<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0872-0754</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Nascer e Crescer]]></abbrev-journal-title>
<issn>0872-0754</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro Hospitalar do Porto]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0872-07542014000600017</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A raridade em MGF: a propósito de um caso clínico]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maia]]></surname>
<given-names><![CDATA[Célia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Raquel Aires]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Páscoa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rosália]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto I Unidade de Saúde Familiar Ponte Velha ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>29</day>
<month>11</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>29</day>
<month>11</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>23</volume>
<fpage>12</fpage>
<lpage>12</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0872-07542014000600017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0872-07542014000600017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0872-07542014000600017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">COMUNICA&Ccedil;&Otilde;ES  ORAIS</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">CO-17</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>A raridade em MGF: a propósito de um caso clínico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Célia Maia<sup>I</sup>; Raquel Aires Pereira<sup>I</sup>; Rosália Páscoa<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>USF Ponte Velha,   ACES Grande Porto I</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Introdução: </b>A Medicina   Geral e Familiar   é, segundo a Declaração da WONCA (2011),   o primeiro e essencial recurso   para a resolução dos problemas do utente. De fato, existem   sinais e/ou sintomas característicos de determinadas patologias que o Médico de Família deve conhecer e para os quais deve estar   atento. Assim, é fundamental alertar   para a manifestação inicial de determinadas doenças, mesmo que raras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Miastenia Gravis   (MG) é uma doença rara,   de caráter auto-imune,   cuja base fisiopatológica se traduz por uma diminuição dos recetores de acetilcolina na junção neuromuscular. Carateriza-se por uma distribuição bimodal   com um pico inicial na 2ª   e 3ª   décadas (predomínio feminino) e um pico tardio na 6ª e 8ª   década (predomínio masculino). Clinicamente carateriza-se por fraqueza muscular flutuante que,   dependendo dos grupos musculares atingidos, pode levar a diferentes apresentações clínicas, sendo que   a mais comum   assenta num quadro de diplopía, ptose palpebral e astenia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente artigo   relata um caso cl  ínico de uma apresentação invulgar de Miastenia Gravis. Pretende, predominantemente, salientar o papel do MF na suspeição/diagnóstico de pato  logias menos comuns, bem como focar a sua importância na orientação adequada dos utentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caso Clínico: </b>Adolescente   de 15 anos, sexo masculino, a frequentar o 8º ano. Recorreu   à Consulta Aberta da sua Médica de Família por parestesias nos lábios, disfagia,   disartria, hipersialorreia e mastigação   fatigável, com evolução de seis meses, de predomínio vespertino e com noção   de agravamento progressivo. Foi referenciado ao Serviço de Urgência de Neuropediatria do Centro Hospitalar São João, tendo sido internado com suspeita   de Miastenia Gravis.   Durante o internamento confirmou-se a suspeita inicial,   tendo o mesmo decorrido sem intercorrências e com melhoria clínica significativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Discussão: </b>Os Cuidados de Saúde Primários são os pilares do sistema de saúde.   Apesar de uma   das funções do Médico de Família ser dominar áreas   que assumam uma maior prevalência e incidência na comunidade, é fundamental que o mesmo seja   detentor de alguns conceitos mais   específicos e raros,   mais característicos dos Cuidados de Saúde Secundários. A Miastenia Gravis é, efetivamente, uma doença rara pelo que o Médico   de Família deve estar alerta para as suas manifestações clínicas.</font></p>      ]]></body>

</article>
