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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>DIÁLOGOS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Guarda-vestidos: Moda e memória</b></font></p>     <p><b>Cristina L. Duarte*, Giulia Bonali**</b></p>     <p>* Universidade NOVA de Lisboa, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Centro Interdisciplinar de Ci&ecirc;ncias Sociais (CICS.NOVA), Faces de Eva - Estudos sobre a Mulher, 1069-061 Lisboa, Portugal, <a href="mailto:lduarte.cduarte@gmail.com">lduarte.cduarte@gmail.com</a></p>     <p>** Sapienza - Universit&agrave; di Roma, 00185 Roma   RM, Italia, Polimoda, 50123 Firenze FI, Italia, <a href="mailto:giulia.bonali@googlemail.com">giulia.bonali@googlemail.com</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esta conversa, mantida entre   duas investigadoras estudiosas da &#8220;Moda&#8221;, pretende   esboçar algumas questões relacionadas com a forma como as mudanças sociais   interferem nos modos de vestir, e como os anos 1980, pós-Revolução dos Cravos, se mostraram, em Portugal,   férteis no surgimento de novos criadores e de novas propostas estéticas.</p>      <p>Cristina Duarte é investigadora integrada no CICS.NOVA e professora convidada na Escola Superior de Artes e Design (ESAD Matosinhos).</p>      <p>Giulia Bonali é investigadora e professora na Universidade de Roma. Este diálogo parte de uma das muitas conversas que já tiveram sobre a moda em Portugal.</p>      <p><b>Cristina Duarte</b><b>: </b>Desde os anos 1980 que o vestuário para mim se tornou um signo de adesão a correntes de ideias e géneros de vida, o que é concomitante com uma abertura a todas as experimentações e possibilidades - os gostos (actuais) permitem a existência de estilos diferentes e de leituras modernas de modas   passadas. Por onde   nos levar a memória, assim encenamos a entrada num palco urbano.   As mudanças na sociedade vão repercutir-se na maneira de estar e de vestir e logo nas manifestações da individualização, associadas ao surgimento de um gosto   novo pela autobiografia, pelo auto-retrato e pela &#8220;encenação de si&#8221;, que   é sujeita a uma necessidade interior de mudança.   A fixação das primeiras afirmações individuais, bem como da liberdade expressiva, distingue-se consoante os momentos e os   palcos onde os actores   sociais se movem.   O novo interesse pela aparência   surgido nos anos 1980 - como uma afirmação das características pessoais do gosto e da própria individualidade de quem veste - é determinante numa nova era do consumo: consome-se, mas com ironia,   e tudo é codificado.   Problematizando o gosto, lanço   algumas das linhas   com que se cose o tema.   O gosto é uma qualidade, uma singularidade do indivíduo, mas também   define as características da colectividade, a capacidade de fruir a obra e de   a interpretar, a vivência cultural e sociológica e as formas   de pensamento (do tempo   e do lugar). Toda a obra   tem na sua   base uma emoção   que é susceptível de lhe dar unidade.   O/a <i>designer </i>de moda visa ao mesmo tempo   um valor estético e um público   virtual, pelos quais   aceita os constrangimentos do fabrico. A moda não   nasce exclusivamente da criação,   nasce e forma-se a partir do feedback   que existe entre   <i>designer </i>e sociedade, em que a paixão   das ideias, aliada à concretização estética, domina a visão do(a) criador(a) sobre a sua sociedade.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Giulia Bonali</b><b>: </b>Il mio interesse per il cambiamento nella   società che l&#8217;abito in qualche modo può rivelare, mi è stato suggerito dopo aver letto un articolo in cui veniva   descrita la città di Lisbona come una città sospesa. Parlava di una   Lisbona &#8216;prima della   Rivoluzione&#8217;, di una città   che si preparava   a cambiare prima che il cambiamento avvenisse. Ed è da qui, che nacque   il desiderio, di cercare un qualcosa   che mi potesse parlare di quel passaggio, di una trasformazione, e di come il   paese si potesse ritrarre attraverso ciò   che indossava la gente. Nel libro <i>Adorned in Dreams</i>, l&#8217;autrice inglese Elizabeth Wilson dice:   &#8220;perchè la moda, può essere considerata un luogo di lotta, un&#8217;arena   nella quale i conflitti della società sviluppano forme semi simboliche che mettono in risalto   piuttosto che anestetizzare la consapevolezza dell&#8217;oppressione. La moda infatti, sia come iniziativa collettiva o come pure fortemente individualistica è un mezzo di espressione su larga scala di solidarietà e d&#8217;identità di gruppo [&#8230;]&#8221;<a href="#1"><sup>[1]</sup></a><a name="top1"></a>.</p>      <p>Quindi, se negli anni   80, si risveglia un certo interesse per   l&#8217;apparenza, è interessante osservare come nel caso Portoghese, quel risveglio fosse il riflesso di un profondo cambiamento che il paese stava attraversando non solo dal punto   di vista político, ma anche sociale e culturale.</p>      <p>(<i>Tradução</i>: O meu interesse na mudança do vestuário que uma sociedade pode revelar foi-me sugerido depois de ter lido um artigo em que Lisboa era descrita como uma cidade suspensa. Falava de uma Lisboa &#8220;antes da revolução&#8221;, de uma cidade que se preparava para mudar, antes que a mudança acontecesse. Daqui nasceu o desejo de tentar encontrar algo que me pudesse falar dessa passagem, de uma transformação, e de como se podia representar o país através do que as pessoas vestiam. No livro <i>Enfeitada</i><i> </i><i>de Sonhos</i><a href="#2"><sup>[2]</sup></a><a name="top2"></a>, a autora inglesa Elizabeth Wilson diz: &#8220;as a site of struggle, as an arena in which the conflicts of society are played out in semi-symbolic forms that may heighten rather than drug the consciousness of oppression. Fashion, too, as a collective as well as a highly individualistic enterprise, is a means of expression on a mass scale of solidarity and group identity [&#8230;]&#8221;. Consequentemente, se nos anos 1980 houve um certo despertar para a aparência, é interessante observar como, no caso português, esse despertar foi o reflexo de uma mudança profunda que o país atravessava, não só do ponto de vista político, mas também social e cultural.)</p>     <p><b>Cristina Duarte</b><b>: </b>Os anos 1980   foram decisivos para o   conhecimento em Portugal dos criadores de moda, produto também   do período revolucionário pós-25 de Abril de 1974. Com a queda do regime ditatorial, a convencionalidade   do vestuário foi abalada, com outros   ventos a soprarem a favor de quem gostava de experimentar coisas novas. Ao   longo das décadas anteriores, os modos de vestir das mulheres pertencentes a   uma classe social elevada tinham origem em <i>ateliers </i>de costura e <i>ateliers </i>de confecção que reproduziam modelos a partir de Paris, com mestria e criatividade - disso foram exemplo vários nomes de Lisboa (como a Ana Maravilhas (1902-1988)) e do Porto (como a Candidinha (1893-1980)).</p>      <p>Novas   correntes de &#8220;moda&#8221; nasceram, durante os alegres   anos 1970, narcisistas e contestatárias. A afirmação e intervenção através do vestuário foi vivida na primeira   pessoa por Ana Salazar (n. 1941, Lisboa). Ana estabeleceu-se em 1972, fundando a <i>Maçã </i>(a primeira loja   foi na Avenida da Igreja, depois   na Avenida de Roma   e na Rua do Carmo,   todas em Lisboa), onde começou por comercializar roupa e acessórios seleccionados por si, em   Londres. &#8220;O papel de Ana Salazar   num movimento que revolucionou   a forma de vestir reside   nesta sede de inovação   e de afirmação através   da diferença que ultrapassa as barreiras da convencionalidade e rompe com a   tradição da costura que era praticada em atelier, confinada a uma pequena elite, mais conservadora do que inovadora&#8221;<a href="#3"><sup>[3]</sup></a><a name="top3"></a>.</p>      <p>Os três objectivos da revolução de 25 de Abril de 1974 - democratizar, desenvolver e descolonizar - reflectiram-se no campo das ideias relativas à moda-vestuário e ao design. Muita gente estava sequiosa de mudança e de se expressar livremente, mesmo ao nível do vestuário. Todos os que estavam nesta sintonia de onda, queriam vestir roupa diferente e afirmarem-se nos alegres anos 1970 e 1980.</p>     <p><b>Giulia Bonali</b><b>: </b>Quando penso alle parole democratizzare, sviluppare, e de-colonizzare, mi domando come si possa tracciare un discorso coerente che possa spiegare questo processo di cambiamento. L&#8217;emergere di nuovi negozi dove poter accedere a nuove forme di vestiário, come nel caso dell&#8217;apertura di <i>Maçã</i>, alimenta nuovi desideri, e con questi un nuovo modo di consumare. L&#8217;acquisto di un capo d&#8217;abbigliamento si carica di nuovi significati, diviene un gesto di volontà ed espressione d&#8217;identità; come se la possibilità di poter comprare un abito &#8216;particolare&#8217; portasse con sè un senso di piacere non conosciuto prima. Tuttavia, ciò che contribuì maggiormente a questa rivoluzione vestiaria, fu l&#8217;emergere di designers nazionali, che stimolati dai nuovi desideri di consumo, e dalla necessità di creare un&#8217;identità nazionale, cominciarono a creare un design che potesse definirsi &#8216;portoghese&#8217;. Non è infatti un caso, che proprio nel 1974 il Museo Nazionale del Costume (<i>Museu do Traje</i>) veniva creato. L&#8217;idea nasceva dall&#8217;esigenza di creare una collezione nazionale, e soprattutto di promuovere il lavoro di designers portoghesi emergenti.</p>     <p>(<i>Tradução</i>: Quando penso   em palavras como <i>democratizar</i>, <i>desenvolver</i>, <i>descolonizar</i>, quero saber   como se pode traçar um discurso coerente   que possa explicar   este processo da mudança. A emergência de novas lojas, onde se pode aceder a novas formas de vestuário, como no caso da abertura de <i>Maçã</i>, alimenta   desejos novos e com estes uma nova maneira   de consumir. A compra de uma peça de vestuário comporta novos significados, transforma-se num   gesto da vontade e da expressão da identidade; como   se a possibilidade de poder comprar   uma indumentária, em particular, transportasse consigo um sentido   de prazer antes desconhecido. Entretanto, o que principalmente contribuiu para esta   revolução no vestuário foi a necessidade de se criar uma   identidade nacional, que   ecoou em novos   criadores nacionais que, ao estimularem novos desejos de consumo, começaram   a criar um <i>design </i>que poderia   ser definido como &#8216;português&#8217;. Não foi por acaso que o Museu Nacional do Traje foi criado, logo em 1974. A ideia nasceu da exigência de criar uma colecção   nacional e, sobretudo, de promover o trabalho dos <i>designers </i>portugueses emergentes.)</p>     <p><b>Cristina Duarte</b><b>: </b>O nome de uma autora pioneira como Ana Salazar surgiu portanto intimamente aliado ao tipo de discurso de moda que ela queria nitidamente fazer. O conceito subjacente a esse fazer foi determinante naquilo que propôs à sociedade no seu todo ou a uma fatia dessa sociedade em concreto. «A partir de 1974 os sinais ostentatórios socialmente discriminantes passam finalmente de moda, e as pessoas começam finalmente a usar o vestuário como afirmação, vestindo sobretudo peças com muito <i>design </i>e gangas, jardineiras, camisas Hawai, etc.», refere a criadora no livro <i>Ana Salazar - Uma </i>Biografia Ilustrada<a href="#4"><sup>[4]</sup></a><a name="top4"></a>. No final daquela década, começou a desenhar uma primeira marca, <i>Harlow</i>, a que se seguiu a etiqueta Ana Salazar. Numa época em que o conceito de desfile de moda estava sedimentado numa restrita &#8220;passagem de modelos&#8221;, ao longo da qual as manequins exibiam, perante um público seleccionado, os modelos dos ateliers de costura ou das lojas, Ana Salazar veio revolucionar essa apresentação através de passagens a que deu o nome de &#8220;acontecimentos de moda&#8221;, com uma organização e produção até aí inéditas. Desde a direcção de   passerelle, ao estilo dos cabelos e da maquilhagem, tudo era cuidado e pensado   para comunicar a ideia   de colecção da criadora. Foram 25 acontecimentos   realizados entre 1980 e 1991, e dois deles encheram o Coliseu dos Recreios de Lisboa   (em Outubro de 1980 e Abril de 1982), o que levou Ana Salazar   a comparar esses acontecimentos   com aquilo que aconteceu com os designers   japoneses, ainda no Japão. Depois,   a partir de 1991, integrados na <i>Moda Lisboa</i>, esses desfiles continuaram a ser um &#8216;acontecimento&#8217;.  </p>     <p><b>Giulia Bonali</b><b>: </b>Ciò che trovo molto   interessante in questo discorso sull&#8217;emergere di veri e propri designer portoghesi, in particolare donne, è che segnano la nascita di un nuovo   modo di vestirsi, ma soprattutto di sentirsi.   Acquistare, non è un semplice   gesto, ma un vero e próprio atto di volontà   ed espressività, come se il semplice gesto   di comprare si caricasse di un   significato più particolare, come se la possibilità di poter scegliere un &#8216;look&#8217;   particolare, transformasse quel gesto in un vero e próprio   gesto di piacere. In   questa contesto, è interessante osservare come Ana Salazar incarnò questo momento,   e che tipo di identità   promuoveva la sua collezione. Era la sua collezione il riflesso di una &#8216;subculture&#8217;, in cui le nuove forme di stile si opponevano alla moda più comune? Che cosa significava in quegli anni promuovere una collezione?</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(<i>Tradução</i>: O que me parece muito interessante neste discurso sobre o emergir de <i>designers </i>portugueses propriamente ditos, em particular mulheres, é que assinala o nascimento de um novo modo de se vestir, mas sobretudo de se sentir. Adquirir uma peça não é um gesto simples, mas uma acção de vontade e expressividade verdadeira, como se o gesto simples para a comprar fosse carregado de um sentido particular, como se a possibilidade de poder escolher um <i>look </i>particular transformasse esse gesto num gesto de prazer. Neste contexto, é interessante observar como Ana Salazar incarnou este momento, e que tipo de identidade promovia a sua colecção. Seria esta o reflexo de uma &#8216;subcultura&#8217;, em que as formas novas do estilo se opunham à moda mais comum? O que é que significou naqueles anos promover uma colecção?)</p>      <p><b>Cristina Duarte</b><b>: </b>Referindo-se à abertura da sua primeira loja, <i>Maçã</i>, em 1972, Ana Salazar iniciou um processo, até então desconhecido, com o que ela apelida de &#8216;a revolução antes da Revolução&#8217;<a href="#5"><sup>[5]</sup></a><a name="top5"></a>. A principal característica das colecções <i>Ana Salazar </i>foi a inovação, o novo, transformando referências histórico-culturais, sempre presentes. Com a proliferação de escolas de moda, toda a gente que acabava o curso de estilismo de moda, seria estilista. Criador(a) é já para alguém que tem a capacidade de criar um estilo único. Daí o pioneirismo de Ana Salazar. Estudando o percurso da Ana, encontramo-lo também na forma e na vontade de democratizar a moda. Como ela dizia em entrevista à revista <i>Faces</i><i> </i><i>de Eva </i>(2008), nos anos 1980, as pessoas vestiam-se muito. A mulher a quem se dirigia Ana Salazar é &#8220;uma mulher segura, que sabe o que quer, afirma a sua personalidade através da roupa. É a continuação da personalidade. &#8216;A roupa não é mais do que um atavio da personalidade&#8217;&#8221;<a href="#6"><sup>[6]</sup></a><a name="top6"></a>.</p>      <p>Quando conta a história das suas colecções, Ana Salazar começa sempre pela década de 1970, para explicar o que é que não se via em Lisboa: os anos 70 &#8220;foram [...] muito giros em Londres, talvez comece aí história... os Beatles, a <i>Apple</i>, Carnaby Street, e foram anos muito marcantes. Mais do que as correntes, do <i>bad taste</i>, era a ousadia. Era muito o <i>design</i>, o ousar... ao contrário de aqui, em Portugal, onde as pessoas eram muito clássicas. A <i>Maçã </i>abriu portas para pessoas - mesmo as que voltaram a ser superclássicas -, todas elas se vestiam naquela loja, e ousavam realmente. Vestiam as gangas todas rasgadas, com as lantejoulas, os veludos, os <i>patchworks</i>, aquelas camisas indianas, e aqueles colares todos. E mulheres que eram normalmente muito clássicas, elas próprias sentiram desejo de mudança. Depois, com a revolução de 1974, começou tudo a andar com aquele tipo de roupa. Houve gente que começou a virar à esquerda. Outros foram para o Brasil, e etc. As pessoas que ficaram por cá divertiram-se imenso&#8221;<a href="#7"><sup>[7]</sup></a><a name="top7"></a>.</p>      <p>Hoje, Ana Salazar continua a procurar viver o presente no futuro. Como afirmou à revista <i>Faces </i><i>de Eva</i>, em 2008, &#8220;Isso faz com que uma pessoa procure sempre viver uma série de acções e ser no fundo pioneira a fazer-se isto ou aquilo. Acho que é mais uma mentalidade&#8221;<a href="#8"><sup>[8]</sup></a><a name="top8"></a>.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#top1"><sup>[1]</sup></a><a name="1"></a>    Wilson, E. (1985). <i>Adorned in Dreams</i>. London:   Virago Press, p. 174. Tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa, Edi&ccedil;&otilde;es   70, Lisboa, 1989.</p>     <p><a href="#top2"><sup>[2]</sup></a><a name="2"></a>    Wilson, E. (1989). <i>Enfeitada de Sonhos: Moda e modernidade </i>(Trad. Maria Jo&atilde;o Freire).   Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70 (Nota de Edi&ccedil;&atilde;o).</p>     <p><a href="#top3"><sup>[3]</sup></a><a name="3"></a>    Duarte, C. L. (2001).   Moda: <i>O que &eacute;?</i>. Lisboa: Quimera, p. 95.</p>     <p><a href="#top4"><sup>[4]</sup></a><a name="4"></a>    Duarte, C. L. (2002). <i>Ana Salazar     - Uma </i>Biografia Ilustrada. Lisboa: Temas e Debates,   p. 28.</p>     <p><a href="#top5"><sup>[5]</sup></a><a name="5"></a>    Duarte, C. L. (2002). <i>Ana Salazar     - Uma </i>Biografia Ilustrada. Lisboa: Temas e Debates,   p. 23.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top6"><sup>[6]</sup></a><a name="6"></a>  Duarte, C. L. (2008). Ana Salazar. <i>Faces</i><i> </i><i>de Eva. Estudos sobre a Mulher</i>, <i>20</i>, 136</p>      <p><a href="#top7"><sup>[7]</sup></a><a name="7"></a>  Duarte, C. L. (2008). Ana Salazar. <i>Faces</i><i> </i><i>de Eva. Estudos sobre a Mulher</i>, <i>20</i>, 133.</p>      <p><a href="#top8"><sup>[8]</sup></a><a name="8"></a>  Duarte, C. L. (2008). Ana Salazar. <i>Faces</i><i> </i><i>de Eva. Estudos sobre a Mulher</i>, <i>20</i>, 138.</p>      ]]></body>

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