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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inteligência espiritual: Validação preliminar da versão portuguesa da Escala de Inteligência Espiritual Integrada (EIEI)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Amram and Dryer (2008) suggest a vision of Spiritual Intelligence that can be encompassed in the Multiple Intelligences Theory by Gardner. The authors point 5 domains “Consciousness”, “Transcendence”, “Grace”, “Truth” and “Meaning” that compose the Integrated Spiritual Intelligence Scale [ISIS]. The present investigation aimed to realize a preliminary validation of the Portuguese version of ISIS. A sample of 714 subjects, 257 males and 461 females, aged between 14 and 81 years took part of the study. The implementation of the instruments was performed online and besides the use of Integrated Spiritual Intelligence Scale, we used also a socio-demographic questionnaire in order to characterize the sample. The results showed a Cronbach’s alpha values lying between 0.67 and 0.88. The value of Cronbach’s alpha for the total scale is 0.92. A penta factorial structure was found (“Religious and Spiritual Coping”, “Consciousness”, “Grace”, “Meaning” and “Mission”). In this preliminary version the domains were not congruent with the original scale. Although they are necessary further studies that focus on the convergent and discriminant validity, and a confirmation of the stability of the factor structure obtained in new sample, this work is an important contribution to the review of this new construct, and is assumed as a point of departure for further research in the area of Spiritual Intelligence.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Intelig&ecirc;ncia espiritual: Valida&ccedil;&atilde;o preliminar da vers&atilde;o portuguesa da Escala de Intelig&ecirc;ncia Espiritual  Integrada (EIEI)</b></p>     <p><b>Diana Filipa Oliveira Jorge<sup>1</sup>, Gra&ccedil;a Esgalhado<sup>1</sup>, Henrique Pereira<sup>1</sup>,  Paula M. Matos<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade da Beira Interior</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Amram e Dryer (2008) prop&otilde;em o construto de Intelig&ecirc;ncia Espiritual [IE] e defendem a inclus&atilde;o da mesma na Teoria das  Intelig&ecirc;ncias M&uacute;ltiplas de Gardner. Os autores apontam 5 dimens&otilde;es para a IEs: &ldquo;Consci&ecirc;ncia&rdquo;,  &ldquo;Transcend&ecirc;ncia&rdquo;, &ldquo;Gra&ccedil;a&rdquo;, &ldquo;Verdade&rdquo; e &ldquo;Significado&rdquo; que comp&otilde;em a Integrated  Spiritual Inteligence Scale [ISIS]. A presente investiga&ccedil;&atilde;o visa apresentar os dados preliminares de valida&ccedil;&atilde;o de um  novo instrumento para avalia&ccedil;&atilde;o do conceito de intelig&ecirc;ncia espiritual, na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Participaram no  estudo 714 sujeitos, 257 do sexo masculino e 461 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 14 e os 81 anos. A aplica&ccedil;&atilde;o dos  instrumentos realizou-se online e al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o da Escala de Intelig&ecirc;ncia Espiritual Integrada us&aacute;mos um  question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico com o intuito de caracterizar a amostra. A escala apresenta uma estrutura penta fatorial (&ldquo;Coping  religioso e espiritual&rdquo;, &ldquo;Consci&ecirc;ncia&rdquo;, &ldquo;Gra&ccedil;a&rdquo;, &ldquo;Significado&rdquo; e  &ldquo;Miss&atilde;o&rdquo;). No estudo da consist&ecirc;ncia interna obt&ecirc;m-se valores de alpha de Cronbach situados entre os 0.67 e 0.88, e  de 0.92 para a escala total. Nesta vers&atilde;o preliminar as dimens&otilde;es obtidas n&atilde;o foram congruentes com a escala original. Apesar  de serem necess&aacute;rios estudos posteriores que se debrucem sobre a validade convergente e discriminante, e uma confirma&ccedil;&atilde;o da  estabilidade da estrutura fatorial obtida em nova amostra, este trabalho constitui um contributo relevante para a an&aacute;lise cr&iacute;tica  deste novo constructo, assim como se assume como ponto de partida para outras pesquisas na &aacute;rea da Intelig&ecirc;ncia Espiritual.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Intelig&ecirc;ncia espiritual, Espiritualidade, Escala de Intelig&ecirc;ncia Espiritual Integrada.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Amram and Dryer (2008) suggest a vision of Spiritual Intelligence that can be encompassed in the Multiple Intelligences Theory by Gardner.  The authors point 5 domains &ldquo;Consciousness&rdquo;, &ldquo;Transcendence&rdquo;, &ldquo;Grace&rdquo;, &ldquo;Truth&rdquo; and  &ldquo;Meaning&rdquo; that compose the Integrated Spiritual Intelligence Scale [ISIS]. The present investigation aimed to realize a preliminary  validation of the Portuguese version of ISIS. A sample of 714 subjects, 257 males and 461 females, aged between 14 and 81 years took part of the  study. The implementation of the instruments was performed online and besides the use of Integrated Spiritual Intelligence Scale, we used also a  socio-demographic questionnaire in order to characterize the sample. The results showed a Cronbach&rsquo;s alpha values lying between 0.67 and  0.88. The value of Cronbach&rsquo;s alpha for the total scale is 0.92. A penta factorial structure was found (&ldquo;<i>Religious and Spiritual  Coping</i>&rdquo;, &ldquo;<i>Consciousness</i>&rdquo;, &ldquo;<i>Grace</i>&rdquo;, &ldquo;<i>Meaning</i>&rdquo; and &ldquo;<i>Mission</i>&rdquo;).  In this preliminary version the domains were not congruent with the original scale. Although they are necessary further studies that focus on the  convergent and discriminant validity, and a confirmation of the stability of the factor structure obtained in new sample, this work is an  important contribution to the review of this new construct, and is assumed as a point of departure for further research in the area of Spiritual  Intelligence.</p>     <p><b>Key words</b>: Spiritual intelligence, Spirituality, Integrated Spiritual Intelligence Scale.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A conceptualiza&ccedil;&atilde;o de Intelig&ecirc;ncia Espiritual [IEs] surgiu apenas no ano 2000 atrav&eacute;s de Zohar e Marshall, no livro  &ldquo;Spiritual Intelligence&rdquo; (Hosseini, Elias, Krauss, &amp; Aishah, 2010). Zohar e Marshall (2004) adotam uma postura distinta  relativamente a outros investigadores da &aacute;rea, ao postularem tr&ecirc;s tipos de intelig&ecirc;ncias prim&aacute;rias &ndash; intelectual,  emocional e espiritual &ndash; que combinadas entre si originam os outros tipos de intelig&ecirc;ncias propostas na Teoria das M&uacute;ltiplas  Intelig&ecirc;ncias de Gardner. Os autores pioneiros na proposta do conceito de IEs associam estes 3 tipos de intelig&ecirc;ncias prim&aacute;rias  respetivamente a cada um dos 3 tipos de processamento neural &ndash; em s&eacute;rie, associativo e unificador &ndash; e destacam que a IEs  &eacute; respons&aacute;vel pela concilia&ccedil;&atilde;o harmoniosa entre QI [Quociente intelectual] e QE [Quociente Emocional]. Para estes  autores a IEs &eacute; uma &ldquo;intelig&ecirc;ncia fundamental&rdquo; respons&aacute;vel: (1) pela capacidade para lidar e resolver problemas de  sentido e de valor; (2) enquadrar num contexto amplo e transcendente a vida e as a&ccedil;&otilde;es; e (3) criar e mudar regras e alterar  situa&ccedil;&otilde;es e conferir um sentido de moral (DeBlasio, 2011; Zohar &amp; Marshall, 2004).</p>     <p>Outros investigadores tamb&eacute;m se t&ecirc;m debru&ccedil;ado sobre o constructo de IEs, e verifica-se uma aus&ecirc;ncia de consenso com a  perspetiva defendida por Zohar e Marshall. Emmons (2000) enquadra a IEs na Teoria das M&uacute;ltiplas Intelig&ecirc;ncias, e defende que a  Intelig&ecirc;ncia exerce uma importante fun&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da personalidade e no encontro de solu&ccedil;&otilde;es adaptativas  para os problemas, considerando a espiritualidade como um recurso facilitador da adapta&ccedil;&atilde;o a um determinado ambiente ou contexto. A  IEs &eacute; conceptualizada como a capacidade para gerir a informa&ccedil;&atilde;o espiritual, que fornece um sentido adaptativo para a melhoria  do funcionamento di&aacute;rio, no incrementar a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e ao facilitar o alcance de objetivos (Emmons, 2000). Para  Gardner (1994), o recurso &agrave; palavra espiritual para designar um novo tipo de intelig&ecirc;ncia suscita d&uacute;vidas, porque o  dom&iacute;nio da espiritualidade &eacute; das &aacute;reas menos estudadas e comprovadas cientificamente. Na verdade, n&atilde;o exclui a  hip&oacute;tese de inclus&atilde;o de um &ldquo;novo&rdquo; tipo de intelig&ecirc;ncia na sua teoria, mas prefere denomin&aacute;-la de  intelig&ecirc;ncia existencial (Gardner, 1994). Considera que este novo tipo de intelig&ecirc;ncia abrange duas capacidades: a de se sentir parte  do Universo, e a de procurar e descobrir caracter&iacute;sticas existenciais da condi&ccedil;&atilde;o humana como o significado da vida e da  morte, as experi&ecirc;ncias intensas de amor ao outro, ou o envolvimento com a arte (DeBlasio, 2011). Por seu turno, Mayer (2000) op&otilde;e-se  &agrave; exist&ecirc;ncia da IEs, argumentando que esta &eacute; uma renomea&ccedil;&atilde;o do conceito de espiritualidade, e que as teorias que  apoiam a exist&ecirc;ncia desse tipo de intelig&ecirc;ncia carecem de fundamenta&ccedil;&atilde;o. Amram e Dryer (2008) refutam esta perspectiva,  defendendo que enquanto a espiritualidade diz respeito &agrave; viv&ecirc;ncia de experi&ecirc;ncias atrav&eacute;s do sagrado, do significado  supremo, de uma consci&ecirc;ncia superior e transcendente, a IEs valoriza as atividades que se baseiam nestes conceitos para melhorar o  funcionamento e resposta adaptativa face aos problemas. Para estes autores, tal como a emotividade pode ser diferenciada de Intelig&ecirc;ncia  Emocional, tamb&eacute;m a espiritualidade pode ser diferenciada de IEs.</p>     <p>A par das investiga&ccedil;&otilde;es que questionam ou que defendem o estatuto cient&iacute;fico da IEs, e consequentemente procuram o  enquadramento te&oacute;rico deste constructo, outras direccionam-se para as caracter&iacute;sticas que a definem na sua aplicabilidade. Por  exemplo, Vaughan (2002) defende que a IEs pode ser expressa numa determinada cultura nos atos de amor, compaix&atilde;o e servi&ccedil;o ao outro  (DeBlasio, 2011). Wolman (2001) define IEs como a capacidade para se interrogar acerca de quest&otilde;es existenciais como o sentido da vida e  simultaneamente de nos conectarmos uns com os outros e com o ambiente que nos rodeia (DeBlasio, 2011). Para Amram (2007), a IEs &eacute;  conceptualizada como a capacidade de aplicar e integrar recursos e qualidades espirituais no dia-a-dia de forma a manifestarmos um aumento do  nosso  bem-estar e funcionamento adaptativo.</p>     <p>A IEs n&atilde;o &eacute; um tipo de intelig&ecirc;ncia exclusiva de pessoas religiosas. Este conceito n&atilde;o pode nem deve ser  confund&iacute;vel com os conceitos de religi&atilde;o e espiritualidade.</p>     <p>A religi&atilde;o &eacute; uma express&atilde;o formal, institucional e exterior do sagrado (Koenig, McCullough, &amp; Larson, 2001 e Miller  &amp; Thoresen, 2003, citados por Cotton, Zebracki, Rosenthal,Tsevat, &amp; Drotar, 2006) baseada em cren&ccedil;as e estabelece um compromisso  para com doutrinas e pr&aacute;ticas (Manning, 2004, citado por Yang &amp; Mao, 2007), sendo modelada na fam&iacute;lia e transmitida pela  tradi&ccedil;&atilde;o (Zohar &amp; Marshall, 2004). A espiritualidade pode ser considerada uma express&atilde;o interna, pessoal e emocional do  sagrado (George, Larson, Koenig &amp; McCullough, 2000; Hill &amp; Pargament, 2003 e Koenig, McCullough, &amp; Larson, 2001, citados por Cotton,  Zebracki, Rosenthal,Tsevat &amp; Drotar, 2006), n&atilde;o estando necessariamente ligada apenas a experi&ecirc;ncias e comportamentos religiosos  (Schneiders, 1996, citado por Gomez &amp; Fisher, 2005) nem exigindo a participa&ccedil;&atilde;o numa organiza&ccedil;&atilde;o ou em rituais  religiosos (Castellaw, Wicks, &amp; Martin, 1999). A espiritualidade &eacute; um sistema de cren&ccedil;as que confere vitalidade e acrescenta  significado e prop&oacute;sito aos eventos di&aacute;rios (Manning, 2004 e Maugans &amp; Wadland, 1991, citados por Yang &amp; Mao, 2007). &Eacute;  considerada por James (1902) como a experi&ecirc;ncia religiosa primordial do indiv&iacute;duo (citado por Hyde, 2004). Solomon (2002) sugere que  ateus ou c&eacute;ticos n&atilde;o necessitam de acreditar num Deus ou Esp&iacute;rito Criador para expressarem a sua espiritualidade, pois  fazem-no atrav&eacute;s de uma filosofia de vida que expressa Amor em viver (citado por Huitt &amp; Robbins, 2003). A religi&atilde;o pode ser uma  express&atilde;o particular da espiritualidade (Girardin, 2000; Tolan, 2002, citado por Huit &amp; Robbins, 2003). Assim sendo, uma pessoa pode ser  espiritual sem ser religiosa ou vice-versa (Huit &amp; Robbins, 2003; Lim &amp; Yi, 2009; Pinto &amp; Ribeiro, 2007; Zohar &amp; Marshall, 2004).  Espiritualidade e religiosidade s&atilde;o conceitos diferentes, apesar de interdependentes (Zinnbauer &amp; Pargament, 2005). A religi&atilde;o  tem mais a ver com cren&ccedil;as e rituais, implicando um maior grau de ades&atilde;o e de participa&ccedil;&atilde;o dos seus praticantes (Oman  &amp; Thoresen, 2005), comparativamente com a espiritualidade. Para Pinto e Ribeiro (2007) este &eacute; um constructo mais amplo que se  caracteriza por ser individual, subjectivo e experiencial.</p>     <p>Consideramos que o que parece diferenciar o conceito de IEs do conceito de espiritualidade &eacute; a no&ccedil;&atilde;o de funcionalidade e  adaptabilidade. Esta no&ccedil;&atilde;o &eacute; proveniente de uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o de intelig&ecirc;ncia que a define como a  capacidade para produzir combina&ccedil;&otilde;es de comportamentos, adquirir e explorar novos conhecimentos e resolver problemas (Afonso, 2007;  Lino, 2004), de forma criativa com recurso &agrave; espiritualidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Se pensarmos, por exemplo, na intelig&ecirc;ncia cinest&eacute;sico-corporal conseguimos admitir que nem todos a t&ecirc;m desenvolvida da mesma  forma, mas todos temos um corpo que seria o pr&eacute;-requisito para nos tornarmos atletas fant&aacute;sticos. Defendemos que um funcionamento  similar est&aacute; subjacente &agrave; IEs. Todos possu&iacute;mos as estruturas necess&aacute;rias, mas nem todos as estimul&aacute;mos. Esta  afirma&ccedil;&atilde;o suporta-se nas pesquisas sobre o c&eacute;rebro, desenvolvidas por Persinger em 1997, que p&otilde;e em evid&ecirc;ncia a  &ldquo;&aacute;rea de Deus&rdquo;, localizada nos lobos temporais (citado por Zohar &amp; Marshall, 2004). A discrep&acirc;ncia do desenvolvimento  em diferentes seres humanos, assente nos diversos tipos de intelig&ecirc;ncia, origina uma interessante multidiversidade social e cultural:  encontramos atletas fant&aacute;sticos, m&uacute;sicos fant&aacute;sticos, artistas fant&aacute;sticos e pessoas espiritualmente  fant&aacute;sticas.</p>     <p>No entanto, por ser um conceito relativamente recente, alguns membros da comunidade cient&iacute;fica ainda n&atilde;o aceitam que possa existir  este tipo de IEs. Mas podemos afirmar que nos &uacute;ltimos anos tem crescido o interesse dos investigadores pelo estudo das vari&aacute;veis  religiosas e espirituais, e por aferir e validar instrumentos que permitam melhor conhecer e estudar estas vari&aacute;veis (Chaves, Carvalho,  Dantas, Terra, Nogueira, &amp; Souza, 2010; Gouveia, Marques, &amp; Pais-Ribeiro, 2009; Hamer, 2004, Kirk, Eaves, &amp; Martin, 1999, Kirkpatrick,  1999, Lutz, Greischar, Rawlings, Ricard, &amp; Davidson, 2004, Newberg &amp; D&rsquo;Aquili, 2001 e Piedmont, 1999, citados por Hyde, 2004; Pinto  &amp; Pais-Ribeiro, 2007). Este aumento do interesse cultural que se tem verificado nos &uacute;ltimos anos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  religi&atilde;o e &agrave; espiritualidade talvez possa dever-se &agrave; eventual implica&ccedil;&atilde;o destas vari&aacute;veis na  sa&uacute;de (Chida, Steptoe, &amp; Powell, 2009; Krause, 2011; Levin, Chatters, &amp; Joseph, 2011), mas tamb&eacute;m da import&acirc;ncia das  mesmas noutras &aacute;reas como o trabalho (Chin, Anantharaman, &amp; Tong, 2011) e a educa&ccedil;&atilde;o (Antunes &amp; Silva, 2015).</p>     <p>A atual relev&acirc;ncia da espiritualidade fica demonstrada pela cria&ccedil;&atilde;o da divis&atilde;o 36 da APA &ndash; <i>Psychology of  Religion and Spirituality</i> &ndash; que tem como finalidade impulsionar a aplica&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos de pesquisa e conhecimento  cient&iacute;fico e psicol&oacute;gico a diversas formas de espiritualidade e religi&atilde;o, e o incentivar da aplica&ccedil;&atilde;o na  pr&aacute;tica cl&iacute;nica dos resultados e conhecimentos produzidos (APA, 2012). Portanto, a explora&ccedil;&atilde;o de conhecimento no  &acirc;mbito deste potencial tipo de Intelig&ecirc;ncia torna-se essencial, e justifica-se que seja realizado de forma contextualizada,  relativamente &agrave;s mudan&ccedil;as emergentes na sociedade atual. S&atilde;o apenas conhecidos tr&ecirc;s instrumentos que visam medir a  Intelig&ecirc;ncia Espiritual: (1) a ISIS da autoria de Amram e Dryer (2008); (2) o SISR-24 da autoria de King e DeCicco (2009); e (3) a SIS da  autoria de Nasel (2004), que foi constru&iacute;da apenas para duas perspetivas espirituais &ndash; cristianismo e vertente &ldquo;New Age&rdquo; e  o PSI desenvolvido por Wolman (2001). Por seu lado, Zohar e Marshall (2004) apresentam um conjunto de perguntas de reflex&atilde;o, orientadoras  numa linha de autoconhecimento, mas n&atilde;o &eacute; considerado um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o. Em Portugal encontram-se  instrumentos como a vers&atilde;o portuguesa do WHOQOL-SRPB (<i>Spirituality, Religiousness and Personal Beliefs</i>) que avalia a  rela&ccedil;&atilde;o entre qualidade de vida e espiritualidade (Catr&eacute;, Ferreira, Pessoa, Pereira Canavarro, &amp; Catr&eacute;, 2014), a  Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Espiritualidade (Pinto &amp; Ribeiro, 2007) e o Question&aacute;rio de Bem-Estar Espiritual (SWBQ) (Gouveia,  Marques, &amp; Pais Ribeiro, 2009), mas at&eacute; ao presente n&atilde;o se conhece qualquer instrumento estudado com o prop&oacute;sito de  avaliar intelig&ecirc;ncia espiritual. Com este trabalho pretende-se dar um contributo atrav&eacute;s da valida&ccedil;&atilde;o preliminar de um  instrumento de medida da IEs &ndash; a Escala de Intelig&ecirc;ncia Espiritual Integrada (ISIS) &ndash; para que, ap&oacute;s outras  an&aacute;lises complementares, se possa dispor de um instrumento a utilizar na pr&aacute;tica interventiva e investigativa em Psicologia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra total do estudo foi de 718 participantes, 257 do sexo masculino e 461 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 14 e os 81  anos. Cerca de 74,9% dos inquiridos eram solteiros, 17,3% eram casados, 3,6% divorciados, 3,1% juntos em uni&atilde;o de facto, 0,6% separados e  0,6% vi&uacute;vos. Cerca de 40,8% da amostra foi constitu&iacute;da por estudantes universit&aacute;rios, outros 29,1% dos inquiridos possui  licenciatura, 10,9% mestrado, 4,2% doutoramento, 12,9% n&atilde;o t&ecirc;m qualquer forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria (dos quais, 12,0%  conclu&iacute;ram o ensino secund&aacute;rio, 0,8% o ensino b&aacute;sico e 0,1% o ensino prim&aacute;rio) e 2,2% possuem forma&ccedil;&atilde;o  universit&aacute;ria e encontram-se a fazer gradua&ccedil;&atilde;o da mesma ou um novo curso. Quanto &agrave; religi&atilde;o, 63,4%  identificam-se ou praticam algum tipo de religi&atilde;o contra 36,6% que referiram n&atilde;o se identificar nem praticar qualquer tipo de  religi&atilde;o. A amostra revelou-se maioritariamente crist&atilde; (59,5%), seguida de simpatizantes ou praticantes da religi&atilde;o budista  (2,1%) e hindu&iacute;sta (0,4%). Cerca de 0,3% dos inquiridos referiram adotar como religi&atilde;o o Amor incondicional, outros 0,3%, o  Espiritismo Kardecista e outros 0,3% a F&eacute; Bah&aacute;i. Os restantes 0,4% dividem-se entre o De&iacute;smo, Espiritualismo, Agn&oacute;stico  e respostas omissas.</p>     <p>Inicialmente a amostra era constitu&iacute;da por 744 sujeitos, no entanto foram exclu&iacute;dos os sujeitos que pontuaram no item 83 da  escala (&ldquo;Respondi a todas as quest&otilde;es sinceramente e de acordo com as minhas capacidades&rdquo;) abaixo ou igual ao valor 3  (raramente).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Instrumento</i></p>     <p>Para a recolha de dados foi elaborado um inqu&eacute;rito que englobou um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico e a vers&atilde;o  traduzida da <i>Integrated Spiritual Intelligence Scale</i> [ISIS] &ndash; da autoria de Amram e Dryer (2008).</p>     <p>A elabora&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico foi realizada com base na pesquisa de literatura efetuada acerca da  IEs e contemplou informa&ccedil;&atilde;o relativa ao g&eacute;nero, idade, n&iacute;vel de escolaridade, estado civil, resid&ecirc;ncia,  pr&aacute;tica ou identifica&ccedil;&atilde;o com uma religi&atilde;o e experi&ecirc;ncias de vida marcantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; escala de autorresposta usada para medir a Intelig&ecirc;ncia Espiritual &ndash; ISIS, foi solicitado aos participantes  que pontuassem os 83 itens (por exemplo: &ldquo;N&atilde;o sei como ser eu pr&oacute;prio nas minhas intera&ccedil;&otilde;es com os outros&rdquo;;  &ldquo;Sou guiado e regido por medos&rdquo;) usando uma escala tipo Likert de 6 pontos (1 &ndash; nunca ou quase nunca; 2 &ndash; muito raramente;  3 &ndash; raramente; 4 &ndash; com alguma frequ&ecirc;ncia; 5 &ndash; frequentemente; 6 &ndash; sempre ou quase sempre). No estudo original de  constru&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e valida&ccedil;&atilde;o preliminar psicom&eacute;trica da escala os autores analisaram a escala ao  n&iacute;vel dos itens e das subescalas utilizando uma an&aacute;lise de extra&ccedil;&atilde;o de componentes principais e uma an&aacute;lise  hier&aacute;rquica de classes. Foi usada a rota&ccedil;&atilde;o Varimax com normaliza&ccedil;&atilde;o de Kaiser. Foram ainda analisadas as  interrela&ccedil;&otilde;es entre os itens atrav&eacute;s do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson. Como resultado destas  an&aacute;lises obtiveram uma escala com 22 subescalas e 5 dimens&otilde;es principais: Consci&ecirc;ncia, Gra&ccedil;a, Significado,  Transcend&ecirc;ncia e Verdade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A escala ISIS obteve ainda validade discriminante e convergente atrav&eacute;s da correla&ccedil;&atilde;o dos itens da mesma com os itens de  instrumentos como a Satisfaction With Life Scale (SWLS; Pavot &amp; Diener, 1993) e o Index of Core Spiritual Experiences (INSPIRIT; Kass,  Friedman, Leserman, Zuttermeister, &amp; Benson, 1991). A ISIS revelou ter boa fiabilidade no total da escala (&alpha;=0,97) e em cada um dos  dom&iacute;nios principais, com o valor de alpha de Cronbach a variar de 0,84 a 0,95 (Amram &amp; Dryer, 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Realiz&aacute;mos, via <i>e-mail</i>, o pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o aos autores da escala original &ndash; Amram e Dryer &ndash;  explicitando os objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o. Para validar a escala para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa realizou-se a  tradu&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o americana. A vers&atilde;o portuguesa resultou de um processo formal de adapta&ccedil;&atilde;o  lingu&iacute;stica com tradu&ccedil;&atilde;o e retrovers&atilde;o por parte de especialistas na l&iacute;ngua inglesa e em psicologia, no sentido  de criar uma vers&atilde;o equivalente &agrave; original, tanto do ponto de vista da estrutura lingu&iacute;stica quanto do ponto de vista do  conte&uacute;do sem&acirc;ntico. O processo formal de recolha dos dados teve in&iacute;cio com a elabora&ccedil;&atilde;o de um estudo piloto com  10 participantes de forma a garantir-se a compreens&atilde;o das instru&ccedil;&otilde;es e dos itens que comp&otilde;em a escala. Esta fase foi  realizada <i>online</i> atrav&eacute;s do <i>Google Docs</i> na presen&ccedil;a de um dos investigadores. Seguidamente, partilhou-se o <i>link</i>  para o preenchimento do question&aacute;rio e da escala atrav&eacute;s da rede social <i>Facebook</i>, da lista de contactos de e-mails pessoais e  de <i>palavra em palavra</i>. Durante todo o processo foi garantido o anonimato e confidencialidade dos dados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cri&aacute;mos ainda um <i>e-mail</i> pr&oacute;prio para que os participantes durante o per&iacute;odo de decorr&ecirc;ncia do estudo pudessem  colocar d&uacute;vidas ou fazer sugest&otilde;es. As respostas dadas aos instrumentos <i>online</i>, foram guardadas numa base de dados  tamb&eacute;m <i>online</i> e posteriormente transferidas para a base de dados do programa SPSS 19.0 a fim de se realizar o tratamento  estat&iacute;stico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sensibilidade</i></p>     <p>Para testar a sensibilidade da vers&atilde;o portuguesa da escala ISIS recorremos aos testes de assimetria e curtose. Os resultados destes dois  testes para cada um dos itens e das dimens&otilde;es obtidas para a vers&atilde;o portuguesa evidenciaram valores englobados no intervalo de -2 e  2, o que permite afirmar que a escala possui boa capacidade para discriminar os indiv&iacute;duos face &agrave;s dimens&otilde;es que avalia  (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a09t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade </i></P     <p>Inicialmente procedeu-se a uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria pois para (Laros, 2005) &eacute; o procedimento mais indicado quando  se tem uma an&aacute;lise emp&iacute;rica anterior de um conjunto de dados diferente do conjunto atual ou quando existe uma teoria  psicol&oacute;gica de apoio. Proceder &agrave; extra&ccedil;&atilde;o de fatores atrav&eacute;s do crit&eacute;rio de Guttman-Kaiser gerou 17  fatores, n&atilde;o se confirmando a estrutura proposta no estudo original e revelando incongru&ecirc;ncia com as perspetivas te&oacute;ricas  conhecidas. Por outro lado, as cargas fatoriais de alguns dos fatores eram baixas, o que levava &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o de fatores, uma  vez que os itens que os compunham tinham cargas fatoriais abaixo de 0,30. Desta forma, decidiu proceder-se a uma an&aacute;lise fatorial  explorat&oacute;ria para deixar os dados falar por si (Laros, 2005) e utilizou-se o m&eacute;todo de extra&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do teste  Scree de Cattel. Extra&iacute;ram-se 5 fatores. O comportamento de alguns itens indicou baixas cargas fatoriais e portanto, optou-se por eliminar  da an&aacute;lise todos os itens com cargas fatoriais abaixo de 0,30, por se considerar que este valor &eacute; o m&iacute;nimo necess&aacute;rio  para a vari&aacute;vel ser um representante &uacute;til do fator. Al&eacute;m disso, outro crit&eacute;rio pragm&aacute;tico para  solu&ccedil;&otilde;es fatoriais satisfat&oacute;rias &eacute; que os fatores deveriam explicar uma percentagem significativa da vari&acirc;ncia  total das vari&aacute;veis (Laros, 2005). Como as comunalidades eram baixas (valores entre 0,10 e 0,30), menos vari&acirc;ncia era explicada.  Optou-se tamb&eacute;m por eliminar os restantes itens baseados no crit&eacute;rio de eliminar os itens com comunalidades abaixo de 0,50 (Filho  &amp; Junior, 2010) e procedeu-se como recomendado a nova an&aacute;lise (Laros, 2005).</p>     <p>O teste de Kaiser-Meyer-Olkin [KMO] indicou um valor excelente da adequabilidade da amostra (KMO=0.936) e o teste de esfericidade de Bartlett  indicou que os dados eram pass&iacute;veis de serem sujeitos &agrave; an&aacute;lise fatorial (<i>p</i>=.000). A tabela das comunalidades gerada  indicou valores acima dos 0.50 estabelecidos como ideais. Da an&aacute;lise de extra&ccedil;&atilde;o de fatores com rota&ccedil;&atilde;o Varimax,  reduziram-se os dados a 5 fatores que comp&otilde;e as 5 dimens&otilde;es da escala de IEs e explicam 54.90% da vari&acirc;ncia. Estes fatores  s&atilde;o compostos por itens apenas com carga fatorial acima de 0.40. Desta an&aacute;lise resultou que o fator I engloba os itens 20, 35, 57,  59, 58, 61, 65, 66 e 67 e explica 15,61% da vari&acirc;ncia. Este fator toma a designa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;<i>Coping religioso e  espiritual</i>&rdquo; que diz respeito &agrave; capacidade de transcender o Ego e o mundo material e de usar os recursos espirituais para lidar com  os desafios, problemas e tarefas da vida quotidiana com vista ao melhoramento do funcionamento di&aacute;rio e aumento do bem-estar. O fator II  re&uacute;ne os itens 5, 34, 43, 48, 49, 50, 51, 56, 62 e 64 e explica 14,32% da vari&acirc;ncia. Este fator adquire a designa&ccedil;&atilde;o de  &ldquo;<i>Consci&ecirc;ncia</i>&rdquo; e explica a capacidade de experienciar uma consci&ecirc;ncia ampla, transcendente e pac&iacute;fica, que  confere intui&ccedil;&atilde;o e criatividade, e atua no sentido de expandir o autoconhecimento e as consci&ecirc;ncias das outras pessoas para  melhorar o funcionamento di&aacute;rio e bem-estar. O fator III agrupa os itens 22, 24, 47, 55, 68, 69, 76 e 80 e explica 11,36% da  vari&acirc;ncia. Este fator foi designado &ldquo;<i>Gra&ccedil;a</i>&rdquo; e est&aacute; relacionado com a capacidade de agradecer e reconhecer a  beleza e harmonia subjacentes ao nosso Eu, ao outro, &agrave; natureza e aos eventos da vida di&aacute;ria, permitindo-nos uma vis&atilde;o da vida  globalmente otimista para melhorar o funcionamento di&aacute;rio e bem-estar. O fator IV foi nomeado de &ldquo;<i>Significado</i>&rdquo; e diz  respeito &agrave; capacidade de reagir &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o e transcender o Ego para aceitar os acontecimentos e experi&ecirc;ncias de  vida menos positivas com vista a melhorar o funcionamento di&aacute;rio e aumentar o bem-estar. Este fator engloba os itens 9, 33 e 46 e explica  6,92% da vari&acirc;ncia. O fator V foi designado de &ldquo;<i>Miss&atilde;o</i>&rdquo; e relaciona-se com a capacidade de encarar o trabalho ou  profiss&atilde;o como um meio de servir um prop&oacute;sito maior. Este fator engloba os itens 38, 40 e 71 e explica 6,70% da vari&acirc;ncia. Para  a denomina&ccedil;&atilde;o e descri&ccedil;&atilde;o dos fatores foram tidos em considera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m aspetos te&oacute;ricos e  comparando a vers&atilde;o portuguesa com a vers&atilde;o americana depreende-se que a correspond&ecirc;ncia dos fatores entre ambas &eacute;  apenas parcial como se pode verificar nas Tabelas <a href="#t2">2</a> e <a href="#t3">3</a>. Devido aos procedimentos de an&aacute;lise de dados  adotados a presente escala apresenta um n&uacute;mero de itens significativamente reduzido comparativamente com a escala original.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a09t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a09t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Consist&ecirc;ncia interna</i></p>     <p>A an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna da escala foi realizada em dois momentos. Uma primeira an&aacute;lise efetuada antes da  realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise fatorial e englobou os 82 itens que constituem a escala original. O valor do <i>alpha de Cronbach</i>  obtido foi de 0.92. Uma segunda an&aacute;lise foi realizada ap&oacute;s a an&aacute;lise fatorial e consequente apuramento dos 5 fatores que  constituem a vers&atilde;o portuguesa da escala ISIS. Nesta segunda an&aacute;lise o valor de <i>alpha de Cronbach</i> oscilou entre os 0.67 e 0.88  [<i>&ldquo;Coping religioso e espiritual&rdquo; (0.88), &ldquo;Consci&ecirc;ncia&rdquo; (0.86), &ldquo;Gra&ccedil;a&rdquo; (0.79),  &ldquo;Significado&rdquo; (0.67) e &ldquo;Miss&atilde;o&rdquo; (0.68)</i>] e a consist&ecirc;ncia interna do total da escala foi de 0.81.</p>     <p>A escala final ficou reduzida a 33 itens com acr&eacute;scimo do item de seguran&ccedil;a e fiabilidade de resposta inclu&iacute;do na  vers&atilde;o original (&ldquo;Respondi a todas as quest&otilde;es com sinceridade e de acordo com a minha capacidade&rdquo;).</p>     <p>A <a href="#t4">Tabela 4</a> ilustra a organiza&ccedil;&atilde;o final da escala ap&oacute;s o estudo de validade e consist&ecirc;ncia interna.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a09t4.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O estudo teve como principal objetivo estudar as propriedades psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o portuguesa da escala ISIS, da autoria de  Amram e Dryer (2008).</p>     <p>Os resultados obtidos evidenciam uma estrutura fatorial de 5 dimens&otilde;es distintas e que no total explicam cerca de 54.85 % da  vari&acirc;ncia. Os fatores considerados na escala de Intelig&ecirc;ncia Espiritual Integrada (EIEI), vers&atilde;o portuguesa, foram os seguintes:  (I) &ldquo;<i>Coping religioso e espiritual</i>&rdquo;; (II) &ldquo;<i>Consci&ecirc;ncia</i>&rdquo;; (III) &ldquo;<i>Gra&ccedil;a</i>&rdquo;; (IV)  &ldquo;<i>Significado</i>&rdquo; e (V) &ldquo;<i>Miss&atilde;o</i>&rdquo;. Estas dimens&otilde;es da IEs v&atilde;o de encontro a uma  conceptualiza&ccedil;&atilde;o do potencial humano que se atualiza numa abordagem espiritual da realidade caracterizada por: (1) transcender o  mundo material e recorrer &agrave; espiritualidade como estrat&eacute;gia adaptativa face &agrave; dor, aos problemas e desafios di&aacute;rios;  (2) desenvolver uma consci&ecirc;ncia abrangente, criativa e intuitiva; (3) adquirir sentido de gratid&atilde;o para com todos os seres vivos; (4)  procurar encontrar sentido para as experi&ecirc;ncias e viv&ecirc;ncia no planeta; e (5) desenvolver sentido de miss&atilde;o.</p>     <p>Apesar de se identificar uma estrutura fatorial clara fica em quest&atilde;o se a mesma delimita o construto em causa uma vez que existe uma  discrep&acirc;ncia entre a estrutura fatorial apurada e a estrutura fatorial da vers&atilde;o americana. Os itens que comp&otilde;em os fatores  &ldquo;Consci&ecirc;ncia&rdquo; e &ldquo;Gra&ccedil;a&rdquo; correspondem parcialmente aos itens dos fatores &ldquo;<i>Consci&ecirc;ncia</i>&rdquo;  e&ldquo;<i>Gra&ccedil;a</i>&rdquo; da vers&atilde;o americana. Os itens do fator &ldquo;Significado&rdquo; n&atilde;o correspondem ao fator  &ldquo;Significado&rdquo;, mas correspondem parcialmente ao fator &ldquo;Verdade&rdquo; da vers&atilde;o americana. Optou-se por manter a  designa&ccedil;&atilde;o &ldquo;<i>Significado</i>&rdquo; atrav&eacute;s de uma cuidadosa an&aacute;lise aos itens que comp&otilde;em o fator da  vers&atilde;o portuguesa. Os itens que constroem o fator &ldquo;<i>Coping religioso e espiritual</i>&rdquo; correspondem parcialmente a alguns  itens do fator &ldquo;<i>Trancend&ecirc;ncia</i>&rdquo; da vers&atilde;o americana, no entanto por quest&otilde;es te&oacute;ricas sobretudo  relacionadas com a teoria de Emmons (2000) e ap&oacute;s uma an&aacute;lise minuciosa aos itens que comp&otilde;em o fator decidimos optar por esta  designa&ccedil;&atilde;o. Os itens que comp&otilde;em o fator &ldquo;<i>Miss&atilde;o</i>&rdquo; fazem parte do fator  &ldquo;<i>Significado</i>&rdquo; da vers&atilde;o americana e comp&otilde;em a subescala &ldquo;<i>Servi&ccedil;o</i>&rdquo; da vers&atilde;o  americana. A escala ISIS teve como base da sua constru&ccedil;&atilde;o um estudo qualitativo e foi desenvolvida essencialmente para  popula&ccedil;&atilde;o crist&atilde; e/ou New Age, o que pode significar que o construto em causa possa ter caracter&iacute;sticas diferentes no  nosso pa&iacute;s. Segundo os Censos de 2011, Portugal &eacute; um pa&iacute;s maioritariamente cat&oacute;lico. No entanto tamb&eacute;m se pode  perceber pelas estat&iacute;sticas que tem vindo a diminuir o n&uacute;mero de cat&oacute;licos e aumentar o n&uacute;mero de pessoas sem  religi&atilde;o ou com outras religi&otilde;es diferentes (INE, 2014). Al&eacute;m disso, o movimento New Age &eacute; relativamente recente em  Portugal ganhando mais visibilidade apenas a partir da d&eacute;cada de 90 (Gomes, 2005). Por este motivo, consideramos que, em Portugal, existe a  necessidade de se desenvolver um estudo qualitativo que se debruce sobre diferentes pr&aacute;ticas religiosas para se poder construir uma escala  que melhor se adeque ao nosso contexto cultural atual. Apesar de religi&atilde;o e IEs n&atilde;o serem sin&oacute;nimos, a forma como se vive a  espiritualidade, a familiaridade com conceitos e viv&ecirc;ncias espirituais altera-se de acordo com as religi&otilde;es ou movimentos religiosos,  ou est&aacute; limitada se nem sequer existe uma viv&ecirc;ncia expl&iacute;cita ou consciente da espiritualidade. Deste modo podemos levantar a  quest&atilde;o de que possa haver interfer&ecirc;ncia dessas especificidades quando se trata de desenvolver um construto, medi-lo e  avali&aacute;-lo como o caso da IEs. Tamb&eacute;m as respostas obtidas no question&aacute;rio poder&atilde;o ter sofrido enviesamento por  dificuldades na interpreta&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do dos itens que usa linguagem muito espec&iacute;fica e sobretudo muito voltada para o  movimento New Age, bastante recente em Portugal. O facto do estudo ter sido desenvolvido online e de, segundo a professora Helena Vila&ccedil;a  (2005), o movimento New Age ser bastante atrativo para pessoas de classe m&eacute;dia/m&eacute;dia-alta (citado por Gomes, 2005), pode  tamb&eacute;m ter tido alguma influ&ecirc;ncia nos resultados da nossa investiga&ccedil;&atilde;o, pelo que futuramente ser&aacute;  necess&aacute;rio estender o estudo a outras popula&ccedil;&otilde;es, diferentes estatutos socioecon&oacute;micos e realiz&aacute;-lo noutros  formatos. Seria tamb&eacute;m adequado ponderar a integra&ccedil;&atilde;o de uma nova escala de resposta, por exemplo, &ldquo;Para mim a  afirma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o faz sentido&rdquo; com o intuito de evitar que as pessoas respondam quase que por obriga&ccedil;&atilde;o a uma  quest&atilde;o que integrada na sua vida espiritual e cren&ccedil;as n&atilde;o fa&ccedil;a sentido.</p>     <p>Para que a escala possa ser utilizada com suficiente confian&ccedil;a ao n&iacute;vel da investiga&ccedil;&atilde;o em trabalhos futuros importa  reconfirmar a estabilidade da estrutura fatorial obtida em nova amostra e obter dados de valida&ccedil;&atilde;o convergente e discriminante dos  itens e das dimens&otilde;es apuradas com outros constructos relevantes. A an&aacute;lise da estabilidade temporal da medida dever&aacute;  tamb&eacute;m ser obtida. A confirmar-se a estrutura fatorial encontrada a vers&atilde;o portuguesa evidencia crit&eacute;rios de sensibilidade,  conseguindo fazer uma boa discrimina&ccedil;&atilde;o dos sujeitos face &agrave;s dimens&otilde;es que avalia, de acordo com os procedimentos  estat&iacute;sticos utilizados. Apresenta tamb&eacute;m bons indicadores de fiabilidade, que variam entre 0.68 e 0.88, revelando boa  consist&ecirc;ncia interna.</p>     <p>Por se tratar de um estudo sobre dados preliminares de valida&ccedil;&atilde;o de um novo instrumento para avalia&ccedil;&atilde;o do conceito  de intelig&ecirc;ncia espiritual &ndash; constructo controverso e n&atilde;o consensual &ndash; constitui um contributo relevante para uma  an&aacute;lise cr&iacute;tica do mesmo, assim como se assume como ponto de partida para outras pesquisas na &aacute;rea da Intelig&ecirc;ncia  Espiritual.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Afonso, M. J. (2007). <i>Intelig&ecirc;ncia humana: Do conceito ao constructo</i>. Tese de Mestrado n&atilde;o-publicada. Faculdade de  Psicologia, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023896&pid=S0870-8231201600030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Amram, Y. (2007). <i>The seven dimensions of spiritual intelligence: An ecumenical grounded theory</i>. Paper presented at the 115<Sup>th</Sup>  Annual Conference of the American Psychological Association, San Francisco, CA, August. Retrieved from  <a href="http://www.yosiamram.net/docs/7_Dimensions_of_SI_APA_confr_paper_Yosi_Amram.pdf"  target="_blank">http://www.yosiamram.net/docs/7_Dimensions_of_SI_APA_confr_paper_Yosi_Amram.pdf</a></p>     <p>Amram, Y., &amp; Dryer, C. (2008). <i>The Integrated Spiritual Intelligence Scale (ISIS): Development and preliminary validation</i>. Paper  presented at the 116<Sup>th</Sup> Annual Conference of the American Psychological Association, Boston, MA. August 14-17. Retrieved from  <a href="http://www.yosiamram.net/docs/ISIS_APA_Paper_Presentation_2008_08_17.pdf"  target="_blank">http://www.yosiamram.net/docs/ISIS_APA_Paper_Presentation_2008_08_17.pdf</a></p>     <p>Antunes, R. R., &amp; Silva, A. P. (2015). Intelig&ecirc;ncia espiritual &ndash; Um bem educativo. <i>EDUSER: Revista de Educa&ccedil;&atilde;o,  7</i>, 30-47.</p>     <!-- ref --><p>APA. (2012). <i>Society for the psychology of religion and spirituality</i>. Retrieved from  <a href="http://www.apa.org/about/division/div36.aspx"  target="_blank">http://www.apa.org/about/division/div36.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023901&pid=S0870-8231201600030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Catr&eacute;, M. N. C., Ferreira, J. A., Pessoa, T., Pereira, M., Canavarro, M. C., &amp; Catr&eacute;, A. (2014). O dom&iacute;nio SRPB  (Spirituality, Religiousness and Personal Beliefs) do WHOQOL: O estudo com grupos focais para valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o em  Portugu&ecirc;s europeu do WHOQOL-SRPB. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXXII</i>, 401-417.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023902&pid=S0870-8231201600030000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castellaw, L., Wicks, M., &amp; Martin, J. (1999). <i>Spirituality in white older women with arthritis</i>. Graduate Research in Nursing.  Available at <a href="http://www.graduateresearch.com/wicks.htm"  target="_blank">www.graduateresearch.com/wicks.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023904&pid=S0870-8231201600030000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chaves, E. C. L., Carvalho, E. C., Dantas, R. A. S., Terra, F. S., Nogueira, D. P., &amp; Souza, L. (2010). Valida&ccedil;&atilde;o da Escala de  Espiritualidade de Pinto e Pais-Ribeiro em pacientes com insufici&ecirc;ncia renal cr&ocirc;nica em hemodi&aacute;lise. <i>Revista de Enfermagem  UFPE, 4</i>, 715-721.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023905&pid=S0870-8231201600030000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chida, Y., Steptoe, A., &amp; Powell, L. H. (2009). Religiosity/spirituality and mortality. A systematic quantitative review. <i>Psychotherapy  and Psychosomatics, 78</i>, 81-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023907&pid=S0870-8231201600030000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chin, S. T. S., Anantharaman, R. N., &amp; Tong, D. Y. K. (2011). The roles of emotional intelligence and spiritual intelligence at the  workplace. <i>Journal of Human Resources Management Research, 2011</i>, 1-9. 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Religion/spirituality and adolescent health outcomes: A review.  <i>Journal of Adolescent Health, 38</i>, 472-480.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023910&pid=S0870-8231201600030000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DeBlasio, G. (2011). The effect of spiritual intelligence in the classroom. God only knows. <i>International Journal of Children Spirituality,  16</i>, 143-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023912&pid=S0870-8231201600030000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Emmons, R. (2000). Is spirituality an intelligence?. Motivation, cognition and the psychology of the ultimate concern. <i>International Journal  for the Psychology of Religion, 10</i>, 3-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023914&pid=S0870-8231201600030000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Filho, D. B. F., &amp; J&uacute;nior, J. A. S. (2010). Vis&atilde;o al&eacute;m do alcance: Uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise  fatorial. <i>Opini&atilde;o P&uacute;blica, 16</i>, 160-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023916&pid=S0870-8231201600030000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gardner, H. (1994). <i>Estruturas da mente: A teoria das m&uacute;ltiplas intelig&ecirc;ncias</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023918&pid=S0870-8231201600030000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>George, L. K., Larson, D. B., Koenig, H. G., &amp; McCullough, M. E. (2000). Spirituality and health: What we know, what we need to know.  <i>Journal of Social and Clinical Psychology, 19</i>, 102-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023920&pid=S0870-8231201600030000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Girardin, D. W. (2000). Part VI. Implications for spirituality with oncology patients. <i>Current Problems in Cancer, 24</i>, 269-279.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023922&pid=S0870-8231201600030000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, C. (2005). <i>Portugueses procuram cada vez mais novas formas de espiritualidade</i> [website]. Retirado de  <a href="http://www.publico.pt/sociedade/jornal/portugueses-procuram-cada-vez-mais-novas-formas-deespiritualidade-21947"  target="_blank">http://www.publico.pt/sociedade/jornal/portugueses-procuram-cada-vez-mais-novas-formas-deespiritualidade-21947</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023924&pid=S0870-8231201600030000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gomez, R., &amp; Fisher, J. W. (2005). Item response theory analysis of the spiritual well-being questionnaire. <i>Personality and Individual  Differences, 38</i>,  1107-1121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023925&pid=S0870-8231201600030000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gouveia, M. J., Marques, M., &amp; Pais-Ribeiro, J. L. (2009). Vers&atilde;o portuguesa do Question&aacute;rio de Bem-estar espiritual (SWBQ):  An&aacute;lise confirmat&oacute;ria da sua estrutura factorial. <i>Psicologia, Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as, 10</i>, 285-293.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023927&pid=S0870-8231201600030000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hosseini, M., Elias, H., Krauss, S. E., &amp; Aishah, S. (2010). A review study on spiritual intelligence, adolescence and spiritual  intelligence, factors that may contribute to individual differences in spiritual intelligence, and the related theories. <i>International Journal  of Psychological Studies, 2</i>, 179-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023929&pid=S0870-8231201600030000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Huitt, W., &amp; Robbins, J. (2003). <i>An introduction to spiritual development</i>. Paper presented at the 11<Sup>th</Sup> Annual Conference:  Applied Psychology in Education, Mental Health, and Business, Valdosta, GA, October 3. Retrieved from  <a href="http://www.edpsycinteractive.org/papers/spirituality.pdf"  target="_blank">http://www.edpsycinteractive.org/papers/spirituality.pdf</a></p>     <p>Hyde, B. (2004). 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Health outcomes and new index of spiritual experience.  <i>Journal for the Scientific Study of Religion, 30</i>, 203-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023934&pid=S0870-8231201600030000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>King, D. B., &amp; DeCicco, T. L. (2009). A viable model and self report measure of Spiritual Intelligence. <i>International Journal of  Transpersonal Studies, 28</i>, 68-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023936&pid=S0870-8231201600030000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Krause, N. (2011). Religion and health: Making sense of a disheveled literature. <i>Journal of Religion and Health, 50</i>, 20-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023938&pid=S0870-8231201600030000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Laros, J. A. (2005). O uso de an&aacute;lise fatorial: Algumas diretrizes para pesquisadores. In L. Pasquali (Org.), <i>An&aacute;lise fatorial  para pesquisadores</i> (pp. 163-184). Bras&iacute;lia: LabPAM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023940&pid=S0870-8231201600030000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Levin, J., Chatters, L. M., &amp; Joseph, R. (2011). Theory in religion, aging, and health: An overview. <i>Journal of Religion and Health,  50</i>, 389-406.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023942&pid=S0870-8231201600030000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lim, J., &amp; Yi, J. (2009). The effects of religiosity, spirituality and social support on quality of life: A comparison between Korean  American and Korean breast cancer and gynecologic cancer survivors. <i>Oncology Nursing Forum, 36</i>, 699-709.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023944&pid=S0870-8231201600030000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lino, T. A. L. R. (2004). <i>Intelig&ecirc;ncia artificial, humana e emo&ccedil;&atilde;o</i>. Retrieved from  <a href="http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0012.PDF"  target="_blank">http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0012.PDF</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023946&pid=S0870-8231201600030000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mayer, J. D. (2000). Spiritual intelligence or spiritual consciousness?. <i>The International Journal for the Psychology of Religion, 10</i>,  47-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023947&pid=S0870-8231201600030000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nasel, D. D. (2004). <i>Spiritual orientation in relation to spiritual intelligence: A new consideration of traditional Christianity and New  Age/individualistic spirituality</i>. Doctoral Dissertation. University of South Australia, Australia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023949&pid=S0870-8231201600030000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oman, D., &amp; Thoresen, C. (2005). Do religion and spirituality influence health?. In R. F. Patoutzian &amp; C. L. Park (Eds.), <i>Handbook of  the psychology of religion and spirituality</i> (pp. 435-458). New York: Guildford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023951&pid=S0870-8231201600030000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pavot, W., &amp; Diener, E. (1993). Review of the Satisfaction with Life Scale. <i>Psychological Assessment, 5</i>, 164-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023953&pid=S0870-8231201600030000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pinto, C., &amp; Pais-Ribeiro, J. L. (2007). Constru&ccedil;&atilde;o de uma escala de avalia&ccedil;&atilde;o da espiritualidade em contextos  de sa&uacute;de. <i>Arquivos de Medicina, 21</i>, 47-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023955&pid=S0870-8231201600030000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vaughan, F. (2002). What is Spiritual Intelligence?. <i>Journal of Humanistic Psychology, 42</i>, 16-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023957&pid=S0870-8231201600030000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolman, R. (2001). <i>Thinking with your soul: Spiritual intelligence and why it matters</i>. New York: Harmony.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023959&pid=S0870-8231201600030000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yang, K. P., &amp; Mao, X. Y. (2007). A study of nurses spiritual intelligence: a cross-sectional questionnaire survey. <i>International Journal  of Nursing Studies, 44</i>, 999-1010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023961&pid=S0870-8231201600030000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zinnbauer, B., &amp; Pargament, K. (2005). Religiousness and spirituality. In R. F. Paloutzian &amp; C. Park (Eds.), <i>Handbook of the  psychology of religion and spirituality</i> (pp. 21-42). 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Lisboa: Sinais de Fogo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023965&pid=S0870-8231201600030000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Diana Filipa Oliveira Jorge, Departamento de Psicologia e  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Educa&ccedil;&atilde;o, da Beira Interior, Rua Marqu&ecirc;s D&rsquo;&Aacute;vila e Bolama, 6201-001  Covilh&atilde;, Portugal. E-mail: <a href="mailto:dianafoj@hotmail.com">E-mail: dianafoj@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 25/11/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 03/05/2016</p>      ]]></body>
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