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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utilidade da classificação internacional da funcionalidade, incapacidade e saúde: versão para crianças e jovens (cif-cj) no contexto da intervenção precoce e da educação especial]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The utility of the International Classification of Functioning, Disability and Health: Versions for children and youth (ICF-CY) in early intervention and special education contexts]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper discusses the utility of the International Classification of Functioning, Disability and Health - Children and Youth - ICF-CY (WHO, 2007) in the scope of Early Intervention and Early Childhood Special Education. We will discuss the relevance of the ICF-CY as an operationalization of an unifying and comprehensive theoretical approach. This approach describes the person&#8217;s functioning while taking into account individual participation, based on an interactive person-environment process, thus overcoming shortcomings of the diagnostic approaches to development. The general lines of research that are being developed at the Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, concerning the utility of the classification in the assessment-intervention process in Early Intervention and Early Childhood Special Education will be presented.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>Utilidade da classifica&#231;&#227;o internacional da funcionalidade, incapacidade e sa&#250;de: vers&#227;o para crian&#231;as e jovens (cif-cj) no contexto da interven&#231;&#227;o precoce e da educa&#231;&#227;o especial</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>The utility of the International Classification of Functioning, Disability and Health: Versions for children and youth (ICF-CY) in early intervention and special education contexts</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Helena Ros&#225;rio<sup>1</sup>; Teresa Leal<sup>2</sup>; Ana Isabel Pinto<sup>3</sup>; Rune J. Simeonsson<sup>4</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o, Universidade do Porto, Bolseira de Doutoramento da Funda&#231;&#227;o da Ci&#234;ncia e Tecnologia (SFRH/BD/27930/2006)</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2-3</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o, Universidade do Porto</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>4</sup>University of North Carolina at Chapel Hill, USA</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>       <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O presente artigo tem como objectivo reflectir acerca da utilidade da <i>Classifica&#231;&#227;o Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Sa&#250;de - Vers&#227;o para Crian&#231;as e Jovens - CIF-CJ</i> (WHO, 2007), no &#226;mbito da Interven&#231;&#227;o Precoce e da Educa&#231;&#227;o Especial. &#201; discutida a import&#226;ncia da CIF-CJ como operacionaliza&#231;&#227;o de um modelo te&#243;rico unificador e abrangente que, ao descrever as caracter&#237;sticas da funcionalidade individual, considerando a participa&#231;&#227;o da pessoa com base em processos interactivos pessoa-ambiente, ultrapassa as limita&#231;&#245;es da abordagem diagn&#243;stica ao desenvolvimento. S&#227;o apresentadas as linhas gerais de v&#225;rios estudos realizados na Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto, que t&#234;m como objectivo analisar a utilidade da classifica&#231;&#227;o no processo de avalia&#231;&#227;o - interven&#231;&#227;o na Educa&#231;&#227;o Especial e na Interven&#231;&#227;o Precoce.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: funcionalidade, classifica&#231;&#227;o, interven&#231;&#227;o precoce, educa&#231;&#227;o especial</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">This paper discusses the utility of the <i>International Classification of Functioning, Disability and Health - Children and Youth - ICF-CY </i>(WHO, 2007) in the scope of Early Intervention and Early Childhood Special Education. We will discuss the relevance of the ICF-CY as an operationalization of an unifying and comprehensive theoretical approach. This approach describes the person&#8217;s functioning while taking into account individual participation, based on an interactive person-environment process, thus overcoming shortcomings of the diagnostic approaches to development. The general lines of research that are being developed at the <i>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto,</i> concerning the utility of the classification in the assessment-intervention process in Early Intervention and Early Childhood Special Education will be presented.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords</b>: functioning, classification, early intervention, early childhood special education</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos estudos sobre o desenvolvimento humano reconhece j&#225; a sua natureza interactiva e salienta os contributos dos factores relativos &#224; crian&#231;a e ao meio na sua determina&#231;&#227;o (Pinto, Pessanha, Barros, Grande, Aguiar, C. &#38; Nunes, 2009). Neste sentido, considera-se que o desenvolvimento humano &#233; complexo e multideterminado, sendo a interac&#231;&#227;o um conceito fulcral que &#233; conceptualizado como a <i>unidade de an&#225;lise que descreve as trocas activas de um indiv&#237;duo com os acontecimentos f&#237;sicos e sociais do seu ambiente</i> (Bairr&#227;o, 2003). Dentro desta perspectiva, a incapacidade &#233; vista como um conjunto complexo de condi&#231;&#245;es que resultam da interac&#231;&#227;o pessoa-meio, constituindo um conceito relativo e din&#226;mico. &#201;, pois, fundamental considerar que caracter&#237;sticas, actividades e ambientes de crian&#231;as e jovens requerem formas pr&#243;prias de avalia&#231;&#227;o e documenta&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, a avalia&#231;&#227;o abrangente da funcionalidade &#233; essencial para a elabora&#231;&#227;o de interven&#231;&#245;es que sirvam de base &#224; redu&#231;&#227;o das limita&#231;&#245;es funcionais e ao aumento do bem-estar das crian&#231;as. A avalia&#231;&#227;o, no seu sentido mais lato, deve, assim, documentar as manifesta&#231;&#245;es espec&#237;ficas da incapacidade na crian&#231;a, podendo tamb&#233;m contribuir para a sua descri&#231;&#227;o e para a avalia&#231;&#227;o da efic&#225;cia dos programas de interven&#231;&#227;o (Berg &#38; Kleinman, 1998, como citado em Simeonsson, Pereira, &#38; Scarborough, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esta conceptualiza&#231;&#227;o apresenta-se consistente com uma mudan&#231;a do paradigma m&#233;dico da defici&#234;ncia para o chamado paradigma biopsicossocial, que passa a enquadrar as quest&#245;es relativas &#224;s incapacidades e ao processo de avalia&#231;&#227;o-interven&#231;&#227;o numa perspectiva onde o ambiente desempenha um papel primordial, ao influenciar a funcionalidade humana e a participa&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos nos seus contextos naturais de vida.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Fundamentais para a constru&#231;&#227;o de tal enquadramento s&#227;o (i) o reconhecimento da natureza interactiva da funcionalidade e do desenvolvimento humano, preconizado pelo modelo bioecol&#243;gico de Bronfrenbrenner; (ii) as teorias Transaccionais que destacam a natureza din&#226;mica do desenvolvimento e real&#231;am a influ&#234;ncia m&#250;tua da pessoa e do seu ambiente. A natureza e a extens&#227;o da realiza&#231;&#227;o de actividades e da participa&#231;&#227;o social definem-se, mutuamente, pelas caracter&#237;sticas da pessoa e pelas caracter&#237;sticas do ambiente; (iii) o reconhecimento da incapacidade como sendo um fen&#243;meno multidimensional, o que requer uma avalia&#231;&#227;o diferenciada em termos dos componentes da interac&#231;&#227;o pessoa/ambiente (Pinto, Grande, Novais, Ros&#225;rio, &#38; Barbieri, 2009; Simeonsson <i>et al.,</i> 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tendo como enquadramento conceptual as abordagens acima referidas, a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS) equacionou um modelo das interac&#231;&#245;es pessoa-meio (ver <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a09f1.jpg">Figura 1</a>) como base para a elabora&#231;&#227;o de uma classifica&#231;&#227;o rigorosa da funcionalidade humana.</font></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Esta abordagem vem ao encontro das preocupa&#231;&#245;es expressas por Bairr&#227;o (1994), ao real&#231;ar a necessidade de um enquadramento que englobe as concep&#231;&#245;es acerca da natureza ecol&#243;gica da funcionalidade da crian&#231;a, da sua sa&#250;de e desenvolvimento. Desta forma, a avalia&#231;&#227;o e a classifica&#231;&#227;o da funcionalidade deve reconhecer a natureza idiossincr&#225;tica e complexa da crian&#231;a com incapacidades, o que requer o recurso a abordagens abrangentes que v&#227;o al&#233;m dos m&#233;todos psicom&#233;tricos, nosol&#243;gicos e nosogr&#225;ficos (Simeonsson &#38; Rosenthal, 2001).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Interven&#231;&#227;o Precoce (IP) e Educa&#231;&#227;o Especial (EE) - Quest&#245;es de Avalia&#231;&#227;o, de Diagn&#243;stico e de Classifica&#231;&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os avan&#231;os da ci&#234;ncia no campo do desenvolvimento humano t&#234;m vindo a refor&#231;ar a no&#231;&#227;o de que a atribui&#231;&#227;o de um diagn&#243;stico pode revelar pouco, ou muito pouco, daquilo que s&#227;o as caracter&#237;sticas de funcionalidade da crian&#231;a. Os diagn&#243;sticos est&#227;o relacionados com sintomatologias e poucas vezes aparecem relacionados com a fun&#231;&#227;o e, mais ainda, n&#227;o a predizem. &#201; frequente que as caracter&#237;sticas de crian&#231;as com o mesmo diagn&#243;stico difiram mais do que aquelas de crian&#231;as com diagn&#243;sticos diferentes (Lollar &#38; Simeonsson, 2005). Embora os diagn&#243;sticos sejam importantes para definir causas e progn&#243;sticos, no caso de crian&#231;as com incapacidades h&#225; uma grande variabilidade na forma como realizam as actividades da vida di&#225;ria, bem como na forma como participam na sociedade, pelo que as categorias diagn&#243;sticas n&#227;o devem ser utilizadas como informa&#231;&#227;o privilegiada na planifica&#231;&#227;o e implementa&#231;&#227;o das interven&#231;&#245;es. Simultaneamente, os contextos onde as crian&#231;as vivem (f&#237;sicos, sociais e psicol&#243;gicos) influenciam a sua funcionalidade, sendo o reconhecimento da import&#226;ncia dessa influ&#234;ncia fundamental para se procurarem as melhores formas de interven&#231;&#227;o. Na &#225;rea da Educa&#231;&#227;o, esta situa&#231;&#227;o tem especial relevo, uma vez que a identifica&#231;&#227;o dos alunos por categorias &#233;, muitas vezes, uma barreira &#224; interven&#231;&#227;o (Simeonsson <i>et al.,</i> 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, a exist&#234;ncia de uma classifica&#231;&#227;o com base num modelo conceptual ecol&#243;gico-sist&#233;mico, de car&#225;cter universal e devidamente adaptada a crian&#231;as e jovens, surge como um grande contributo para a caracteriza&#231;&#227;o das crian&#231;as, tendo como base um perfil funcional e n&#227;o um r&#243;tulo diagn&#243;stico.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O desenvolvimento da CIF-CJ (WHO, 2007) reflecte, ent&#227;o, uma mudan&#231;a conceptual <i>da classifica&#231;&#227;o das consequ&#234;ncias da doen&#231;a para uma classifica&#231;&#227;o dos componentes da sa&#250;de,</i> providenciando, igualmente, uma abordagem abrangente e unificadora da incapacidade e da funcionalidade humana. <i>O objectivo geral da classifica&#231;&#227;o &#233; proporcionar uma linguagem unificada e padronizada e uma estrutura que descreva a sa&#250;de e os estados relacionados com a sa&#250;de. Define os componentes da sa&#250;de e alguns componentes do bem-estar relacionados com a sa&#250;de (tais como a educa&#231;&#227;o e o trabalho). Os dom&#237;nios contidos na CIF podem, portanto, ser considerados como dom&#237;nios da sa&#250;de [ver, ouvir, aprender, lembrar, etc.] e dom&#237;nios relacionados com a sa&#250;de [transporte, educa&#231;&#227;o, interac&#231;&#245;es sociais, etc.]</i> (OMS, 2003, pp. 5), o que &#233; consistente com a defini&#231;&#227;o de sa&#250;de como <i>um estado din&#226;mico de completo bem-estar f&#237;sico, mental e social e n&#227;o apenas a aus&#234;ncia de doen&#231;a ou enfermidade</i> (WHO, 1948).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, a funcionalidade &#233; descrita (utilizando-se um sistema de codifica&#231;&#227;o alfanum&#233;rica) numa interac&#231;&#227;o din&#226;mica entre tr&#234;s dimens&#245;es ou componentes: (i) fun&#231;&#245;es/estruturas do corpo, que abrangem os sistemas fisiol&#243;gicos ou anat&#243;micos; (ii) actividade e participa&#231;&#227;o, que descrevem as &#225;reas de vida; (iii) factores ambientais, que englobam o ambientem f&#237;sico, social e atitudinal. Os factores pessoais s&#227;o tomados em considera&#231;&#227;o na descri&#231;&#227;o da funcionalidade, mas n&#227;o s&#227;o alvo de codifica&#231;&#227;o (ver  <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a09f2.jpg">Figura 2</a>).</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2">A CIF-CJ n&#227;o &#233; um instrumento de avalia&#231;&#227;o, mas antes uma ponte para a interpreta&#231;&#227;o e sumariza&#231;&#227;o dos resultados dos instrumentos de avalia&#231;&#227;o da funcionalidade. A utiliza&#231;&#227;o dos c&#243;digos da CIF-CJ auxilia na organiza&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o, clarifica a avalia&#231;&#227;o realizada e facilita a comunica&#231;&#227;o entre t&#233;cnicos, fam&#237;lia e servi&#231;os. Assim, as unidades de classifica&#231;&#227;o s&#227;o as caracter&#237;sticas funcionais e n&#227;o os diagn&#243;sticos cl&#237;nicos. Os perfis funcionais resultantes da classifica&#231;&#227;o s&#227;o, em primeiro lugar e mais do que tudo, descritivos dos factores que definem as dificuldades da crian&#231;a em cumprir as exig&#234;ncias do dia-a-dia. A base funcional destes perfis, particularmente na realiza&#231;&#227;o das actividades, deve ter implica&#231;&#245;es pr&#225;ticas e directas no desenvolvimento de interven&#231;&#245;es individualizadas e de planos de tratamento. Neste sentido, a documenta&#231;&#227;o da interac&#231;&#227;o crian&#231;a-ambiente &#233; &#250;til na identifica&#231;&#227;o das barreiras e dos facilitadores que podem mediar as aprendizagens e a adapta&#231;&#227;o da crian&#231;a. Deste modo, podem ser seleccionadas as vari&#225;veis adequadas para planear a interven&#231;&#227;o e documentar os seus resultados, bem como os resultados desenvolvimentais das crian&#231;as (essencialmente, da &#225;rea de actividade e participa&#231;&#227;o), permitindo uma maior liga&#231;&#227;o entre a identifica&#231;&#227;o das limita&#231;&#245;es e a natureza da interven&#231;&#227;o (Lollar &#38; Simeonsson, 2005).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A CIF-CJ constitui-se como um procedimento unificador para o trabalho interdisciplinar atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o dos c&#243;digos, enquanto linguagem universal para definir as caracter&#237;sticas de funcionalidade e sa&#250;de. Assim, os diagn&#243;sticos, por si s&#243;, bem como as altera&#231;&#245;es biom&#233;dicas (das estruturas e fUn&#231;&#245;es do corpo) n&#227;o permitem responder &#224;s necessidades de apoio das crian&#231;as. A natureza do processo de avalia&#231;&#227;o-interven&#231;&#227;o dever&#225; ser largamente determinada pelo estatuto funcional da crian&#231;a, pelas actividades que &#233; ou n&#227;o capaz de realizar, pelo seu n&#237;vel de participa&#231;&#227;o e pelos factores ambientais envolvidos neste processo <a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a09f3.jpg">Figura 3</a>.</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Quest&#245;es de correspond&#234;ncia entre instrumentos de avalia&#231;&#227;o e os dom&#237;nios da CIF e CIF-CJ</font></b></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Uma das prioridades que surge com a utiliza&#231;&#227;o da classifica&#231;&#227;o diz respeito &#224; an&#225;lise de medidas de avalia&#231;&#227;o que sejam compat&#237;veis com o seu conte&#250;do (Simeonsson <i>et al.,</i> 2003).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">V&#225;rios estudos t&#234;m demonstrado que, em geral, a CIF e a CIF-CJ s&#227;o instrumentos &#250;teis na descri&#231;&#227;o da funcionalidade de crian&#231;as, em diferentes &#225;reas de avalia&#231;&#227;o/interven&#231;&#227;o e com diferentes tipos de incapacidades. Simultaneamente, demonstram que h&#225; v&#225;rios instrumentos de avalia&#231;&#227;o que s&#227;o compat&#237;veis com o conte&#250;do da CIF e da CIF -CJ (Battaglia, Russo, Bolla, Chiusso, Bertelli, Pellegr, Borri, G &#38; Martinuzzi, 2004; Law, Finkelman, Hurley, Rosenbaum, King, King, &#38; Hanna, 2004; Grandlund, Eriksson, &#38; Ylv&#233;n, 2004; Pernboom, &#38; Chorus, 2003; Simeonsson. <i>et al.,</i> 2003)</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De seguida, apresentamos, a t&#237;tulo exemplificativo, alguns dos in&#250;meros instrumentos para os quais foram realizados estudos de correspond&#234;ncia entre os seus itens e os dom&#237;nios da Classifica&#231;&#227;o (<a href="/img/revistas/psi/v23n2/23n2a09q1.jpg">Quadro 1</a>). Em Portugal est&#227;o agora a iniciar-se estudos de correspond&#234;ncia de instrumentos utilizados na &#225;rea da IP, nomeadamente por uma equipa da Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto (FPCE UP)</font></p>      
<p><font face="Verdana" size="2"><b>Linhas de investiga&#231;&#227;o na FPCE UP</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na FPCE UP t&#234;m vindo a ser desenvolvidas investiga&#231;&#245;es com o objectivo de analisar a utilidade e aplicabilidade da CIF-CJ no processo de avalia&#231;&#227;o-interven&#231;&#227;o em IP e EE. As linhas orientadoras das investiga&#231;&#245;es, todas elas ainda em curso, v&#227;o no sentido de: (i) descrever os perfis funcionais das crian&#231;as em servi&#231;os de Interven&#231;&#227;o Precoce e crian&#231;as em contexto de creche; (ii) desenvolver um instrumento tendo por base o referencial da CIF CJ, contendo indicadores &#250;teis no despiste de crian&#231;as e na elegibilidade para servi&#231;os de Interven&#231;&#227;o Precoce; (iii) criar uma base de dados de instrumentos de avalia&#231;&#227;o de crian&#231;as com Perturba&#231;&#245;es do Espectro do Autismo compat&#237;veis com a CIF-CJ; (iv) verificar a utilidade de uma metodologia de avalia&#231;&#227;o-interven&#231;&#227;o da Participa&#231;&#227;o das crian&#231;as com Perturba&#231;&#245;es do Espectro do Autismo, em contexto escolar, que utiliza a CIF-CJ como suporte t&#233;cnico e te&#243;rico; (v) analisar as caracter&#237;sticas dominantes dos alunos sinalizados para os servi&#231;os de Educa&#231;&#227;o Especial, bem como daqueles cuja avalia&#231;&#227;o especializada indicou como n&#227;o eleg&#237;veis, antes e ap&#243;s a introdu&#231;&#227;o do Decreto-Lei 3/2008; (vi) averiguar de que forma o uso da classifica&#231;&#227;o se repercutiu sobre o <i>focus</i> de an&#225;lise dos profissionais na documenta&#231;&#227;o da incapacidade e na defini&#231;&#227;o de objectivos e m&#233;todos de interven&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#227;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A CIF-CJ apresenta-se como uma ferramenta &#250;til, na medida em que classifica as v&#225;rias dimens&#245;es do funcionamento humano. &#201; uma alternativa &#224;s classifica&#231;&#245;es baseadas em quest&#245;es etiol&#243;gicas ou de diagn&#243;stico e apresenta uma taxonomia e linguagem universais pass&#237;veis de incrementar as trocas interdisciplinares de informa&#231;&#227;o ao n&#237;vel das pol&#237;ticas, da investiga&#231;&#227;o e da pr&#225;tica a n&#237;vel mundial (Unstun, Chatterji, Bickenbach, Kostanjesk, &#38; Schneider, 2003). Apesar da progressiva e crescente utiliza&#231;&#227;o da classifica&#231;&#227;o, a sua implementa&#231;&#227;o implica mudan&#231;as importantes a n&#237;vel conceptual que se reflictam directamente nas pr&#225;ticas (nomeadamente no que respeita &#224;s quest&#245;es de avalia&#231;&#227;o e &#224; necessidade crescente de um trabalho de equipa interdisciplinar), nas pol&#237;ticas e nas entidades prestadoras de servi&#231;os. Simultaneamente, &#233; importante que a investiga&#231;&#227;o explore aspectos que sirvam para uma melhor operacionaliza&#231;&#227;o da classifica&#231;&#227;o e sua consequente utiliza&#231;&#227;o, nomeadamente no que respeita: (i) ao desenvolvimento de instrumentos de avalia&#231;&#227;o consent&#226;neos com o referencial te&#243;rico da CIF-CJ; (ii) ao estudo de instrumentos compat&#237;veis com esse referencial; (iii) &#224; utiliza&#231;&#227;o da CIF-CJ para a defini&#231;&#227;o de crit&#233;rios de elegibilidade, para a implementa&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o da efic&#225;cia de servi&#231;os (Ustun <i>et al.</i>, 2003).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A CIF-CJ surge como um contributo valioso para o desenvolvimento de uma perspectiva abrangente do desenvolvimento e da funcionalidade das crian&#231;as com incapacidades, constituindo <i>provavelmente o &#250;nico sistema de classifica&#231;&#227;o sistem&#225;tica conciliando a sa&#250;de, a aprendizagem e o funcionamento social num sistema coerente e operacional</i> (McAnaney, 2007, citado em Felgueiras, 2009, pp. 206).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (1994). A perspectiva ecol&#243;gica na avalia&#231;&#227;o de crian&#231;as com necessidades educativas especiais e suas fam&#237;lias: O caso de interven&#231;&#227;o precoce. <i>Inova&#231;&#227;o, 7,</i> 37-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465624&pid=S0874-2049200900020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bairr&#227;o, J. (2003). <i>Understanding functioning and disability in early childhood: intervention theories and models.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465626&pid=S0874-2049200900020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada no EU-FIPSE-International Programme in Early childhood Intervention. Su&#233;cia: Malardalen Hogskola, Vasteros.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Battaglia, M., Russo, E., Bolla, A., Chiusso, A., Bertelli, S., Pellegr, A., Borri, G., &#38; Martinuzzi, A. (2004). International Classification of Functioning, Disability and Health in a cohort of children with cognitive, motor and complex disabilities. <i>Developmental Medicine &#38; Child Neurology, 46,</i> 98-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465628&pid=S0874-2049200900020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Felgueiras, I. (2009). A Classifica&#231;&#227;o Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Sa&#250;de (CIF) e os seus contributos para a reconceptualiza&#231;&#227;o da defici&#234;ncia e incapacidade. In G. Portugal, <i>Ideias, projectos e inova&#231;&#227;o no mundo das inf&#226;ncias: O percurso e a presen&#231;a de Joaquim Bairr&#227;o.</i> (pp. 195-209). Aveiro: Theoria Poiesis Praxis, Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465630&pid=S0874-2049200900020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Law, M., Finkelman, S., Hurley, P., Rosenbaum, P., King, S., King, G., &#38; Hanna, S. (2004). Participation of children with physical disabilities: Relationships with diagnosis, physical function, and demographic variables. <i>Scandinavian Journal of Occupational Therapy, 11,</i> 156-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465632&pid=S0874-2049200900020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lollar, D., &#38; Simeonsson, R. J. (2005). Diagnosis to function: Classification for children and youths. <i>Developmental and Behavioral Pediatrics, 26</i> (4), 323-330.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465634&pid=S0874-2049200900020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Grandlund, M., Eriksson, L., &#38; Ylv&#233;n, R. (2004). Utility of International Classification of Functioning, Disability and Health&#8217;s Participation dimension in assigning ICF codes to items from extant rating instruments. <i>Journal of Rehabilitation Medicine, 36,</i> 130-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465636&pid=S0874-2049200900020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ogonowski, J., Kronk, R., Rice, C., &#38; Feldman, H. (2004). Inter-rater reliability in assigning ICF codes to children with disabilities. <i>Disability and Rehabilitation, 26</i> (6), 353-361.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465638&pid=S0874-2049200900020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (2003). <i>Classifica&#231;&#227;o Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Sa&#250;de.</i> [Transl. from International Classification of Functioning, Disability and Health (WHO, 2001)]. Lisboa: Secretariado Nacional de Reabilita&#231;&#227;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465640&pid=S0874-2049200900020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pernboom, R. J., &#38; Chorus, A. M. J. (2003). Measuring participation according to the International Classification of Functioning (ICF), <i>Disability and Rehabilitation, 25</i> (11-12), 557-587.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465642&pid=S0874-2049200900020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pinto, A. I., Grande, C., Novais, I., Ros&#225;rio, H., &#38; Barbieri, M. (2009). Interven&#231;&#227;o precoce: Uma abordagem dimensional do desenvolvimento humano. In G. Portugal, <i>Ideias, projectos e inova&#231;&#227;o no mundo das inf&#226;ncias: O percurso e a presen&#231;a de Joaquim Bairr&#227;o</i> (pp. 63-76). Aveiro: Theoria Poiesis Praxis, Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465644&pid=S0874-2049200900020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pinto, A. I., Pessanha, M., Barros, S., Grande, C., Aguiar, C., &#38; Nunes, C. (2009). Educa&#231;&#227;o e investiga&#231;&#227;o em idades precoces. In G. Portugal, <i>Ideias, projectos e inova&#231;&#227;o no mundo das inf&#226;ncias: O percurso e a presen&#231;a de Joaquim Bairr&#227;o.</i> (pp. 47-62). Aveiro: Theoria Poiesis Praxis, Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465646&pid=S0874-2049200900020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simeonsson, R. J. (2003). Classification of communication disabilities in children: Contribution of the International Classification of Disability and Health. <i>International Journal of Audiology, 42,</i> S2-S8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465648&pid=S0874-2049200900020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simeonsson, R. J., Leonardi, Lollar, D. J., M., Bjork-Akesson, E., Hollenweger, J., Brown, S. C., &#38; Martinuzzi, A. (2003). Applying the International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF) to measure child disability. Disability and Rehabilitation, 25</i> (11-12), 602-610.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465650&pid=S0874-2049200900020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simeonsson, R., Pereira, S., &#38; Scarborough, A. (2003), Documenting delay and disability in early development with the WHO-ICF. <i>Psicologia, XVII, 31-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465652&pid=S0874-2049200900020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simeonsson, R. J., &#38; Rosenthal, S. L. (2001). <i>Clinical assessment of children: An overview.</i> In R. J. Simeonsson &#38; S. L. Rosenthal (Eds.), <i>Psychological and developmental assessment. Children with disabilities and chronic conditions</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465654&pid=S0874-2049200900020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Unstun, T. B., Chatterji, S., Bickenbach, J., Kostanjesk, N., &#38; Schneider, M. (2003). The International Classification of Functioning Disability and Health: A new tool for understanding disability and health. <i>Disability and Rehabilitation, 25 </i>(11-12), 565-571.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465656&pid=S0874-2049200900020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">World Health Organization (1948). Preamble to the Constitution of the World Health Organization as adopted by the International Health Conference, New York, 19-22 June, 1946; signed on 22 July 1946 by the representatives of 61 States (Official Records of the World Health Organization, n.&#176; 2, p. 100) and was enforced on April 7, 1948.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465658&pid=S0874-2049200900020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">World Health Organization, (2001). <i>International Classification of Functioning, Disability and Health.</i> Geneva: World Health Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465660&pid=S0874-2049200900020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">World Health Organization, (2007). <i>International Classification of Functioning, Disability and Health - Children and Youth.</i> Geneva: World Health Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465662&pid=S0874-2049200900020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>        ]]></body>
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