp;BBT&nbsp;(17,1 por cento) e de abstencionistas (16,6 por cento). No entanto, embora estas mudan&ccedil;as tenham sido particularmente dram&aacute;ticas para os partidos de menor dimens&atilde;o, vistas da perspetiva dos que beneficiaram, o&nbsp;GERB&nbsp;e o&nbsp;BSP, elas parecem bastante marginais. Em particular, os ex-votantes do&nbsp;ABV&nbsp;constituem apenas 1,4 por cento do atual eleitorado do&nbsp;BSP, enquanto que os ex-votantes do&nbsp;RB&nbsp;e do&nbsp;OP&nbsp;representam 2,8 por cento dos eleitores atuais do&nbsp;GERB.</p>     <p>A aten&ccedil;&atilde;o dada aos eleitores de base parece tamb&eacute;m estar na raiz do falhan&ccedil;o da direita liberal em obter representa&ccedil;&atilde;o parlamentar. Cada um dos tr&ecirc;s principais concorrentes da direita liberal, o&nbsp;RB, o Nova Rep&uacute;blica e o Sim, Bulg&aacute;ria! alcan&ccedil;aram aproximadamente tr&ecirc;s por cento, dividindo assim os eleitores de 2014 do&nbsp;RB&nbsp;em tr&ecirc;s partes relativamente iguais: dois ter&ccedil;os desses eleitores apoiaram outro partido de direita liberal, com 27,2 por cento a irem para o&nbsp;RB, 24,9 por cento para o Nova Rep&uacute;blica e 16,2 por cento para o Sim, Bulg&aacute;ria!. Da mesma forma, o&nbsp;DOST&nbsp;visou predominantemente os apoiantes do&nbsp;DPS, conseguindo atrair 18 por cento dos seus eleitores de 2014, o que constituiu 65,4 por cento do eleitorado total do&nbsp;DOST. Isto sugere que o desempenho da direita liberal n&atilde;o deve ser entendido como uma rejei&ccedil;&atilde;o em massa da sua plataforma, mas sim uma grande falha estrat&eacute;gica destes partidos em formarem uma frente comum. No caso do&nbsp;DOST, parece que, apesar dos seus v&iacute;nculos aparentemente estreitos com o Estado turco, ainda n&atilde;o possui recursos organizacionais para competir com o&nbsp;DPS. No entanto, o seu desempenho marca um importante avan&ccedil;o no comportamento eleitoral anteriormente monol&iacute;tico da minoria &eacute;tnica turca.</p>     <p>Outros desenvolvimentos importantes no perfil do eleitorado podem ser identificados. Em termos de idades, o&nbsp;GERB&nbsp;ganhou entre os eleitores de 18-30 e 30-60 anos, enquanto o&nbsp;BSP&nbsp;surgiu de forma surpreendente em primeiro lugar entre os eleitores acima dos 60 anos. Mais interessante ainda &eacute; o facto de este &uacute;ltimo grupo et&aacute;rio parecer manter um comportamento eleitoral semelhante ao do per&iacute;odo do sistema partid&aacute;rio bipolar, com o&nbsp;GERB&nbsp;e o&nbsp;BSP&nbsp;a atra&iacute;rem mais de 70 por cento desses eleitores. Isto surge em contraste com a faixa et&aacute;ria mais jovem que aceita uma paleta mais alargada de partidos. O perfil de emprego confirma o padr&atilde;o de grupos et&aacute;rios. Quase metade dos reformados votou no&nbsp;BSP, enquanto tanto os empregados como os desempregados preferiram principalmente o&nbsp;GERB. Curiosamente, 15 por cento dos desempregados votaram no&nbsp;DPS, enquanto apenas 13,5 por cento optaram pelo conjunto&nbsp;OP&nbsp;e Volya, o que sugere que os eleitores desempregados n&atilde;o constituem o principal eleitorado dos nacionalistas ou populistas. Em termos de n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o, os eleitores com instru&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria ou sem instru&ccedil;&atilde;o votaram esmagadoramente no&nbsp;GERB, no&nbsp;BSP&nbsp;e no&nbsp;DPS, enquanto os eleitores com t&iacute;tulos universit&aacute;rios preferiram os nacionalistas e a direita liberal, em vez de apoiarem significativamente o&nbsp;GERB&nbsp;e o&nbsp;BSP. O g&eacute;nero n&atilde;o parece fazer grande diferen&ccedil;a no comportamento eleitoral, pois tanto eleitores masculinos como femininos apoiaram os partidos pol&iacute;ticos em propor&ccedil;&otilde;es relativamente semelhantes aos resultados eleitorais globais.</p>     <p>Existem, no entanto, diferen&ccedil;as geogr&aacute;ficas not&aacute;veis. S&oacute;fia continua a ser uma fortaleza exclusiva do&nbsp;GERB, do&nbsp;BSP, dos partidos liberais e, at&eacute; certo ponto, dos nacionalistas do&nbsp;OP, enquanto nos meios rurais existe essencialmente um sistema tripartido composto pelo&nbsp;GERB, o&nbsp;BSP&nbsp;e o&nbsp;DPS&nbsp;com resultados relativamente semelhantes. O&nbsp;DPS&nbsp;tamb&eacute;m se destaca nas cidades de menor dimens&atilde;o, enquanto o apoio ao&nbsp;OP&nbsp;e ao populista Volya &eacute; predominante nos centros administrativos locais e nas cidades de menor dimens&atilde;o. Em tais ambientes urbanos, &eacute; interessante observar que, embora o&nbsp;GERB&nbsp;tenha um pouco mais de apoio nos centros administrativos locais, a situa&ccedil;&atilde;o reverte-se em cidades menores, indicando diferen&ccedil;as intraurbanas no comportamento eleitoral.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A FORMA&Ccedil;&Atilde;O DE GOVERNO</b></p>     <p>As negocia&ccedil;&otilde;es para formar uma coliga&ccedil;&atilde;o come&ccedil;aram no dia 31 de mar&ccedil;o com o&nbsp;GERB&nbsp;a receber o primeiro convite para formar governo. O partido iniciou negocia&ccedil;&otilde;es com o&nbsp;op&nbsp;e tamb&eacute;m considerou a hip&oacute;tese de incluir o Volya para obter mais apoio parlamentar. As conversa&ccedil;&otilde;es duraram pouco mais de um m&ecirc;s, com as duas partes a anunciarem o programa de governo a 13 de abril e a divulgarem a 3 de maio a proposta de executivo, que foi aprovada pelo Parlamento no dia seguinte. A coliga&ccedil;&atilde;o tem uma pequena maioria parlamentar de 122 dos 240 deputados, mas recebeu o apoio do populista Volya e de um deputado independente. O executivo do antigo e atual primeiro-ministro, Boyko Borisov, &eacute; composto por 20 ministros, incluindo quatro deputados. O&nbsp;OP&nbsp;recebeu tr&ecirc;s pastas, assumindo o comando dos minist&eacute;rios da Defesa, da Economia e do Meio Ambiente e &Aacute;gua. O executivo tamb&eacute;m introduziu um minist&eacute;rio especial para a presid&ecirc;ncia b&uacute;lgara do Conselho da&nbsp;UE&nbsp;em 2018. O programa consiste principalmente em promessas retiradas do manifesto eleitoral do&nbsp;GERB, com alguns compromissos eleitorais do OP inclu&iacute;dos de forma bastante dilu&iacute;da<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a>. Por exemplo, a concess&atilde;o mais importante a favor dos nacionalistas foi um aumento da pens&atilde;o m&iacute;nima para 200 leva (cerca de 95 euros) at&eacute; outubro de 2017.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Forjar uma coliga&ccedil;&atilde;o entre o&nbsp;GERB&nbsp;de centro-direita e o&nbsp;OP, de cariz nacionalista, parece ser uma decis&atilde;o peculiar. Na verdade, a campanha eleitoral ficou marcada por rumores sobre uma eventual grande coliga&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-eleitoral entre o&nbsp;GERB&nbsp;e o&nbsp;BSP, &agrave; imagem do exemplo alem&atilde;o, apesar de nenhum dos partidos declarar abertamente o apoio a essa possibilidade. Outra grande possibilidade apresentada na comunica&ccedil;&atilde;o social foi uma tripla coliga&ccedil;&atilde;o entre o&nbsp;BSP, o&nbsp;OP&nbsp;e o Volya, devido &agrave;s elevadas inten&ccedil;&otilde;es de voto nas sondagens. No entanto, a representa&ccedil;&atilde;o parlamentar combinada destes partidos n&atilde;o possui a maioria necess&aacute;ria, tornando-se insustent&aacute;vel. Neste contexto, a coliga&ccedil;&atilde;o emergente parece bastante l&oacute;gica, uma vez que ambas as partes possuem experi&ecirc;ncia pr&eacute;via de coopera&ccedil;&atilde;o: o Ataka prestou apoio ao governo&nbsp;GERB&nbsp;minorit&aacute;rio (2009-2013) em determinados per&iacute;odos e em propostas legislativas espec&iacute;ficas, enquanto a Frente Patri&oacute;tica tinha feito parte do governo de coliga&ccedil;&atilde;o anterior. Portanto, em vez de uma mudan&ccedil;a fundamental para algo de novo, esta coliga&ccedil;&atilde;o parece ser uma situa&ccedil;&atilde;o de &laquo;tudo como dantes&raquo; na pol&iacute;tica b&uacute;lgara.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>UMA PERSPETIVA MAIS AMPLA</b></p>     <p>Uma compara&ccedil;&atilde;o muito breve dos resultados das elei&ccedil;&otilde;es com os desenvolvimentos atuais na Europa Central e de Leste sugere que a Bulg&aacute;ria n&atilde;o oferece algo de excecional. O pa&iacute;s segue o exemplo da Pol&oacute;nia e da Hungria que tamb&eacute;m formaram os seus governos atuais com o apoio de partidos de direita radical, ainda que sem forma&ccedil;&atilde;o de uma coliga&ccedil;&atilde;o. Os resultados tamb&eacute;m demonstram um decl&iacute;nio significativo no apoio aos partidos social-liberais, de forma semelhante ao que aconteceu em 2015 aquando das derrotas eleitorais da Plataforma C&iacute;vica na Pol&oacute;nia e do Partido Reformista na Est&oacute;nia. Al&eacute;m disso, o desempenho do Patriotas Unidos e do Volya est&aacute; em linha com n&iacute;veis semelhantes de apoio eleitoral a partidos nacionalistas ou populistas, como o Partido Nacional Eslovaco em 2016. No geral, as elei&ccedil;&otilde;es parlamentares de 2017 parecem assemelhar-se aos resultados noutros pa&iacute;ses balc&acirc;nicos que conheceram um forte apoio a partidos conservadores de centro-direita, como foi o caso da S&eacute;rvia, da B&oacute;snia-Herzegovina e da Cro&aacute;cia em anos recentes.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>BSP &ndash; <i>Poiskay promyanata!</i>. S&oacute;fia: Bulgarian Socialist Party, 2017.</p>     <p>CENTRAL ELECTORAL COMMISSION &ndash; &laquo;Parlamentarni Izbori 26 Mart 2017&raquo;. (Consultado em: 15 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://results.cik.bg/pi2017/rezultati/index.html" target="_blank">http://results.cik.bg/pi2017/rezultati/index.html</a>.</p>     <p>CENTRAL ELECTORAL COMMISSION &ndash; &laquo;Izbori za narodni presdtaviteli 2014&raquo;. (Consultado em: 15 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://results.cik.bg/pi2014/rezultati/index.html" target="_blank">http://results.cik.bg/pi2014/rezultati/index.html</a>.</p>     <p>COUNCIL OF MINISTERS &ndash; <i>Programa za upravlenie na pravitelstvoto na Republika Balgaria za perioda 2017-2021 g.</i> S&oacute;fia: Council of Ministers, 2017.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DNEVNIK &ndash; &laquo;Barekov predlaga Sakskoburggotski za evrokomisar I referendum za monarhiyata&raquo;. (Consultado em: 5 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dnevnik.bg/bulgaria/2014/06/06/2316672_barekov_predlaga_sakskoburggotski_za_evrokomisar_i/" target="_blank">http://www.dnevnik.bg/bulgaria/2014/06/06/2316672_barekov_predlaga_sakskoburggotski_za_evrokomisar_i/</a>.</p>     <p>DNEVNIK &ndash; &laquo;Korneliya Ninova: Demokratsiyata ni otne mnogo&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dnevnik.bg/politika/2017/03/19/2937751_korneliia_ninova_demokraciiata_ni_otne_mnogo/" target="_blank">http://www.dnevnik.bg/politika/2017/03/19/2937751_korneliia_ninova_demokraciiata_ni_otne_mnogo/</a>.</p>     <p>DNEVNIK &ndash; &laquo;Ninova opredeli kato natsionalni predateli glasuvalite &bdquo;za&ldquo; CETA&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dnevnik.bg/bulgaria/2017/02/15/2918841_ninova_opredeli_kato_nacionalni_predateli_glasuvalite/" target="_blank">http://www.dnevnik.bg/bulgaria/2017/02/15/2918841_ninova_opredeli_kato_nacionalni_predateli_glasuvalite/</a>.</p>     <p>DPS &ndash; <i>Predizborna programa</i>. S&oacute;fia: Movement for Rights and Freedoms, 2017.</p>     <p>ECONOMIST INTELIGENCE UNIT &ndash; <i>Democracy Index</i>. (Consultado em: 25 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.eiu.com/topic/democracy-index" target="_blank">https://www.eiu.com/topic/democracy-index</a>.</p>     <p>EUROSTAT &ndash; &laquo;Emigration by age group, sex and country of next usual residence&raquo;. (Consultado em: 18 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=migr_emi3nxt&amp;lang=en" target="_blank">http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=migr_emi3nxt&amp;lang=en</a>.</p>     <p>EUROSTAT &ndash; &laquo;Expenditure: main results&raquo;. (Consultado em: 19 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=spr_exp_sum&amp;lang=en" target="_blank">http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=spr_exp_sum&amp;lang=en</a>.</p>     <p>EUROSTAT &ndash; &laquo;GDP per capita in PPS&raquo;. (Consultado em: 20 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/eurostat/tgm/table.do?tab=table&amp;init=1&amp;language=en&amp;pcode=tec00114&amp;plugin=1" target="_blank">http://ec.europa.eu/eurostat/tgm/table.do?tab=table&amp;init=1&amp;language=en&amp;pcode=tec00114&amp;plugin=1</a>.</p>     <p>EUROSTAT &ndash; &laquo;General government gross debt&raquo;. (Consultado em: 18 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/eurostat/tgm/table.do?tab=table&amp;init=1&amp;language=en&amp;pcode=tsdde410&amp;plugin=1" target="_blank">http://ec.europa.eu/eurostat/tgm/table.do?tab=table&amp;init=1&amp;language=en&amp;pcode=tsdde410&amp;plugin=1</a>.</p>     <p>EUROSTAT &ndash; &laquo;Gross domestic product at market prices&raquo;. (Consultado em: 20 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/eurostat/tgm/refreshTableAction.do?tab=table&amp;plugin=1&amp;pcode=tec00001&amp;language=en" target="_blank">http://ec.europa.eu/eurostat/tgm/refreshTableAction.do?tab=table&amp;plugin=1&amp;pcode=tec00001&amp;language=en</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>EUROSTAT &ndash; &laquo;Monthly minimum wages &ndash; bi-annual data&raquo;. (Consultado em: 19 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=earn_mw_cur&amp;lang=en" target="_blank">http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=earn_mw_cur&amp;lang=en</a>.</p>     <p>EUROSTAT &ndash; &laquo;Population: structure indicatros&raquo;. (Consultado em: 18 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=demo_pjanind&amp;lang=en" target="_blank">http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=demo_pjanind&amp;lang=en</a>.</p>     <p>EUROSTAT &ndash; &laquo;Real GDP growth rate &ndash; volume&raquo;. (Consultado a: 20 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/eurostat/tgm/table.do?tab=table&amp;init=1&amp;language=en&amp;pcode=tec00115&amp;plugin=1" target="_blank">http://ec.europa.eu/eurostat/tgm/table.do?tab=table&amp;init=1&amp;language=en&amp;pcode=tec00115&amp;plugin=1</a>.</p>     <p>EUROSTAT &ndash; &laquo;Unemployment by sex and age &ndash; annual average&raquo;. (Consultado a: 19 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=une_rt_a&amp;lang=en" target="_blank">http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=une_rt_a&amp;lang=en</a>.</p>     <p>FREEDOM HOUSE &ndash; &laquo;Emigration Nations in transit&raquo;. (Consultado em: 25 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://freedomhouse.org/report-types/nations-transit" target="_blank">https://freedomhouse.org/report-types/nations-transit</a>.</p>     <p>GALLAGHER, Michael &ndash; &laquo;Election indices dataset&raquo;. (Consultado em: 15 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.tcd.ie/Political_Science/staff/michael_gallagher/ElSystems/index.php" target="_blank">http://www.tcd.ie/Political_Science/staff/michael_gallagher/ElSystems/index.php</a>.</p>     <p>GALLUP INTERNATIONAL &ndash; &laquo;Parlamentarni izbori 2017 &ndash; podrobni demografski profili i nyakoi nablyudenia&raquo;. (Consultado em: 15 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gallup-international.bg/bg/&#1055;&#1091;&#1073;&#1083;&#1080;&#1082;&#1072;&#1094;&#1080;&#1080;/2017/370-General-election2017-Demographic-structure-for-Bulgaria" target="_blank">http://www.gallup-international.bg/bg/&#1055;&#1091;&#1073;&#1083;&#1080;&#1082;&#1072;&#1094;&#1080;&#1080;/2017/370-General-election2017-Demographic-structure-for-Bulgaria</a>.</p>     <p>GANEV, Petar, e KOSTADINOVA, Svetla &ndash; <i>Anatomiya na krizata</i>. S&oacute;fia: Institute for Market Economy, 2015. ISBN: 978-954-8624-45-9.</p>     <p>GERB &ndash; <i>Politicheska programa na pp GERB</i>. S&oacute;fia: Citizens for European Development of Bulgaria, 2017.</p>     <p>ILIEV, Lyudmil &ndash; &laquo;Ankara otkrito prizovava izselnitsite da glasuvat za Mestan&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.segabg.com/article.php?id=845415" target="_blank">http://www.segabg.com/article.php?id=845415</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Kapital &ndash; &laquo;Ahmed Dogan: Referendumat na Turtsia e za sultanat&raquo;. (Consultado em: 2 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2017/03/16/2936590_ahmed_dogan_referendumut_na_turciia_e_za_sultanat/" target="_blank">http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2017/03/16/2936590_ahmed_dogan_referendumut_na_turciia_e_za_sultanat/</a>.</p>     <p>Kapital &ndash; &laquo;Promenite v Izbornia kodeks&raquo;. (Consultado em: 2 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2016/04/28/2751849_promenite_v_izborniia_kodeks/" target="_blank">http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2016/04/28/2751849_promenite_v_izborniia_kodeks/</a>.</p>     <p>Kapital &ndash; &laquo;Sadebnata sistema: Reformata neizbezhna, no vse po-trudna&raquo;. (Consultado em: 2 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2015/01/23/2459182_sudebna_sistema_reformata_neizbejna_no_vse_po-trudna/" target="_blank">http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2015/01/23/2459182_sudebna_sistema_reformata_neizbejna_no_vse_po-trudna/</a>.</p>     <p>KARASIMEONOV, Georgi &ndash; <i>Partiynata sistema v Bulgaria</i>. 3.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&oacute;fia: Friedrich Ebert Stiftung, 2010.</p>     <p>KARASIMEONOV, Georgi &ndash; <i>Barometer. Bulgaria&rsquo;s Political Parties</i>, July-September 2015. S&oacute;fia: Friedrich Ebert Stiftung, 2015.</p>     <p>KARASIMEONOV, Georgi &ndash; <i>Barometer. Bulgaria&rsquo;s Political Parties</i>, October-December 2015. S&oacute;fia: Friedrich Ebert Stiftung, 2015.</p>     <p>KARASIMEONOV, Georgi &ndash; <i>Barometer. Bulgaria&rsquo;s Political Parties</i>, April-July 2016. S&oacute;fia: Friedrich Ebert Stiftung, 2016.</p>     <p>KARASIMEONOV, Georgi &ndash; <i>Barometer. Bulgaria&rsquo;s Political Parties</i>, October-December 2016. S&oacute;fia: Friedrich Ebert Stiftung, 2016.</p>     <p>Lyman, Rick &ndash; &laquo;In Bulgaria, a businessman who talks (and acts) like Trump&raquo;. In <i>The New York Times</i>. 24 de fevereiro de 2017. (Consultado em: 4 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.nytimes.com/2017/02/24/world/europe/in-bulgaria-a-businessman-who-talks-like-trump-acts-like-trump.html" target="_blank">https://www.nytimes.com/2017/02/24/world/europe/in-bulgaria-a-businessman-who-talks-like-trump-acts-like-trump.html</a>.</p>     <p>MESE&#381;NIKOV, Grigorij, GY&Aacute;RF&Aacute;&Scaron;OV&Aacute;, O&#318;ga, e SMILOV, Daniel &ndash; <i>Populist Politics and Liberal Democracy in Central and Eastern Europe</i>. Bratislava: Institute For Public Affairs, 2008.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MUDDE, Cas &ndash; <i>Populist Radical Right Parties in Europe</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Cambridge: Cambridge University Press, 2007.</p>     <p>NEW REPUBLIC &ndash; <i>Programa za nova republika</i>. S&oacute;fia: New Republic, 2017.</p>     <p>NINOVA, Korneliya &ndash; &laquo;Rech na predsedatelya na BSP Korneliya Ninova pred 49-ya Kongres na partiyata&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://focus-news.net/opinion/2017/02/04/41740/rech-na-predsedatelya-na-BSP-korneliya-ninova-pred49-ya-kongres-na-partiyata.html" target="_blank">http://focus-news.net/opinion/2017/02/04/41740/rech-na-predsedatelya-na-BSP-korneliya-ninova-pred49-ya-kongres-na-partiyata.html</a>.</p>     <p>OFFNEWS &ndash; &laquo;GERB: Sluzhebnoto pravitelstvo dava oporni tochki na BSP&raquo;. (Consultado em: 1 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://offnews.bg/ikonomika/GERB-sluzhebnoto-pravitelstvo-dava-oporni-tochki-na-BSP647747.html" target="_blank">https://offnews.bg/ikonomika/GERB-sluzhebnoto-pravitelstvo-dava-oporni-tochki-na-BSP647747.html</a>.</p>     <p>PARVANOV, Georgi &ndash; &laquo;Promyanata zapochva ot nas!&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abv-alternativa.bg/detajli-za-novina97/georgi-prvanov-nuzhna-e-dlboka-promjana-v-politicheskija-model-v-konstitucijata-v-zakona-za-politicheskite-partii.html" target="_blank">http://www.abv-alternativa.bg/detajli-za-novina97/georgi-prvanov-nuzhna-e-dlboka-promjana-v-politicheskija-model-v-konstitucijata-v-zakona-za-politicheskite-partii.html</a>.</p>     <p>PEEV, Dimitar &ndash; &laquo;Bulgartabac &ndash; pito, plateno. Kakvo da se pravi s edni 100 mln. evro?&raquo;. (Consultado em: 30 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.capital.bg/biznes/kompanii/2017/04/21/2956910_bulgartabak_-_pito_plateno_kakvo_da_se_pravi_s_edni/" target="_blank">http://www.capital.bg/biznes/kompanii/2017/04/21/2956910_bulgartabak_-_pito_plateno_kakvo_da_se_pravi_s_edni/</a>.</p>     <p>RAMET, Sabrina P. &ndash; <i>Central and Southeast European Politics since 1989</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2010, pp. 401-421.</p>     <p>REFORMIST BLOC &ndash; <i>Razum, Rodolyubie, Razvitie</i>. S&oacute;fia: Reformist Bloc, 2017.</p>     <p>REPORTERS WITHOUT BORDERS &ndash; &laquo;Bulgaria&raquo;. (Consultado em: 30 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://rsf.org/en/bulgaria" target="_blank">https://rsf.org/en/bulgaria</a>.</p>     <p>SEGA &ndash; &laquo;&ldquo;Obedninenite patrioti&rdquo; blokiraha granitsata s Turtsia&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.segabg.com/article.php?id=847285" target="_blank">http://www.segabg.com/article.php?id=847285</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SPASOV, Svetoslav &ndash; &laquo;MVnR izvika turskiya poslanik zaradi agitatsiyata za DOST&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.segabg.com/article.php?sid=2017030800040000202" target="_blank">http://www.segabg.com/article.php?sid=2017030800040000202</a>.</p>     <p>UNITED PATRIOTS &ndash; <i>10 prioriteta na Obedinenite patrioti-ataka, NFSB i VMRO</i>. S&oacute;fia: United Patriots, 2017.</p>     <p>VOLYA &ndash; <i>Upravlenska programa</i>. S&oacute;fia: Volya, 2017.</p>     <p>YES, BULGARIA! &ndash; <i>Predizborna programa 2017</i>. S&oacute;fia: Movement Yes, Bulgaria, 2017.</p>     <p>ZANKINA, Emilia &ndash; &laquo;&ldquo;New&rdquo; cleavages and populist mobilisation in Bulgaria&raquo;. In <i>ECPR Joint Sessions</i>. Vars&oacute;via: University of Warsaw. 2015.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 9 de outubro de 2017 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 4 de dezembro de 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> KARASIMEONOV, Georgi &ndash; <i>Partiynata sistema v Bulgaria</i>. 3.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&oacute;fia: Friedrich Ebert Stiftung, 2010, p. 251.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> SPIROVA, Maria &ndash; &laquo;Bulgaria since 1989&raquo;. In Ramet, Sabrina P. &ndash; Central and Southeast European Politics since 1989. Cambridge: Cambridge University Press, 2010, pp. 401-421.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> ZANKINA, Emilia &ndash; &laquo;&ldquo;New&rdquo; cleavages and populist mobilisation in Bulgaria&raquo;. In <i>ECPR Joint Sessions</i>. Vars&oacute;via: University of Warsaw, 2015.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> SMILOV, Daniel, e KRASTEV, Ivan &ndash; &laquo;The rise of populism in Eastern Europe: policy paper&raquo;. In MESE&#381;NIKOV, Grigorij, GY&Aacute;RF&Aacute;&Scaron;OV&Aacute;, O&#318;ga, e SMILOV, Daniel &ndash; <i>Populist Politics and Liberal Democracy in Central and Eastern Europe</i>. Bratislava: Institute For Public Affairs, 2008, pp. 7-13.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> MUDDE, Cas &ndash; <i>Populist Radical Right Parties in Europe</i>. 1.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Cambridge: Cambridge University Press, 2007.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> O GERB formou um governo minorit&aacute;rio monopartid&aacute;rio entre 2009 e 2013, e um amplo governo de coliga&ccedil;&atilde;o com RB e ABV desde 2014 &ndash; ambos liderados por Boyko Borisov.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Em 2009, a alian&ccedil;a eleitoral SDS-DSB, denominada &laquo;Coliga&ccedil;&atilde;o Azul&raquo;, tolerou inicialmente o governo minorit&aacute;rio do GERB devido &agrave; participa&ccedil;&atilde;o conjunta no Partido Popular Europeu. Em 2013, o RB entrou numa coliga&ccedil;&atilde;o com o GERB e o ABV.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Outro elemento interessante neste contexto &eacute; o facto de reivindicarem ser a &laquo;direita aut&ecirc;ntica&raquo;, devido &agrave;s suas ra&iacute;zes na oposi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s ra&iacute;zes amb&iacute;guas do GERB.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> IMRO representa a Organiza&ccedil;&atilde;o Revolucion&aacute;ria Interna da Maced&oacute;nia, uma organiza&ccedil;&atilde;o de resist&ecirc;ncia fundada no final do s&eacute;culo XIX na Maced&oacute;nia. Hoje, a sigla IMRO &eacute; utilizada tanto por este partido nacionalista b&uacute;lgaro como pelo principal partido de centro-direita da Antiga Rep&uacute;blica Jugoslava da Maced&oacute;nia.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> O partido n&atilde;o questionou a orienta&ccedil;&atilde;o euro-atl&acirc;ntica do pa&iacute;s quando fazia parte da coliga&ccedil;&atilde;o governamental, embora no seu programa continue a ser altamente cr&iacute;tico relativamente &agrave;s perspetivas gerais da UE.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Um claro exemplo de tais posi&ccedil;&otilde;es &eacute; o seu manifesto eleitoral de 2013, o &laquo;Plano Siderov&raquo;, que recebeu o nome do l&iacute;der do Ataka, Volen Siderov, e no qual se declara veementemente o neoliberalismo como falido e a UE como uma amea&ccedil;a &agrave; democracia e &agrave; identidade nacional b&uacute;lgaras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Entre 2005 e 2009, o BSP, o DPS e o NDSV formaram um governo de coliga&ccedil;&atilde;o social-liberal, enquanto entre 2013 e 2014 o BSP e o DPS governaram com uma coliga&ccedil;&atilde;o que tinha exatamente 50 por cento dos assentos parlamentares.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Por exemplo, o RZS votou a favor da forma&ccedil;&atilde;o do governo minorit&aacute;rio do GERB.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Particularmente esclarecedora foi a campanha do seu candidato presidencial, Atanas Semov, &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de 2011 sob o slogan &laquo;Vou demitir (Boyko) Borisov&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> DNEVNIK &ndash; &laquo;Barekov predlaga Sakskoburggotski za evrokomisar I referendum za monarhiyata&raquo;. (Consultado em: 5 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dnevnik.bg/bulgaria/2014/06/06/2316672_barekov_predlaga_sakskoburggotski_za_evrokomisar_i/" target="_blank">http://www.dnevnik.bg/bulgaria/2014/06/06/2316672_barekov_predlaga_sakskoburggotski_za_evrokomisar_i/</a>.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> As estat&iacute;sticas apresentadas est&atilde;o inclu&iacute;das na <a href="#t1">Tabela 1</a> do ap&ecirc;ndice.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> GANEV, Petar &ndash; &laquo;Zaklyuchenie: Anatomiya na promnyanata&raquo;. In GANEV, Petar, e KOSTADINOVA, Svetla &ndash; <i>Anatomiya na krizata</i>. S&oacute;fia: Institute for Market Economy, 2015, pp. 169-174.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Ambos os governos tomaram a decis&atilde;o de obter um empr&eacute;stimo significativo para terem capacidade financeira para cobrir eventuais despesas excessivas.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> EUROSTAT &ndash; &laquo;Monthly minimum wages &ndash; bi-annual data&raquo;. (Consultado em: 19 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=earn_mw_cur&amp;lang=en" target="_blank">http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=earn_mw_cur&amp;lang=en</a>.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> EUROSTAT &ndash; &laquo;Population: structure indicatros&raquo;. (Consultado em: 18 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=demo_pjanind&amp;lang=en" target="_blank">http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=demo_pjanind&amp;lang=en</a>.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Ibidem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> EUROSTAT &ndash; &laquo;Emigration by age group, sex and country of next usual residence&raquo;. (Consultado em: 18 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=migr_emi3nxt&amp;lang=en" target="_blank">http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?dataset=migr_emi3nxt&amp;lang=en</a>.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> FREEDOM HOUSE &ndash; &laquo;Emigration Nations in transit&raquo;. (Consultado em: 25 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://freedomhouse.org/report-types/nations-transit" target="_blank">https://freedomhouse.org/report-types/nations-transit</a>.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Economist Inteligence Unit &ndash; <i>Democracy Index</i>. (Consultado em: 25 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.eiu.com/topic/democracy-index" target="_blank">https://www.eiu.com/topic/democracy-index</a>.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> O nome oficial deste sistema &eacute; &laquo;Mecanismo de Coopera&ccedil;&atilde;o e Verifica&ccedil;&atilde;o para a Bulg&aacute;ria e Rom&eacute;nia&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> REPORTERS WITHOUT BORDERS &ndash; &laquo;Bulgaria&raquo;. (Consultado em: 30 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://rsf.org/en/bulgaria" target="_blank">https://rsf.org/en/bulgaria</a>.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> PEEV, Dimitar &ndash; &laquo;Bulgartabac &ndash; pito, plateno. Kakvo da se pravi s edni 100 mln. evro?&raquo;. (Consultado em: 30 de setembro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.capital.bg/biznes/kompanii/2017/04/21/2956910_bulgartabak_pito_plateno_kakvo_da_se_pravi_s_edni/" target="_blank">http://www.capital.bg/biznes/kompanii/2017/04/21/2956910_bulgartabak_pito_plateno_kakvo_da_se_pravi_s_edni/</a>.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> O c&oacute;digo eleitoral requer que os referendos alcancem pelo menos o mesmo n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o que as &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es parlamentares. Para ambos os referendos, o limiar foi estabelecido nas elei&ccedil;&otilde;es antecipadas de 2014 (51,1 por cento). O referendo sobre vota&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica atingiu os 40,1 por cento, enquanto o de 2016 n&atilde;o ultrapassou o limiar por 12 mil votos, mobilizando 50,8 por cento dos eleitores.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> KAPITAL &ndash; &laquo;Sadebnata sistema: Reformata neizbezhna, no vse po-trudna&raquo;. (Consultado em: 2 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2015/01/23/2459182_sudebna_sistema_reformata_neizbejna_no_vse_po-trudna/" target="_blank">http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2015/01/23/2459182_sudebna_sistema_reformata_neizbejna_no_vse_po-trudna/</a>.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> KARASIMEONOV, Georgi &ndash; <i>Barometer. Bulgaria&rsquo;s Political Parties</i>, July-September 2015. S&oacute;fia: Friedrich Ebert Stiftung, 2015.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> KARASIMEONOV, Georgi &ndash; <i>Barometer. Bulgaria&rsquo;s Political Parties</i>, October-December 2015. S&oacute;fia: Friedrich Ebert Stiftung, 2015.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> KARASIMEONOV, Georgi &ndash; <i>Barometer. Bulgaria&rsquo;s Political Parties</i>, April-July 2016. S&oacute;fia: Friedrich Ebert Stiftung, 2016.</p>     <p><sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a> KARASIMEONOV, Georgi &ndash; <i>Barometer. Bulgaria&rsquo;s Political Parties</i>, October-December 2016. S&oacute;fia: Friedrich Ebert Stiftung, 2016.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> LYMAN, Rick &ndash; &laquo;In Bulgaria, a businessman who talks (and acts) like Trump&raquo;. In <i>The New York Times</i>. 24 de fevereiro de 2017. (Consultado em: 4 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.nytimes.com/2017/02/24/world/europe/in-bulgaria-a-businessman-who-talks-like-trump-acts-like-trump.html" target="_blank">https://www.nytimes.com/2017/02/24/world/europe/in-bulgaria-a-businessman-who-talks-like-trump-acts-like-trump.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> OFFNEWS &ndash; &laquo;GERB: Sluzhebnoto pravitelstvo dava oporni tochki na BSP&raquo;. (Consultado em: 1 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://offnews.bg/ikonomika/GERB-sluzhebnoto-pravitelstvo-dava-oporni-tochki-na-BSP647747.html" target="_blank">https://offnews.bg/ikonomika/GERB-sluzhebnoto-pravitelstvo-dava-oporni-tochki-na-BSP647747.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> GERB &ndash; Politicheska programa na pp GERB. S&oacute;fia: Citizens for European Development of Bulgaria, 2017.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> REFORMIST BLOC &ndash; <i>Razum, Rodolyubie, Razvitie</i>. S&oacute;fia: Reformist Bloc, 2017.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> NEW REPUBLIC &ndash; <i>Programa za nova republika</i>. S&oacute;fia: New Republic, 2017.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> Yes, Bulgaria! &ndash; <i>Predizborna programa 2017</i>. S&oacute;fia: Movement Yes, Bulgaria, 2017.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> PARVANOV, Georgi &ndash; &laquo;Promyanata zapochva ot nas!&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abv-alternativa.bg/detajli-za-novina97/georgi-prvanov-nuzhna-e-dlboka-promjana-v-politicheskija-model-v-konstitucijata-v-zakona-za-politicheskite-partii.html" target="_blank">http://www.abv-alternativa.bg/detajli-za-novina97/georgi-prvanov-nuzhna-e-dlboka-promjana-v-politicheskija-model-v-konstitucijata-v-zakona-za-politicheskite-partii.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> NINOVA, Korneliya &ndash; &laquo;Rech na predsedatelya na BSP Korneliya Ninova pred 49-ya Kongres na partiyata&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://focus-news.net/opinion/2017/02/04/41740/rech-na-predsedatelya-na-BSP-korneliya-ninova-pred49-ya-kongres-na-partiyata.html" target="_blank">http://focus-news.net/opinion/2017/02/04/41740/rech-na-predsedatelya-na-BSP-korneliya-ninova-pred49-ya-kongres-na-partiyata.html</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> BSP &ndash; <i>Poiskay promyanata!.</i> S&oacute;fia: Bulgarian Socialist Party, 2017.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> DNEVNIK &ndash; &laquo;Korneliya Ninova: Demokratsiyata ni otne mnogo&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dnevnik.bg/politika/2017/03/19/2937751_korneliia_ninova_demokraciiata_ni_otne_mnogo/" target="_blank">http://www.dnevnik.bg/politika/2017/03/19/2937751_korneliia_ninova_demokraciiata_ni_otne_mnogo/</a>.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> DNEVNIK &ndash; &laquo;Ninova opredeli kato natsionalni predateli glasuvalite &bdquo;za&ldquo; CETA&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dnevnik.bg/bulgaria/2017/02/15/2918841_ninova_opredeli_kato_nacionalni_predateli_glasuvalite/" target="_blank">http://www.dnevnik.bg/bulgaria/2017/02/15/2918841_ninova_opredeli_kato_nacionalni_predateli_glasuvalite/</a>.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> UNITED PATRIOTS &ndash; <i>10 prioriteta na Obedinenite patrioti-ataka</i>, NFSB i VMRO. S&oacute;fia: United Patriots, 2017.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> SEGA &ndash; &laquo;&ldquo;Obedninenite patrioti&rdquo; blokiraha granitsata s Turtsia&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.segabg.com/article.php?id=847285" target="_blank">http://www.segabg.com/article.php?id=847285</a>.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> A palavra DOST tamb&eacute;m significa &laquo;amigo&raquo; em turco.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> ILIEV, Lyudmil &ndash; &laquo;Ankara otkrito prizovava izselnitsite da glasuvat za Mestan&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.segabg.com/article.php?id=845415" target="_blank">http://www.segabg.com/article.php?id=845415</a>.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> SPASOV, Svetoslav &ndash; &laquo;MVnR izvika turskiya poslanik zaradi agitatsiyata za DOST&raquo;. (Consultado em: 3 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.segabg.com/article.php?sid=2017030800040000202" target="_blank">http://www.segabg.com/article.php?sid=2017030800040000202</a>.</p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> DPS &ndash; <i>Predizborna programa</i>. S&oacute;fia: Movement for Rights and Freedoms, 2017.</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> KAPITAL &ndash; &laquo;Ahmed Dogan: Referendumat na Turtsia e za sultanat&raquo;. (Consultado em: 2 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2017/03/16/2936590_ahmed_dogan_referendumut_na_turciia_e_za_sultanat/" target="_blank">http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2017/03/16/2936590_ahmed_dogan_referendumut_na_turciia_e_za_sultanat/</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> VOLYA &ndash; <i>Upravlenska programa</i>. S&oacute;fia: Volya, 2017.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> KAPITAL &ndash; &laquo;Promenite v Izbornia kodeks&raquo;. (Consultado em: 2 de outubro de 2017). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2016/04/28/2751849_promenite_v_izborniia_kodeks/" target="_blank">http://www.capital.bg/politika_i_ikonomika/bulgaria/2016/04/28/2751849_promenite_v_izborniia_kodeks/</a>.</p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> Todos os dados eleitorais sobre as elei&ccedil;&otilde;es deste ano podem ser encontrados na fonte da <a href="#t2">Tabela 2</a> do ap&ecirc;ndice.</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> Os dados sobre NEPE e NEPP s&atilde;o fornecidos na <a href="#a1">Tabela 3 do ap&ecirc;ndice</a>.</p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> Todos os dados contextuais sobre o comportamento eleitoral apresentados nesta sec&ccedil;&atilde;o podem ser consultados nas tabelas 4 e 5 do ap&ecirc;ndice.</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> <i>Counicl of Ministers</i> &ndash; <i>Programa za upravlenie na pravitelstvoto na Republika Balgaria za perioda 2017-2021</i> g. S&oacute;fia: Council of Ministers, 2017.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AP&Ecirc;NDICE&nbsp;</b></p>     <P><img src="/img/revistas/ri/n56/n56a02a1.jpg"></p>     
<P><img src="/img/revistas/ri/n56/n56a02a2.jpg"></p>     
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<body><![CDATA[<P><img src="/img/revistas/ri/n56/n56a02a3.jpg"></p>     
<P><img src="/img/revistas/ri/n56/n56a02a4.jpg"></p>     
<P><img src="/img/revistas/ri/n56/n56a02a5.jpg"></p>     
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