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</front><body><![CDATA[ <p><b>Coordenador: Renato Sotto-Mayor</b></p>     <p>&nbsp;</p>          <p><b><i>Follow-up </i></b><b>prolongado da talcagem via toracoscopia no pneumotórax espontâneo primário</b></p>      <p><b>Long-term follow-up of thoracoscopic talc pleurodesis for primary spontaneous    pneumothorax</b></p>     <p>&nbsp;</p>          <p><b>S. Györik</b></p>      <p><b>S. Erni </b><b><i>et al</i></b><b>.</b></p>     <p>&nbsp;</p>        <p> <b>Resumo</b></p>       <p>O pneumotórax espontâneo primário (PEP) afecta particularmente indivíduos jovens, existindo normas de tratamento internacionais desta patologia que não são aplicadas uniformemente nos diferentes países.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A talcagem via toracoscopia sob anestesia local e sedação é segura e apresenta resultados de eficácia superiores em relação ao tratamento conservador com dreno pleural no PEP, que não se resolve com a simples drenagem.</p>      <p>Os autores deste artigo defendem que no PEP recidivante ou num primeiro episódio de PEP, em que a saída de ar seja superior a 48 horas, é necessária uma abordagem mais agressiva, de preferência a talcagem por toracoscopia.</p>      <p>A toracoscopia permitiria simultaneamente a visualização de possíveis aderências, <i>blebs </i>ou bolhas.</p>      <p>Existe um estudo que refere alterações da função pulmonar, nomeadamente a restrição e espessamento pleural, após talcagem, no PEP. Contudo, este estudo não refere o tipo e a dose de talco utilizado, a técnica de pleurodese realizada, nem o método radiológico de quantificação da pleura envolvida.</p>      <p>Pela controvérsia existente em torno da talcagem e seus eventuais efeitos adversos, os autores deste estudo realizaram um <i>follow-up </i>a longo prazo (em média 118 meses), em doentes com PEP recidivante ou persistente por um período superior a 48 horas e que foram submetidos a pleurodese com talco, via toracoscopia com anestesia local e sedação. Os parâmetros avaliados foram a carga tabágica, a clínica, a taxa de recorrência e a função pulmonar destes doentes.</p>      <p>O talco utilizado era francês, de dimensões padronizadas (mais de 50% das partículas superiores a 10 µm) e livre de asbestos. Um total de 112 doentes foram submetidos a talcagem, conseguindo-se obter um <i>follow-up </i>em 63 casos (56%). A taxa de sucesso da pleurodese foi de 95% nos doentes avaliados. A recorrência de pneumotórax ocorreu em 3 doentes que mantiveram hábitos tabágicos (5%) aos 2 meses, 1 e 10 anos após talcagem, tendo estes doentes sido submetidos posteriormente a pleurectomia cirúrgica. De salientar que 62% dos doentes permaneceram fumadores no período de <i>follow-up</i>. </p>      <p>A comparação da função pulmonar entre fumadores e não fumadores foi a esperada, com uma redução do VEMS e índice de Tiffeneau no grupo dos fumadores. A capacidade vital forçada média foi de 102%, com capacidade total pulmonar de 99% na altura do <i>follow-up</i>.</p>      <p>Os autores deste estudo concluem pois que a pleurodese com talco, via toracoscopia, no PEP, é um procedimento eficaz e seguro a longo prazo, sem implicar alterações da função pulmonar, nos doentes não fumadores.</p>      <p>Concluem ainda que só em doentes com <i>blebs </i>ou bolhas com um diâmetro superior a 2 cm a melhor abordagem seria a cirúrgica.</p>          <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Texto completo dispon&iacute;vel apenas em PDF.</p>     <p>Full text only available in PDF format.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>          <p><b>Bibliografia</b></p>      <!-- ref --><p>1. Shaw P, <i>et al</i>. Pleurodesis for malignant pleural effusions. Cochrane database of systematic reviews. 2004; 1:CD002916.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S0873-2159200700060001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>2. Noppen M. Who´s (still) afraid of talc? Eur Respir J 2007; 29:619-621.</p>      <p>3. Cardillo G, <i>et al</i>. Videothoracoscopic treatment of primary spontaneous pneumothorax: a 6- year experience. Ann Thorac Surg 2000; 69:357-361.</p>      <p>4. Lange P, <i>et al</i>. Lung function 22-35 years after treatment of idiopathic spontaneous pneumothorax with talc poudrage or simple drainage. Thorax 1988; 43:559-561.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>5. Cardillo G, <i>et al</i>. Videothoracoscopic talc poudrage in primary spontaneous pneumothorax: a single-institution experience in 861 cases. J Thorac Cardiovasc Surg 2006; 131:322-328.</p>          <p align="right"><b>Paula Monteiro</b></p>     <p align="right"><b>07.09.30</b></p>     <p>Eur Respir J 2007;29: 757-760.</p>      ]]></body>
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