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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Eficácia do neurofeedback no tratamento da ansiedade patológica e transtornos ansiosos: revisão sistemática da literatura]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neurofeedback efficacy in the anxiety disorder and pathological anxiety treatment: systematic literature review]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Neurofeedback, non-invasive treatment technique for neurological and psychiatric disorders, has been used as an alternative to drug treatment. This study has as an objective to analyze national and international literature on this technique efficacy in the anxiety and anxiety disorder treatment. A literature review of articles published between 2003 and 2014 of the main national and international databases was done. Fourteen articles systematized into three categories were found: used instruments, correlated brain areas and neurofeedback session average. Neurofeedback use positive evaluation and its efficacy were evidenced. It highlights the need for further studies that can reassure neurological training efficacy in the anxiety disorder and pathological anxiety treatment, bearing in mind the scarce publication aimed at this theme, mainly in the national context.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Efic&aacute;cia do neurofeedback no tratamento da ansiedade patol&oacute;gica e transtornos ansiosos: revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Neurofeedback efficacy in the anxiety disorder and pathological anxiety treatment: systematic literature review</b></font></p>     <p><b>Claudson Cerqueira Santana<sup>1</sup>, Menilde Ara&uacute;jo Silva Bi&atilde;o<sup>1 </sup></b></p>     <p><sup>1 </sup>Faculdade An&iacute;sio Teixeira, Departamento de Psicologia</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O neurofeedback, T&eacute;cnica n&atilde;o-invasiva de tratamento de transtornos neurol&oacute;gicos e psiqui&aacute;tricos vem sendo utilizado como uma alternativa ao tratamento medicamentoso. Este estudo tem como objetivo analisar a literatura nacional e internacional acerca da efic&aacute;cia desta t&eacute;cnica no tratamento da ansiedade e transtornos ansiosos. Foi feito um levantamento bibliogr&aacute;fico dos artigos publicados entre 2003 e 2014 das principais bases de dados nacionais e internacionais. Foram encontrados 14 artigos sistematizados em tr&ecirc;s categorias: instrumentos utilizados, &aacute;reas cerebrais correlatas e m&eacute;dia de sess&otilde;es de neurofeedback. Ficou evidenciado a avalia&ccedil;&atilde;o positiva do uso do neurofeedback e sua efic&aacute;cia. Ressalta-se a necessidade de mais estudos que possam reafirmar a efic&aacute;cia do treinamento neurol&oacute;gico no tratamento da ansiedade patol&oacute;gica e transtornos ansiosos, tendo em vista a escassa publica&ccedil;&atilde;o voltada para essa tem&aacute;tica, principalmente no contexto nacional.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: ansiedade, transtornos ansiosos, neurofeedback, treinamento neurol&oacute;gico</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neurofeedback, non-invasive treatment technique for neurological and psychiatric disorders, has been used as an alternative to drug treatment. This study has as an objective to analyze national and international literature on this technique efficacy in the anxiety and anxiety disorder treatment. A literature review of articles published between 2003 and 2014 of the main national and international databases was done. Fourteen articles systematized into three categories were found: used instruments, correlated brain areas and neurofeedback session average. Neurofeedback use positive evaluation and its efficacy were evidenced. It highlights the need for further studies that can reassure neurological training efficacy in the anxiety disorder and pathological anxiety treatment, bearing in mind the scarce publication aimed at this theme, mainly in the national context.</p>     <p><b>Keywords:</b> anxiety, anxiety disorders, neurofeedback, neurological training</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A ansiedade &eacute; um mecanismo biol&oacute;gico utilizado pelo organismo como prote&ccedil;&atilde;o diante de uma amea&ccedil;a. De modo geral &eacute; um sentimento desencadeado pela expectativa de algum evento, real ou n&atilde;o, que pode p&ocirc;r em risco a sobreviv&ecirc;ncia do organismo. Esse sentimento pode desencadear altera&ccedil;&otilde;es no Sistema Nervoso Aut&ocirc;nomo, que possui a fun&ccedil;&atilde;o de preparar o organismo para tomar as medidas necess&aacute;rias afim de que os poss&iacute;veis preju&iacute;zos n&atilde;o sejam concretizados (Vasconcelos, Costa &amp; Barbosa, 2008). </p>     <p>Segundo Lent (2001) &ldquo;as manifesta&ccedil;&otilde;es de ansiedade e estresse s&atilde;o consideradas rea&ccedil;&otilde;es normais at&eacute; o ponto - mal definido - em que come&ccedil;am a provocar sofrimento no indiv&iacute;duo&rdquo; (p. 664). Esse sofrimento pode levar ao desenvolvimento de um estado de ansiedade patol&oacute;gica e, como consequ&ecirc;ncia, ao desenvolvimento dos chamados Transtornos Ansiosos. (Vasconcelos, Costa &amp; Barbosa, 2008).</p>     <p>Nos Estados Unidos, um em cada quatro indiv&iacute;duos relata ter tido algum tipo de transtorno de ansiedade ao longo da vida, concentrando-se na popula&ccedil;&atilde;o jovem (25 e 44 anos), sendo mais comum em mulheres (Munaretti e Terra, 2007). Segundo Kessler, Ruscio, Shear e Wittchen (2009), as fobias espec&iacute;ficas apresentam alta preval&ecirc;ncia (6-12%), seguida pela fobia social (10%) e pelo TEPT (cerca de 7%). </p>     <p>No Brasil, um estudo realizado na cidade de S&atilde;o Paulo, mostrou que, dos 1.464 entrevistados, 4,2% foram diagnosticados com TAG, 1,6% com transtorno do p&acirc;nico, 2,1 % com agorafobia, 4,8% com fobia simples, 3,5% com fobia social e 0,3% com TOC (Andrade, Walters, Gentil e Laurenti, 2002). </p>     <p>Investiga&ccedil;&otilde;es de bases neurobiol&oacute;gicas v&ecirc;m sendo feitas ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas com o objetivo de compreender as altera&ccedil;&otilde;es ocorridas no sistema nervoso, tanto estrutural como a molecular. Os sintomas comuns dos transtornos de ansiedade s&atilde;o: sudorese, taquicardia, dilata&ccedil;&atilde;o da pupila, aumento da press&atilde;o arterial e da ventila&ccedil;&atilde;o pulmonar. Rodrigues (2011) afirma que h&aacute; participa&ccedil;&atilde;o direta da am&iacute;gdala, que avalia a natureza e o n&iacute;vel de intensidade da situa&ccedil;&atilde;o em que o indiv&iacute;duo est&aacute; exposto, dando uma conota&ccedil;&atilde;o afetiva.</p>     <p>As t&eacute;cnicas psicoter&aacute;picas t&ecirc;m contribu&iacute;do para tratamento dos transtornos ansiosos (Ara&uacute;jo, Melo &amp; Leite, 2007). A partir da segunda metade do s&eacute;culo XX, o treinamento neurol&oacute;gico por neurofeedback foi se desenvolvendo como alternativa n&atilde;o-medicamentosa (Neves, 2010). </p>     <p>O treinamento do neurofeedback &eacute; obtido a partir da atividade el&eacute;trica, observada pelo registro do eletroencefalograma (EEG). As altera&ccedil;&otilde;es el&eacute;tricas encef&aacute;licas da ansiedade evidenciam acelera&ccedil;&atilde;o na faixa High Beta (uma das ondas el&eacute;tricas) da regi&atilde;o motora e do c&oacute;rtex dorsolateral no hemisf&eacute;rio direito (Mascaro, 2012). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As pesquisas na &aacute;rea das neuroci&ecirc;ncias contribuem para o tratamento de doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas e neurol&oacute;gicas, com alternativas n&atilde;o-farmacol&oacute;gicas complementares. O presente estudo tem como objetivo analisar a literatura cient&iacute;fica nacional e internacional acerca do uso do treinamento neurol&oacute;gico por neurofeedback no tratamento de indiv&iacute;duos com ansiedade patol&oacute;gica ou transtornos ansiosos, entre os anos 2003 e 2014.</p>     <p><b>&nbsp;</b><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p>A revis&atilde;o foi feita a partir do levantamento bibliogr&aacute;fico das seguintes bases de dados cient&iacute;ficas: <i>The Cochrane Library</i>, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de (LILACS), PubMed, <i>Medical Literature Analysis and Retrieval System Online</i> (MEDLINE), <i>Scientific Eletronic Library Online </i>(Scielo Brasil e Espanha), Peri&oacute;dicos Eletr&ocirc;nicos de Psicologia (PePSIC), <i>Red de Revistas Cient&iacute;ficas de Am&eacute;rica Latina y el Caribe, Espa&ntilde;a y Portugal</i> (Redalyc) e PsycINFO. Foi realizado um levantamento de artigos emp&iacute;ricos publicados em espanhol, ingl&ecirc;s e portugu&ecirc;s. As palavras-chave utilizadas, nos tr&ecirc;s idiomas foram: &ldquo;Neurofeedback&rdquo;; &ldquo;biofeedback EEG&rdquo;; &ldquo;neuroterapia&rdquo; e &ldquo;ansiedade&rdquo;; &ldquo;transtornos ansiosos&rdquo;; &ldquo;transtorno obsessivo-compulsivo&rdquo;; &ldquo;transtornos de ansiedade generalizada&rdquo;; &ldquo;transtorno de estresse p&oacute;s-traum&aacute;tico&rdquo;; &ldquo;transtorno de p&acirc;nico&rdquo;. Como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o, todos os artigos deveriam ser emp&iacute;ricos, constituir de resumos que apresentem m&eacute;todo, resultados e discuss&atilde;o, serem publicados em l&iacute;ngua inglesa, portuguesa ou espanhola, independentemente do pa&iacute;s de publica&ccedil;&atilde;o, e serem publicados entre os anos 2003 e 2014.</p>     <p>Os artigos encontrados deveriam apresentar resultados que possu&iacute;ssem a rela&ccedil;&atilde;o do treinamento neurol&oacute;gico por neurofeedback com a ansiedade patol&oacute;gica ou transtornos ansiosos (Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno do P&acirc;nico, Transtorno do Estresse P&oacute;s-traum&aacute;tico), avaliando a sua efic&aacute;cia. Como crit&eacute;rio de exclus&atilde;o, n&atilde;o foram considerados aqueles artigos que n&atilde;o possu&iacute;am resultados associando a ansiedade ou transtornos ansiosos com o neurofeedback. N&atilde;o foram considerados, tamb&eacute;m, artigos que apresentaram interven&ccedil;&otilde;es com crian&ccedil;as e adolescentes, ou em pacientes que tenham algum tipo de ansiedade ou transtorno ansioso como etiologia secund&aacute;ria ou comorbidade. Artigos contendo pesquisas feitas com animais n&atilde;o-humanos n&atilde;o foram considerados.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><b>&nbsp;</b>Foram encontrados, ao total, 49 artigos, um em l&iacute;ngua espanhola, e 48 em l&iacute;ngua inglesa. Nas bases de dados em portugu&ecirc;s n&atilde;o foram encontrados nenhum estudo emp&iacute;rico ou ensaio cl&iacute;nico que fizesse associa&ccedil;&atilde;o do neurofeedback com a ansiedade patol&oacute;gica e os transtornos de ansiedade. Ap&oacute;s a filtragem, feita atrav&eacute;s dos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o, 14 artigos (28,57%) foram selecionados para esta revis&atilde;o sistem&aacute;tica. </p>     <p>Os artigos foram traduzidos e as informa&ccedil;&otilde;es foram apresentadas em um banco de dados, divididos nos seguintes t&oacute;picos: t&iacute;tulo, autores, revista, pa&iacute;s de publica&ccedil;&atilde;o, ano, objetivos, participantes, instrumentos, resultados, discuss&atilde;o e considera&ccedil;&otilde;es finais. Alimentado o banco de dados, os dados dos resultados obtidos foram agrupados em categorias. Essas categorias foram obtidas atrav&eacute;s das informa&ccedil;&otilde;es encontradas, analisando os instrumentos utilizados para avaliar a aplica&ccedil;&atilde;o do neurofeedback e, tamb&eacute;m, a utiliza&ccedil;&atilde;o do EEG, a participa&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o de grupo controle, o tipo de transtorno de ansiedade encontrado, a quantidade de sess&otilde;es de neurofeedback utilizadas, a &aacute;rea cerebral analisada com o EEG. Outras informa&ccedil;&otilde;es foram categorizadas para poss&iacute;veis hip&oacute;teses, como a quantidade de participantes, pa&iacute;s de realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, o aumento ou diminui&ccedil;&atilde;o dos sintomas dos transtornos por quantidade de participantes das pesquisas. </p>     <p>Dos 14 artigos encontrados, 5 (35,71 %) apresentam estudos acerca do uso do neurofeedback no tratamento da ansiedade patol&oacute;gica, ou seja, aquela que causa sofrimento ps&iacute;quico, mas que n&atilde;o entra dentro dos crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos apresentados pelo DSM-V como transtorno; 2 (14,28 %) apresentam sobre o neurofeedback com o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG); 5 (35,71%) com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e 2 (14,28%) com o Transtorno de Estresse P&oacute;s-Traum&aacute;tico (TEPT). N&atilde;o foi encontrado, em nenhuma base de dados e em nenhum dos tr&ecirc;s idiomas pesquisados, artigos onde houvesse associa&ccedil;&atilde;o do neurofeedback com o Transtorno do P&acirc;nico. </p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; regi&atilde;o de publica&ccedil;&atilde;o, 6 artigos (42,85 %) foram publicados na Am&eacute;rica, com a maior preval&ecirc;ncia nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA) e um no Canad&aacute;, 2 (14,28%) publicados na Europa (Escandin&aacute;via e Rep&uacute;blica Tcheca), e 6 (42,85%) artigos da &Aacute;sia (China, Turquia, &Iacute;ndia e Paquist&atilde;o). Dentre os mesmos artigos, 3 (21,42%) deles foram publicados antes do ano de 2010 (entre 2003 e 2009), e 11 (78,57%) artigos publicados entre os anos de 2010 e 2014. </p>     <p>Todos os artigos encontrados encaixaram-se dentro dos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, sendo todos emp&iacute;ricos, associando o neurofeedback com a ansiedade ou transtorno ansioso, onde os participantes da amostra foram submetidos a sess&otilde;es de neurofeedback e, logo ap&oacute;s, submetidos a instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o ou ao Eletroencefalograma (EEG), para analisar se houve ou n&atilde;o melhora dos sintomas e, em alguns artigos, em compara&ccedil;&atilde;o com o grupo controle. O <a href="#q1">quadro 1</a> apresenta, de forma detalhada, as informa&ccedil;&otilde;es contidas no m&eacute;todo de cada um dos artigos e que s&atilde;o pertinentes para este estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a06q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O valor da amostra apresenta varia&ccedil;&otilde;es na quantidade de indiv&iacute;duos submetidos ao treinamento, variando entre 2 participantes (Hammond, D. C., 2003) e 100 (Bhat, P., 2010). A quantidade de sess&otilde;es de neurofeedback tamb&eacute;m s&atilde;o bem vari&aacute;veis, dependendo de cada m&eacute;todo aplicado pelo (s) autor (es). Em rela&ccedil;&atilde;o aos tipos de instrumentos utilizados para avalia&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, pr&eacute; e p&oacute;s sess&otilde;es de neurofeedback, h&aacute; uma varia&ccedil;&atilde;o de testes aplicados, por&eacute;m todos dentro do contexto de avalia&ccedil;&atilde;o emocional e dos sintomas da ansiedade. Alguns estudos utilizaram o mesmo tipo de instrumento, para avaliar os sintomas de transtornos diferentes, e um artigo (Kluetsch, R., et. al., 2014) n&atilde;o utiliza nenhum tipo de instrumento para avalia&ccedil;&atilde;o. O instrumento mais aplicado, observado nos estudos foi o<i> Yale-Brown Obsessive- Compulsive Scale </i>(YBOCS), presente em 5 dos 14 artigos encontrados.</p>     <p>Alguns estudos, al&eacute;m de escalas de avalia&ccedil;&atilde;o, utilizaram o Eletroencefalograma (EEG) como forma de avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia do neurofeedback. Dos 14 artigos analisados, 4 (28,57%) fizeram uso do EEG, antes e ap&oacute;s as sess&otilde;es do treinamento. O uso dessa t&eacute;cnica de an&aacute;lise da atividade el&eacute;trica cerebral, al&eacute;m das de imageamento encef&aacute;lico, tanto como avalia&ccedil;&atilde;o, como para mapear as regi&otilde;es onde seriam o alvo do treinamento por neurofeedback, foi importante para analisar as &aacute;reas cerebrais envolvidas na ansiedade patol&oacute;gica e seus transtornos, e comparar com a literatura existente.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o do grupo controle, dos 14 artigos deste estudo, 7 (50%) fizeram parte da pesquisa, para serem avaliados com o grupo experimental e, posteriormente, comparados os resultados dos testes e/ou o EEG, para confirmar ou n&atilde;o a efic&aacute;cia do neurofeedback.</p>     <p><b>&nbsp;</b><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p><b>&nbsp;</b>Os artigos filtrados para este estudo apresentam alguns pontos que evidenciam a efic&aacute;cia ou n&atilde;o do treinamento neurol&oacute;gico por neurofeedback no tratamento da ansiedade patol&oacute;gica e os transtornos ansiosos, onde foram feitas compara&ccedil;&otilde;es entre os m&eacute;todos, resultados e discuss&atilde;o dos mesmos e, posteriormente, an&aacute;lise, com o intuito de responder as poss&iacute;veis hip&oacute;teses que foram levantadas neste estudo.</p>     <p><b>I - Utiliza&ccedil;&atilde;o de Instrumentos para Avalia&ccedil;&atilde;o do Neurofeedback</b></p>     <p>Dos 14 artigos deste estudo, 13 utilizaram testes e/ou escalas de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica para avaliar a efic&aacute;cia do Neurofeedback, pr&eacute; e p&oacute;s sess&otilde;es de treinamento. O instrumento mais utilizado foi o <i>Yale-Brown Obsessive- Compulsive Scale </i>(YBOCS). Em todos os artigos onde foi apresentada essa escala, houve melhora nas pontua&ccedil;&otilde;es que foram apresentadas, ou seja, os sintomas foram minimizados, quando comparados os resultados antes e ap&oacute;s as sess&otilde;es de neurofeedback. Vale chamar aten&ccedil;&atilde;o para um dos estudos sobre a avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia do Neurofeedback em indiv&iacute;duos com TOC (Surmeli T., Ertem A., 2011), em que foi utilizado o YBOCS, juntamente com o <i>Minnesota Multi-Phasic Personality Inventory</i> (MMPI), onde os 36 participantes foram contactados, dois anos ap&oacute;s o estudo, para uma entrevista acerca do seu estado de sa&uacute;de. Destes, 19 melhoraram ou permaneceram sem os sintomas do TOC, 9 tinham desenvolvido sintomas leves, mas que n&atilde;o trazem sofrimento ps&iacute;quico ou atrapalhem nas atividades cotidianas e, apenas 5 reincidentes. Pode-se perceber neste estudo que o uso do treinamento possui efeitos positivos a longo prazo, o que refor&ccedil;a a sua efic&aacute;cia. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos instrumentos, 5 foram utilizados em mais de uma patologia. Dentre eles, o <i>Beck's Depresseion Inventory </i>(BDI) foi utilizado como avalia&ccedil;&atilde;o nos estudos sobre TOC (Kop&#345;ivov&aacute; J. et. al. 2013; Joseph, G. A., et. al., 2009) e TAG (Hou, Y. et. al., 2013<b>)</b>; o <i>State and Trait Anxiety Inventory</i> (STAI) nos estudos de TAG (Hou, Y. et. al., 2013<b>)</b> e ansiedade patol&oacute;gica (Gilham, S. et. al., 2012); <i>Minnesota Multiphasic Inventory </i>(MMPI) nos estudos de TOC (Surmeli T., Ertem A., 2011) e ansiedade patol&oacute;gica (Hardt, J. V., 2012); <i>Inventory Padua</i> nos estudos de TOC (Hammond, D. C., 2003) e ansiedade patol&oacute;gica (Scheinost, D., et. al., 2013); e <i>PTSD Sympton Scale</i> (PSS) nos estudos de TEPT (Nelson, D. V., Esty, M. L. 2012) e ansiedade patol&oacute;gica (Gilham, S. et. al., 2012). Pode-se perceber, nessa compara&ccedil;&atilde;o que, 4 dos instrumentos que foram utilizados em mais de um transtorno, tem envolvimento com a ansiedade patol&oacute;gica, o que pode indicar que, como esta pode levar, posteriormente, ao desenvolvimento de um transtorno de ansiedade, a utiliza&ccedil;&atilde;o destes instrumentos para avali&aacute;-lo sinaliza a melhora ou n&atilde;o dos sintomas. </p>     <p>Dentre os artigos, um chamou aten&ccedil;&atilde;o por utilizar apenas dois participantes em seu m&eacute;todo de pesquisa (Hammond, D. C., 2003). Esse estudo apresenta, tanto o YBOCS como o Padua Inventory, como instrumentos de investiga&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia do neurofeedback. O autor traz que, em ambos os indiv&iacute;duos, os resultados do <i>Padua Inventory</i>, ap&oacute;s as sess&otilde;es de treinamento, apresentaram melhoras significativas e a manuten&ccedil;&atilde;o destes a longo prazo, em compara&ccedil;&atilde;o ao tratamento farmacol&oacute;gico, que apresentou melhoras modestas; e &agrave; terapia comportamental, com exposi&ccedil;&atilde;o de resposta, que demonstrou ser desagrad&aacute;vel e levou ao abandono do tratamento.</p>     <p>Em contraponto &agrave; pesquisa acima, o estudo indiano (Joseph, G. A., et. al., 2009) apresenta dados que n&atilde;o confirmam a efic&aacute;cia do neurofeedback no tratamento do TOC. 5 indiv&iacute;duos foram submetidos a 15 sess&otilde;es de treinamento neurol&oacute;gico, por&eacute;m o YBOCS e o <i>Hamilton Rating Escale for Anxiety</i> (HAM-A), demonstraram que os sintomas de obsess&atilde;o e compuls&atilde;o n&atilde;o sofreram altera&ccedil;&otilde;es se comparado com o grupo controle, mas melhora a respeito da ansiedade n&atilde;o espec&iacute;fica. O autor, comparando o estudo com o de Hammond (2003), apresenta que a diferen&ccedil;a na quantidade de participantes e a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de um grupo controle pode ter influ&ecirc;ncia na avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia do neurofeedback.</p>     <p><b>II - &Aacute;reas Cerebrais Envolvidas no Neurofeedback</b></p>     <p>Outro ponto de discuss&atilde;o diz respeito &agrave;s &aacute;reas corticais e subcorticais que sofreram altera&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s as sess&otilde;es de neurofeedback, observadas tanto pelo Eletroencefalograma (EEG) como por outras t&eacute;cnicas de mapeamento e imageamento cerebral. Dos 14 estudos desta revis&atilde;o, 10 descrevem as &aacute;reas encef&aacute;licas onde foram percebidas modifica&ccedil;&otilde;es em sua atividade el&eacute;trica.</p>     <p>&Ecirc;nfase maior &eacute; dada na regi&atilde;o do c&oacute;rtex frontal, onde h&aacute; maior incid&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es p&oacute;s sess&atilde;o de neurofeedback, mais especificamente o c&oacute;rtex pr&eacute;-frontal (TOC e TEPT), c&oacute;rtex orbitofrontal (Ansiedade patol&oacute;gica e TOC), giro frontal m&eacute;dio (TEPT) e c&oacute;rtex frontal medial (TOC). Nas outras regi&otilde;es corticais, pode-se perceber altera&ccedil;&otilde;es no c&oacute;rtex temporal (TEPT, TOC e Ansiedade patol&oacute;gica), c&oacute;rtex parietal (TEPT, TOC e TAG) e c&oacute;rtex occipital (TEPT, TOC e Ansiedade patol&oacute;gica). Al&eacute;m das regi&otilde;es corticais, 7 estudos apresentaram &aacute;reas onde as altera&ccedil;&otilde;es ocorreram em regi&otilde;es internas dos hemisf&eacute;rios cerebrais e &agrave;s regi&otilde;es subcorticais, podendo perceber altera&ccedil;&otilde;es no c&oacute;rtex cingulado (TOC, TEPT e Ansiedade patol&oacute;gica), regi&atilde;o insular (TEPT e TOC) e estruturas que comp&otilde;e o sistema l&iacute;mbico (TOC e Ansiedade Patol&oacute;gica). </p>     <p>Pode-se perceber, tamb&eacute;m, nesta revis&atilde;o, que h&aacute; predomin&acirc;ncia, nas regi&otilde;es onde altera&ccedil;&otilde;es foram presentes, do TEPT. Por conta da peculiaridade na sintomatologia deste transtorno, as altera&ccedil;&otilde;es cerebrais podem ocorrer em diversas regi&otilde;es. Um dos estudos sobre o TEPT (Nelson, D. V., Esty, M. L. 2012), feito com indiv&iacute;duos que estavam no campo de batalha da guerra do Vietn&atilde;, apresenta o treinamento por neurofeedback em toda a regi&atilde;o cortical, havendo estimula&ccedil;&atilde;o da mesma. Em compara&ccedil;&atilde;o com o estudo de Kristensen, Parente e Kaszniak (2006), que n&atilde;o faz parte dos artigos desta revis&atilde;o, apresenta que as principais &aacute;reas que s&atilde;o prejudicadas ap&oacute;s um evento estressor inclui o c&oacute;rtex pr&eacute;-frontal, o c&oacute;rtex visual de associa&ccedil;&atilde;o, hipocampo, giro cingulado, am&iacute;gdala e n&uacute;cleo <i>accumbens</i>. O que confirma o que foi apresentado pelo estudo acima.</p>     <p>Mascaro (2012) ressalta, em seus estudos, as principais &aacute;reas encef&aacute;licas onde ocorrem a hiper ou hipoatividade el&eacute;trica, sendo alvo do treinamento neurol&oacute;gico, com destaque para o c&oacute;rtex pr&eacute;-frontal dorsolateral, a &aacute;rea motora, e todo o lobo frontal bilateral. Os estudos apresentados corroboram com essa afirma&ccedil;&atilde;o, comprovando que h&aacute; altera&ccedil;&otilde;es da atividade el&eacute;trica nessas regi&otilde;es, o que, consequentemente, associando-se as fun&ccedil;&otilde;es de cada regi&atilde;o com os sintomas de cada tipo de transtorno, evidencia que a normaliza&ccedil;&atilde;o do registro cerebral contribui para a minimiza&ccedil;&atilde;o dos sintomas e, por fim, levando &agrave; melhora do quadro patol&oacute;gico do indiv&iacute;duo. Com isso, sup&otilde;e-se que, a converg&ecirc;ncia dos estudos apresentados, acerca da neurobiologia da ansiedade e seus transtornos, contribui para que o neurofeedback, ao trabalhar com as regi&otilde;es sinalizadas pelo EEG e/ou outras t&eacute;cnicas, apresente efic&aacute;cia na melhora dos sintomas da ansiedade patol&oacute;gica e transtornos de ansiedade.</p>     <p><b>&nbsp;</b><b>III - Quantidade de Sess&otilde;es de Neurofeedback como fator de Avalia&ccedil;&atilde;o de Efic&aacute;cia</b></p>     <p>Todos os artigos presentes nesta revis&atilde;o apresentam, em seus m&eacute;todos, a quantidade de sess&otilde;es de neurofeedback em que cada participante do estudo foi submetido. Nesta revis&atilde;o, pode-se perceber que os estudos de TOC apresentam maior quantidade de sess&otilde;es, seguida dos de ansiedade patol&oacute;gica, TEPT e TAG. Os dois &uacute;ltimos obtiveram menor valor por ambos terem dois estudos acerca da tem&aacute;tica. Vale ressaltar dois estudos desta revis&atilde;o, onde pode-se inferir se a quantidade de sess&otilde;es de treinamento &eacute; um fator ou n&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o de sua efic&aacute;cia. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O primeiro deles &eacute; o estudo de Kluetsch, R., et. al., (2014), que tem como objetivo investigar se uma &uacute;nica sess&atilde;o de neurofeedback est&aacute; relacionada com as diferentes oscila&ccedil;&otilde;es da rede de EEG. Nesse estudo, 21 indiv&iacute;duos, que sofreram algum tipo de abuso de inf&acirc;ncia, foram submetidos a apenas uma sess&atilde;o de neurofeedback, sendo precedida pela leitura da resson&acirc;ncia magn&eacute;tica funcional (fMRI). O estudo traz que o mesmo representou um primeiro passo na elucida&ccedil;&atilde;o dos poss&iacute;veis mecanismos neurocomportamentais ap&oacute;s as sess&otilde;es do treinamento, al&eacute;m de apresentar altera&ccedil;&otilde;es no EEG, apontando a tend&ecirc;ncia do organismo a manter a homeostase e a compensa&ccedil;&atilde;o cerebral. </p>     <p>O segundo &eacute; um estudo longitudinal de Surmeli T., Ertem A., (2011), cujo objetivo foi analisar a evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos sintomas de TOC e avaliar a efic&aacute;cia do neurofeedback. 36 indiv&iacute;duos resistentes ao uso de medica&ccedil;&atilde;o foram submetidos a 84 sess&otilde;es do treinamento neurol&oacute;gico, com duas sess&otilde;es di&aacute;rias de 60 minutos e intervalo de 30 minutos entre uma e outra. Os resultados apontam que houve melhora nos valores das escalas de avalia&ccedil;&atilde;o, onde os indiv&iacute;duos, considerados severos no in&iacute;cio do estudo, foram classificados como lim&iacute;trofes. Outro ponto observado foi que, por usarem a medica&ccedil;&atilde;o por mais de um ano, n&atilde;o eram observadas melhoras cl&iacute;nicas significativas e, ap&oacute;s as sess&otilde;es de neurofeedback, j&aacute; era percebida pelos instrumentos a mudan&ccedil;a cl&iacute;nica, sendo mantido esse resultado em boa parte dos participantes, dois anos depois da pesquisa, quando feito contato.</p>     <p>Em contraponto ao estudo anterior, onde foi percebido que o treinamento neurol&oacute;gico possui efic&aacute;cia maior que o tratamento farmacol&oacute;gico, o estudo desenvolvido por Bhat, P., (2010), feito com 100 pacientes com diagn&oacute;stico psiqui&aacute;trico e que foram submetidos a 40 sess&otilde;es de neurofeedback, demonstrou que, a curto prazo, tanto o tratamento medicamentoso como o treinamento s&atilde;o eficazes no tratamento dos sintomas da ansiedade, e sup&otilde;e que, a longo prazo, o neurofeedback pode apresentar uma melhor efic&aacute;cia.</p>     <p>Pode-se perceber que, tanto no estudo com apenas 1 sess&atilde;o de neurofeedback, e outro com 84 sess&otilde;es, houve melhoras, mesmo sendo m&iacute;nimas, a n&iacute;vel cerebral, como salientado no primeiro estudo, chegando a melhora no quadro cl&iacute;nico e de diagn&oacute;stico, sendo mantido dois anos ap&oacute;s o estudo. J&aacute; o terceiro artigo apresenta um resultado adverso, o que denota que n&atilde;o h&aacute; um padr&atilde;o na quantidade de sess&otilde;es para verificar se o neurofeedback &eacute; eficaz ou n&atilde;o, podendo variar pela metodologia aplicada na pesquisa e o objetivo proposto no estudo. </p>     <p>Os pontos destacados evidenciam a efic&aacute;cia do neurofeedback no tratamento da ansiedade patol&oacute;gica e os transtornos ansiosos. Pode-se perceber que a maioria dos instrumentos utilizados nos estudos apresentaram &iacute;ndices positivos em seus escores, o que demonstra uma diminui&ccedil;&atilde;o dos sintomas e, consequentemente, uma boa avalia&ccedil;&atilde;o do treinamento. Analisando as &aacute;reas cerebrais envolvidas, a apresenta&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas similares nos diferentes estudos demonstra a uniformidade das regi&otilde;es onde ocorrem altera&ccedil;&otilde;es da atividade el&eacute;trica, o que tamb&eacute;m evidencia, atrav&eacute;s dos equipamentos de imageamento cerebral, que h&aacute; uma normaliza&ccedil;&atilde;o dessa atividade, confirmando a efic&aacute;cia do neurofeedback. Pela m&eacute;dia de sess&otilde;es do treinamento das patologias estudadas, apesar de n&atilde;o haver evid&ecirc;ncias de que h&aacute; uma quantidade de sess&otilde;es onde se pode perceber a diminui&ccedil;&atilde;o de sintomas, a melhora dos mesmos, ainda que m&iacute;nimas, demonstra que o neurofeedback produz efeitos positivos.</p>     <p>Sendo assim, o treinamento neurol&oacute;gico por neurofeedback tem o potencial para ser uma op&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-medicamentosa para o tratamento de transtornos psiqui&aacute;tricos e neurol&oacute;gicos - no caso dessa revis&atilde;o, voltada para os transtornos de ansiedade. O que pode ser outra op&ccedil;&atilde;o utilizada por profissionais de sa&uacute;de, principalmente para indiv&iacute;duos resistentes &agrave; medica&ccedil;&atilde;o ou aqueles que n&atilde;o podem utilizar o tratamento farmacol&oacute;gico. Por&eacute;m, vale ressaltar que os estudos na &aacute;rea do neurofeedback, apesar de ser uma tend&ecirc;ncia, ainda s&atilde;o poucos, principalmente nos pa&iacute;ses da am&eacute;rica latina, em especial no Brasil, onde n&atilde;o foi achado nenhum estudo. Uma das poss&iacute;veis dificuldades para que isso ocorra &eacute; pelo acesso ao equipamento do neurofeedback, que &eacute; oneroso e n&atilde;o &eacute; produzido no pa&iacute;s, o que torna menos prov&aacute;vel a populariza&ccedil;&atilde;o dessa op&ccedil;&atilde;o de tratamento e, consequentemente, a possibilidade de pesquisas voltadas para a tem&aacute;tica.</p>     <p>Outro ponto a ser observado &eacute; que, atrav&eacute;s dos m&eacute;todos dos estudos dessa revis&atilde;o, notou-se que h&aacute; uma variabilidade no uso das t&eacute;cnicas de imageamento cerebral, pr&eacute; e p&oacute;s neurofeedback, para avaliar os seus resultados, o que carece de novos estudos para avaliar se essa varia&ccedil;&atilde;o pode trazer alguma modifica&ccedil;&atilde;o nos resultados obtidos pelo neurofeedback e no quadro cl&iacute;nico do indiv&iacute;duo.</p>     <p>Nos estudos apresentados, alguns fizeram uso de grupo controle como um mecanismo de afirma&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia do treinamento. Por&eacute;m, por n&atilde;o haver a participa&ccedil;&atilde;o do grupo em todos os estudos, a visualiza&ccedil;&atilde;o de uma avalia&ccedil;&atilde;o geral pode-se tornar mais dif&iacute;cil, al&eacute;m de apresentar poss&iacute;vel vi&eacute;s no resultado, o que faz necess&aacute;rio que haja estudos futuros feitos com o intuito de comparar pesquisas apresentadas na literatura que utilizam o grupo controle para avaliar o uso do neurofeedback e confirmar a avalia&ccedil;&atilde;o apresentada nesta revis&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>&nbsp;</b><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Agnihotri, H., Paul, M., Sandhu, J. S. (2008) The Comparative efficacy of two biofeedback techniques in the treatment of Generalized Anxiety Disorder. <i>Pakistan Journal of Social and Clinical Psichology</i>. <i>6</i>, 35-46. doi: 10.1.1.605.8140&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554189&pid=S1645-0086201800020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, S. R. C. D.; Mello, M. T. D.; Leite, J. R. (2007) Transtorno de ansiedade e exerc&iacute;cio f&iacute;sico.<i> Revista Brasileira de Psiquiatria</i>, S&atilde;o Paulo, <i>29</i> (2), 164- 171. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.br/pdf/rbp/v29n2/a15v29n2.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/rbp/v29n2/a15v29n2.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554190&pid=S1645-0086201800020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bhat, P. (2010) Efficacy of Alfa EEG wave biofeedback in the management of anxiety. <i>Ind. Psychiatriy Journal. 19</i> (2), 111-114. doi: 10.4103/0972-6748.90341&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554191&pid=S1645-0086201800020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gilham, S., Wild, H., Bayer, Z., Mitchell, M., Lewis-Sandberg, K., &amp; Colbert, A. (2012) Low Energy Neurofeedback system (LENS) for stress, anxiety and cognitive function: na exploratory study. <i>BMC, Complementary and Alternative Medicine. 12</i> (1), 1-145. doi: 10.1186/1472-6882-12-S1-P145&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554192&pid=S1645-0086201800020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hammond, C. (2003). QEEG-Guided Neurofeedback in the treatment of obsessive compulsive disorder. <i>Journal of Neurotherapy. 7</i> (2), 25-52. doi: 10.1300/J184v07n02_03&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554193&pid=S1645-0086201800020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hardt, James V. (2012) Alpha brain-wave&nbsp;neurofeedback&nbsp;training reduces psychopathology in a cohort of male and female Canadian aboriginals. <i>Advances Mind Body Medical. 26</i> (2) 8-12. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.biocybernaut.com/wp-content/uploads/2013/12/Advances-in-Mind-Body-Medicine-Beneficial-Changes-in-Personality.pdf" target="_blank">http://www.biocybernaut.com/wp-content/uploads/2013/12/Advances-in-Mind-Body-Medicine-Beneficial-Changes-in-Personality.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Hou, Y., Wang, Y-P., Zhan, S-Q., Li, N., Huang, Z-Y. &amp; Wang, L. (2013) A randomized controlled open-label study of right and left lateral EEG biofeedback tretament of generalized anxiety disorder. <i>Chinese Mental Health Journal.</i> <i>27</i> (3), 236-240. Dispon&iacute;vel em : <a href="http://en.cnki.com.cn/Article_en/CJFDTotal-ZXWS201303020.htm" target="_blank">http://en.cnki.com.cn/Article_en/CJFDTotal-ZXWS201303020.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554195&pid=S1645-0086201800020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Joseph, G. A., Das, B., Bhattacharya, A., Praharaj, S. K. (2009) Efficacy of neurofeedback in obsessive-compulsive disorder. <i>Indian Journal of Social Psychiatry. 25</i> (3-4), 101-105. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.researchgate.net/publication/279534018_EFFICACY_OF_NEUROFEEDBACK_IN_OBSESSIVE_COMPULSIVE_DISORDER" target="_blank">https://www.researchgate.net/publication/279534018_EFFICACY_OF_NEUROFEEDBACK_IN_OBSESSIVE_COMPULSIVE_DISORDER</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554197&pid=S1645-0086201800020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kessler, R. C., Ruscio, A. M., Shear, K. &amp; Wittchen, H. (2009) Epidemiology of Anxiety Disorders. In Anthony, M. M. &amp; Stein, M. B. (Orgs.). <i>Oxford Handbook of Anxiety and Related Disorders</i> (Chap. 2, pp. 19-33). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554198&pid=S1645-0086201800020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kluetsch, R. C., Ros, T., Th&eacute;berge, J., Frewen, P. A., Calhoun, V. D., Schmahl, C., Jetly, R., Lanius, R. A. (2014) Plastic Modulation of PTSD resting-state networks and subjective wellbeing by EEG neurofeedback. <i>Acta Psychiatrica Scandinavica. 130</i> (2), 123-136. doi: 10.1111/acps.12229&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554200&pid=S1645-0086201800020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Kop&#345;ivov&aacute; J.,&nbsp;Congedo M.,&nbsp;Raszka M.,&nbsp;Praško J.,&nbsp;Brunovsk&yacute; M.,&nbsp;Hor&aacute;&#269;ek J. (2013) Prediction of treatment response and the efect of independent component neurofeedback in obsessive-compulsive disorder: a randomized, sham-controlled, and double-blind study. <i>Neuropsychobiology. 67</i> (4), 210-223. doi: 10.1159/000347087</p>     <!-- ref --><p>Lent, R. (2001). <i>Cem Bilh&otilde;es de Neur&ocirc;nios: conceitos fundamentais em neuroci&ecirc;ncia</i>.<i> </i>S&atilde;o Paulo: Editora Atheneu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554202&pid=S1645-0086201800020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mascaro, L. (2012). <i>Para que Medica&ccedil;&atilde;o?: o treinamento neurol&oacute;gico por neurofeedback voltado ao tratamento n&atilde;o medicamentoso de depress&atilde;o, ansiedade e p&acirc;nico, d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o, dislexia, autismo, ins&ocirc;nia, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), stress p&oacute;s-traum&aacute;tico, TCE (traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico), quadros isqu&ecirc;micos.</i> Rio de Janeiro: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554204&pid=S1645-0086201800020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Munaretti, C. L. Terra, M. B. (2007) Transtornos de ansiedade: um estudo de preval&ecirc;ncia e comorbidade com tabagismo em uma ambulat&oacute;rio de psiquiatria<i>. </i><i>Jornal Brasileiro de Psiquiatria</i>, <i>56</i> (2), 108-115. doi: 10.1590/S0047-20852007000200006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554206&pid=S1645-0086201800020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nelson, David V., Esty, Mary L., (2012) Neurotherapy of traumatic brain injury/posttraumatic stress symptoms in OEF/OIF veterans. <i>The Journal of Neuropsychiatry and Clinical Nerosciences. 24</i> (2), 237-240. doi: 10.1176/appi.neuropsych.11020041&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554207&pid=S1645-0086201800020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Neves, Armando R. (2010) Biofeedback em terapia cognitivo-comportamental<i>. Arquivos M&eacute;dicos dos Hospitais e da Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas da Santa Casa de S&atilde;o Paulo</i>, <i>55</i>(3), 127-132. doi: 10.1590/S1413-82712013000100014&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554208&pid=S1645-0086201800020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Rodrigues, C. L. Aspectos neuropsicol&oacute;gicos dos transtornos de ansiedade na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia: um estudo comparativo entre as fases pr&eacute; e p&oacute;s-tratamento medicamentoso. 2011. 146 f (Disserta&ccedil;&atilde;o). Programa de Psiquiatria. Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo. </p>     <!-- ref --><p>Scheinost, D., Stoica, T., Saksa, J., Papademetris, X., Constable, R. T., Pittenger, C., Hampson, M. (2013) Orbitofrontal cortex neurofeedback produces lasting changes in contamination anxiety and resting-state connectivity. <i>Transl Psychiatry. 3</i>(250) 1-6. doi: 10.3791/3535&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554210&pid=S1645-0086201800020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Scheinost, D., Stoica, T., Wasylink, S., Gruner, P., Saksa, J., Pittenger, C., Hampson, M. (2014) Resting state functional connectivity predicts&nbsp;neurofeedback&nbsp;response. <i>Frontiers in Behavioral Neuroscience. 8</i>(338), 1-7. doi:10.1038/tp.2013.24&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554211&pid=S1645-0086201800020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Surmeli T., Ertem A. 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