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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Exercício físico e satisfação com a vida: Um estudo com adolescentes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study had the purpose to investigate how exercise could affect one’s satisfaction in one’s life. The study concerned a sample of 219 adolescents, in which 109 were male and 110 were female (n=219), with ages ranging from twelve to seventeen. The average verified age was 14.42 years. The instrument used as a variable for "life satisfaction" was the Satisfaction with Life Scale(SWLS) of Diener, Emmons, Larsen, e Griffin (1985), translated and adjust by Neto (1990, 1993), and as a variable in "exercises" was the Scale of moderate and vigorous Physical Activity of Prochaska, Sallis e Long (2001). The results demonstrated that the individuals that exercise demonstrated higher levels of satisfaction in life than those who didn’t exercise. It also provided evidence that the males demonstrated higher levels of participation in exercises and life satisfaction in relation to the females.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[exercício físico]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><b>Exercício físico e satisfação com a vida: Um estudo com adolescentes</b></p>
	    <p><b>Exercise and satisfaction with life: A study with teens</b></p>
    <p>&nbsp;</p>
	    <p><b>Catarina Lucas, Cl&eacute;mence Freitas, Cristina Oliveira,Manuela Machado, Maria Monteiro</b></p>

	
	
	    <p>Hospital Amato Lusitano, Castelo Branco, Portugal.</p>
	    <p> Contato:<a href="mailto:catarina.lucas@live.com.pt">catarina.lucas@live.com.pt</a></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>RESUMO</b></p>
	    <p>O presente estudo teve como principal objectivo investigar em que medida o exerc&iacute;cio f&iacute;sico influencia a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. A amostra foi constitu&iacute;da por 219 adolescentes, dos quais 109 do sexo masculino e 110 do sexo feminino com idades compreendidas entre os doze e os dezassete anos. A m&eacute;dia de idades verificada foi de 14,42 anos. Foram utilizados como instrumentos para a vari&aacute;vel "satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida" a Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida (SWLS) de Diener, Emmons, Larsen e Griffin (1985), traduzida e adaptada por Neto (1990, 1993), e para a vari&aacute;vel "exerc&iacute;cio f&iacute;sico" foi utilizada a Escala de Actividade F&iacute;sica moderada a vigorosa de Prochaska, Sallis e Long (2001). Os resultados demonstraram que os indiv&iacute;duos que praticam exerc&iacute;cio f&iacute;sico apresentam maiores n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida do que aqueles que n&atilde;o praticam exerc&iacute;cio f&iacute;sico. Observou&#45;se tamb&eacute;m que o sexo masculino apresenta maiores n&iacute;veis de pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo feminino, assim como maiores n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras&#45;chave:</b> exerc&iacute;cio f&iacute;sico, satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, adolescent</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>ABSTRACT</b></p>
	    <p>This study had the purpose to investigate how exercise could affect one&rsquo;s satisfaction in one&rsquo;s life.&nbsp; The study concerned a sample of 219 adolescents, in which 109 were male and 110 were female (n=219), with ages ranging from twelve to seventeen.&nbsp; The average verified age was 14.42 years.&nbsp; The instrument used as a variable for "life satisfaction" was the Satisfaction with Life Scale(SWLS) of &nbsp;Diener, Emmons, Larsen, e Griffin (1985), translated and adjust by Neto (1990, 1993), and as a variable in "exercises" was the Scale of moderate and vigorous Physical Activity of Prochaska, Sallis e Long (2001). The results demonstrated that the individuals that exercise demonstrated higher levels of satisfaction in life than those who didn&rsquo;t exercise.&nbsp; It also provided evidence that the males demonstrated higher levels of participation in exercises and life satisfaction in relation to the females.</p>

	    <p><b>Key&#45;Words</b>: exercise, life satisfaction, adolescents</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o foi efectuada no &acirc;mbito da tem&aacute;tica de estudos de "Psicologia do Exerc&iacute;cio e Sa&uacute;de", tendo como objectivo verificar a exist&ecirc;ncia, ou n&atilde;o exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o entre a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Concebemos este tema tendo por base a actualidade do assunto e o facto de cada vez mais se tentar estabelecer uma liga&ccedil;&atilde;o entre a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico e a satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal. Al&eacute;m disso &eacute; necess&aacute;rio que se efectue uma consciencializa&ccedil;&atilde;o junto dos adolescentes para a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico e para as vantagens que este acarreta.</p>

	    <p>Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), "a Sa&uacute;de consiste num estado de completo bem&#45;estar f&iacute;sico, social e mental e n&atilde;o apenas na simples aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a". (WHO, 1948).</p>

	    <p>Nesta perspectiva, a actividade f&iacute;sica tem tido cada vez mais impacto na satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Segundo Pavot e Diener (1993), a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida envolve um julgamento cognitivo consciente acerca da vida da pr&oacute;pria pessoa em que os crit&eacute;rios para tal julgamento s&atilde;o&#45;lhe intimamente inerentes. Relaciona&#45;se com a experi&ecirc;ncia de vida em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s v&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es da exist&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo. A satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida &eacute; uma aprecia&ccedil;&atilde;o cognitiva de alguns aspectos espec&iacute;ficos na vida como a sa&uacute;de, o trabalho, as condi&ccedil;&otilde;es de moradia, as rela&ccedil;&otilde;es sociais, a autonomia entre outros, ou seja, um processo de avalia&ccedil;&atilde;o geral da pr&oacute;pria vida segundo um crit&eacute;rio pr&oacute;prio (Joia, Ruiz, &amp; Donalisio, 2007).</p>

	    <p>Os autores Bouchard e Shepard (1994), referindo&#45;se aos factores que afectam a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica, identificaram o meio social como a combina&ccedil;&atilde;o dos condicionantes sociais, culturais, econ&oacute;micos e pol&iacute;ticos que interferem na ader&ecirc;ncia a actividades f&iacute;sicas, na condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica relacionada com a sa&uacute;de e no estado de sa&uacute;de.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tal como sugeriram McDowell, McKenna e Naylor (1999), a pr&aacute;tica regular de actividade f&iacute;sica ajuda a prevenir e reduzir o risco associado a certas doen&ccedil;as, al&eacute;m de produzir um efeito ben&eacute;fico noutro tipo de doen&ccedil;as como a osteoporose, diabetes, hipertens&atilde;o e depress&atilde;o.</p>

	    <p>Indo ao encontro daquilo que Oliveira e Rolim proferiram, Berger e McInman (1993; cit. por Ara&uacute;jo, Calmeiro, &amp; Palmeira, 2005) o exerc&iacute;cio f&iacute;sico reduz tamb&eacute;m os estados de depress&atilde;o e de ansiedade, ajuda a controlar o peso corporal, reduz a tens&atilde;o arterial, mant&eacute;m o bom funcionamento do sistema m&uacute;sculo&#45;esquel&eacute;tico e melhora a mobilidade dos idosos. Al&eacute;m disso melhora a auto&#45;estima e promove efeitos positivos associados &agrave; interac&ccedil;&atilde;o social.</p>

	    <p>Num outro estudo foram exploradas as rela&ccedil;&otilde;es entre a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e a actividade f&iacute;sica em adolescentes. Deste modo, observou&#45;se que n&atilde;o realizar qualquer tipo de exerc&iacute;cio nem participar em qualquer tipo de actividade f&iacute;sica conduz, a uma reduzida satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (Valois, Zullig, Huebner, &amp; Drane, 2004).</p>

	    <p>Grosso modo, parece evidente que a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico est&aacute; associada a maiores n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e felicidade (Stubbe, de Moor, Boomsma, &amp; de Geus, 2007), sendo que ao longo da revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica foi encontrada outra investiga&ccedil;&atilde;o que vem refor&ccedil;ar esta ideia. Foi estudado o efeito de um programa de exerc&iacute;cio funcional em mulheres com excesso de peso e foram medidas diversas vari&aacute;veis fisiol&oacute;gicas, bem como o &Iacute;ndice de Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida tendo&#45;se verificado melhores resultados nas vari&aacute;veis fisiol&oacute;gicas, assim como uma evolu&ccedil;&atilde;o positiva nos &iacute;ndices de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida naquelas que foram submetidas a um programa de actividade f&iacute;sica (Grant, Todd, Aitchison, Kelly, &amp; Stoddart, 2004). Do mesmo modo, McCullagh, Murphy e Mater (2008) num outro estudo, chegaram a resultados semelhantes aos referidos anteriormente.</p>

	    <p>Num estudo ainda recente verificou&#45;se que as mulheres que eram mais activas fisicamente revelaram significativamente menos sintomas som&aacute;ticos, uma auto&#45;estima muito mais valorizada e uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Os resultados revelaram ent&atilde;o uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre a actividade f&iacute;sica e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, concluindo&#45;se assim, que ser fisicamente activo, incrementa a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (Elavsky, &amp; McAuley, 2004).</p>

	    <p>O exerc&iacute;cio f&iacute;sico regular tem uma influ&ecirc;ncia positiva no tratamento de mulheres com depress&atilde;o, verificando que as praticantes reduzem mais significativamente os seus n&iacute;veis de depress&atilde;o, o que por conseguinte aumenta a sua satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (Vieira, Porcu, &amp; Rocha, 2007).</p>

	    <p>Mulheres activas, comparativamente com mulheres sedent&aacute;rias, registaram valores significativamente superiores na satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (Diener, 1984). De acordo com v&aacute;rios estudos, podemos afirmar que o exerc&iacute;cio f&iacute;sico acarreta benef&iacute;cios n&atilde;o s&oacute; para os jovens, mas para a popula&ccedil;&atilde;o em geral (Barriopedro, Era&ntilde;a, &amp; Mallol, 2001). A pr&aacute;tica regular da actividade f&iacute;sica de tipo aer&oacute;bico ou de fortalecimento muscular e as mudan&ccedil;as para a adop&ccedil;&atilde;o de um estilo de vida activo no dia&#45;a&#45;dia do indiv&iacute;duo s&atilde;o parte fundamental de uma viv&ecirc;ncia com sa&uacute;de e qualidade (Matsudo, 2006). Concretamente na adolesc&ecirc;ncia, o exerc&iacute;cio torna&#45;se um elemento facilitador na busca da melhoria da qualidade da sua vida (Gasp&aacute;ri, &amp; Schwartz, 2001).</p>

	    <p>Num &acirc;mbito geral, parece evidente que os rapazes tendem a ser fisicamente mais activos que as raparigas, sobretudo em eventos associados &agrave; pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico ou desporto. Com a idade, os n&iacute;veis de pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica habitual tendem a reduzir, principalmente entre as raparigas. Os rapazes que pertencem a uma classe socioecon&oacute;mica mais alta mostraram ser mais activos fisicamente, pelo contr&aacute;rio nas raparigas observa&#45;se a situa&ccedil;&atilde;o inversa: as mais activas fisicamente pertencem &agrave; uma classe socioecon&oacute;mica mais privilegiada (Guedes, Guedes, Barbosa, &amp; Oliveira, 2001). Assim, quando existe incentivo &agrave; pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, este torna&#45;se um h&aacute;bito, e com o passar dos anos aumenta a probabilidade deste comportamento se manter (Azevedo, Ara&uacute;jo, Silva, &amp; Hallal, 2007).</p>

	    <p>Para verificar a consist&ecirc;ncia destes artigos, formulamos os seguintes objectivos que orientaram a presente investiga&ccedil;&atilde;o:</p>

	    <p>1&#45;&nbsp; Analisar a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida em adolescentes de ambos os sexos;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2&#45;&nbsp; Analisar as diferen&ccedil;as entre os sexos quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico nos adolescentes;</p>

	    <p>3&#45;&nbsp; Analisar os diferentes n&iacute;veis de frequ&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico com os diferentes n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida nos adolescentes.</p>

	    <p>Para al&eacute;m disto, e baseando&#45;nos na nossa revis&atilde;o da literatura, avan&ccedil;amos com a explora&ccedil;&atilde;o da ideia de que quanto maior os n&iacute;veis de frequ&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, maiores ser&atilde;o os n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>MÉTODO</b></p>

	    <p>Este estudo &eacute; de natureza quantitativa, transversal, tendo a amostra sido recolhida numa popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o cl&iacute;nica, assim como comparativo e quasi&#45;experimental. Na sua ess&ecirc;ncia, &eacute; um estudo descritivo e explorat&oacute;rio, na medida em que procura verificar como se influenciam vari&aacute;veis numa amostra ainda n&atilde;o estudada.</p>

	    <p><i>Participantes</i></p>

	    <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo foram inquiridos 219 adolescentes, 109 do sexo masculino e 110 do sexo feminino, residentes no norte de Portugal, com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos. A m&eacute;dia das idades dos participantes situa&#45;se nos 14,42 anos e o desvio padr&atilde;o &eacute; de 1,59.</p>

	    <p>Para uma melhor an&aacute;lise dos dados, agrup&aacute;mos a amostra em subgrupos de acordo com as vari&aacute;veis a considerar. Deste modo, dividimos a amostra de acordo com a frequ&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico em inactivos, insuficientemente activos, moderadamente activos e muito activos, bem como de acordo com o facto de atingirem ou n&atilde;o as recomenda&ccedil;&otilde;es da pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico.</p>

	    <p>Esta amostra n&atilde;o &eacute; representativa da popula&ccedil;&atilde;o adolescente em geral, sendo por isso a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados um pouco limitada.</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Material</i></p>

	    <p>A operacionaliza&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis foi realizada atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de dois question&aacute;rios relacionados com o Exerc&iacute;cio F&iacute;sico e a Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida. Para a vari&aacute;vel Exerc&iacute;cio F&iacute;sico foi utilizada a <i>Escala de Actividade F&iacute;sica moderada a vigorosa</i> (Prochaska, Sallis, &amp; Long, 2001)<i>.</i></p>

	    <p>Enquanto para a vari&aacute;vel Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida foi aplicada a <i>Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida</i> (SWLS; Diener, Emmons, Larsen, &amp; Griffin, 1985; vers&atilde;o traduzida e adaptada por Neto, 1990, 1993).</p>

	    <p>Seguidamente proceder&#45;se&#45;&aacute; &agrave; descri&ccedil;&atilde;o de cada um dos question&aacute;rios separadamente, quanto &agrave;s tem&aacute;ticas e &agrave;s caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas.</p>

	    <p>Escala de Actividade F&iacute;sica moderada a vigorosa <i>&#45;</i> A Escala de Actividade F&iacute;sica moderada a vigorosa foi desenvolvida por Prochaska e colaboradores (2001) e foi baseada em itens do Youth Risk Behavior Survey. &Eacute; uma escala de auto&#45;resposta composta por dois &uacute;nicos itens que avaliam o n&uacute;mero de dias em que os indiv&iacute;duos fazem exerc&iacute;cio f&iacute;sico pelo menos por uma hora nos &uacute;ltimos 7 dias, bem como numa semana normal. Para o c&aacute;lculo dos n&uacute;meros de incid&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico fizemos a m&eacute;dia dos dois itens. A "actividade f&iacute;sica vigorosa" &eacute; definida como a que "aumenta a tua pulsa&ccedil;&atilde;o, ao ponto de ficares ofegante (respirar depressa e com dificuldade) e/ou transpirares", por exemplo, a corrida ou o jogar futebol. O que &eacute; mensurado s&atilde;o os dias por semana em que os adolescentes acumulam pelo menos 60 minutos de pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico.</p>

	    <p>Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida<i>&#45;</i> A SWLS &eacute; uma escala de auto&#45;resposta desenvolvida por Diener, et al. (1985) que permite avaliar aprecia&ccedil;&otilde;es cognitivas globais dos sujeitos acerca da sua pr&oacute;pria vida. &Eacute; constitu&iacute;da por uma escala de 5 itens do tipo <i>Likert,</i> sendo o resultado global obtido pela soma das cota&ccedil;&otilde;es de cada item, podendo variar entre 5 e 25 pontos, correspondendo a nota mais baixa a uma menor satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e a mais alta a uma satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida mais elevada. Embora n&atilde;o permita avaliar a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida em dom&iacute;nios espec&iacute;ficos como a sa&uacute;de ou as finan&ccedil;as, permite, no entanto, que os sujeitos ponderem e integrem estes dom&iacute;nios do modo como melhor entenderem. Assim, quanto maior for a pontua&ccedil;&atilde;o obtida, melhor &eacute; a aprecia&ccedil;&atilde;o cognitiva do sujeito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua pr&oacute;pria vida.</p>

	    <p>Neste estudo utilizou&#45;se a vers&atilde;o portuguesa adaptada por Neto (1993), sendo que no seu estudo observou&#45;se um coeficiente de consist&ecirc;ncia interna de 0,78.</p>

	    <p><i>Procedimentos</i></p>

	    <p>Ap&oacute;s seleccionarmos a amostra, procedemos &aacute; entrega dos inqu&eacute;ritos, que foram aplicados e recolhidos pelas pr&oacute;prias autoras do estudo, o que constituiu uma abordagem directa aos indiv&iacute;duos que caracterizam a amostra, explicando os objectivos e condi&ccedil;&otilde;es destes e esclarecendo eventuais d&uacute;vidas quanto aos objectivos e metodologias utilizadas na investiga&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m garantimos aos participantes o anonimato e a confidencialidade dos dados obtidos, bem como a sua utiliza&ccedil;&atilde;o exclusiva num trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>


	    <p><i>An&aacute;lise Estat&iacute;stica</i></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados adquiridos, utiliz&aacute;mos a vers&atilde;o 15.0 do SPSS (<i>Statistical Package for the Social Sciences).</i> Inicialmente fizemos uma an&aacute;lise explorat&oacute;ria dos dados, para verificarmos poss&iacute;veis erros ou valores em falta, o que tal n&atilde;o se observou. Tamb&eacute;m test&aacute;mos a consist&ecirc;ncia interna que se refere &agrave; an&aacute;lise da fiabilidade de uma escala ou de um factor, e verificamos que a escala &eacute; razoavelmente consistente e fi&aacute;vel com um "a" de Cronbach de 0,73. Procedemos ent&atilde;o &agrave; an&aacute;lise comparativa dos dados, utilizando testes <i>t</i> de <i>Student</i> de modo a comparar dois subgrupos, por exemplo, para comparar diferen&ccedil;as entre os sexos no que diz respeito &agrave; frequ&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, bem como a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) univariada de forma a comparar tr&ecirc;s ou mais subgrupos, como por exemplo para compararmos as diferen&ccedil;as entre os quatro subgrupos definidos de acordo com os n&iacute;veis de frequ&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico no que diz respeito &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Por &uacute;ltimo, efectuamos uma correla&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e o exerc&iacute;cio f&iacute;sico.</p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p><b>RESULTADOS</b></p>

	    <p>Ap&oacute;s o tratamento dos dados recolhidos, procedemos &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos resultados obtidos, de acordo com as vari&aacute;veis em estudo.</p>

	    <p>No quadro 1 &eacute; apresentada a an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis em estudo, em que analis&aacute;mos a m&eacute;dia e o desvio&#45;padr&atilde;o. Deste modo, para o &iacute;ndice total de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida a m&eacute;dia &eacute; de 17,95 e o desvio&#45;padr&atilde;o &eacute; de 3,40.</p>
    <p>&nbsp;</p>
	    <p>Quadro 1</p>
	    <p>Média, desvio-padrão, Skewness. Kurtosis e ? de Cronbach das variáveis em estudo</p>
	    <p><img src="/img/revistas/psd/v13n1/13n1a07q1.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos dois quadros seguintes est&atilde;o representados os dados das frequ&ecirc;ncias referentes &agrave; pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico. Deste modo, no quadro 2 podemos verificar que 7,8% dos adolescentes inquiridos s&atilde;o considerados inactivos, 32,4% s&atilde;o insuficientemente activos, 35,2% inserem&#45;se no grupo moderadamente activo e, por &uacute;ltimo, 24,7% dos adolescentes s&atilde;o muito activos. Por outro lado, no quadro 3, podemos verificar que 75,3% dos adolescentes abordados n&atilde;o atingem as recomenda&ccedil;&otilde;es aconselhadas para a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, sendo que apenas 24,7% est&atilde;o no n&iacute;vel recomendado, o qual se refere &agrave; ocorr&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico ao longo de 5 ou mais dias, durante 60 minutos.</p>
    <p>&nbsp;</p>
	    <p>Quadro 2</p>
	    <p>Subgrupo de adolescentes, definido de acordo com a frequência de exercício físico</p>
	    <p><img src="/img/revistas/psd/v13n1/13n1a07q2.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>

	    <p>Quadro 3</p>
	    <p> Subgrupo de adolescentes, definido de acordo com o atingir ou não das recomendações</p>
	    <p><img src="/img/revistas/psd/v13n1/13n1a07q3.jpg"></p>
    
<p>&nbsp;</p>
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Seguidamente, comparamos atrav&eacute;s do teste <i>t</i> de <i>Student</i> os valores de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida tanto do sexo masculino como do feminino (ver quadro 4), verificando que os membros do sexo masculino apresentam uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (18,34&plusmn;3,50) do que os do sexo feminino (17,55&plusmn;3,27), embora essa diferen&ccedil;a n&atilde;o seja estatisticamente significativa.</p>
    <p>&nbsp;</p>
	
	    <p><a name="q4"></a><a href="#topq4">Quadro 4</a></p>
	    <p>Comparação entre os valores de Satisfação com a Vida em função das variáveis em estudo</p>
	    <p><img src="/img/revistas/psd/v13n1/13n1a07q4.jpg"></p>
	
	    
<p>&nbsp;</p>
	
	    <p>No quadro 4 est&atilde;o representados os valores de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida para os indiv&iacute;duos que atingem ou n&atilde;o as recomenda&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico. Assim sendo, os sujeitos que atingem as recomenda&ccedil;&otilde;es apresentam, claramente, uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (19,52&plusmn;2,76) do que os que n&atilde;o atingem (17,43&plusmn;3,44).</p>

	    <p>Verific&aacute;mos igualmente que os indiv&iacute;duos do sexo masculino praticam significativamente mais exerc&iacute;cio f&iacute;sico do que os do feminino, e apresentamos no <a href="#q4">quadro 4</a><a name="topq4"></a> os valores referentes a ambos os sexos: 3,83&plusmn;1,64 dias para o masculino e 2,00&plusmn;1,61 dias para o feminino.</p>

	    <p>Realiz&aacute;mos do mesmo modo uma an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) para compararmos os valores de satisfa&ccedil;&atilde;o com a 
	vida entre os quatro subgrupos definidos de acordo com a frequ&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico (ver <a href="#q4">quadro 4</a>). Assim, apenas a partir do n&iacute;vel mais elevado de frequ&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico (muito activos) &eacute; que se verificam n&iacute;veis mais elevados de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (19,52&plusmn;2,76), apesar de ter sido verificado um valor elevado no subgrupo inactivo (18,29&plusmn;3,53).</p>

	    <p>Finalmente, por &uacute;ltimo, efectuamos uma correla&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e o exerc&iacute;cio f&iacute;sico e encontr&aacute;mos uma correla&ccedil;&atilde;o positiva e significativa entre as duas dimens&otilde;es (r=0,28; p&lt;0,001).</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>	
	
	    <p><b>DISCUSSÃO</b></p>

	    <p>Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados, conclu&iacute;mos que os mesmos est&atilde;o em conformidade com os estudos j&aacute; publicados e mencionados na introdu&ccedil;&atilde;o sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre o exerc&iacute;cio f&iacute;sico e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida.</p>

	    <p>O exerc&iacute;cio f&iacute;sico proporciona benef&iacute;cios a n&iacute;vel psicol&oacute;gico, na medida em que permite aos jovens aumentar a sua auto&#45;confian&ccedil;a e auto&#45;estima melhorando as rela&ccedil;&otilde;es de interac&ccedil;&atilde;o com os outros, diminuindo os n&iacute;veis de stress e consequentemente melhorando a sa&uacute;de mental, aumentando a satisfa&ccedil;&atilde;o com a pr&oacute;pria vida. Nos adolescentes, a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio regular permite entre outras coisas um maior conv&iacute;vio e proximidade entre os jovens. Al&eacute;m disso f&aacute;&#45;los sentir&#45;se mais seguros de si mesmos e das rela&ccedil;&otilde;es que estabelecem dentro do seu grupo. Consequentemente, esta seguran&ccedil;a transmitir&aacute; ao adolescente maiores n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Esta ideia vai de encontro aquilo que foi proposto por Valois, et. al. (2004) que afirmaram que um menor envolvimento em actividades f&iacute;sicas revela menores &iacute;ndices de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida.</p>

	    <p>Os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o revelaram que os n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida s&atilde;o mais elevados no grupo que pratica exerc&iacute;cio f&iacute;sico muito activamente, apesar de termos obtido um resultado relativamente elevado no grupo inactivo, que pode ser explicado por outros factores que n&atilde;o o exerc&iacute;cio f&iacute;sico. Verificamos tamb&eacute;m que &eacute; nos rapazes que se verifica uma maior ader&ecirc;ncia &agrave; pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico e, consequentemente, &eacute; tamb&eacute;m no sexo masculino que se registam maiores &iacute;ndices de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Esta conclus&atilde;o confirma aquilo que j&aacute; anteriormente foi referido por Guedes, et. al. (2001) que sugeriram que os rapazes s&atilde;o fisicamente mais activos que as raparigas.</p>

	    <p>Os nossos resultados v&atilde;o assim de encontro ao estudos referidos no in&iacute;cio desta investiga&ccedil;&atilde;o, da&iacute; podermos afirmar 
	convictamente que a pr&aacute;tica regular de exerc&iacute;cio f&iacute;sico &eacute; ben&eacute;fica em praticamente todos os aspectos f&iacute;sicos e 
	psicol&oacute;gicos do ser humano, assim como aumenta significativamente os n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida.</p>

	    <p>&nbsp;</p> 
	
	    <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>

	    <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, D., Calmeiro, L., &amp; Palmeira, A. (2005). Inten&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica de actividade f&iacute;sica. 
	<i>Cuadernos de Psicologia del Deporte</i>, <i>5</i>, 258&#45;269.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1645-0086201200010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Azevedo, M., Ara&uacute;jo, C., Silva, M., &amp; Hallal, P. (2007). Tracking of physical activity from adolescence to adulthood: A population&#45;based study. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica,</i> <i>41</i>(1), 69&#45;75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1645-0086201200010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Barriopedro, M., Era&ntilde;a, I., &amp; Mallol, L. (2001). Relaci&oacute;n de la actividad f&iacute;sica con la depresi&oacute;n y satisfacci&oacute;n con la vida en la tercera edad. <i>Revista de Psicolog&iacute;a del Deporte</i>, <i>10</i>(2), 239&#45;246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1645-0086201200010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Bouchard, C., &amp; Shepard, R. (1994). Physical activity, fitness, and health: The model and key concepts. In C. Bouchard, R. J. Shepard, &amp; T. Stephens (Eds.) <i>Physical Activity, Fitness and Health</i> (pp. 77&#45;88). Champaign, IL: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1645-0086201200010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Diener, E. (1984). Subjective well&#45;being. <i>Psychological bulletin, 95</i>,542&#45;575.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1645-0086201200010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Diener, E., Emmons, R., Larsen, R., &amp; Griffin, S. (1985). The satisfaction with life scale. <i>Journal of Personality Assessment, 49</i> (1), 71&#45;75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1645-0086201200010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Elavsky, S., &amp; McAuley, E. (2004). Physical activity, symptoms, esteem, and life satisfaction during menopause. <i>Maturitas, 52,</i> 374&#45;385&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-0086201200010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gasp&aacute;ri, J., &amp; Schwartz, G. (2001). Adolesc&ecirc;ncia, esporte e qualidade de vida. <i>Motriz, 7</i>(2), 107&#45;113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1645-0086201200010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Grant, S., Todd, K., Aitchison, T., Kelly, P., &amp; Stoddart, D. (2004). The effects of a 12&#45;week group exercise programme on physiological and psychological variables and function in overweight women. <i>Public Health, 118</i>(1), 31&#45;42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1645-0086201200010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>

	    <!-- ref --><p>Guedes, D., Guedes, J., Barbosa, D., &amp; Oliveira, J. (2001). N&iacute;veis de pr&aacute;tica da actividade f&iacute;sica em adolescentes. <i>Revista Brasileira de Medicina do</i> Esporte, 7(6), 187&#45;199.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-0086201200010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Joia, L., Ruiz, T., &amp; Donalisio, M. (2007). Condi&ccedil;&otilde;es associadas ao grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida entre a popula&ccedil;&atilde;o de idosos. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 41</i>(1), 131&#45;138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-0086201200010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Matsudo, S. (2006). Actividade f&iacute;sica na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e qualidade de vida no envelhecimento. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte, 20</i>, 135&#45;137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-0086201200010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>McCullagh, R., Murphy, R., &amp; Mater, G. (2008). Long&#45;term benefits of exercising on quality of life and fatigue in multiple sclerosis patients with mild disability: A pilot study. <i>Clinical Rehabilitation, 22</i>(3)<i>,</i> 206&#45;214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-0086201200010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>McDowell, N., McKenna, J., &amp; Naylor, P. (1997). Factors that influence practice nurses to promote physical activity. British Journal of Sports Medicine, <i>31,</i> 308&#45;313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1645-0086201200010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Neto, F. (1990). Satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e caracter&iacute;sticas de personalidade. <i>Psychologica, 22</i>, 55&#45;70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-0086201200010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Neto, F. (1993). Satisfaction with life scale: Psychometric properties in an adolescent sample. <i>Journal of Youth and Adolescence</i>, 22(2) 125&#45;134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1645-0086201200010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Pavot, W., &amp; Diener, E. (1993). Review of the satisfaction with life scale. <i>Psychological Assessment, 5</i>(2), 164&#45;172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1645-0086201200010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Prochaska, J., Sallis, F., &amp; Long, B. (2001). A physical activity screening measure for use with adolescents in primary care. <i>Archives of Pediatric Adolescence Med</i><i>icine, 155</i>, 554&#45;599.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1645-0086201200010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Stubbe, J., Moor, M., Boomsma, D., &amp; de Geus, E. (2007). The association between exercise participation and well&#45;being: A co&#45;twin study. <i>Preventive Medicine, 44</i>(2), 148&#45;152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-0086201200010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Valois, R.., Zullig, K., Huebner, E., &amp; Drane, J. (2004). Physical activity behaviours and perceived life satisfaction among public high school adolescents. <i>Journal of School Health, 74</i>(2), 59&#45;65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-0086201200010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>Vieira, J., Porcu, M., &amp; Rocha, P. (2007). A pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos regulares como terapia complementar ao tratamento de mulheres com depress&atilde;o. <i>Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 56</i>(1), 23&#45;28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-0086201200010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <!-- ref --><p>World Health Organization. (1948). <i>World Health Organization constitution. In Basic documents</i>. Geneva: Author.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-0086201200010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    <p>Recebido em 3 de Maio de 2010/ Aceite em 12 de Fevereiro de 2011</p>
	
     ]]></body>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Intenções para a prática de actividade física]]></article-title>
<source><![CDATA[Cuadernos de Psicologia del Deporte]]></source>
<year>2005</year>
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<page-range>258-269</page-range></nlm-citation>
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<surname><![CDATA[Azevedo]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tracking of physical activity from adolescence to adulthood: A population-based study]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Saúde Pública]]></source>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Relación de la actividad física con la depresión y satisfacción con la vida en la tercera edad]]></article-title>
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