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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252012000100009</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2012.03.003</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perturbação pós-stress traumático: características psicométricas da versão portuguesa da Posttraumatic Stress Disorder Checklist - Civilian Version (PCL-C)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Posttraumatic stress disorder: psychometric characteristics of the Portuguese version of Posttraumatic Stress Disorder Checklist - Civilian Version (PCL-C)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Superior de Psicologia Aplicada Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa Centro de Investigação e Intervenção Social ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Instituto Piaget Instituto de Estudos Interculturais e Transdisciplinares de Almada ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://www.scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252012000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252012000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252012000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: Com o objetivo de explorar as características psicométricas da Posttraumatic Stress Disorder Checklist-Civilian Version (PCL-C) realizou-se um estudo com profissionais de ajuda e segurança. Material e métodos: No estudo transversal participaram 1215 bombeiros e polícias que responderam à PCL-C em formato papel. Resultados: Os resultados evidenciam a mesma estrutura fatorial e boas características psicométricas em termos de cluster de diagnóstico e indicador de severidade. Conclusões: A PCL-C na sua versão portuguesa revela qualidades psicométricas que mostram a sua adequação para utilização em pesquisas futuras.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: In order to explore the psychometric characteristics of Posttraumatic Stress Disorder Checklist - Civilian Version (PCL-C) a study was conducted with professional help and safety. Material and methods: This study had the participation of 1215 firefighters and police who responded the PCL-C on paper. Results: The results show the same factor structure as well as good psychometric characteristics in terms of diagnosis clusters and severity indicator. Conclusions: The Portuguese version of PCL-C reveals good psychometric qualities that seem to be appropriate for use in future research.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Perturbação Pós-Stress Traumático (PPST)]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Perturbação pós–stress traumático: características psicométricas da versão  portuguesa da <I>Posttraumatic Stress Disorder Checklist – Civilian Version</I>  (PCL–C)</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Dália Marcelino<SUP>a</SUP>, Sónia P. Gonçalves<SUP>b,c</SUP></b></p>     <P><SUP>a</SUP>Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde (I&amp;D,  UIPES/ISPA), Lisboa, Portugal. <A href="mailto:daliamarcelino@gmail.com">daliamarcelino@gmail.com</A></P>      <P><SUP>b</SUP>Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS/ISCTE–IUL),  Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Instituto Piaget (ISEIT, <I>Campus</I> Universitário de Almada),  Almada, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: Com o objetivo de explorar as características psicométricas da Posttraumatic  Stress Disorder Checklist–Civilian Version (PCL–C) realizou–se um estudo com  profissionais de ajuda e segurança. Material e métodos: No estudo transversal participaram 1215 bombeiros e polícias que responderam  à PCL–C em formato papel. Resultados: Os resultados evidenciam a mesma estrutura fatorial e boas características  psicométricas em termos de cluster de diagnóstico e indicador de severidade. Conclusões: A PCL–C na sua versão portuguesa revela qualidades psicométricas que mostram  a sua adequação para utilização em pesquisas futuras.</P>     <P><B>Palavras Chave:</B> Perturbação Pós–Stress Traumático (PPST). PCL–C. Bombeiros. Polícias.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Posttraumatic stress disorder: psychometric characteristics of the Portuguese  version of Posttraumatic Stress Disorder Checklist – Civilian Version  (PCL–C)</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: In order to explore the psychometric characteristics of Posttraumatic Stress  Disorder Checklist – Civilian Version (PCL–C) a study was conducted with  professional help and safety. Material and methods: This study had the participation of 1215 firefighters and police who  responded the PCL–C on paper. Results: The results show the same factor structure as well as good psychometric  characteristics in terms of diagnosis clusters and severity indicator. Conclusions: The Portuguese version of PCL–C reveals good psychometric qualities that seem  to be appropriate for use in future research.</P>     <P><B>Keywords:</B> Posttraumatic Stress Disorder (PTSD). PCL–C. Firefighters. Policies.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução</B></P>     <P>Quando alguém passa por uma experiência como um acidente, agressão, assalto,  ameaça, sequestro ou violação, é expectável que durante alguns dias, semanas ou  meses, sinta níveis elevados de ansiedade. A vivência deste tipo de eventos  implica um período de readaptação à rotina diária, que é variável em cada  pessoa. O desejável é que mais cedo ou mais tarde haja recuperação da  estabilidade emocional, no entanto se isso não acontecer é possível que a pessoa  venha a sofrer de perturbação pós-stress traumático (PPST ou PTSD <I>- Post  Traumatic Stress Disorder</I><SUP>1</SUP>). Mas não são só as vítimas diretas  destes eventos que podem sofrer desta perturbação. Uma pessoa que assista a  eventos potencialmente traumáticos, situações que são avaliadas como  constituindo uma ameaça para a vida ou como causadoras de lesões graves, também  pode sentir dificuldades em libertar-se da ansiedade e sintomatologia associados  àquilo que testemunhou.</P>     <P>Apesar da perturbação pós-stress traumático ser reconhecida como uma  categoria de diagnóstico na classificação oficial de perturbações psiquiátricas  apenas desde 1980<SUP>1</SUP><SUP>, </SUP><SUP>2</SUP> os seus sintomas têm  vindo a ser documentados há vários séculos, e de inúmeras formas, como resposta  a eventos potencialmente traumáticos<SUP>3</SUP><SUP>, </SUP><SUP>4</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>5</SUP>. Portanto, a ideia de que as experiências perturbadoras podem  afetar as emoções dos indivíduos e causar doenças mentais é conhecida há  séculos. Porém, a inclusão da PPST no Manual de Diagnóstico e Estatística das  Perturbações Mentais<SUP>6</SUP> foi extremamente importante, já que permitiu  unificar a investigação e as diferentes conceptualizações teóricas  existentes<SUP>7</SUP>, o que possibilitou desenvolver uma série de evidências  em relação à natureza das reações ao stress traumático, à comorbilidade e ao  tratamento desta perturbação. A evolução do conceito da PPST foi sofrendo  algumas alterações através dos casos que se foram estudando e  validando<SUP>2</SUP><SUP>, </SUP><SUP>3</SUP>, havendo sempre uma articulação  entre os mecanismos fisiológicos/orgânicos e psicológicos.</P>     <P>De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais  (DSM-IV-TR)<SUP>6</SUP>, a PPST tem como característica o desenvolvimento de  sintomas específicos a seguir à exposição a um stressor traumático externo,  implicando uma experiência pessoal direta, observação ou conhecimento de um  acontecimento como a morte, ameaça ou ferimentos, envolvendo uma resposta de  medo intenso, incapacidade de obter ajuda ou horror. Os sintomas resultantes da  exposição ao trauma extremo incluem o reexperienciar persistente do  acontecimento, evitamento persistente dos estímulos associados com o trauma e  embotamento geral da reatividade, e sintomas persistentes de aumento de  ativação. A duração dos sintomas é um aspeto bastante importante para que não se  confunda com outras perturbações, como é o caso da perturbação aguda de stress  em que os sintomas duram apenas 4 semanas após o evento desencadeador. Se os  sintomas se prolongarem para mais do que um mês provavelmente está a  desenvolver-se PPST.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A avaliação dos acontecimentos potencialmente traumáticos é um processo  difícil e complexo<SUP>8</SUP>. Dependendo do propósito da avaliação existe uma  variabilidade de instrumentos que podem ser utilizados para determinar a  exposição a acontecimentos potencialmente traumáticos<SUP>1</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>9</SUP>. Desde escalas que questionam sobre a exposição a todos os  tipos de acontecimentos catastróficos a escalas de exposição específica que se  focam em tipos específicos de acontecimentos, como por exemplo, violência  doméstica, exposição ao combate e violação<SUP>10</SUP>. Inúmeras entrevistas e  questionários também têm sido desenvolvidos e validados para avaliar e  diagnosticar a PPST<SUP>8</SUP>, alguns dos quais são utilizados especialmente  em contexto clínico, enquanto outros são usados sobretudo no âmbito da  investigação<SUP>10</SUP>. A maioria das medidas tem por base os critérios de  diagnóstico do DSM-IV-TR<SUP>6</SUP> e consistem em avaliar os 17 sintomas de  PPST descritos nos critérios B (reexperienciar), C (evitamento) e D  (hiper-ativação), permitindo aceder à severidade dos sintomas, bem como aos  clusters de critérios.</P>     <P>A <I>Posttraumatic Stress Disorder Checklist – Civilian Version</I> (PCL-C)  desenvolvida por Weathers e colaboradores em 1993<SUP>11</SUP>, é um exemplo de  uma escala com o objetivo de avaliar a experiência/vivência a um acontecimento  potencialmente traumático e diagnosticar a PPST. A PCL-C já foi utilizada em  diversos contextos, nomeadamente com veteranos de guerra, vítimas de assédio  sexual, vítimas de acidentes de viação e de acidentes de trabalho, bombeiros,  polícias, idosos, e mães de vítimas de cancro. Esta escala tem revelado boas  qualidades psicométricas<SUP>11</SUP><SUP>, </SUP><SUP>12</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>13</SUP><SUP>, </SUP><SUP>14</SUP><SUP>, </SUP><SUP>15</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>16</SUP><SUP>, </SUP><SUP>17</SUP><SUP>, </SUP><SUP>18</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>19</SUP>, nomeadamente ao nível da consistência interna global dos 17  sintomas (a=0,96 a 0,97) e dos vários <I>clusters</I> de sintomas (Critério B  a=0,90 a 0,93; Critério C a=0,89 a 0,92; Critério D a=0,91 e 0,92), à validade  convergente (correlação entre a PCL-C e outras medidas de PPST varia entre 0,77  e 0,93) e ao teste-reteste (a=0,96). Ao longo dos anos têm vindo a ser feitas  diversas análises fatoriais confirmatórias da escala que se têm apresentado  consistentes<SUP>12</SUP><SUP>, </SUP><SUP>20</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>21</SUP><SUP>, </SUP><SUP>22</SUP><SUP>, </SUP><SUP>23</SUP>.</P>     <P>Em Portugal, verifica-se lacunas ao nível de instrumentos para avaliar os  sintomas e diagnosticar a PPST, razão que justificou a tradução, adaptação e  análise das características psicométricas da versão portuguesa da escala  PCL-C.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Método</B></P>     <P><I>Material</I></P>     <P>A PTSD Checklist – Versão civis (PCL-C<SUP>11</SUP>) é uma medida de  auto-preenchimento que consiste em 17 questões que correspondem aos 17 sintomas  da Perturbação Pós-Stress Traumático (PPST) descritos nos critérios B  (reexperienciar), C (evitamento) e D (hiper-ativação) do DSM-VI-TR. As respostas  são dadas numa escala de <I>Likert</I> de 5 pontos, em que 1 é «Nada» e 5 é  «Extremamente». <I>Scores</I> iguais a 3 ou superiores indicam a presença de  sintomas da PPST. A tradução e adaptação da escala para português<SUP>24</SUP>  foram baseadas no método de tradução-retroversão, com autorização do autor da  escala original. Para avaliar o critério A, de acordo com o DSM-VI-TR, foi ainda  utilizada uma questão adaptada do Traumatic Events Questionnaire  (TEQ<SUP>25</SUP>), «Em que medida é que esse acontecimento foi traumático para  si?», a resposta era dada numa escala de <I>Likert</I> de 7 pontos, em que 1 é  «Nada» e 7 é «Extremamente».</P>     <P><I>Participantes</I></P>     <P>A amostra foi constituída por 1215 profissionais de ajuda e segurança (830  bombeiros e 385 polícias) de Corpos de Bombeiros Voluntários e Forças de  Segurança, a nível nacional. A maioria dos profissionais era do sexo masculino  (bombeiros: sexo masculino 81% e feminino 19%; Polícias: sexo masculino 93% e  feminino 7%). A média de idades foi de 31,96 anos (desvio padrão = 8,49) e a  média do número de anos de serviço foi de 11,08 anos (desvio-padrão = 8,02), não  se verificando diferenças significativas entre os 2 grupos de profissionais,  quer na idade (<I>t</I> =&#8722;1,248; <I>p</I> = 0,212) quer no número de anos de  serviço (<I>t</I> = &#8722;,037; <I>p</I> = 0,970).</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Caracteristicas psicométricas</B></P>     <P><I>Sensibilidade</I></P>     <P>A sensibilidade dos itens da escala foi avaliada através dos coeficientes de  assimetria e curtose. A Tabela 1 apresenta os valores do mínimo, máximo, média,  desvio padrão, assimetria e curtose para os 17 itens da PCL-C. Nenhum dos itens  apresenta valores absolutos de assimetria superiores a 3 ou de curtose  superiores a 5 que comprometam a sensibilidade dos itens da escala.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a href="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a09t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a></b> <b>Mínimo, máximo, média, desvio padrão (DP),  assimetria (Sk), curtose (Ku) para os 17 itens da PCL-C versão portuguesa (n=1215)</b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P><I>Validade fatorial</I></P>     <P>A análise fatorial confirmatória da estrutura tri-fatorial do modelo de  medida PCL-C foi efetuada com o software AMOS 19 (SPSS Inc, Chicago, IL). Para  avaliar a qualidade do ajustamento do modelo usou-se as estatísticas <I>X2/df,  CFI, GFI, PCFI, PGFI, RMSEA</I> e a <I>p</I>(rmsea <U>&lt;</U> 0,05). Assim,  considerou-se que o ajustamento do modelo aos dados era bom para valores de  <I>X</I><SUP><I>2</I></SUP><I>/df</I> entre 1 e 2, <I>CFI</I> e <I>GFI</I>  superiores a 0,9, <I>PCFI</I> e <I>PGFI</I> superiores a 0,6, <I>RMSEA</I>  inferiores a 0,05 com uma probabilidade <I>p</I> (rmsea <U>&lt;</U>  0,05)<SUP>26</SUP>. Apenas se correlacionaram os erros quando o índice de  modificação era superior a 11 (<I>p</I> &lt; 0,001). O modelo encontrado  confirma uma estrutura tri-fatorial, com os itens relativos a cada um dos  clusters colocados em 3 fatores que se encontram correlacionados entre si  (Tabela 2). Apesar da estatística do X<SUP>2</SUP>/df ser elevada, todos os  outros valores se encontram aceitáveis, levando-nos a considerar que a análise  fatorial confirmatória da estrutura tri-fatorial da PCL-C indicou que o modelo  original apresenta um bom ajustamento à nossa amostra em estudo  (X<SUP>2</SUP>/df = 6,442; CFI = 0,958; PCFI = 0,690; GFI = 0,943; PGFI = 0,604;  RMSEA = 0,06; <I>p</I>(rmsea <U>&lt;</U> 0,05) &lt; 0,001).</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 2 - Análise fatorial confirmatória, consistência interna e correlações entre os factores da escala PCL-C (n=1215)</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a09t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P><I>Fiabilidade</I></P>     <P>A fiabilidade dos fatores e da escala total foi avaliada pela medida de  consistência interna do alfa de <I>Cronbach</I>. Foi encontrado um alfa total de  0,94 para a PCL-C e de 0,86, 0,87 e 0,88 para os critérios B, C e D,  respetivamente (Tabela 2).</P>     <P><I>Cotação</I></P>     <P>Segundo os autores originais<SUP>11</SUP>, a PCL-C pode ser cotada de 3  formas: (1) <I>Medida contínua da severidade dos sintomas de PPST</I>: cotação  obtida através do somatório das respostas dos 17 itens, obtendo-se um  <I>score</I> total que varia entre 17 e 85; (2) <I>Calculo dos scores dos 3  clusters de sintomas de PPST:</I> cotação obtida através da média aritmética de  cada cluster, do item 1 ao 5 para o critério B (reexperienciar), 6-12 para o  critério C (evitamento) e 13-17 para o critério D (hiper-ativação); (3)  <I>Presença de diagnóstico de PPST</I>: cotação obtida através da inclusão de  apenas os itens com <I>score</I> de 3 ou superior (considerados como um sintoma  de PPST) e depois seguir as regras de diagnóstico do DSM-IV-TR, ou seja, pelo  menos um sintoma do critério B (reexperienciar), pelo menos 3 sintomas do  critério C (evitamento) e pelo menos 2 sintomas do critério D (hiper-ativação).  Na Tabela 3 são apresentados os resultados das 3 formas de cotação na amostra  total em estudo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a href="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a09t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a></b> <b>Formas de cotação da escala PCL-C para a escala  total e análise das diferenças entre os 2 grupos de profissionais</b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P><I>Validade fatorial</I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Análise comparativa entre os 2 grupos profissionais</I></P>     <P>Os resultados indicam que os polícias apresentam um nível médio de severidade  de sintomatologia de PPST significativamente superior aos bombeiros, bem como no  que se refere aos sintomas descritos nos 3 critérios de diagnóstico (B, C, D).  No entanto são os bombeiros que fazem uma avaliação do acontecimento como mais  traumático (critério A). Relativamente ao diagnóstico da PPST não se verificaram  diferenças estatisticamente significativas entre os 2 grupos (<a href="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a09t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a>).</P>     
<p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão</B></P>     <P>O objetivo deste estudo consistiu no explorar das características  psicométricas da versão portuguesa<SUP>24</SUP> da Posttraumatic Stress Disorder  Checklist – Civilian Version (PCL-C)<SUP>11</SUP>. Os resultados obtidos  permitiram verificar que a versão portuguesa da PCL-C apresenta características  psicométricas bastante satisfatórias, quer em termos da confirmação da sua  estrutura fatorial original, quer relativamente aos bons índices de consistência  interna total e dos clusters de diagnóstico. Tendo em conta as suas  características de cotação, este instrumento parece-nos muito útil para avaliar  a severidade dos sintomas da perturbação pós-stress traumático, avaliar os  diferentes clusters de sintomas, e verificar a presença (ou não) do diagnóstico  da PPST, de acordo com os critérios do DSM-VI-TR.</P>     <P>Os dados obtidos neste estudo permitem afirmar que o instrumento revelou ser  sensível, válido e fiável para a avaliação da perturbação pós-stress traumático  e que pode ter utilização futura em Portugal. Recomenda-se a continuidade da  aplicação da escala com outras amostras, nomeadamente com vítimas primárias e  secundárias, e de preferência em estudos longitudinais de forma a confirmar as  características psicométricas.</P>     <P>Relativamente à análise comparativa entre os 2 grupos de profissionais,  sugere-se aprofundamento do resultado paradoxal encontrado, na medida em que a  literatura refere que quanto mais elevada é a avaliação do acontecimento como  traumático, maior a presença de sintomas da PPST<SUP>1</SUP>. Os nossos  resultados contrariam esta premissa, no entanto não verificamos diferenças  significativas relativamente à presença do diagnóstico da PPST, o que levanta a  hipótese de haver fatores moderadores e protetores desta relação que não foram  avaliados, como o <I>coping</I>, o apoio dos pares, e a formação.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Maia Â, Fernandes E. Epidemiologia da perturbação pós–stress traumático  (PTSD) e avaliação da resposta ao trauma. En: Pereira M., Monteiro–Ferreira J.,  editors. Stress traumático: aspectos teóricos e intervenção. Lisboa: Climepsi  Editores; 2003. 35–54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0870-9025201200010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Howorth P. PTSD: perspectiva histórica. Rev Psiq Hosp Júlio de Matos.  2000; 13(Suppl. 2):9–15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0870-9025201200010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Breslau N. Epidemiologic studies of trauma, posttraumatic stress disorder,  and other psychiatric disorders. Can J Psychiatry. 2002; 47:923–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0870-9025201200010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Anunciação C. Origens do conceito de stress traumático. Rev Psic Militar.  2003; 14:117–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0870-9025201200010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. McFarlane A. The contribution of epidemiology to the study of traumatic  stress. Soc Psychiatr Epidemiol. 2004; 39:874–82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-9025201200010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. APA (American Psychiatric Association). DSM–IV–TR: manual de diagnóstico e  estatística das perturbações mentais. 4a ed. Lisboa: Clempsi Editores; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0870-9025201200010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>7. Lee D, Young K. Post–traumatic stress disorder: diagnostic issues and  epidemiology in adult survivors of traumatic events. Int Rev Psychiatr. 2001;  13:150–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-9025201200010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Orsillo S, Batten S, Hammind C. Acute stress disorder and posttraumatic  stress disorder: a brief overview and guide to assessment. En: Antony M.,  Orsillo S., Roemer L., editors. Practitioner's guide to empirically based  measures of anxiety. New York: Klumer Academic/Plenum Publishers; 2001. 245–54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-9025201200010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>9. Orsillo S. Measures for acute stress disorder and posttraumatic stress  disorder. En: Antony M., Orsillo S., Roemer L., editors. Practitioner's guide to  empirically based measures of anxiety. New York: Klumer Academic/Plenum  Publishers; 2001. 255–307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-9025201200010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Friedman M. Post–traumatic stress disorder: the latest assessment and  treatment strategies. Kansas City: Compact Clinicals; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-9025201200010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Weathers FW, Litz B.T., Herman DS, Huska JA, Keane TM. The PTSD Checklist  (PCL): reliability, validity and diagnostic utility. In: 9th Annual Meeting of  the International Society for Traumatic Stress Studies, October 24–27, 1993, San  Antonio, Texas. Paper. San Antonio, TX: International Society for Traumatic  Stress Studies; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-9025201200010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Taylor S, Kuch K, Koch WJ, Crockett DJ, Passey G. The structure of  posttraumatic stress symptoms. J Abnorm Psychol. 1998; 107:154–60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-9025201200010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Ruggiero KJ, Del Ben K, Scotti JR, Rabalais AE. Psychometric properties  of the PTSD Checklist–Civilian Version. J Trauma Stress. 2003; 16:495–502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-9025201200010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Miles JN, Marshall GN, Schell TL. Spanish and English versions of the  PTSD Checklist–Civilian Version (PCL–C): Testing for differential item  functioning. J Trauma Stress. 2008; 21:369–76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-9025201200010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Keen SM, Kutter CJ, Niles BL, Krinsley KE. Psychometric properties of  PTSD Checklist in sample of male veterans. J Rehabil Res Dev. 2008; 45:465–74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-9025201200010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>16. Gonçalves SP, Marques Pinto A, Lima L. Posttraumatic stress disorder,  depression and anxiety in work accident victims and witnesses. En: Guedes Soares  C., editors. Safety and reliability for managing risk. Rotterdam: A.A. Balkema  Publishers; 2006. 767–71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-9025201200010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Gonçalves SP, Marques Pinto A, Lima ML. Psychological consequences of  work accident: the role of group cohesion and communal coping. En: Morin E.,  Ramalho N., Neves J., Savoie A., editors. New research trends in effectiveness,  health, and work: a Criteos scientific and professional account. Montreal:  Criteos/HEC–Montreal; 2009. 49–70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-9025201200010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Marcelino, D. Impacto da exposição a incidentes críticos na saúde e  bem–estar psicológico dos tripulantes de ambulância. Tese de Mestrado em  Psicologia Clínica e da Saúde, Instituto Piaget – ISEIT, Almada, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-9025201200010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Marcelino D, Figueiras, MJ, Claudino, A. Impacto da exposição a  incidentes críticos na saúde e bem–estar psicológico dos tripulantes de  ambulância. Revista Psicologia, Saúde &amp; Doenças. 13, in press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-9025201200010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. Buckley TC, Blanchard EB, Hickling EJ. A confirmatory factor analysis of  posttraumatic stress symptoms. Behav Res Ther. 1998; 36:1091–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-9025201200010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Asmundson GJ, Frombach I, McQuaid J, Pedrelli P, Lenox R, Stein MB.  Dimensionality of posttraumatic stress symptoms: a confirmatory factor analysis  of DSM–IV symptom clusters and other symptom models. Behav Res Ther. 2000;  38:203–14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-9025201200010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Schinka JA, Brown LM, Borenstein AR, Mortimer JA. Confirmatory factor  analysis of the PTSD checklist in the elderly. J Trauma Stress. 2007; 20:281–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201200010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>23. Chiu S, Webber MP, Seig–Owens R, Gustave J, Lee R, Kelly K, et–al.  Performance characteristics of the PTSD Checklist in retired firefighters  exposed to the World Trade Center disaster. Ann Clin Psychiatry. 2011;  23:95–104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201200010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. Gonçalves, SP. Perturbações psicológicas associadas aos acidentes de  trabalho: o papel moderador do coping social e da coesão grupal. Lisboa: ISCTE;  2007. Tese de Mestrado em Psicologia Social e Organizacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201200010000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>25. Vrana S, Lauterbach D. Prevalence of traumatic events and post–traumatic  psychological symptoms in a nonclinical sample of college students. J Trauma  Stress. 1994; 7:289–302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201200010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>26. Marôco J. Análise de equações estruturais: fundamentos teóricos, software  &amp; aplicações. Pêro Pinheiro: ReportNumber, Lda;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201200010000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 2010. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesses</B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 21 de Outubro de 2011</I></P>     <P><I>Aceite em 30 de Março de 2012</I></P>      ]]></body>
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