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<journal-title><![CDATA[CIDADES, Comunidades e Territórios]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[DINÂMIA'CET-IUL, Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.7749/citiescommunitiesterritories.jun2013.026.art04</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Participação Social como Mecanismo à (re)Construção da Democracia: Juntos, Portugal e Brasil.: O orçamento participativo como instrumento viabilizador das transformações urbanas numa democracia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social Participation as a Mechanism for the (re)Construction of Democracy: Together, Portugal and Brazil.: Participatory budgeting as an enabler for urban transformation in democracy]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper begins by analyzing a few questions about participatory democracy and citizenship in a broad manner, in Portugal and Brazil, in present times, inserting the Participatory Budgeting in this context and its institutional development. In a further stage, it presents considerations concerning experiences of Porto Alegre, RS, Brazil and the Municipality of Cascais, Lisbon, Portugal.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Orçamento Participativo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Democracia e Leis Municipais]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Democracy and Citizenship]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Portugal and Brazil]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
<br/>
    <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO 
ORIGINAL</b></font></p>
    <p align="right"></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><strong><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Participa&ccedil;&atilde;o Social como Mecanismo &agrave; (re)Constru&ccedil;&atilde;o da Democracia: Juntos, Portugal e Brasil. O or&ccedil;amento participativo como instrumento viabilizador das transforma&ccedil;&otilde;es urbanas numa democracia</font></strong><strong><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></strong></p>
    <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>Social Participation as a Mechanism for the (re)Construction of Democracy: Together, Portugal and Brazil. Participatory budgeting as an enabler for urban transformation in democracy</strong></font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b >Cl&aacute;udia Gurgel</b><b><font face="Verdana" size="2"><a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">I</a></font></b></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">[<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2">2</a>]</font></p>
<font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1" id="1"></a>[<a href="#top1">I</a>]</font></font><font size="2" face="Verdana">Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Brasil, Brasil. e-mail: <a href="mailto:gurgel.c@ig.com.br">gurgel.c@ig.com.br</a></font>
    <p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>
<HR size="1" noshade>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalho analisa numa primeira parte algumas quest&otilde;es acerca da democracia participativa e cidadania de forma ampla, e na atualidade de Portugal e Brasil; inserindo o Or&ccedil;amento Participativo- OP- nesse contexto e seu desenvolvimento institucional. Numa segunda etapa, apresenta considera&ccedil;&otilde;es das experi&ecirc;ncias de Porto Alegre RS- Brasil e a do Concelho de Cascais- Lisboa, Portugal.&nbsp;</font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave: </b>Or&ccedil;amento Participativo; Democracia e Leis Municipais</font></p>
<hr size="1" noshade="noshade" />
    <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ABSTRACT</font></b></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This paper begins by analyzing a few
  questions about participatory democracy and citizenship in a broad manner, in
  Portugal and Brazil, in present times, inserting the Participatory Budgeting in
  this context and its institutional development. In a further stage, it presents
  considerations concerning experiences of Porto Alegre, RS, Brazil and the
  Municipality of Cascais, Lisbon, Portugal.  </font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b
>Keywords</b>: Democracy and Citizenship,
  Participatory Budgeting; Cascais and Porto Alegre; Portugal and Brazil</font>

<hr size="1" noshade="noshade" />
      <p>&nbsp;</p>
      <p><font size="2"><i ><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desconfiai do mais
    trivial, na apar&ecirc;ncia singela. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
    Suplicamos expressamente: n&atilde;o aceiteis o que &eacute; de h&aacute;bito como coisa natural,
    pois em tempo de desordem sangrenta, de confus&atilde;o organizada, de arbitrariedade
    consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve
    parecer imposs&iacute;vel de mudar. </font></i><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(Bertolt
  Brecht)
    </font></font>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O artigo analisa primeiramente o
  fortalecimento da democracia participativa em Portugal e no Brasil &agrave; luz dos
  ensinamentos da melhor doutrina e na estreita vincula&ccedil;&atilde;o aos ditames
  constitucionais. Dos v&aacute;rios instrumentos de participa&ccedil;&atilde;o ativa dos cidad&atilde;os no
  cen&aacute;rio pol&iacute;tico-institucional, destaca-se nesse trabalho o Or&ccedil;amento
  Participativo (doravante denominado de OP).
  <br/>
  O trabalho est&aacute;estruturado em duas
  partes; na primeira parte abordam-se os conceitos doutrin&aacute;rios e os fundamentos
  constitucionais que legitimam as pr&aacute;ticas de participa&ccedil;&atilde;o, em especial a do OP
  nos dois pa&iacute;ses, contextualizados nas democracias representativas e participativo-deliberativas,
  com enfoque nos ensinamentos de J&uuml;rgen Habermas que convergem para o
  fortalecimento, quer da democracia, quer do seu &ecirc;xito como pr&aacute;tica social e
  pol&iacute;tica.
  <br/>
  Numa segunda parte, apresentam-se as
  experi&ecirc;ncias da cidade de Porto Alegre, Brasil, e a do concelho de Cascais, Portugal,
  suas principais caracter&iacute;sticas, sendo o objeto central da investiga&ccedil;&atilde;o a
  experi&ecirc;ncia de Cascais, propondo-se descrever seu processo de implementa&ccedil;&atilde;o, os
  dados e resultados e, numa etapa final algumas conclus&otilde;es. 
  <br/>
  Para essa an&aacute;lise, optou-se por extrair
  os dados relevantes das experi&ecirc;ncias, tomando como base quatro dimens&otilde;es e suas
  respectivas vari&aacute;veis e indicadores, seguindo a orienta&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio da rede
  URBAL N. 9[<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3">3</a>], a saber:<br/>
  <b >I. Dimens&atilde;o participativa</b>: participa&ccedil;&atilde;o popular e participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria,
  inst&acirc;ncias de controle de execu&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento e de aprova&ccedil;&atilde;o das obras,
  or&ccedil;amento participativo e g&ecirc;nero (consultivo ou deliberativo), inst&acirc;ncia de
  aprova&ccedil;&atilde;o final.
  <br/>
  <b >II. Dimens&atilde;o normativa (jur&iacute;dico-legal)</b>: o grau de
  formaliza&ccedil;&atilde;o e de institucionaliza&ccedil;&atilde;o, instrumentos de formaliza&ccedil;&atilde;o e/ ou
  institucionaliza&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&otilde;es entre or&ccedil;amento participativo e outros
  instrumentos de planeamento.
  <br/>
  <b >III. Dimens&atilde;o do n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o dos governos locais: </b>a ancoragem
  institucional do or&ccedil;amento participativo na m&aacute;quina administrativa, o grau de
  adequa&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina administrativa e as exig&ecirc;ncias dos or&ccedil;amentos
  participativos e, os canais e m&eacute;todos para a divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados,
  <br/>
  <b >IV. Dimens&atilde;o financeira</b>: valor dos recursos debatidos, rela&ccedil;&atilde;o entre or&ccedil;amento
  participativo e recomenda&ccedil;&atilde;o fiscal.</font><br/>
  
    <p>&nbsp;    <p>
  <b
><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Conceitos
    e aspectos constitucionais</font></b>
  <br/>
  
  <br/>
  <b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.1 Democracias Representativa e Participativa: A
    Participa&ccedil;&atilde;o ativa nas Constitui&ccedil;&otilde;es Portuguesa e Brasileira - uma
    trajet&oacute;ria</font></b></p>
     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os anos 80 do s&eacute;culo passado
  levaram, for&ccedil;osamente, tanto Portugal quanto o Brasil a enfrentarem os desafios
  sociais e pol&iacute;ticos que os aguardavam depois de anos de um regime
  centralizador, direcionando-os para a prepara&ccedil;&atilde;o para um novo mil&ecirc;nio. A
  revolu&ccedil;&atilde;o de 25 de abril de 1974, e sua sequ&ecirc;ncia, sem d&uacute;vida foi o marco que
  rompeu com o passado e direcionou Portugal para o futuro. No Brasil, uma
  vintena de anos ap&oacute;s o golpe militar de 1964, que fez instalar um governo
  centralizador e ditatorial, houve a volta gradual em 1985 ao regime
  democr&aacute;tico, mas a ruptura total s&oacute; veio em 1988, com a promulga&ccedil;&atilde;o de uma nova
  Constitui&ccedil;&atilde;o - chamada de Carta Cidad&atilde;. Nessa &eacute;poca, nos pa&iacute;ses vizinhos
  do cone sul, <i >os ventos da primavera
    democr&aacute;tica</i> tamb&eacute;m se faziam anunciar. 
   <br/>
  Para tanto, profundas
  transforma&ccedil;&otilde;es deveriam ser iniciadas e consolidadas num curto espa&ccedil;o de tempo,
  com fito de resgatar, de entre tantos outros direitos, o pleno exerc&iacute;cio e gozo
  dos direitos e valores universais que, afastados ou retirados por  um regime pol&iacute;tico centralizador, este
  n&atilde;o teve a for&ccedil;a suficiente para apag&aacute;-los da mem&oacute;ria do povo. Por certo, a
  cada nova Constitui&ccedil;&atilde;o promulgada surge um novo Estado, na esperan&ccedil;a de ser um
  verdadeiro Estado Democr&aacute;tico de Direito, onde as lutas pela liberdade e pela
  igualdade que no passado hist&oacute;rico marcaram os ideais revolucion&aacute;rios de um
  povo, tendiam a concretizar e a revelar ao <i >mundo
    democr&aacute;tico</i> a necessidade perene de que esses valores estivessem presentes
  no cen&aacute;rio pol&iacute;tico de cada Pa&iacute;s.
   <br/>
  De entre tantas reflex&otilde;es acerca do
  Estado Democr&aacute;tico de Direito, hodiernamente marcam presen&ccedil;a os debates que
  analisam as rela&ccedil;&otilde;es entre o Poder estatal e a sociedade, em especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;
  participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; nos debates p&uacute;blicos, com primazia &agrave; efetividade dos
  valores universais ditados pela Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos de
  1948, fonte inspiradora para a grande maioria das atuais Constitui&ccedil;&otilde;es
  ocidentais. Esquematizada num arcabou&ccedil;o axiol&oacute;gico passou, a partir da d&eacute;cada
  de 50 do s&eacute;culo findo, a ditar os alicerces institucionais de muitos pa&iacute;ses,
  objetivando uma alian&ccedil;a na defesa irrenunci&aacute;vel aos direitos humanos
  fundamentais, na constru&ccedil;&atilde;o de uma vida digna aos cidad&atilde;os, cujo elenco lhe
  confere a m&aacute;xima da concretiza&ccedil;&atilde;o, como afirma no seu artigo 1.Âº - <i >Todos
    os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de
    raz&atilde;o e de consci&ecirc;ncia, devem agir uns para com os outros em esp&iacute;rito de
    fraternidade -</i> afastando por completo os atos que afrontem &agrave; dignidade do Homem.
  <br/>
  As Cartas dos Pa&iacute;ses de regime
  democr&aacute;tico que vieram a ser criadas ap&oacute;s 1948, em especial Portugal (1976 e
  posterior altera&ccedil;&atilde;o) e Brasil (1988), tornaram  presentes no decorrer de seus textos um rol de direitos e
  deveres que tomaram como eixo central o valor atribu&iacute;do &agrave; dignidade da pessoa;
  j&aacute;no vi&eacute;s do <i >ser pol&iacute;tico,</i> sua
  condi&ccedil;&atilde;o primacial de sujeito portador do efetivo exerc&iacute;cio dos direitos
  inerentes &agrave; cidadania foi al&eacute;m do sufr&aacute;gio universal e, em boa hora, esses pa&iacute;ses
  se alinharam &agrave; participa&ccedil;&atilde;o direta dos citadinos como eixo pol&iacute;tico nas
  escolhas e decis&otilde;es pol&iacute;ticas. 
  <br/>
  Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas,
  muitos estudos se debru&ccedil;am sobre a an&aacute;lise dos movimentos sociais e o seus
  reflexos na consolida&ccedil;&atilde;o dos ideais democr&aacute;ticos. Vislumbrou-se assim emergirem
  desses movimentos quest&otilde;es acerca da constru&ccedil;&atilde;o de um novo desenho do regime
  democr&aacute;tico, em total observ&acirc;ncia aos ditames universais e &agrave;s idiossincrasias
  da realidade social de cada povo. Dessa forma, analisa Citadino (2009), que o
  pluralismo, tanto pol&iacute;tico quanto social, marca as sociedades contempor&acirc;neas e
  preocupa-se em quebrar a cren&ccedil;a de que j&aacute;n&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel  ter uma &uacute;nica ideia substantiva acerca
  do bem comum a ser compartilhado por todos. Com significa&ccedil;&otilde;es distintas, o
  termo pluralismo, ora descreve a sociedade constru&iacute;da sobre a diversidade de
  concep&ccedil;&otilde;es individuais acerca da vida digna, fonte do pensamento liberal ora a
  do pensamento comunit&aacute;rio, caracter&iacute;stica de uma sociedade moderna marcada por
  uma multiplicidade de identidades sociais e de culturas &eacute;tnicas e religiosas
  (Cittadino, 2009).
  <br/>
  As
  iniciativas dos diversos segmentos sociais na constru&ccedil;&atilde;o de um ide&aacute;rio de
  Estado Democr&aacute;tico deram origem &agrave;s formula&ccedil;&otilde;es legais, leia-se, <i
>Pactos Sociais</i>, empenhados em abarcar
  essa multiplicidade de identidades e 
  foram uma das principais <i >molas
    propulsoras</i> para que fossem efetivadas as mudan&ccedil;as almejadas pelo povo. H&aacute;princ&iacute;pios,
  valores, e leg&iacute;timos interesses a serem acautelados pelo Estado, mas h&aacute;tamb&eacute;m
  o dever de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; din&acirc;mica da vida coletiva. Com arrimo nos textos formais,
  as quest&otilde;es acerca da cidadania n&atilde;o podem deixar de ocupar um lugar cimeiro na
  realidade de sempre, e nos dias atuais, diante das muta&ccedil;&otilde;es sociais, n&atilde;o p&ocirc;de a
  Constitui&ccedil;&atilde;o deixar de regular ou prever novas quest&otilde;es, abrir novos caminhos,
  perspectivas e propostas na dire&ccedil;&atilde;o ao efetivo exerc&iacute;cio da cidadania, ao que
  se denomina <i >direitos de Cidadania</i>,
  onde seu exerc&iacute;cio s&oacute; pode ser efetivado na Democracia.
  <br/>
  Sem embargo, a partir do s&eacute;culo XVIII e
  defendido ao longo dos s&eacute;culos, surgiram as Democracias indiretas ou
  representativas onde a ado&ccedil;&atilde;o desse modelo implica, necessariamente, a
  aceita&ccedil;&atilde;o, por parte dos governantes, da vontade da maioria, por meio dos seus
  representantes, em lugar da soma de vontades individuais dos detentores do
  Poder. Norberto Bobbio chama a aten&ccedil;&atilde;o para as ideias iniciais desta
  democracia, nascida da convic&ccedil;&atilde;o de que os representantes     eleitos pelos
  cidad&atilde;os estariam em melhores condi&ccedil;&otilde;es de avaliar quais seriam os interesses
  gerais da coletividade a serem protegidos, alcan&ccedil;ando assim os fins nos quais a
  soberania popular fora predisposta. (Bobbio, 1990: 32).
  <br/>
  Contudo, desde meados do s&eacute;culo XX, a sociedade civil em tempos atuais, pelas conquistas hist&oacute;ricas de
  conscientiza&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica passou a exigir mudan&ccedil;as na estrutura dos governos
  representativos, impondo uma incisiva participa&ccedil;&atilde;o ativa nas quest&otilde;es p&uacute;blicas,
  na cren&ccedil;a em novos movimentos
  sociais democr&aacute;ticos, para que mudan&ccedil;as
  significativas acontecessem. Nesse sentido, parte-se do pressuposto que no
  s&eacute;culo XXI a democracia somente representativa n&atilde;o mais atende &agrave; plena
  concretiza&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio democr&aacute;tico, sendo necess&aacute;rio evoluir com um olhar
  atento &agrave;s novas ondas da democracia e aos mecanismos que atestem sua
  efetiva&ccedil;&atilde;o. Acompanhando esta tend&ecirc;ncia, Portugal e Brasil n&atilde;o ficaram ao largo
  dessas quest&otilde;es, que, alhures, j&aacute;estavam consolidadas pelo contr&aacute;rio,
  fortaleceram os elos na ado&ccedil;&atilde;o duma participa&ccedil;&atilde;o mais ativa da sociedade nas
  escolhas p&uacute;blicas ao lado dos representantes eleitos, inaugurando nesses pa&iacute;ses
  uma nova face da democracia, ao amplear a tradicional democracia
  representativa, alargando as bases para uma democracia tamb&eacute;m pr&oacute;ativa direta.
  <br/>
  Assim, conforme
  refere Bobbio, na passagem da democracia dos gregos &agrave; democracia dos modernos,
  a altera&ccedil;&atilde;o se deu n&atilde;o no que diz respeito ao titular do poder pol&iacute;tico, que
  sempre ser&aacute;o povo, mas no modo, mais ou menos amplo, de exercer o direito de
  tomar decis&otilde;es coletivas (Ibidem: 34); &eacute; a era da liberdade de pensar,
  religi&atilde;o, das escolhas pol&iacute;ticas, das associa&ccedil;&otilde;es, do di&aacute;logo p&uacute;blico e da
  participa&ccedil;&atilde;o (Bobbio, 1990). A democracia passa a ser entendida como um direito
  fundamental de quarta gera&ccedil;&atilde;o ou de quarta dimens&atilde;o, na esteira das dimens&otilde;es
  dos direitos fundamentais, ao lado dos direitos &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e do pluralismo. (Bonavides,
  2001: 278). 
  <br/>
  Em Portugal e no
  Brasil, <i >a praxis </i>da participa&ccedil;&atilde;o foi
  transposta para a esfera jur&iacute;dico-institucional, notadamente atrav&eacute;s da
  promulga&ccedil;&atilde;o das &uacute;ltimas Constitui&ccedil;&otilde;es (respectivamente artigos 2.Âº e 1.Âº; vide
  <a href="#anexo">anexo</a> - <a href="#t1a">tabelas 1</a> e <a href="#t2a">2</a>). Com base na hist&oacute;ria dos movimentos sociais e sindicatos
  e moduladas pelos princ&iacute;pios garantidores dos direitos fundamentais e do Estado
  de Direito, e na interpreta&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o desses dispositivos  se passou a legitimar os novos
  mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o direta que surgiram nos dois pa&iacute;ses. Foi nesse
  contexto que o OP foi desenvolvido.
  <br/>
  Importante &eacute;  destacar nas Constitui&ccedil;&otilde;es de Portugal
  e Brasil os dispositivos que fundamentam e legitimam a institucionaliza&ccedil;&atilde;o, nos
  demais n&iacute;veis de Poder, dos arranjos e experimentos de participa&ccedil;&atilde;o social,
  voltados &agrave;s linhas program&aacute;ticas duma participa&ccedil;&atilde;o direta nas quest&otilde;es
  p&uacute;blicas.
  <br/>
  No estudo do tema
  "participa&ccedil;&atilde;o", o que merece aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o que envolve a terminologia que se
  emprega. Nesse sentido, <i >participa&ccedil;&atilde;o
    p&uacute;blica,</i> &eacute; um termo de maior amplitude, em regra empregado em
  processos que pouco mais s&atilde;o consultivos e informativos do que propriamente
  participativos, pelos quais a Administra&ccedil;&atilde;o local[<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4">4</a>] informa popula&ccedil;&atilde;o
  sobre quest&otilde;es que pretende concretizar, decididas no &acirc;mbito dos gabinetes, ou
  realiza consultas p&uacute;blicas sobre quest&otilde;es pontuais. Por conseguinte, esses
  processos, que malgrado sejam de extrema valia para as pr&aacute;ticas democr&aacute;ticas,
  n&atilde;o s&atilde;o significativamente participativos, pois a participa&ccedil;&atilde;o &eacute; limitada, disso
  difere da participa&ccedil;&atilde;o direta e ativa da sociedade em que se permite uma
  percep&ccedil;&atilde;o da realidade e dos problemas em a&ccedil;&otilde;es conjuntas com o "Poder local"
  na solu&ccedil;&atilde;o das demandas. 
  <br/>
  Assim, a cidadania
  ativa, em sentido estrito, refere-se a um grau mais elevado do desenvolvimento pol&iacute;tico, que juntamente com a
  Administra&ccedil;&atilde;o local, participa
  as escolhas p&uacute;blicas. De qualquer forma,
  na an&aacute;lise da Constitui&ccedil;&atilde;o Portuguesa reconhece-se por um lado, um rol
  extensivo de artigos que privilegiam a participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, o que s&oacute; fortalece
  os ideais democr&aacute;ticos e os elos entre cidad&atilde;o e poder P&uacute;blico, por outro lado,
  com base nos princ&iacute;pios de uma sociedade justa e fraterna, a democracia participativa
  portuguesa vem expressamente referida no artigo 2.Âº, tomando acento como o
  principal fundamento jur&iacute;dico para fomentar, nos demais n&iacute;veis de Poder, os
  instrumentos e arranjos participativos que vieram a ser criados a partir de
  ent&atilde;o. (cf. <a href="#anexo">anexo</a> - <a href="#t2a">tabela 2</a>).
  <br/>
  No Brasil, nos moldes do exemplo portugu&ecirc;s, o <i
>Constituinte
  </i>brasileiro de 1988 n&atilde;o se
  afastou do compromisso de indicar os modelos de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (entendida
  de forma ampla), que para al&eacute;m dos tradicionais mecanismos de
  participa&ccedil;&atilde;o popular - plebiscito, o referendo e a iniciativa popular inovou ao
  disciplinar as audi&ecirc;ncias
  p&uacute;blicas,  bem como de forma
  expressa, abarcou o modelo de democracia participativa  passando esse ser o fundamento jur&iacute;dico
  para novos experimentos participativos. (cf. <a href="#anexo">anexo</a> - <a href="#t2a">tabela 2</a>; <i
><sup>vg,</sup></i> par&aacute;grafo &uacute;nico do artigo
  primeiro).
  <br/>
  Por essas considera&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o se duvida que as
  Constitui&ccedil;&otilde;es Portuguesa e Brasileira projetaram uma racionalidade construtiva
  ao modelo de democracia direta, que passou a ser constru&iacute;do em cada um desses
  pa&iacute;ses, a partir da pujan&ccedil;a dos arranjos sociais que foram formados,
  possibilitando a cria&ccedil;&atilde;o de novos experimentos al&eacute;m dos tradicionais de
  participa&c    cedil;&atilde;o p&uacute;blica. Nesse ambiente, o OP nos dois pa&iacute;ses, foi desenvolvido e
  adaptado &agrave;s realidades locais em cada experimento surgido ao longo dos anos.</font>  <br/> 
    <p>&nbsp;</p>
      <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.2 O Or&ccedil;amento Participativo como instrumento da cidadania ativa:
  conceitos e caracteriza&ccedil;&atilde;o</font></b></p>
      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">
  Como produto das
  intera&ccedil;&otilde;es entre Estado e Sociedade, a experi&ecirc;ncia do Or&ccedil;amento Participativo
  desde o seu in&iacute;cio se apresentou no cen&aacute;rio jur&iacute;dico-pol&iacute;tico como proposta
  alternativa para um novo formato institucional de discuss&atilde;o e decis&atilde;o acerca do
  or&ccedil;amento p&uacute;blico local. Neste modelo, a sociedade organizada decide
  prioridades de investimentos a serem realizadas a cada ano, em regra obras e
  servi&ccedil;os, com recursos provenientes de parcela do or&ccedil;amento local anual; tudo
  na perspectiva duma democratiza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es administrativas, passando a
  sedimentar novas regras &agrave; participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; nos debates das quest&otilde;es
  p&uacute;blicas.
    <br/>
  A experi&ecirc;ncia pioneira do OP se deu na
  cidade de Porto Alegre- Brasil em 1989, e depois em muitas outras cidades
  brasileiras, alastrando nos pa&iacute;ses do Cone Sul, prosseguindo na Europa e mais
  recentemente na &aacute;frica. Na Europa, Portugal desde a d&eacute;cada de 90 &eacute; o pa&iacute;s com
  maior visibilidade no desenvolvimento e aprimoramento desse modelo de
  participa&ccedil;&atilde;o. De entre as experi&ecirc;ncias portuguesas destaca-se a do Concelho de
  Cascais, como sendo uma das mais recentes, tendo o seu primeiro ciclo ocorrido
  em 2011, e em 2013 o terceiro. Com caracter&iacute;sticas peculiares &eacute;, sem olvidar
  outros exemplos, um contributo portugu&ecirc;s &agrave; democracia. 
  <br/>
  No contexto
  hist&oacute;rico, lembra Avritzer (2003) que
  as bases do OP na experi&ecirc;ncia pioneira da cidade de Porto Alegre (1989-Brasil),
  tiveram 4 pilares estruturais que, passadas mais de duas d&eacute;cadas, est&atilde;o de
  certa forma presentes nos mais diferentes experimentos de que se tem not&iacute;cias.
  Nesse ponto, primeiro o OP refor&ccedil;a a ideia de <b >democracia de</b> <b >alta
    intensidade</b>, pois como instrumento inclusivo, atores sociais de
  prefer&ecirc;ncias fortes, como as associa&ccedil;&otilde;es de bairro, bem como os cidad&atilde;os
  comuns, passaram a ter um papel de destaque nas arenas participativas, num
  processo de negocia&ccedil;&atilde;o e delibera&ccedil;&atilde;o com o Estado, encarnado tanto nas fun&ccedil;&otilde;es
  executivas como na legislativa; um <b >instrumento
    associativo-deliberativo</b> na distribui&ccedil;&atilde;o de recursos p&uacute;blicos para o
  atendimento ao interesse comum, o que muito colabora para diminuir, sen&atilde;o
  anular o papel do clientelismo na distribui&ccedil;&atilde;o de bens p&uacute;blicos; pela din&acirc;mica
  costumeira do OP um <b >novo desenho
    institucional na cidade</b> passa a ser constru&iacute;do, com assembleias regionais e
  reuni&otilde;es em f&oacute;runs pelas diversas regi&otilde;es citadinas; e como resultado final das
  delibera&ccedil;&otilde;es - <b >a capacidade distributiva
    do OP,</b> com vincula&ccedil;&atilde;o ao processo de reforma do Estado, na ideia central de
  que a efici&ecirc;ncia estatal n&atilde;o se alcan&ccedil;a somente pela diminui&ccedil;&atilde;o do tamanho do
  aparato estatal, mas tamb&eacute;m e importante, pela invers&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre a Administra&ccedil;&atilde;o
  P&uacute;blica e as atividades fins das pol&iacute;ticas sociais a serem postas a cabo com a
  participa&ccedil;&atilde;o ativada pelos mecanismos democr&aacute;ticos (Avritzer, 2003).
    <br/>
  Aos poucos, o OP
  passou a ser reconhecido como um canal direto de di&aacute;logo com o administrador
  p&uacute;blico, numa experi&ecirc;ncia de co-gest&atilde;o da cidade, criando uma esfera p&uacute;blica
  n&atilde;o estatal e, como ensina Dias (2008), toma como sede a participa&ccedil;&atilde;o geral de
  todos os cidad&atilde;os que auto-regulam o processo e, de entre os v&aacute;rios objetivos,
  um se destaca â€“ o controle social sobre o destino e aloca&ccedil;&atilde;o das receitas
  p&uacute;blicas <i >em total transpar&ecirc;ncia
    administrativa, </i>almejando uma distribui&ccedil;&atilde;o mais justa dos bens p&uacute;blicos,
  â€“ redesenhando a in&uacute;meras m&atilde;os o destino da cidade (Dias, 2008). 
    <br/>
  Como processo de
  participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os na tomada de decis&atilde;o, Santos (1998) pensa o OP
  assentado em tr&ecirc;s princ&iacute;pios:
  <br/>
  1) Participa&ccedil;&atilde;o aberta dos cidad&atilde;os,
  sem discrimina&ccedil;&atilde;o positiva atribu&iacute;da &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias; 
  <br/>
  2) Articula&ccedil;&atilde;o entre democracia
  representativa e direta, que confere aos participantes um papel essencial na
  defini&ccedil;&atilde;o das regras do processo;
  <br/>
  3) Defini&ccedil;&atilde;o das prioridades de
  investimento p&uacute;blico processada de acordo com crit&eacute;rios t&eacute;cnicos, financeiros e
  outros de car&aacute;ter mais geral, que se prendem, sobretudo, com as necessidades
  sentidas pelas pessoas (Santos, 1998: 461-510). 
  <br/>
  Entendido como um instrumento de cidadania pr&oacute;ativa, o OP
  &eacute; uma alternativa vi&aacute;vel &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o, no &acirc;mbito do governo local, dum
  processo de formula&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, por
  meio da participa&ccedil;&atilde;o direta da sociedade, com o objetivo de auxiliar na
  promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento social, econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico do territ&oacute;rio-cidade,
  tendo como postulados a solidariedade e a justi&ccedil;a distributiva na aloca&ccedil;&atilde;o das
  verbas p&uacute;blicas or&ccedil;ament&aacute;rias.
  <br/>
  No limiar das democracias que se querem participativas
  diretas, o OP &eacute; visto como processo de consulta e ou de delibera&ccedil;&atilde;o em
  co-decis&atilde;o e corresponsabilidade e &eacute; tamb&eacute;m uma ferramenta para uma nova forma
  de governan&ccedil;a, onde juntos, Administra&ccedil;&atilde;o local e sociedade ativa constroem uma
  agenda de prioridades de investimentos, tomando assento nas bases do or&ccedil;amento
  p&uacute;blico tradicional. O OP passa a ser entendido mais do que como uma ferramenta
  or&ccedil;ament&aacute;ria, para ser tamb&eacute;m entendido como um processo de reflex&atilde;o sobre os
  problemas das pessoas e do territ&oacute;rio, levando a construir uma rela&ccedil;&atilde;o de
  confian&ccedil;a e de coopera&ccedil;&atilde;o entre pol&iacute;ticos e cidad&atilde;os, com fito &agrave;s solu&ccedil;&otilde;es mais
  eficientes. Passa-se do individualismo &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de consenso. (Dias, 2008).
  <br/>
  Pelo mundo, um levantamento realizado
  em 2008 apontava cerca de 2000 experimentos do OP (realizados e em andamento),
  sendo s    ua maior concentra&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica Latina, seguindo em outros continentes,
  a exemplo na Europa e &aacute;frica, conforme quadro indicativo das experi&ecirc;ncias mais
  conhecidas (cf. <a href="#anexo">anexo</a> â€“ <a href="#t3a">tabela 3</a>). Nesse
  sentido &eacute; for&ccedil;oso verificar que e a experi&ecirc;ncia do OP decorre de uma agenda
  moderna de cidadania, desafiando o poder p&uacute;blico administrador que desde h&aacute;
  muito est&aacute;arraigado em pr&aacute;ticas tradicionais de pol&iacute;tica, e que nesse novo
  mil&ecirc;nio, em democracias consolidadas, se v&ecirc; for&ccedil;ado a quedar-se aos modelos
  participativos.</font>
  </p>
      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
 <b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.3 O experimento do OP como instrumento ao fortalecimento dos alicerces
   democr&aacute;ticos e a empresa te&oacute;rica do discurso pr&aacute;tico habermasiano</font></b>
   </p>
 
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hodiernamente as demandas oriundas da movimenta&ccedil;&atilde;o social
  por novos espa&ccedil;os de interven&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o, circunscritas na atua&ccedil;&atilde;o da
  governan&ccedil;a local, refletem as necess&aacute;rias inova&ccedil;&otilde;es que urgem serem
  implementadas pelo administrador p&uacute;blico, no ide&aacute;rio de um di&aacute;logo prof&iacute;cuo com
  os administrados, sem o qual as bases democr&aacute;ticas n&atilde;o mais se sustentam. Uma
  administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o inovadora e n&atilde;o atualizada nas modernas pr&aacute;ticas de
  boa governan&ccedil;a dificilmente dar&aacute;conta de se sustentar politicamente.
  <br/>
  Poder local. Reprodu&ccedil;&atilde;o ou inova&ccedil;&atilde;o? Com esse t&iacute;tulo,
  Isabel Guerra (1986) com maestria apresentou nesse ensaio valiosas reflex&otilde;es
  que n&atilde;o desapareceram com os anos, pelo contr&aacute;rio, est&atilde;o presentes na cimeira
  tanto acad&ecirc;mica quanto pol&iacute;tica, acerca dum projeto pol&iacute;tico local voltado para
  compreens&atilde;o das articula&ccedil;&otilde;es sociais com a m&aacute;quina estatal local a definir
  projetos alternativos.  
  <br/>
  Malgrado Portugal e Brasil serem pa&iacute;ses que se diferenciam
  na estrutura pol&iacute;tico-administrativa do Poder â€“ unit&aacute;rio e federa&ccedil;&atilde;o
  â€“ comungam nas quest&otilde;es que definem o papel do Estado no alcan&ccedil;ar de uma
  racionalidade administrativa que evidencie a legitima&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o estatal
  p&uacute;blica, e que se deseja ser tamb&eacute;m eficiente, diante da partidariza&ccedil;&atilde;o da
  sociedade em ambos os pa&iacute;ses. Nesse sentido, as atribui&ccedil;&otilde;es conferidas ao Poder
  local nas Constitui&ccedil;&otilde;es dos dois pa&iacute;ses, mesmo levando em conta suas
  idiossincrasias, assumem as possibilidades de serem os fomentadores dos
  mecanismos participativos que convirjam numa administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica racional e
  democr&aacute;tica contendo, na vertente participativa. 
  <br/>
  As debilita&ccedil;&otilde;es das pol&iacute;ticas do governo central fazem
  com que os poderes locais sejam um ponto importante numa reconfigura&ccedil;&atilde;o das
  atribui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Nessa vis&atilde;o, se debru&ccedil;am opini&otilde;es que encaram o conjunto
  das atribui&ccedil;&otilde;es do poder local como instrumento fundamental para re-problematizar
  o pensamento pol&iacute;tico, ensaiar novas experi&ecirc;ncias de desenvolvimento e novas
  responsabilidades de democratiza&ccedil;&atilde;o, j&aacute;que  o contato pr&oacute;ximo que se d&aacute; entre administrador p&uacute;blico
  local e a sociedade auxilia na percep&ccedil;&atilde;o das expectativas das v&aacute;rias classes
  sociais que de certa forma reivindicam em tempo atual novos espa&ccedil;os de
  interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica para express&atilde;o de interesses consider&aacute;veis (Ibidem: 58-59).
  <br/> 
  <br/>
  Nos debates acad&ecirc;micos que se circunscrevem &agrave;s teorias
  democr&aacute;ticas do exerc&iacute;cio do Poder, destaca-se de entre  os pensadores contempor&acirc;neos o
  soci&oacute;logo e fil&oacute;sofo alem&atilde;o J&uuml;rgen Habermas. Reconhecido como um dos pensadores
  mais originais desde o in&iacute;cio da segunda metade do s&eacute;culo XX, formulou ao longo
  do tempo, valiosas contribui&ccedil;&otilde;es, muitas delas alicer&ccedil;adas em elos kantianos,
  que passaram a influenciar os estudos, n&atilde;o s&oacute; das ci&ecirc;ncias sociais, como da
  filosofia, pol&iacute;tica e decerto do direito. Foi um dos respons&aacute;veis tanto pelo
  desenvolvimento de uma teoria moral e do direito com base no discurso pr&aacute;tico e
  igualit&aacute;rio entre os atores sociais de fala, como pelos questionamentos mais
  marcantes da hist&oacute;ria da filosofia. J&uuml;rgen Habermas afirma a sua posi&ccedil;&atilde;o a
  partir da d&eacute;cada de 70 do s&eacute;culo passado, &eacute;poca denominada <i >virada kantiana</i> pela volta aos debates acad&ecirc;micos das principais
  reflex&otilde;es kantianas na reconstru&ccedil;&atilde;o do entendimento acerca das novas bases das
  rela&ccedil;&otilde;es humanas numa sociedade com alto grau de heterogenia, marca da era
  p&oacute;s-convencional e moderna.
  <br/>
  Do legado kantiano pode-se afirmar que atrav&eacute;s da sua
  consci&ecirc;ncia, cada indiv&iacute;duo racional deve identificar suas a&ccedil;&otilde;es como
  moralmente boas, e pela sua autonomia exercida pelo livre arb&iacute;trio, afastar&aacute;a
  possibilidade de se ver guiado por terceira pessoa, e este ser racional lan&ccedil;a
  sobre os outros a sua perspectiva de se buscar um fim universal de conduta
  moral, ou seja, exerc&iacute;cio universal do pensar esclarecido iluminista. Da &eacute;tica
  filos&oacute;fica kantiana depura-se a id&eacute;ia de rela&ccedil;&atilde;o entre o indiv&iacute;duo pensante e o
  objeto de seu pensamento, a reflex&atilde;o monol&oacute;gica e o dogmatismo, e de entre
  tantos temas, ao se debru&ccedil;ar sobre os ju&iacute;zos sint&eacute;ticos <i >a priori, </i>fez construir um sistema cujo m&eacute;todo transcendental se
  apoia na sensibilidade e no entendimento do sujeito sobre os conceitos, &eacute; o que
  se passou a denominar <i >apriorismo
    subjetivista kantiano.</i>
  <br/>
  Nesse sentido, hodiernamente, as quest&otilde;es complexas que
  envolvam as rela&ccedil;&otilde;es subjetivas sociais, est&atilde;o no epicentro dos debates
  voltados para a compreens&atilde;o do funcionamento do poder e o papel que o Estado
  desempenha na realiza&ccedil;&atilde;o dos interesses do cidad&atilde;o, e que passam
  necessariamente pelo entendimento do mundo objetivo, da raz&atilde;o pelo
  conhecimento, nos fundantes do pensamento, e pelas quest&otilde;es sobre a &eacute;tica, a
  moral, a verdade, a validade das normas, a legitimidade. Avan&ccedil;a-se do
  individualismo para a compreens&atilde;o <i >do
    olhar para o outro, </i>tudo estruturado em dois alicerces: liberdade e
  igualdade do indiv&iacute;duo numa sociedade. Liberdade, &eacute; um valor e pressuposto de
  todo ser racional para agir jungido pelo manto da lei moral (Kant, 2002: 101);
  e igualdade pressup&otilde;e que este homem racional e intelig&iacute;vel seja considerado um
  fim em si mesmo quando agir com autonomia.
   <br/>
  Empenhado em fundamentar uma &eacute;tica dos discursos, com
  aten&ccedil;&atilde;o voltada para a legitimidade, Habermas, ao desenvolver os seus estudos
  sobre os procedimentos dos discursivos, bem como os enunciados morais e da
  legitimidade e veracidade das normas, revelou um paralelo estreito com os
  dogmas kantianos. Avan&ccedil;ou nas teorias sobre a linguagem e nas pretens&otilde;es de
  validade ju    stificadoras e discursivamente postas, desenvolvendo os ideais de
  uma pragm&aacute;tica universal, cujo papel &eacute; expor as condi&ccedil;&otilde;es  necess&aacute;rias a uma comunica&ccedil;&atilde;o entre os atores
  numa sociedade moderna, dando destaque &agrave; participa&ccedil;&atilde;o social na arena pol&iacute;tica,
  quando da forma&ccedil;&atilde;o de uma esfera p&uacute;blica que privilegia a igualdade no
  discurso,  revelando um realismo
  pragm&aacute;tico na constru&ccedil;&atilde;o das apreens&otilde;es da verdade. 
  <br/>
  Alessandro Pinzani (2009: 10), em estudo feito sobre a
  evolu&ccedil;&atilde;o do pensamento habermasiano, afirma que n&atilde;o h&aacute;como negar a presen&ccedil;a de
  influ&ecirc;ncias kantianas na sua filosofia moral. Com isso, pode-se pensar num
  Habermas reconstrutivistas das bases das rela&ccedil;&otilde;es sociais, redirecionando as
  dimens&otilde;es subjetivas da consci&ecirc;ncia e do autoconhecimento do indiv&iacute;duo numa
  rela&ccedil;&atilde;o individual com o objeto, aos moldes kantianos do Ser, para uma vis&atilde;o
  intersubjetiva das rela&ccedil;&otilde;es sociais â€“ Ser dial&oacute;gico â€“ que
  privilegia a raz&atilde;o e a interlocu&ccedil;&atilde;o entre os atores, direcionando a argumenta&ccedil;&atilde;o
  ao consenso esperado.
  <br/>
  Assim, o processo argumentativo proposto por Habermas
  converge &agrave; imparcialidade, no sentido de certifica&ccedil;&atilde;o discursiva das exig&ecirc;ncias
  de validez cognitivas, que orientam n&atilde;o s&oacute; a aprendizagem nas condi&ccedil;&otilde;es das
  participa&ccedil;&otilde;es, como tamb&eacute;m nas solu&ccedil;&otilde;es dos conflitos surgidos, visto que esses
  nascem das refuta&ccedil;&otilde;es e dos diversos argumentos postos pelos atores sociais nos
  debates nas arenas, visando &agrave; validez pelo consenso. Ser&aacute;no <i
>jogo</i> da linguagem que os participantes
  tendem a se convencer mutuamente e, num agir comunicativo, cotidianamente se
  orientam para um n&iacute;vel reflexivo da exig&ecirc;ncia de validez tematizada,
  objetivando o entendimento da sua emancipa&ccedil;&atilde;o (Habermas, 2001: 50-51). 
  <br/>
  Nesse ponto, Habermas, constr&oacute;i sua empresa argumentativa
  partindo da premissa de que mesmo nas sociedades multiculturais e heterog&ecirc;neas
  est&atilde;o presentes in&uacute;meras vis&otilde;es de mundo sendo que a <i >verdade</i> poder&aacute;surgir pela perspectiva performativa dos atores
  participantes nas arenas p&uacute;blicas formadas, pois ser&atilde;o eles, no final, os
  autores e destinat&aacute;rios das normas num Estado de Direito Democr&aacute;tico, onde se
  valoriza o processo deliberativo. <i >Processo
    para emancipa&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo</i>.
   <br/>
  Num artigo intitulado <i >Teorias
    Sociol&oacute;gicas Comparadas e Aplicadas: Bourdieu, Foucault, Habermas e Luhmann
    face ao Direito</i>, Pierre Guibentif
  (2007) tra&ccedil;a um paralelo dos posicionamentos desses pensadores numa perspectiva
  do direito. Sobre Habermas, acentua o ide&aacute;rio de reconstruir, pela
  raz&atilde;o, o papel do direito nas sociedades modernas o que n&atilde;o resulta de um
  sujeito individual. Nesse ponto, adverte o autor que num primeiro momento da
  empreitada habermasiana ser&aacute;a raz&atilde;o o ponto central da an&aacute;lise, que nesse
  contexto n&atilde;o adv&eacute;m de um sujeito, mas sim da comunica&ccedil;&atilde;o e da discuss&atilde;o entre
  sujeitos, quando s&atilde;o constru&iacute;dos os argumentos para intera&ccedil;&atilde;o intersubjetiva
  entre os atores falantes; tudo com o objectivo de identificar as melhores
  condi&ccedil;&otilde;es que favore&ccedil;am o processo de comunica&ccedil;&atilde;o nas sociedades complexas
  (Guibentif, 2007). Da complexidade das quest&otilde;es que envolvem Democracia,
  representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e legitimidade, Habermas arquiteta  em  <i >Facticidade e Validade
  </i>a sua tese, onde salienta que ser&aacute;pela comunica&ccedil;&atilde;o que a coletividade
  construir&aacute;sua hist&oacute;ria de vida sob a &eacute;gide da argumenta&ccedil;&atilde;o para concretizar
  seus projetos. Numa sociedade complexa a comunica&ccedil;&atilde;o se dar&aacute;por meio de
  procedimentos realizados em duas esferas: a dos sistemas (onde s&atilde;o tomadas as
  decis&otilde;es pol&iacute;tica e administrativa) e os espa&ccedil;os p&uacute;blicos (universo de debates
  espont&acirc;neos onde se exercer&aacute;o poder da fala â€“ comunica&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea).
  <br/>
  Com muita propriedade, Guibentif (2007: 532) exp&otilde;e os principais pontos da teoria habermasiana
  na constru&ccedil;&atilde;o duma democracia deliberativa, em especial a import&acirc;ncia dos
  arranjos participativos que acontecem na esfera p&uacute;blica, nos seguintes dizeres:
  <br/> 
  <br/>
  <i >A teoria
    comunicacional da sociedade entende o sistema pol&iacute;tico constitu&iacute;do em estado de
    direito como um entre v&aacute;rios sistemas de ac&ccedil;&atilde;o. Este sistema pode, se
    necess&aacute;rio, oferecer garantias em casos de problemas de integra&ccedil;&atilde;o da sociedade
    no seu conjunto, (...) na condi&ccedil;&atilde;o de estar enraizado (eingebettet) nos
    contextos da Lebenswelt pelo meio de um espa&ccedil;o p&uacute;blico que se fundamente na
    sociedade civil.â€�(...) o espa&ccedil;o p&uacute;blico pol&iacute;tico n&atilde;o &eacute; apresentado apenas como
    antec&acirc;mara do aparelho parlamentar, mas sim como a periferia impulsionadora que
    cerca o centro pol&iacute;tico. Gerindo argumentos normativos, esta periferia, sem
    assumir inten&ccedil;&otilde;es de conquista, tem efeitos sobre todas as partes do sistema
    pol&iacute;tico. Pelo meio de elei&ccedil;&otilde;es gerais e de formas especiais de participa&ccedil;&atilde;o,
    as opini&otilde;es p&uacute;blicas transformam- se num poder comunicacional que autoriza o
    legislador e legitima uma administra&ccedil;&atilde;o reguladora, enquanto a cr&iacute;tica
    jur&iacute;dica, publicamente mobilizada, obriga os tribunais, que interv&ecirc;m na
    forma&ccedil;&atilde;o do direito, a um esfor&ccedil;o mais rigoroso de justifica&ccedil;&atilde;o. (in </i>FaktizitÃ¤t und Geltung<i >, 1992: 532).</i>
  <br/> 
  <br/>
  Nessa vis&atilde;o, a a&ccedil;&atilde;o comunicacional
  passa a n&atilde;o servir simplesmente como m&eacute;todo de an&aacute;lise da produ&ccedil;&atilde;o dos efeitos
  dos discursos e do poder, mas, ao voltar-se para o estudo da teoria do direito,
  ser&aacute;o elemento imprescind&iacute;vel na forma&ccedil;&atilde;o de uma nova vertente do Poder,
  tendente a encontrar nos arranjos sociais e nos processos de socializa&ccedil;&atilde;o as bases
  da media&ccedil;&atilde;o racional dos interesses de todos. Assim, Habermas incorpora as
  reflex&otilde;es da filosofia moral e da &eacute;tica do     discurso na vis&atilde;o de integrar, numa
  concep&ccedil;&atilde;o imbricada, as esferas sociais â€“ sistema pol&iacute;tico e espa&ccedil;os
  p&uacute;blicos â€“ numa proposta de democracia deliberativa, onde a justifica&ccedil;&atilde;o
  das normas ser&aacute;fruto dos discursos racionais entre os cidad&atilde;os, realizados nos
  espa&ccedil;os p&uacute;blicos, de forma equitativa e livremente assegurada. Todos os que
  suportaram os efeitos das normas ser&atilde;o de antem&atilde;o os seus elaboradores.
  <br/>
  Em sede de Or&ccedil;amento Participativo, de
  forma lata, esse experimento social encontra amparo doutrin&aacute;rio nos
  ensinamentos habermasianos, no que toca &agrave; 
  constru&ccedil;&atilde;o da esfera p&uacute;blica, objetivando a realiza&ccedil;&atilde;o de debates
  sociais onde os argumentos ser&atilde;o apresentados e debatidos e os atores falantes
  est&atilde;o em igualdade de condi&ccedil;&otilde;es e de conhecimentos na busca do consenso sobre a
  cria&ccedil;&atilde;o, no caso, da norma or&ccedil;ament&aacute;ria.</font></p>
     <p>&nbsp;</p>

    <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. As experi&ecirc;ncias de Porto Alegre e do Concelho de Cascais</font></b></p>
 
      <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.1 Porto Alegre como exemplo brasileiro, da estrutura e din&acirc;mica do
OP, como as delibera&ccedil;&otilde;es acontecem</font></b></p>
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">
O Brasil, desde 1989, j&aacute;contou com cerca de 500
  experimentos do OP, alguns consultivos, outros tantos deliberativos, mas ao
  longo dos anos muitos foram suspensos por vari&aacute;veis raz&otilde;es. Tendo sido a cidade
  de Porto Alegre a pioneira, vindo a completar, em 2012, 23 anos de pr&aacute;tica,
  tornou-se refer&ecirc;ncia nacional e internacional quando em 1995, foi selecionado
  pela ONU de entre  as 40 melhores
  experi&ecirc;ncias de gest&atilde;o local para a confer&ecirc;ncia Habirtat II, realizada em Istambul;
  e posteriormente foi escolhida para sede do F&oacute;rum Social Mundial. <br/>
  No &acirc;mbito do Brasil, Porto Alegre &eacute; a capital do
  estado do Rio Grande do Sul, situado na regi&atilde;o sul do Pa&iacute;s, e destaca-se pela
  alta da qualidade de vida<b>. </b>De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED)
  referente ao ano de 2012, o &iacute;ndice desemprego na Capital &eacute; o menor em 20 anos,
  ao passar de 6,5% da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa (PEA), em 2011, para 6,4%
  em 2012.  No que toca &agrave;
  infraestrutura, e comparando POA com outras capitais de estados brasileiros,
  apresenta situa&ccedil;&atilde;o positiva em rela&ccedil;&atilde;o aos indicadores, em especial a ampla
  cobertura no que se refere a servi&ccedil;os b&aacute;sicos para a popula&ccedil;&atilde;o, como esgoto
  sanit&aacute;rio adequado, abastecimento de &aacute;gua, ilumina&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e energia
  el&eacute;trica.[<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5">5</a>]<br/>
  Atrav&eacute;s do censo de 2012 foram os seguintes os dados coletados: Em termos
  de dimens&atilde;o populacional, Porto Alegre possui um total de 1.409.351 citadinos,
  representando 13,2% da popula&ccedil;&atilde;o do Estado do Rio Grande do Sul, sendo 53,61%
  mulheres e 46,39% homens. O crescimento em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 2000 foi de 0,35%
  ao ano, com um acr&eacute;scimo de 48.935 de pessoas no per&iacute;odo. Toda a popula&ccedil;&atilde;o est&aacute;
  em &aacute;rea urbana. Os domic&iacute;lios particulares permanentes ocupados est&atilde;o em torno
  de 508.456. <br/>
  No que toca &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, os estabelecimentos de ensino s&atilde;o distribu&iacute;dos por
  rede e alcan&ccedil;aram em 2012 o n&uacute;mero total de 96 unidades da rede municipal, 257
  unidades estaduais e 5 universidades federais. Do ensino particular o n&uacute;mero
  total &eacute; de 657 estabelecimentos. Esses n&uacute;meros por certo influenciaram a taxa
  de analfabetismo que apresentou um decr&eacute;scimo na popula&ccedil;&atilde;o. A taxa de
  analfabetismo entre os moradores de Porto Alegre, que era de 3,44% no ano de
  2000, diminuiu para 2,3% em 2010. Na compara&ccedil;&atilde;o entre os anos de 2000 e 2010,
  eram 35.928 residentes que n&atilde;o sabiam ler e escrever, este n&uacute;mero passou para
  26.045 em 2010. No grupo espec&iacute;fico entre 15 e 24 anos, a taxa passou de 2,3%,
  em 2000, para 1,5%, em 2010[<a name="top6" id="top6"></a><a href="#6">6</a>]. <br/>
  Os dados positivos sobre a qualidade de
  vida, educa&ccedil;&atilde;o e queda da taxa de analfabetismo de certa forma est&atilde;o refletidos
  no sucesso que acompanha o OP pois, como j&aacute;mencionado, conta com 23 anos de
  pr&aacute;tica. No seu mais recente ciclo (2012/2013), as Assembleias Regionais e
  Tem&aacute;ticas registraram 11% de aumento na participa&ccedil;&atilde;o. As seis tem&aacute;ticas e as 17
  regionais contabilizaram 16.721 credenciamentos, significando o maior n&uacute;mero de
  participantes nos &uacute;ltimos 10 anos OP.[<a name="top7" id="top7"></a><a href="#7">7</a>]Seguindo sua
  trajet&oacute;ria, foi para muitas experi&ecirc;ncias posteriores um exemplo institucional
seguido, conforme se verifica com dados at&eacute; 2009, abaixo.
</p>
    <p>&nbsp;</p>
    <a name="f1" id="f1"></a>
<img src="/img/revistas/cct/n26/n26a04f1.jpg">
    
<p>&nbsp;</p>
No que toca &agrave; dimens&atilde;o da
institucionaliza&ccedil;&atilde;o das normas que regem a estrutura e o procedimento da
consulta, est&atilde;o elas tipificadas tanto na Lei Org&acirc;nica do Munic&iacute;pio como no
Regimento pr&oacute;prio.  Na sua
din&acirc;mica, para efeitos de OP, a cidade &eacute; dividida em regi&otilde;es, que podem ser as
mesmas do Plano Diretor; e em 2012 foram 17 regi&otilde;es. A estrutura do OP
portoalegrense &eacute; complexa, tendo como &oacute;rg&atilde;o central o COP â€“ Conselho do
Or&ccedil;amento Participativo â€“ o &oacute;rg&atilde;o m&aacute;ximo de delibera&ccedil;&atilde;o, composto por
conselheiros eleitos nas Assembleias Regionais e Tem&aacute;ticas, com mandatos e
atribui&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, segundo art.1Âº<span class="style3">[<a name="top8" id="top8"></a><a href="#8">8</a>]</span> do regulamento. O COP tem como principais atribui&ccedil;&otilde;es as de planejar, propor,
fiscalizar e deliberar sobre a receita e despesa do Or&ccedil;amento do Munic&iacute;pio de
Porto Alegre, bem como as relacionadas com o OP. O conjunto de regras que
determinam o funcionamento do OP &eacute; revisado pelo COP segundo crit&eacute;rios
gerais e t&eacute;cnicos, e considera-se que &eacute; a auto-regula&ccedil;&atilde;o que garante um
constante aperfei&ccedil;oamento. Nesse sentido, o COP tem uma fun&ccedil;&atilde;o acentuada
de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento p&uacute;blico em geral<span class="style3">[<a name="top9" id="top9"></a><a href="#9">9</a>]</span>,
traduzindo num importante &oacute;rg&atilde;o garantidor da transpar&ecirc;ncia fiscal, fator
obrigat&oacute;rio pelas leis brasileiras quando se refere &agrave; tem&aacute;tica or&ccedil;ament&aacute;ria.
(Lei de Responsabilidade Fiscal LC 101/00).
</font></p>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Noutra inst&acirc;ncia, que para efeitos
did&aacute;ticos do presente texto denominar-se-&aacute;de â€œprimeira inst&acirc;nciaâ€�, est&aacute;o
F&oacute;rum de Delegados. Integrado por Delegados eleitos pela popula&ccedil;&atilde;o
em reuni&otilde;es que se realizam ao longo de um ciclo, s&atilde;o os representantes diretos
da popula&ccedil;&atilde;o no processo de participa&ccedil;&atilde;o popular, mormente l&iacute;deres comunit&aacute;rios,
representantes de sindicatos e movimentos populares, Conselho Municipal dos
Direitos da Crian&ccedil;a e do Adolescente, Conselhos Regionais de Assist&ecirc;ncia
Social, Conselho Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o, e al&eacute;m dos f&oacute;runs, como a exemplo os
das Pessoas com necessidade especiais, ditas Portadoras de Defici&ecirc;ncias, e
outras entidades.<span class="style3">[<a name="top10" id="top10"></a><a href="#10">10</a>]</span> Nesse
sentido, a dimens&atilde;o participativa dos cidad&atilde;os no OP de Porto Alegre, &eacute; do tipo
direta, que se faz por meio dos representantes eleitos pela sociedade a
comporem os quadros do COP e Delegados.
</font>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas
v&aacute;rias etapas do ciclo participativo, as reuni&otilde;es acontecem ao longo dos meses
nas regi&otilde;es pr&eacute;- estabelecidas, onde s&atilde;o realizadas as vota&ccedil;&otilde;es e delibera&ccedil;&otilde;es
que passam pelas duas inst&acirc;ncias deliberativas e, no final, a escolha das propostas
vencedoras. Cabe mencionar que as tem&aacute;ticas gerais est&atilde;o definidas no
Regulamento Interno â€“ Crit&eacute;rios Gerais, T&eacute;cnicos e Regionais, em total
simetria com as compet&ecirc;ncias dos munic&iacute;pios dispostas na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal
do Brasil. Em  2012/2013 foram as seguintes: Educa&ccedil;&atilde;o,
Esporte e Lazer; Circula&ccedil;&atilde;o (Transporte e Mobilidade Urbana);
Habita&ccedil;&atilde;o, Organiza&ccedil;&atilde;o da Cidade Desenvolvimento Urbano e Ambiental; Cultura; Sa&uacute;de e Assist&ecirc;ncia Social;
Desenvolvimento Econ&ocirc;mico, Tributa&ccedil;&atilde;o, Turismo e Trabalho.<span class="style3">[<a name="top11" id="top11"></a><a href="#11">11</a>]</span><br/>
Na dimens&atilde;o da
participa&ccedil;&atilde;o do governo local, a
ancoragem institucional do or&ccedil;amento participativo na administra&ccedil;&atilde;o da cidade
de Porto Alegre talvez seja a marca mais significativa desse experimento. Tendo
um o grau elevado de integra&ccedil;&atilde;o formal essa dimens&atilde;o n&atilde;o s&oacute; diz respeito ao
apoio t&eacute;cnico e log&iacute;stico necess&aacute;rio<span class="style3">[<a name="top12" id="top12"></a><a href="#12">12</a>]</span>, mas tamb&eacute;m &agrave;
participa&ccedil;&atilde;o do COP na feitura do or&ccedil;amento geral da cidade bem como na
presta&ccedil;&atilde;o de contas e divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados que o governo local presta
anualmente ao COP. Existem fases preparat&oacute;rias e obrigat&oacute;rias para o in&iacute;cio de
um novo ciclo de reuni&otilde;es do OP, o que vem a corroborar a tarefa de controle e
fiscaliza&ccedil;&atilde;o que possui o COP sobre o Executivo municipal que tamb&eacute;m ter&aacute;que
apresentar o plano dos investimentos e os resultados do or&ccedil;amento p&uacute;blico geral
do ano anterior.<span class="style3">[<a name="top13" id="top13"></a><a href="#13">13</a>]</span> No que toca &agrave;s
etapas do ciclo de debates e vota&ccedil;&atilde;o, em raz&atilde;o da complexa estrutura que
apresenta, &eacute; um ciclo de dura&ccedil;&atilde;o longa, se estendendo praticamente por todo
ano, mesclando etapas de delibera&ccedil;&atilde;o vota&ccedil;&otilde;es das propostas nas reuni&otilde;es das
assembleias tem&aacute;ticas com mat&eacute;ria de administra&ccedil;&atilde;o interna regimentais do
COP.  Em dezembro de 2012 do COP
aprovou altera&ccedil;&otilde;es nas fases do ciclo do OP<span class="style3">[<a name="top14" id="top14"></a><a href="#14">14</a>]</span>, que passaram a
ser as seguintes: 
</font>
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
1. Janeiro: Recesso; <br/>
2. Fevereiro-Mar&ccedil;o-Abril:
Detalhamento do plano de investimentos e servi&ccedil;os, finaliza&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o
dos recursos &agrave;s regi&otilde;es tem&aacute;ticas, an&aacute;lise t&eacute;cnica e financeira das propostas
eleitas, discuss&atilde;o para altera&ccedil;&atilde;o do regimento interno; <br/>
3. Abril-Maio-Junho: Reuni&otilde;es de articula&ccedil;&atilde;o
e prepara&ccedil;&atilde;o nas regi&otilde;es e tem&aacute;ticas, presta&ccedil;&atilde;o de contas; <br/>
4. Julho-Agosto: Assembleias regionais e tem&aacute;ticas Rodada &uacute;nica em
reuni&otilde;es nas regi&otilde;es tem&aacute;ticas. Elei&ccedil;&atilde;o dos conselheiros e defini&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero
de delegados, presta&ccedil;&atilde;o de contas dos delegados; <br/>
5. Agosto-Setembro-Outubro: F&oacute;runs Regionais
e elei&ccedil;&atilde;o dos delegados, hierarquiza&ccedil;&atilde;o das obras e servi&ccedil;os; COP- Discuss&atilde;o e
vota&ccedil;&atilde;o da lei or&ccedil;ament&aacute;ria anual at&eacute; 30 de setembro; <br/>
6. Novembro: Assembleia
Municipal, posse dos novos conselheiros e entrega das obras e servi&ccedil;os
hierarquizados; debates; <br/>
7.
Novembro-Dezembro-Janeiro: An&aacute;lise das demandas e capita&ccedil;&atilde;o dos Conselheiros e
servidores municipais- Governo faz a an&aacute;lise t&eacute;cnica das demandas vitoriosas
hierarquizadas por regi&otilde;es.<br/> 
<br/>
Assim, verifica-se que o OP de Porto Alegre apresenta uma
estrutura complexa, com inser&ccedil;&atilde;o direta no Or&ccedil;amento P&uacute;blico local sob a &oacute;tica
da transpar&ecirc;ncia fiscal, que malgrado seja uma exig&ecirc;ncia legal, mais acentuada
se torna diante das regras estruturantes e das atividades e prerrogativas do OP
e do COP, conforme a Lei Org&acirc;nica do Munic&iacute;pio de Porto Alegre, par&aacute;grafo 1.Âº
do art. 116, bem como art.1.Âº do Regimento interno do OP-POA.<span class="style3">[<a name="top15" id="top15"></a><a href="#15">15</a>]</span><br/> 
<br/>
    <p>&nbsp;</p>
</font>
    <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.2 A Experi&ecirc;ncia
Participativa do Concelho de Cascais - Portugal</b></font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A experi&ecirc;ncia do OP do Concelho de Cascais tem
  caracter&iacute;sticas peculiares originadas pela regi&atilde;o e referem-se os dados
  coletados nos dois primeiros anos de experimento (2011-2012). 
  <br/>
  Num olhar de conjunto, Portugal conta com uma d&eacute;cada de
  OPs e cerca de 70 experimentos â€“ suspensos e em andamento-, tendo um
  montante financeiro envolvido da ordem de 35 milh&otilde;es de euros. Como aponta Dias
  (2001), no que se refere &agrave; 
  participa&ccedil;&atilde;o, as experi&ecirc;ncias que se desenharam em Portugal foram tantas
  de natureza consultivas como deliberativas, prevalecendo as de cunho consultivo
  quando se leva em considera&ccedil;&atilde;o a dimens&atilde;o populacional: foram 54 experi&ecirc;ncias
  consultivas (77%) e 16 experi&ecirc;ncias deliberativas (23%). &eacute; conhecido que
  Cascais &eacute; um dos 18 Concelhos da &aacute;rea metropolitana de Lisboa, inserindo no que
  tradicionalmente se denomina &aacute;rea metropolitana norte. Essa &aacute;rea geogr&aacute;fica det&eacute;m, segundo os
  censos de 2011, 2.815.851 habitantes (27% da
  popula&ccedil;&atilde;o de Portugal).  O
  municipio de Lisboa tem vindo a sofrer um decr&eacute;scimo populacional desde a
  d&eacute;cada de 1960, quando a sua popula&ccedil;&atilde;o passou a representar, pela primeira vez,
  menos de 50% da popula&ccedil;&atilde;o total da AML num per&iacute;odo em que outros concelhos
  atingem taxas de crescimento muito elevadas: Almada (51,6%), Barreiro (68,3%),
  Seixal (86%), Cascais (55,3%), Lourdes (63,1%), Oeiras (91,2%), Sintra (55,6%).
  O territ&oacute;rio cascaense encontra-se dividido
  administrativamente em 6 freguesias (Alcabideche, Carcavelos, Cascais,
  Estoril, Parede e S. Domingos de Rana).
  <br/>
  Pelos dados colhidos[<a name="top16" id="top16"></a><a href="#16">16</a>], em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de indiv&iacute;duos residentes no
  Concelho de Cascais - 2001 a 2011-, h&aacute;um crescimento significativo da sua
  popula&ccedil;&atilde;o, traduzido na ordem de
  20,3%, ou seja, 34.881 (trinta e quatro
  mil e oitocentos e oitenta e um) indiv&iacute;duos. Assim, em 2001 Cascais
  contava com 171.735 habitantes
  (indiv&iacute;duos), ao passo que em 2011, passou para 206.616 (aproximadamente),
  trazendo como efeito um rejuvenescimento populacional, constatando-se um
  ligeiro aumento no percentual das faixas et&aacute;rias mais jovens, mas,
  ao mesmo tempo, houve um significativo aumento
  dos escal&otilde;es et&aacute;rios da classe seguinte, que engloba em sua maioria a popula&ccedil;&atilde;o
  ativa[<a name="top17" id="top17"></a><a href="#17">17</a>] produtiva da regi&atilde;o, com um
  leve aumento na faixa et&aacute;ria mais elevada.
  <br/>
  Na din&acirc;mica social cultural, os dados do Censo de 2001 j&aacute;
  revelavam um n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o muito superior &agrave;s m&eacute;dias nacionais: 55,7%
    da popula&ccedil;&atilde;o residente tem a escolaridade europeia (9 ou + anos, em
  contraste com os 40% registrados a n&iacute;vel nacional) e 21,2% possuem o Ensino
    Superior (o dobro do valor nacional com 10,6%). Tendo sido comparado aos
  dos â€œpadr&otilde;es europeus"[<a name="top18" id="top18"></a><a href="#18">18</a>], essa tend&ecirc;ncia
  trouxe numa evolu&ccedil;&atilde;o positiva, pois se em 2001 havia 144.882 indiv&iacute;duos
  no ambiente escolar, em 2011 o Concelho de Cascais passou a contar com 173.824,
  distribu&iacute;dos nos diversos n&iacute;veis escolares. Percebe que a taxa relativa &agrave;s
  pessoas que n&atilde;o possuem nenhum grau de instru&ccedil;&atilde;o, considerados sem n&iacute;vel
  escolar teve um decl&iacute;nio.[<a name="top19" id="top19"></a><a href="#19">19</a>]<br/>
  A
  par desses dados, o crescimento e fortalecimento das atividades culturais em
  geral apontam na dire&ccedil;&atilde;o de melhorias na qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o. O
  Concelho de Cascais se apresenta como um polo de fomento, com um n&uacute;mero
  significativo de coletividades e associa&ccedil;&otilde;es culturais com uma agenda de atividade
  regular ao longo do ano, quer ao n&iacute;vel da produ&ccedil;&atilde;o de espet&aacute;culos, quer na
  vertente do ensino art&iacute;stico, nomeadamente nos dom&iacute;nios da m&uacute;sica, dan&ccedil;a e
  teatro, que favorecem a diversidade e a descentraliza&ccedil;&atilde;o cultural, promovendo
  igualmente a participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os.[<a name="top20" id="top20"></a><a href="#20">20</a>]
      <p>&nbsp;</p>
  </font>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><font size="3">3.3 O Or&ccedil;amento Participativo
do Concelho de Cascais. As dimens&otilde;es e resultados</font></b></font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>i) Dimens&atilde;o participativa</b></font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ponto inicial da investiga&ccedil;&atilde;o se d&aacute;com a an&aacute;lise dos meios com os quais
  a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica local em Cascais, vem desde o primeiro ciclo do OP,
  esclarecendo a sociedade sobre a implementa&ccedil;&atilde;o, regras e objetivos do
  procedimento. Foram utilizadas diversas ferramentas; a Internet (atrav&eacute;s do
  site da prefeitura o cidad&atilde;o &eacute; informado sobre todas as etapas, dados e
  din&acirc;micas que envolvem o OP), al&eacute;m de outros meios mais simples e diretos de
  comunica&ccedil;&atilde;o com a sociedade, como cartazes pela cidade e folhetos distribu&iacute;dos
  por todo Concelho. Tamb&eacute;m foram realizadas reuni&otilde;es nas freguesias, com ampla
  divulga&ccedil;&atilde;o, com os mesmos prop&oacute;sitos. Essas reuni&otilde;es tamb&eacute;m foram realizadas
  para o segundo ciclo â€“ 2012.                                
  <br/>
  Os atributos ou requisitos do cidad&atilde;o que participa do
  processo do OP, segue-se a vertente mais ampla da participa&ccedil;&atilde;o direta, j&aacute;que
  todo o cidad&atilde;o que tenha uma rela&ccedil;&atilde;o com o Concelho poder&aacute;participar,
  independentemente de ser ele residente ou n&atilde;o, estando assim apto a participar
  qualquer cidad&atilde;o eleitor, que de alguma forma se relacione com o Munic&iacute;pio de
  Cascais, seja ele residente, estudante, trabalhador ou representantes do
  movimento associativo, do mundo empresarial e das restantes organiza&ccedil;&otilde;es da
  sociedade civil, conforme a Carta de Princ&iacute;pios.[<a name="top21" id="top21"></a><a href="#21">21</a>]<br/>
  Com
  intuito de promover pr&aacute;ticas mais f&aacute;ceis para participa&ccedil;&atilde;o, foi inclu&iacute;da no
  regulamento para o OP de 2012 uma nova e &uacute;nica ferramenta para vota&ccedil;&atilde;o o SMS
  (Short Message Service). Conforme as regras, dentro do prazo para escolha final
  das propostas, basta o cidad&atilde;o enviar um SMS gratuito indicando o c&oacute;digo &uacute;nico e singular do projeto pretendido
  (dados pr&eacute;via e amplamente publicados pela equipe t&eacute;cnica respons&aacute;vel),
  cada n&uacute;mero de telefone s&oacute; p&ocirc;de votar
  uma vez. Tudo conforme o artigo 10.Âº das Normas de Participa&ccedil;&atilde;o 2012.[<a name="top22" id="top22"></a><a href="#22">22</a>] No final do processo do primeiro ciclo
  foram cerca de 7.000 cidad&atilde;os que participaram na aprova&ccedil;&atilde;o das melhores
  propostas. Conforme dados publicados,[<a name="top23" id="top23"></a><a href="#23">23</a>] o resultado em
  2012 respondeu &agrave;s expectativas, pois ao final praticamente o n&uacute;mero de
  participantes triplicou, totalizando 23.198 de votos dos mun&iacute;cipes e demais
  interessados na concretiza&ccedil;&atilde;o dos projetos propostos[<a name="top24" id="top24"></a><a href="#24">24</a>].
  <br/> 
  <br/>
</font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b
>ii)</b>         <b
>Dimens&atilde;o normativa</b></font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O modelo institucionalizado foi o deliberativo, onde a sociedade discute
  e elege, nas arenas p&uacute;blicas, organizadas num calend&aacute;rio pr&oacute;prio, as demandas
  priorit&aacute;rias a serem concretizadas. Nesse modelo,  a sociedade n&atilde;o &eacute; somente consultada a respeito de quest&otilde;es
  postas pelo Poder P&uacute;blico, pelo contr&aacute;rio, diante das propostas apresentadas
  pelos cidad&atilde;os, todos, em conjunto, passam a conhecer as necessidades do
  territ&oacute;rio, numa co-responsabilidade e co-gest&atilde;o[<a name="top25" id="top25"></a><a href="#25">25</a>]. 
  <br/>
  A
  institucionaliza&ccedil;&atilde;o do OP de Cascais est&aacute;ancorada numa estrutura normativa
  simples, tanto na forma como na linguagem utilizada nos dois instrumentos
  legais utilizados, submetidos &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o da Assembleia
  Legislativa local: a Carta Princ&iacute;pio e as Normas de Participa&ccedil;&atilde;o de 2011 e 2012. Esses
  documentos funcionam como verdadeiros regulamentos ou regimentos, possuindo uma
  linguagem clara e de simples estrutura jur&iacute;dica, facilitam ao <i>Homem m&eacute;dio</i>
  o entendimento acerca do OP, seus objetivos e composi&ccedil;&atilde;o, o procedimento e
  fases. Face aos procedimentos, refor&ccedil;a-se a ideia de um experimento
  marcado pela simplicidade (conforme <a href="#f2">imagem</a> abaixo) uma vez que todo o processo
  est&aacute;organizado num ciclo anual com cinco etapas distintas e de simples
  compreens&atilde;o: inicia-se com a prepara&ccedil;&atilde;o da sociedade, seguida do per&iacute;odo de
  apresenta&ccedil;&atilde;o de todas as propostas em reuni&otilde;es p&uacute;blicas que ser&atilde;o recolhidas
  para an&aacute;lise t&eacute;cnica para  que ao
  final do ciclo se d&ecirc; a vota&ccedil;&atilde;o das melhores[<a name="top26" id="top26"></a><a href="#26">26</a>].
</font></p>
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
</font><font size="2"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="f2" id="f2"></a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/CCT/n26/n26a04f2.jpg">
    
<p>&nbsp;</p>
 </font>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b >iv)       Dimens&atilde;o
do n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o dos governos locais</b></font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na ancoragem institucional
  percebe-se que m&aacute;quina administrativa est&aacute;vinculada ao experimento de Cascais
  organizando os canais e m&eacute;todos para a divulga&ccedil;&atilde;o de todo o processo do OP. Num
  primeiro momento, condensado na fase 3 do <a href="#f2">quadro acima</a>, a an&aacute;lise t&eacute;cnica das
  propostas &eacute; feita por uma equipe composta, em regra, por servidores p&uacute;blicos do
  quadro t&eacute;cnico â€“ arquitetos e engenheiros,  respons&aacute;vel pela primeira avalia&ccedil;&atilde;o sobre a viabilidade
  t&eacute;cnica e or&ccedil;ament&aacute;ria das propostas apresentadas, observando o enquadramento
  de cada uma aos requisitos estabelecidos nas regras de participa&ccedil;&atilde;o,
  nomeadamente a qualidade da proposta e o valor al&ccedil;ado. 
  <br/>
  Para efeitos de enquadramento na
  m&aacute;quina administrativa, essa equipe encontra-se situada na estrutura da â€œAgenda
  21â€�, &oacute;rg&atilde;o que integra a Divis&atilde;o de Cidadania e Participa&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da
  verea&ccedil;&atilde;o de Planejamento e Gest&atilde;o. A equipe t&eacute;cnica acompanha todo o
  procedimento do OP de Cascais, dando suporte em todas as fases, inclusive na
  execu&ccedil;&atilde;o de cada projeto vitorioso, at&eacute; a entrega da obra ou servi&ccedil;o &agrave;
  sociedade, em permanente contato com a mesma. O canal de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; o mais
  direto poss&iacute;vel, em reuni&otilde;es agendadas, por emails ou pelo andamento das obras
  via sie da C&acirc;mara de Cascais.
  </font><br/> 
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  </font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b >v)         A
  Dimens&atilde;o financeira</b>: <b >O volume dos
    recursos aplicados â€“ refor&ccedil;ando a credibilidade dos cidad&atilde;os</b></font><font size="2"><b ></b></font></p>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Importante
dimens&atilde;o, para al&eacute;m da continuidade do experimento servir como refor&ccedil;o &agrave;
credibilidade ao governo na condu&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o p&uacute;blica e na governan&ccedil;a, retrata
o volume de verba do Or&ccedil;amento Geral destinado ao OP para cada ciclo. De forma
geral, salvo quando h&aacute;por lei um percentual pr&eacute;-fixado de verba destinada ao
OP, o Poder Executivo atribui um montante para financiar os projetos eleitos
para posterior san&ccedil;&atilde;o do Poder do Legislativo. Esse &uacute;ltimo modelo &eacute; o que foi
escolhido pelo Concelho de Cascais na condu&ccedil;&atilde;o das finan&ccedil;as, cada projeto n&atilde;o
p&ocirc;de ultrapassar a soma de 300 mil euros, sendo o total incorporado &agrave;
proposta or&ccedil;ament&aacute;ria para aprova&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea na Assembleia Municipal, nos
meses de Novembro e Dezembro[<a name="top27" id="top27"></a><a href="#27">27</a>]. Dados publicados d&atilde;o conta do montante
da receita p&uacute;blica disponibilizado para os primeiros ciclos de OP, conforme
segue:
</font>
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <p>&nbsp;</p>
<b >Quadro 1. Distribui&ccedil;&atilde;o de verbas do OP Cascais</b>  </font>

<table class=SombreadoClaro1 border=1 cellspacing=0 cellpadding=0 width=769
>
  <tr >
  <td width=231 valign=top >
    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      Or&ccedil;amento Geral 
      (total da Receita)</font></td>
  <td width=229 valign=top >
    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      Verba disponibilizada
      por ano ao OP</font></td>
  <td width=301 valign=top >
    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      Percentual
        do or&ccedil;amento geral aplicado ao OP</font></td>
  </tr>
  <tr >
  <td width=231 valign=top >
    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      Ano 2012
      <br/>
      170.500.000 milh&otilde;es â‚¬</font></td>
  <td width=229 valign=top >
    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      2,1 milh&otilde;es de euros
      <br/>
      (OP ciclo de 2011)</font></td>
  <td width=301 valign=top >
    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/> 
      <br/>
      1,23%</font></td>
  </tr>
  <tr >
  <td width=231 valign=top >
    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      Ano 2013
      <br/>
      188.850.000 milh&otilde;es â‚¬</font></td>
  <td width=229 valign=top >
    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      2,5
      milh&otilde;es de euros(OP ciclo de 2012)</font></td>
  <td width=301 valign=top >
    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      1,32%</font></td>
  </tr>
</table>
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
Fonte:
C&acirc;mara Municipal de Cascais, em <a
href="http://www.cm-cascais.pt/noticia/resultados-do-orcamento-participativo-de-cascais-2012" target="_blank">http://www.cm-cascais.pt/noticia/resultados-do-orcamento-participativo-de-cascais-2012</a>.
    <p>&nbsp;</p>
</font>
    <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.4 Dos resultados: As propostas vencedoras em 2011 e 2012</b></font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De seguida, apresentamos a listagem dos
  projetos aprovados em ordem de vota&ccedil;&atilde;o, com um valor m&aacute;ximo or&ccedil;ado para cada
  proposta de 300 mil euros.       
  O OP de Cascais de 2012 trouxe, como j&aacute;salientado, algumas mudan&ccedil;as
  estruturais e que, no contexto democr&aacute;tico, s&atilde;o salutares ao ide&aacute;rio de
  continuidade que se pretendia. Nesse sentido, comparando com os resultados de
  2011, o n&uacute;mero de projetos ao final aprovados aumentou de 12 para 16, podendo
  indicar dois fatores que influenciaram para esse dado: 1) por parte da
  administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica municipal, ao apresentar um aumento or&ccedil;ament&aacute;rio
  dispensado ao projeto do OP e, pelo lado do cidad&atilde;o, o aumento expressivo no
  n&uacute;mero de participantes.
    <br/>
  Diferente do modelo de Porto Alegre,
  onde j&aacute;existem tem&aacute;ticas pr&eacute;-fixadas que funcionam como paradigmas das
  propostas apresentadas, no modelo de Cascais n&atilde;o h&aacute;limita&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica, ficando
  livre o participante para apresentar proposta que entenda ser de relevante
  interesse para coletividade local, enquadrada num dos eixos orientadores da
  estrat&eacute;gia de sustentabilidade do Concelho, bem como esteja or&ccedil;ada no limite de
  custo para cada projeto - 300 mil euros. 
  <br/>
  A liberdade para escolhas das propostas
  defendidas se reflete nos projetos vitoriosos que s&atilde;o de natureza diversa,
  convergindo alguns no tema para interven&ccedil;&atilde;o na requalifica&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os j&aacute;
  existentes, mas n&atilde;o utilizados ou subutilizados e outros voltados para lazer e
  cultura. Contudo, deve-se observar que notadamente algumas propostas est&atilde;o
  afeitas &agrave; arquitetura de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas inclusivas, aqui entendidas como um
  conjunto de a&ccedil;&otilde;es e/ou atividades desenvolvidas pelo Poder P&uacute;blico visando
  assegurar de forma difusa â€“ para todos da coletividade â€“ ou a determinado
  seguimento social ou cultural o exerc&iacute;cio de direitos. 
  <br/>
  As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em regra
  correspondem a direitos assegurados constitucionalmente ou que se afirmam
  gra&ccedil;as ao reconhecimento por parte da sociedade e/ou pelos poderes p&uacute;blicos
  enquanto novos direitos. Num ambiente que se deseja de uma democracia
  participativa, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas por vezes s&atilde;o <i >desenhadas</i> em conjunto pelo Estado e cidad&atilde;o, como se pretende que
  venha acontecer na experi&ecirc;ncia de Cascais, onde algumas das vitoriosas demandas
  apresentam uma natureza de pol&iacute;tica p&uacute;blica conforme os <a href="#q2">quadros</a> abaixo (<strong>em destaque</strong> as propostas com
  vi&eacute;s de pol&iacute;ticas publicas).
</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
  </font><font size="2"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="q2" id="q2"></a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b >Quadro 2a e 2b. Propostas vitoriosas no &acirc;mbito do OP Cascais 2011-2012: OP - Cascais 2011 </b></font>
</p>
<table class=SombreadoClaro1 border=1 cellspacing=0 cellpadding=0
>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  NÂº Proposta                                                  Proposta </font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 1                           Acesso pedonal ao CascaiShopping</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 5                           Centro Cultural aberto &agrave; noite (Centro Cultural  da Parede)</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto   8                        
  Constru&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;o
polivalente na Escola B&aacute;sica 1.Âºciclo (Parede)</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 9                       
Requalifica&ccedil;&atilde;o Nossa Sr. da Assun&ccedil;&atilde;o Cria&ccedil;&atilde;o de passeios na estrada Janes Malveira</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto
14                        
Requalifica&ccedil;&atilde;o do Largo de S&atilde;o Br&aacute;s e passeios</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 15                         Crian&ccedil;as &agrave; Sombra</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 16                      Prote&ccedil;&atilde;o e Frui&ccedil;&atilde;o da natureza e dos caminhos rurais na
Areia e zona adjacente ao Parque Natural Sintra-Cascais</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 19                      Parque das Gera&ccedil;&otilde;es - S&atilde;o Jo&atilde;o do Estoril</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 20                      Requalifica&ccedil;&atilde;o da Pra&ccedil;a da Carreira</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 26                      Cria&ccedil;&atilde;o de zona coberta multi-usos na Associa&ccedil;&atilde;o Jer&oacute;nimo
Usera</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  <b>Projeto 28 Parque Infantil Inclusivo</b><a name="nota_a"></a><a href="#nota_a">a</a></font></td>
</tr>
<tr >
<td width=431 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto
29                         Requalifica&ccedil;&atilde;o dos terrenos abandonados Av. An&iacute;bal
Firmino</font></td>
</tr>
</table>
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/> 
<br/>
<b>OP Cascais 2012</b></font>
<table class=SombreadoClaro1 border=1 cellspacing=0 cellpadding=0
>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  NÂº
Proposta                       Proposta  </font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  <b>Projeto 26                       Espa&ccedil;os
l&uacute;dicos inclusivos â€“ Malveira da Serra<a name="nota_b"></a></b><a href="#nota_b">b</a></font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  <b>Projeto 12                    Espa&ccedil;o
Comunit&aacute;rio â€“ Bairro das Faceiras<a name="nota_c"></a></b><a href="#nota_c">c</a></font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 18                        Dog
Park (Parque Canino)</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 3                         Um
projeto de eco-interven&ccedil;&atilde;o na Escola Fernando Lopes Gra&ccedil;a</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 22                        Requalifica&ccedil;&atilde;o
da SMUP (Sociedade Musical Uni&atilde;o Paredense)</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 4                            
Passeios da Ab&oacute;boda &agrave; rotunda do cemit&eacute;rio de S&atilde;o Domingos de Rana</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 20                          
Requalifica&ccedil;&atilde;o do terreno junto &agrave; Rua Alexandre Herculano,</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto
15                     
Crian&ccedil;as Protegidas (constru&ccedil;&atilde;o de telheiros para as escolas do 1Âº
ciclo) -  Agrupamento de
Alapraia.</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 8             
               Mountain
bike skill park - parque urbano do Outeiro da Vela</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 14                          
 Cria&ccedil;&atilde;o de uma Quinta
Comunit&aacute;ria (Hortas Comunit&aacute;rias) na Quinta da Bela Vista</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 28                          
Arranjo do passeio da Rua Homem Cristo- S&atilde;o Jo&atilde;o do Estoril</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 27                          
Viva o Pared&atilde;o! - Cascais/Estoril</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 19                         
Requalifica&ccedil;&atilde;o da Quinta do Rato - Parede</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 32                       
Interven&ccedil;&atilde;o paisag&iacute;stica no Vale da Amoreira - Alca    bideche</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 1                             
Rotunda do Carrascal de Alvide</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=432 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Projeto 30           
             Requalifica&ccedil;&atilde;o da Rua do Viveiro - Estoril</font></td>
</tr>
</table>
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
Fonte: C&acirc;mara Municipal de Cascais, dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cm-cascais.pt/orcamentoparticipativo" target="_blank">http://www.cm-cascais.pt/orcamentoparticipativo</a>.
    <p>&nbsp;</p>
</font>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nota_a" id="nota_a"></a>a <strong>Parque
  Infantil Inclusivo: </strong>A proposta visa a constru&ccedil;&atilde;o de um parque
  urbano no Bairro do Navegador com parque infantil inclusivo destinado a crian&ccedil;as
  com mobilidade reduzida.  Este projeto encontra-se j&aacute;em obra, sendo
  o primeiro do or&ccedil;amento participativo a entrar nesta fase. Para quem passou
  pelo local h&aacute;cerca de tr&ecirc;s meses, n&atilde;o o ir&aacute;reconhecer.
  <br/>
  <a name="nota_b" id="nota_b"></a>b<b> Espa&ccedil;o Comunit&aacute;rio - Bairro
    das Faceiras (</b>bairro de origem populacional africana, de classe
  menos desprovida de recursos): A proposta consiste na constru&ccedil;&atilde;o de um edif&iacute;cio multiusos,
  destinado a espa&ccedil;o comunit&aacute;rio, integrado em espa&ccedil;o verde, conjuntamente com
  outros equipamentos, como um parque infantil, um circuito de manuten&ccedil;&atilde;o e um
  espa&ccedil;o exterior multiuso destinado a pequenos jogos e outras actividades ao ar
  livre, de modo a potenciar as actividades e o uso dos equipamentos.
  <br/>
  <a name="nota_c" id="nota_c"></a>c<b> Espa&ccedil;os l&uacute;dicos inclusivos -
    Malveira da Serra: </b>A
  proposta apresentada, destina-se &agrave; comunidade em geral e mais especificamente a
  crian&ccedil;as e jovens com necessidades educativas especiais tendo em vista um
  contributo para o sucesso do seu percurso educativo, da sua forma&ccedil;&atilde;o pessoal,
  social e inclusiva. 
  <br/>
  Ser&aacute;um espa&ccedil;o aberto &agrave; comunidade,
  enquanto ludoteca e biblioteca, pensado para crian&ccedil;as e adolescentes dos 3 aos
  18 anos, oferecendo tempo para brincar, apostando na ludicidade, no jogo e na
  participa&ccedil;&atilde;o ativa das fam&iacute;lias. Haver&aacute;uma resposta mais espec&iacute;fica, baseada
  nos mesmos princ&iacute;pios, para as crian&ccedil;as com necessidades educativas especiais
  dos 10 aos 18 anos de idade, tanto no per&iacute;odo p&oacute;s escolar como no per&iacute;odo de
  f&eacute;rias. Tendo em conta as grandes necessidades das fam&iacute;lias de crian&ccedil;as e
  jovens com necessidades educativas especiais, este espa&ccedil;o dar&aacute;uma resposta de
qualidade nos seus per&iacute;odos n&atilde;o lectivos, ou seja, nos seus tempos livres.</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Conclus&atilde;o</font></b></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pelo conjunto de
  dados que serviu de mote &agrave; pesquisa e que constituiu o motivo do estudo
  pretendido, num cotejo de duas experi&ecirc;ncias de OP em Pa&iacute;ses diferentes, pode-se
  depreender que pela trajet&oacute;ria nesses 23 anos e com um n&uacute;mero expressivo de
  participantes, mesmo numa estrutura complexa, o experimento em Porto Alegre vem
  seguindo no tempo, levando ao fortalecimento dos ideais da democracia participativa,
  mostrando ser um importante complemento &agrave; cidadania ativa e tendo como efeito
  secund&aacute;rio o estreitamento das pr&aacute;ticas argumentativas entre os cidad&atilde;os. <br/>
  De outra feita, o Concelho de Cascais, avan&ccedil;ando para o terceiro ano do
  experimento, com uma estrutura muito mais simples, afastando-se do modelo comunit&aacute;rio e do de &oacute;rg&atilde;o interno
  de representa&ccedil;&atilde;o (a exemplo, o COP de Porto Alegre), marca sua estreia no cen&aacute;rio
  democr&aacute;tico como sendo um dos experimentos com
  uma pujan&ccedil;a da participa&ccedil;&atilde;o direta elevada ao grau m&aacute;ximo, sendo sem duvidar
  uma participa&ccedil;&atilde;o genuinamente de base individual no exerc&iacute;cio direito da cidadania. <br/>
  O amadurecimento das pr&aacute;ticas
  participativas inicia-se com a conscientiza&ccedil;&atilde;o da sociedade do seu papel de
  co-agente nas transforma&ccedil;&otilde;es sociais e avan&ccedil;a para um ciclo virtuoso quando h&aacute;
  a igualdade entre os participantes em termos de compreens&atilde;o da import&acirc;ncia
  do experimento para o desenvolvimento do territ&oacute;rio; igualdade essa que tamb&eacute;m
  dever&aacute;estar presente aquando dos debates racionais travados nas arenas
  p&uacute;blicas onde se pretende que sejam desenvolvidos entre os atores falantes
  argumentos justificados ausentes qualquer tipo de coer&ccedil;&atilde;o, e no final prevale&ccedil;a
  o consenso. Esse ide&aacute;rio se faz
  presente nas duas experi&ecirc;ncias. Entende-se que a aus&ecirc;ncia dessas reais
  possibilidades trar&aacute;ao longo do tempo uma
  fragilidade capilar ao processo de participa&ccedil;&atilde;o pelo OP, quer seja consultivo
  ou deliberativo. <br/>
  Nas duas experi&ecirc;ncias
  verifica-se a op&ccedil;&atilde;o por um processo deliberativo de OP, que incentiva a
  cogest&atilde;o e a corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o, levando por um lado os mun&iacute;cipes a decidir
  sobre prioridades a serem realizadas com uma percentagem de verbas p&uacute;blicas e,
  por outro lado, origina uma maior transpar&ecirc;ncia nos atos de gest&atilde;o p&uacute;blica.
  Nessa abordagem, o OP passa a ser tamb&eacute;m um canal direto entre poder local e
  sociedade, gerando confian&ccedil;a na iniciativa de governan&ccedil;a. <br/>
  O programa te&oacute;rico Habermasiano (1998) de uma democracia
  deliberativa est&aacute;assente de entre v&aacute;rios outros elementos, no discurso &eacute;tico
  capaz de levar a cabo um programa democr&aacute;tico emancipat&oacute;rio, centrado na
  capacidade do cidad&atilde;o em decidir sobre o objeto principal do processo em condi&ccedil;&otilde;es
  de igualdade e liberdade argumentativas. A raz&atilde;o comunicativa decorre da
  intersubjetividade para justifica&ccedil;&atilde;o das normas (Habermas, 1998). <br/>
  Nesse sentido, o experimento do OP vivenciado nas duas
  cidades pode ser visto como um mecanismo de realiza&ccedil;&atilde;o duma democracia
  deliberativa capaz de integrar os mundos sociais diferenciados. Sem embargo, o
  poder local pode ser o facilitador dos instrumentos de di&aacute;logo no
  desenvolvimento das potencialidades locais que possam sobremaneira contribuir
  para se ter uma sociedade mais solid&aacute;ria e democr&aacute;tica. <br/>
  Nesse ponto convergem Portugal e Brasil no que toca &agrave;s
  pr&aacute;ticas participativas para esse desiderato, sendo o Or&ccedil;amento Participativo
  um caminho seguido por ambos no ide&aacute;rio de justifica&ccedil;&atilde;o e legitimidade das
  normas do Or&ccedil;amento P&uacute;blico, onde o OP aparece como um modelo democr&aacute;tico vindo
  dum procedimento no campo da argumenta&ccedil;&atilde;o criado nos espa&ccedil;os p&uacute;blicos, onde as
  raz&otilde;es das quest&otilde;es pr&aacute;ticas refor&ccedil;am os ideais de uma democracia tamb&eacute;m
  deliberativa. </font></p>
&nbsp;</p>
    <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bibliografia</b></font></p>
    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avritzer, L.
  (2003), â€œLimites e Potencialidades da Expans&atilde;o Democr&aacute;tica no Brasilâ€�,
  Comunica&ccedil;&atilde;o no  Ciclo de semin&aacute;rios
  F&oacute;rum Social Brasileiro, Belo Horizonte. Dispon&iacute;vel
  em : <a
href="http://www.ibase.org.br/userimages/leonardo_avritzer_port.pdf" target="_blank">http://www.ibase.org.br/userimages/leonardo_avritzer_port.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674565&pid=S2182-3030201300010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bobbio, N. (1990), <i >Liberalismo e Democracia</i>. S&atilde;o Paulo:
  Brasiliense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674567&pid=S2182-3030201300010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bonavides, P. (2001), <i >Teoria
  Constitucional da Democracia Participativa</i>, S&atilde;o Paulo: Malheiros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674569&pid=S2182-3030201300010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cittadino, G. (2009), <i >Pluralismo
  Direito e justi&ccedil;a distributiva. Elementos da filosofia constitucional
  contempor&acirc;nea</i> (4.Âª edi&ccedil;&atilde;o), Rio de Janeiro: Lumen J&uacute;ris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674571&pid=S2182-3030201300010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dias, N. (2008), <i >Or&ccedil;amento
  Participativo - Anima&ccedil;&atilde;o Cidad&atilde; para a Participa&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica</i>, Associa&ccedil;&atilde;o In
  Loc, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.op-portugal.org/downloads/Livro_OP_AF_web.pdf" target="_blank">http://www.op-portugal.org/downloads/Livro_
OP _AF_web.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674573&pid=S2182-3030201300010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">_______(2001), â€œUma D&eacute;cada de Or&ccedil;amentos Participativos
  em Portugal: N&uacute;meros, Modelos e Traject&oacute;riasâ€�, Comunica&ccedil;&atilde;o no I Encontro
  Ib&eacute;rico de or&ccedil;amento participativo, dispon&iacute;vel em <a
href="http://www.in-loco.pt/" target="_blank">http://www.in-loco.pt/</a>.</font></p>
    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Guibentif, P. (2007), â€œTeorias Sociol&oacute;gicas Comparadas e
  Aplicadas: Bourdieu, Foucault, Habermas e Luhmann face ao Direitoâ€�, CIDADES,
  Comunidades e Territ&oacute;rios (14), Junho de 2007, pp.89-104, dispon&iacute;vel em <a
href="http://cidades.dinamiacet.iscte-iul.pt/index.php/CCT/article/view/91/0" target="_blank">http://cidades.dinamiacet.iscte-iul.pt/index.php/cct/article/view/91/0</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674576&pid=S2182-3030201300010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Guerra, I. (1986), â€œPoder local. Reprodu&ccedil;&atilde;o ou inova&ccedil;&atilde;o?â€�, <i >Sociologia, Problemas e Pr&aacute;ticas</i> (1),
  pp. 55-65, dispon&iacute;vel em <a
href="https://repositorio.iscte.pt/handle/10071/949" target="_blank">https://repositorio.iscte.pt/handle/10071/949</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674578&pid=S2182-3030201300010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Habermas, J. (2001), <i >Agir
  comunicativo e raz&atilde;o destranscendentalizada</i>, Rio de Janeiro: Tempo
  brasileiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674580&pid=S2182-3030201300010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">_________ (1998), <i >Facticidade y Validez</i>, Madri: Trota.</font></p>
    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Kant, I. (2002), <i >Fundamenta&ccedil;&atilde;o
  da metaf&iacute;sica dos costumes</i>. Rio de Janeiro: Cole&ccedil;&atilde;o Universidade de Bolso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674583&pid=S2182-3030201300010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pinzani, A. (2009), <i >Habermas.
  Introdu&ccedil;&atilde;o</i>, Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674585&pid=S2182-3030201300010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Santos, B.S., (1998), â€œParticipatory Budgeting in
  Porto Alegre: Toward a Redistributive Democracyâ€�, <i >Politics & Society</i> (12), vol. 26, pp. 461-510.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1674586&pid=S2182-3030201300010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <br/> 
  <br
clear=ALL >
  <br/>
</font>
</p>
    <p>&nbsp;</p>
      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Notas </b></font></p>
      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="2" id="2"></a>[<a href="#top2">2</a>]</span>Professora da
    Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), doutoranda em
    Direito pela UERJ, na linha de pesquisa Direito da Cidade. Esse trabalho foi
    fruto dos estudos e do est&aacute;gio realizado em Lisboa e Cascais (Janeiro a Maio de
    2013), Portugal, no &acirc;mbito do DINAMIA-CET do ISCTE-IUL, financiado com bolsa
  aux&iacute;lio â€œdoutorado sanduicheâ€�, concedida pela CAPES- Brasil em Janeiro de 2013.</font></p>
      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="3" id="3"></a>[<a href="#top3">3</a>]</span>A Rede URB-AL &eacute; um
    programa descentralizado de coopera&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia que objetiva a
    aproxima&ccedil;&atilde;o de cidades, entidades e coletividades locais da Am&eacute;rica Latina e
    Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, atrav&eacute;s da troca de experi&ecirc;ncias de pol&iacute;ticas urbanas. Resumo
    executivo do documento base dispon&iacute;vel em <a
href="http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/urbal9/usu_doc/resumo_docbase_pt_res.pdf" target="_blank">http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/urbal9/usu_doc/resumo_docbase_pt_res.pdf</a>.</font></p>
      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="4" id="4"></a>[<a href="#top4">4</a>]</span>Administra&ccedil;&atilde;o local entendida como Administra&ccedil;&atilde;o Publica
    local em sentido subjetivo ou org&acirc;nico, pode-se definir como sendo o conjunto
    de &oacute;rg&atilde;os e de pessoas jur&iacute;dicas aos quais a lei atribui o exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o
    administrativa no n&iacute;vel do poder p&uacute;blico local.
  <br/> 
                        </font>
    <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
    <span class="style2"><a name="5" id="5"></a>[<a href="#top5">5</a>]</span>Observa Poa. Observat&oacute;rio da cidade de
      Porto Alegre, <a
href="http://www2.portoalegre.rs.gov.br/observatorio/default.php?reg=184&p_secao=17" target="_blank">http://www2.portoalegre.rs.gov.br/observatorio/default.php?reg=184&p_secao=17</a><u>.</u></font></p>
      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="6" id="6"></a>[<a href="#top6">6</a>]</span>Ibidem</font>.</p>
      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="7" id="7"></a>[<a href="#top7">7</a>]</span>Fonte: Observando o Or&ccedil;amento Participativo de Porto
    Alegre. Dispon&iacute;vel em
  <a
href="http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/observatorio/usu_doc/observando_v.1_n.1_2009.pdf" target="_blank">http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/observatorio/usu_doc/observando_v.1_n.1_2009.pdf</a>.  </font></p>
  
      <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="8" id="8"></a>[<a href="#top8">8</a>]</span>Artigo 1Âº - O Conselho
  do Or&ccedil;amento Participativo &eacute; um &oacute;rg&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o direta da comunidade,
  tendo por finalidade planejar, propor, fiscalizar e deliberar sobre a receita e
  despesa do Or&ccedil;amento do Munic&iacute;pio de Porto Alegre, de acordo com o que
preconiza o Artigo 116 da Lei Org&acirc;nica do Munic&iacute;pio, dispon&iacute;vel em <a href="http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/op/usu_doc/pa002010-op_reg_int.pdf" target="_blank">http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/op/usu_doc/pa002010-op_reg_int.pdf</a>).</font>  
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="9" id="9"></a>[<a href="#top9">9</a>]</span>Cf. <a href="http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/op/usu_doc/pa002010-op_reg_int.pdf" target="_blank">http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/op/usu_doc/pa002010-op_reg_int.pdf</a>.</font>  
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="10" id="10"></a>[<a href="#top10">10</a>]</span>Idem.</font>  
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="11" id="11"></a>[<a href="#top11">11</a>]</span>Cf. Portal do OP, dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.portoalegre.rs.gov.br/op/default.php?p_secao=89" target="_blank">http://www2.portoalegre.rs.gov.br/op/default.php?p_secao=89</a>.</font>
          <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="12" id="12"></a>[<a href="#top12">12</a>]</span>Do Processo <a href="http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/op/usu_doc/pa002010-op_reg_int.pd" target="_blank">http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/op/usu_doc/pa002010-op_reg_int.pt</a>.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="13" id="13"></a>[<a href="#top13">13</a>]</span>Idem.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="14" id="14"></a>[<a href="#top14">14</a>]</span>Cf. <a
href="http://www2.portoalegre.rs.gov.br/op/default.php?p_secao=16" target="_blank">http://www2.portoalegre.rs.gov.br/op/default.php?p_secao=16</a></font>.
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="15" id="15"></a>[<a href="#top15">15</a>]</span>Idem.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="16" id="16"></a>[<a href="#top16">16</a>]</span>PORDATA - Base de Dados de Portugal Contempor&acirc;neo, organizada pela
FFMS, Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.pordata.pt" target="_blank">http://www.pordata.pt</a>.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="17" id="17"></a>[<a href="#top17">17</a>]</span>Entendendo por popula&ccedil;&atilde;o ativa o
      conjunto de indiv&iacute;duos com a idade m&iacute;nima de 15 anos, forma o que se chama
      m&atilde;o-de-obra dispon&iacute;vel para a produ&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os, e entra no circuito
econ&ocirc;mico compreendendo: empregados e desempregados. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.pordata.pt" target="_blank">http://www.pordata.pt</a>.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="18" id="18"></a>[<a href="#top18">18</a>]</span>Centro de Estudos de Investiga&ccedil;&atilde;o
      Aplicada (CEIA) do Instituto Superior de Servi&ccedil;o Social. 
Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0CB8QFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.cm-cascais.pt%2Fsites%2Fdefault%2Ffiles%2Fanexos%2Fgerais%2Fcarta_da_educacao___versao_reduzida.pdf&ei=ZRdFVNrIFMXgarzagcAF&usg=AFQjCNGLZXarpflCszh4Rk1dDH0K1N6_FQ&sig2=SkgpMkC26kGFPjI9dP_l4w" target="_blank">http://www.cm-cascais.pt/sites/.../carta_da_educacao</a>.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="19" id="19"></a>[<a href="#top19">19</a>]</span>PORDATA - Base de Dados de Portugal Contempor&acirc;neo.</font>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="20" id="20"></a>[<a href="#top20">20</a>]</span>CMC/DPGU/Divis&atilde;o de Estat&iacute;stica, Outubro 2011 e
      Departamento de Cultura, Divis&atilde;o de Promo&ccedil;&atilde;o e Anima&ccedil;&atilde;o Cultural, 2012,
      dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cm-Cascais. pt/sites/default/files/ anexos/ indicadores /ensino.pdf" target="_blank">http://www.cm-Cascais.pt/sites/default/files/anexos/indicadores/ensino.pdf</a>.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="21" id="21"></a>[<a href="#top21">21</a>]</span>Cf. Carta de Princ&iacute;pios, dispon&iacute;vel em <a
href="http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/carta_principios.pdf" target="_blank">http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/carta_principios.pdf</a>.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="22" id="22"></a>[<a href="#top22">22</a>]</span>Idem.  </font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="23" id="23"></a>[<a href="#top23">23</a>]</span>Cf. <a
href="http://www.cm-cascais.pt/noticia/resultados-do-orcamento-participativo-de-cascais-2012" target="_blank">http://www.cm-cascais.pt/noticia/resultados-do-orcamento-participativo-de-cascais-2012</a></font>.
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="24" id="24"></a>[<a href="#top24">24</a>]</span>Idem.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="25" id="25"></a>[<a href="#top25">25</a>]</span>Cf. Or&ccedil;amento Participativo de Cascais- Normas de Participa&ccedil;&atilde;o 2012,
dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/op_2012_-_normas_de_participacao_2012_-_final.pdf" target="_blank">http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/op_2012_-_normas_de_participacao_2012_-_final.pdf</a>.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="26" id="26"></a>[<a href="#top26">26</a>]</span>Cf. Carta de
  Princ&iacute;pios e regimento 2012.</font>
    <p ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><span class="style2"><a name="27" id="27"></a>[<a href="#top27">27</a>]</span>Idem, conforme regras expressas no regulamento do OP de 2012, artigos 4.Âº,
  11.Âº e 12.Âº, das regras de 2012.</font>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font size="2"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="anexo" id="t1a2"></a></font></font><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Anexos</b></font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
    </font><font size="2"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t1a" id="t1a"></a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tabela 1. 
  Constitui&ccedil;&atilde;o Portuguesa</font></p>

<table class=MsoTableGrid border=1 cellspacing=0 cellpadding=0 width=580
>
<tr >
<td width=112 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  CRP 
(Tema)</font></td>
<td width=462 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Conte&uacute;do</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Princ&iacute;pios
fundamentais</font></td>
<td width=462 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Art. 1.Âº Portugal &eacute; uma Rep&uacute;blica soberana,
baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade
popular e empenhada na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade livre, justa e
solid&aacute;ria.</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Princ&iacute;pios fundamentais
  <br/> 
  <br/> 
  <br/>
  Estado de direito democr&aacute;tico
  <br/>
  </font></td>
<td width=462 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Art. 1.Âº Portugal &eacute; uma Rep&uacute;blica soberana,
baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade
popular e empenhada na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade livre, justa e
solid&aacute;ria.
  <br/>
  Artigo 2.ÂºA Rep&uacute;blica Portuguesa &eacute; um Estado de
direito democr&aacute;tico, baseado na soberania popular, no pluralismo de express&atilde;o
e organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica democr&aacute;ticas, no respeito e na garantia de efectiva&ccedil;&atilde;o
dos direi tos e liberdades fundamentais e na separa&ccedil;&atilde;o e interdepend&ecirc;ncia de
poderes, visando a realiza&ccedil;&atilde;o da democracia econ&oacute;mica, social e cultural e o
aprofundamento da democracia participativa.</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tarefas fundamentais do Estado</font></td>
<td width=462 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo
9.Âº S&atilde;o tarefas fundamentais do Estado:c) Defender a democracia pol&iacute;tica,
assegurar e incentivar a
participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica dos cidad&atilde;os na resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas nacionais.</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sufr&aacute;gio universal e partidos pol&iacute;ticos</font></td>
<td width=462 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo
10.Âº O povo exerce o poder pol&iacute;tico atrav&eacute;s do sufr&aacute;gio universal, igual,
directo, secreto e peri&oacute;dico, do referendo e das demais formas previstas na Constitui&ccedil;&atilde;o</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participa&ccedil;&atilde;o na
Vida P&uacute;blica</font></td>
<td width=462 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo 48.Âº1. Todos
os cidad&atilde;os t&ecirc;m o direito de tomar parte na vida pol&iacute;tica e na direc&ccedil;&atilde;o dos
assuntos p&uacute;blicos do pa&iacute;s, directamente
ou por interm&eacute;dio de representantes livremente eleitos.</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Direito de sufr&aacute;gio
</font>  </td>
<td width=462 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo
49.Âº1. T&ecirc;m direito de sufr&aacute;gio todos os cidad&atilde;os
maiores de dezoito anos, ressalvadas as incapacidades previstas na lei geral.</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Direito de peti&ccedil;&atilde;o e direito de ac&ccedil;&atilde;o popular</font> </td>
<td width=462 valign=top ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo
52.Âº1. Todos os cidad&atilde;os t&ecirc;m o direito de apresentar, individual ou
colectivamente, aos &oacute;rg&atilde;os de soberania, aos &oacute;rg&atilde;os de governo pr&oacute;prio das
regi&otilde;es aut&oacute;nomas ou a quaisquer autoridades peti&ccedil;&otilde;es, representa&ccedil;&otilde;es,
reclama&ccedil;&otilde;es ou queixas para defesa dos seus
direitos, da Constitui&ccedil;&atilde;o, das leis ou do interesse geral e, bem
assim, o direito de serem informados, em prazo razo&aacute;vel, sobre o resultado da
respectiva aprecia&ccedil;&atilde;o. 
</font>

  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.
&eacute; conferido a todos, pessoalmente ou atrav&eacute;s de associa&ccedil;&otilde;es de defesa dos interesses
em causa, o direito de ac&ccedil;&atilde;o popular nos casos e
termos previstos na lei.</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Direitos e deveres
sociais(Habita&ccedil;&atilde;o
e urbanismo)</font></td>
<td width=462 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo
65.Âº</a>5. &eacute; garantida a participa&ccedil;&atilde;o dos
interessados na
elabora&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de planeamento urban&iacute;stico e de quaisquer outros
instrumentos de planeamento f&iacute;sico do territ&oacute;rio.</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Organiza&ccedil;&atilde;o do poder pol&iacute;tico Titularidade e exerc&iacute;cio do
poder Participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos cidad&atilde;os</font></td>
<td width=462 valign=top ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo 108.Âº O
poder pol&iacute;tico pertence ao povo e &eacute; exercido nos termos da Constitui&ccedil;&atilde;o.Artigo 109.Âº A participa&ccedil;&atilde;o directa e activa de homens e mulheres na vida
pol&iacute;tica constitui condi&ccedil;&atilde;o e instrumento fundamental de consolida&ccedil;&atilde;o
do sistema democr&aacute;tico, devendo a lei promover a igualdade no exerc&iacute;cio dos
direitos c&iacute;vicos e pol&iacute;ticos e a n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do sexo no
acesso a cargos pol&iacute;ticos.</font></td>
</tr>
</table>
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
    <p>&nbsp;</p>
</font><font size="2"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t2a" id="t2a"></a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tabela 2.  Constitui&ccedil;&atilde;o
Brasileira</font>
<table class=MsoTableGrid border=1 cellspacing=0 cellpadding=0 width=579
>
<tr >
<td width=112 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  CRFB (Tema)</font></td>
<td width=461 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Conte&uacute;do</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Princ&iacute;pios fundamentais</font></td>
<td width=461 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Art. 1Âº A Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, formada pela uni&atilde;o indissol&uacute;vel
dos Estados e Munic&iacute;pios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado
Democr&aacute;tico de Direito e tem como fundamentos:
  <br/>
  II - a cidadania</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Princ&iacute;pios fundamentais -
  <br/>
  democracia participativa</font></td>
<td width=461 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  art. 1.Âº (...)
  <br/>
  par&aacute;grafo &uacute;nico. Todo o poder emana
do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constitui&ccedil;&atilde;o.</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos
Direitos Pol&iacute;ticos Tradicionais mecanismos de
participa&ccedil;&atilde;o popular</font></td>
<td width=461 valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  art. 14. A soberania popular ser&aacute;exercida pelo
sufr&aacute;gio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos,
e, nos termos da lei, mediante:
  <br/>
  I-
plebiscito;
  <br/>
  II-
referendo;
  <br/>
  III- iniciativa
popular.
  <br/> 
  </font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Compet&ecirc;ncia dos Munic&iacute;pios (direitos e
deveres)</font></td>
<td width=461 valign=top ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">art.29,
XII- 
coopera&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es representativas no planejamento
municipal. </font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Poder Legislativo</font></td>
<td width=461 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">art. 58, par&aacute;grafo 2o., II - ado&ccedil;&atilde;o nominal pelas comiss&otilde;es do
Congresso Nacional, nas mat&eacute;rias de sua compet&ecirc;ncia, de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas com entidades da sociedade civil</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seguridade
Social 
</font>   </td>
<td width=461 valign=top ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">art.
194, par&aacute;grafo &uacute;nico, VII â€“
</font>

  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participa&ccedil;&atilde;o da comunidade nas decis&otilde;es sobre a seguridade
social</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seguridade Social
</font>

  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sa&uacute;de e  </font>

  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assist&ecirc;ncia Social</font></td>
<td width=461 valign=top ><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">art.
198, III â€“participa&ccedil;&atilde;o da comunidade nas a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os p&uacute;blicos de
sa&uacute;de;
</font>

  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> art. 204, II - a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de organiza&ccedil;&otilde;es representativas
na formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de assist&ecirc;ncia social</font></td>
</tr>
<tr >
<td width=112 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Meio Ambiente</font></td>
<td width=461 valign=top >  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">art. 225, caput - implicitamente imp&otilde;e Ã  sociedade o dever de atuar para defender e preservar
o meio ambiente</font></td>
</tr>
</table>
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
    <p>&nbsp;</p>
</font><font size="2"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="t3a" id="t3a"></a></font></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tabela 3.  Exemplos de experi&ecirc;ncias de OP no Mundo</font>

<table width="580" border=1 cellpadding=0 cellspacing=0 class=MsoNormalTable
>
<tr >
<td width="103" valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/> 
  <br/>
  Continente</font></td>
<td width="99" valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      <br>
Pa&iacute;s</font></td>
<td width="369" valign=top >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      <br>
Experi&ecirc;ncias</font></td>
</tr>
<tr >
<td rowspan=3 >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      <br>
Am&eacute;rica do Sul e Central</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      <br>
Brasil</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Porto Alegre, Recife, Belo
Horizonte, Guarulhos, Diadema</a>, Santo
Andr&eacute;, Fortaleza, Mundo Novo, Suzano, Jo&atilde;o Pessoa, S&atilde;o Carlos, Varginha, S&atilde;o
Leopoldo, Gravata&iacute;, Campina Grande, S&atilde;o Mateus, Osasco, Vit&oacute;ria, V&aacute;rzea
Paulista, Conc&oacute;rdia, Goian&eacute;sia, Londrina, Natal, Olinda, Par&aacute;de Minas, Rio
das Ostras, Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  El Salvador</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  San Salvador, Micro-regi&atilde;o de
Juay&uacute;a, Nejapa, Alegria</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      <br>
Col&ocirc;mbia</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Samaniego, Manizales, Marsella,
Medell&iacute;n, Envigado, Arauca, Pereira, Valle del Cauca, Ibague</font></td>
</tr>
<tr >
<td rowspan=12 >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/> 
  </font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Equador</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Cuenca, Cotacachi, Ibarra, Montufar, Chimborazo,
Cayambe.</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Argentina</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Buenos Aires, Ros&aacute;rio, C&oacute;rdoba,
La Plata, Moron, Bella Vista â€“ Corrientes</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Peru</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  O OP est&aacute;previsto na
Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, sendo assim considerada uma pol&iacute;tica de Estado de
car&aacute;cter obrigat&oacute;rio</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Bol&iacute;via</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Unc&iacute;a, Ciudad de El Alto (La
Paz), Pintada</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Chile</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Buin, Cerro Navia, La Pintana,
Molina, San Antonio, Rancaqua, Illapel, Talca, Lautaro, Freirina, S.Salud
Tacahuano, San Joaqu&iacute;n, Municipalidad de Frutillar, Municipalidad de Puerto
Montt</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Costa Rica</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Escazu</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Venezuela</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Caracas, Guacara, Libertador, M&eacute;rida, Baruta</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Guatemala</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Quetzaltenango, San Juan Comalapa...</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Rep&uacute;blica Dominicana</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  O OP tornou-se lei nacional em 2007.</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Uruguai</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Montevideo, Paysandu, Maldonado, Florida</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Paraguai</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Asunci&oacute;n</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  M&eacute;xico</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  San Pedro, Gomez Pal&aacute;cio</font></td>
</tr>
<tr >
<td rowspan=7 >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      <br>
Europa</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Inglaterra</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Bradford, Salford, Harrow, Sunderland</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  B&eacute;lgica</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Mons</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Fran&ccedil;a</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Saint-Denis, Bobigny, Arcueil,
Limeil- Brevannes, Morsang-sur-Orge, Paris XX, Poitiers, Regi&atilde;o Poitou
Charentes (OP dos Liceus)</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  It&aacute;lia</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Comune de Grottammare, Roma XI, Napoles, Modena,
Arezzo, Colorno, Reggio Emilia, Trento, Paderno Dugnano, San Canzian
dâ€™Isonzo, Anzola dellâ€™Emilia, Novellara, Provincia de Cagliari, Provincia de
Reggio Calabria, Senago, Senigallia, Vimodrone, Bergamo, Veneza, Regi&atilde;o de
L&aacute;zio</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Alemanha</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Rheinstetten, Lichtenberg (Berlin)...</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      <br>
Portugal</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Alcochete, Alvito, Aljustrel,
Avis, Batalha, Braga, Carnide (Lisboa), Castelo de Vide, Castro Verde,
Lisboa, Marv&atilde;o, Palmela, Santiago do Cac&eacute;m, S&atilde;o Br&aacute;s de Alportel, S&atilde;o Sebasti&atilde;o
(Set<strong>&uacute;</strong>bal), Serpa, Sesimbra, Vila Real de Santo Ant&oacute;nio</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      ]]></body>
<body><![CDATA[<br>
Espanha</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Sevilha, C&oacute;rdoba, Getaf, Albacete, Campillos,
Novelda, Xirivella, Santa Cristina dâ€™Aro, Figar&oacute;-Montmany, LogroÃ±o, Tudela,
Donostia-San Sebasti&aacute;n, Zaragoza, Sant Joan Dâ€™Alacant, Jerez, Castell&oacute;n,
Petrer</font></td>
</tr>
<tr >
<td rowspan=3 >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
      <br>
&aacute;frica</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Cabo Verde</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Sta Cruz (Ilha de S.Vicente),
S&atilde;o Miguel (Ilha de S.Vicente), Paul (Ilha de Sto.Ant&atilde;o), Mosteiros (Ilha do
Fogo)</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Ã�frica do Sul</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Bufalo</font></td>
</tr>
<tr >
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Mo&ccedil;ambique</font></td>
<td >
  <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/>
  Maputo</font></td>
</tr>
</table>
</div>
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br/> 
<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fonte: N. Dias (2008), dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.op-portugal.org/downloads/Livro_OP_AF_web.pdf" target="_blank">http://www.op-portugal.org/downloads/Livro_
OP _AF_web.pdf</a>.</font><br clear=all>

<div
id=ftn></div>


     ]]></body>
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