SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.22 número2-3Estudos de Utilização de MedicamentosRicardo Jorge e a Saúde Pública em Portugal índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Arquivos de Medicina

versão On-line ISSN 2183-2447

Arq Med v.22 n.2-3 Porto  2008

 

Medicamentos Manipulados em Pediatria

Estado Actual e Perspectivas Futuras

Susana Pinto*, Carlos Maurício Barbosa††

 

*Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil, EPE, Porto; †† Serviço de Tecnologia Farmacêutica, Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e CEQUIMED - Centro de Química Medicinal da Universidade do Porto

Com frequência, na farmacoterapêutica pediátrica há necessidade de administrar substâncias activas que apenas são disponibilizadas pela indústria farmacêutica sob a forma de especialidades farmacêuticas com dosagens e/ou em formas farmacêuticas destinadas a adultos. Nestas situações, a prescrição de fórmulas magistrais e a sua preparação nas farmácias comunitárias e hospitalares permite obter medicamentos, em regra apresentados sob a forma de líquidos para uso oral, adaptados às necessidades específicas de cada doente. No futuro, os incentivos que têm vindo a ser disponibilizados à indústria farmacêutica europeia e americana deverão contribuir para aumentar o número de medicamentos pediátricos produzidos industrialmente. Contudo, por várias razões, não é expectável que estes venham a preencher todas as necessidades terapêuticas em Pediatria, muitas das quais continuarão a ser resolvidas através do recurso à prescrição e preparação de fórmulas magistrais.

Palavras-chave: medicamentos pediátricos; medicamentos manipulados; preparações extemporâneas; fórmulas magistrais.

 

Paediatric Compounding Medicines

Frequentely, in paediatric pharmacotherapy it is necessary to administrate active substances which are only available by pharmaceutical industry under the form of pharmaceutical specialities with dosages and/or dosage forms for adults. In these cases, the prescription of magistral formulations and their preparation by community pharmacies or hospital pharmacies leads to medicines, usually available as liquids for oral use, adaptated to the specific needs of each patient. In the future, the incentives that have been given to European and American pharmaceutical industry should contribute to increase the number of industrialized paediatric medicines. However, for several reasons, it is not expectable that these medicines will fullfil all the paediatric therapeutic needs, many of which will be solved by means of the prescription and preparation of magistral formulations.

Key-words: paediatric medicines; compounding medicines; extemporaneous preparations; magistral formulations.

 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text only available in PDF format.

 

 

1 - Barbosa CM, Pinto S. Estudo Comparativo de Formulários Galénicos. Lisboa: Publicações Farmácia Portuguesa; 2001.

        [ Links ]

2 - Pinto S. Desenvolvimento Galénico de um Veículo para a Preparação Extemporânea de Suspensões de Benzoato de Metronidazol. Tese de Mestrado em Tecnologia Farmacêutica. Porto: Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto; 2006.

3 - Barbosa CM, Pinto S. Medicamentos Manipulados: Que Perspectivas? Farmácia Portuguesa 2000;123:54-60.

4 - Barbosa CM, Pinto S. Medicamentos Manipulados: Ponto da Situação. Farmácia Portuguesa 2001;131:46-52.

5 - Allen L. The Art, Science, and Technology of Pharmaceutical Compounding. Washington DC: American Pharmaceutical Association; 1998.

6 - Brion F, Nunn AJ, Rieutord A. Extemporaneous (magistral) preparation of oral medicines for children in European hospitals. Acta Pædiatr 2003;92:486-90.

7 - ‘t Jong GW, Vulto AG, De Hoog M, Schimmel K, Tibboel D, Van der Anker JN. Unapproved and off-label use of drugs in a children’s hospital. N Engl J Med 2000;343:1125.

8 - ‘t Jong GW, Eland IA, Sturkenboom MCJM, Van der Anker JN, Stricker BHCh. Unlicensed and off label prescriptions of drugs to children; a population-based cohort study. Br Med J 2002;324:313-4.

9 - Schirm E, Tobi H, De Jong-van den Berg LTW. A cross-sectional study on unlicensed and off-label drug use by children outside the hospital. Br Med J 2002;324:312-3.

10 - Shirm E, Tobi H, de Vries TW, Choonara I, De Jong-van den Berg LTW. Lack of appropriate formulations of medicines for children in the community. Acta Pædiatr 2003;92:1486-9.

11 - Méndez Esteban ME, Antequera Rodríguez-Rabadán J, Puebla García V, Pardo de Torres J, Gallego Lago V, Herreros de Tejada A. Formulaciones orales acuosas: una administración más segura para pediatría. Rev O.F.I.L. 2006;16:4:15-28.

12 - Conroy S. Choonara I. Impicciatore P. Mohn A. Arnell H. Rane A. et al. Survey of unlicensed and off label drug use in paediatric wards in European countries. Br Med J 2000;320:79-82.

13 - Nahata MC. Lack of pediatric drug formulations. Pediatrics 1999;104:607-9.

14 - McIntyre J, Conroy S, Avery A, Corns H, Choonara I.Unlicensed and off label prescribing of drugs in general practice. Arch Dis Child 1999;83:498-501.

15 - Fontan JE, Combeau D, Brion F. Les préparations pédiatriques dans les hôpitaux français. Arch Pediatr 2000;7:825-32.

16 - Standing JF,Tuleu C. Paediatric formulations — Getting to the heart of the problem. Int J Pharm 2005;300:56–66.

17 - Resolução do Conselho de 14 de Dezembro de 2000 relativa aos medicamentos pediátricos. Jornal Oficial das Comunidades Europeias, 2001/C17/01, 19-01-01.

18 - Permanand G, Mossialos E, McKee M. The EU's new paediatric medicines legislation: Serving children's needs? Arch Dis Child 2007;92:808-11.

19 - NIH News Alert. National Institute of Child Health and Human Development. Bethesda MD: National Institute of Health, November, 25, 1997.

20 - Nunn AJ. Making medicines that children can take. Arch Dis Child 2003;88:369-71.

21 - Kearns GL, Abdel-Rahman SM, Alander SW, Blowey DL, Leeder JS, Kauffman RE. Developmental pharmacologydrug disposition, action, and therapy in infants and children. N Engl J Med 2003;349:1157-67.

22 - de Zwart LL, Haenen HE, Versantvoort CH, Wolterink G, van Engelen JG, Sips AJ. Role of biokinetics in risk assessment of drugs and chemicals in children. Regul Toxicol Pharmacol 2004;39:282-309.

23 - Nahata M. Advances in Paediatric Pharmacotherapy. J Clin Pharm Therap 1992;17:141-6.

24 - Leeder JS. Developmental Aspects of Drug Metabolism in Children. Drug Inf J 1996;30:1135-43.

25 - Paediatric Preparations In: The Pharmaceutical Codex- Principles and Pratice of Pharmaceutics, 12th ed., Lund W. editor. London: Royal Pharmaceutical Society of Great Britain: The Pharmaceutical Press; 1994. p.432-5.

26 - Conroy S. Paediatric pharmacy–drug therapy. Hospital Pharmacist 2003;10:49-57.

27 - Conroy S. Children’s portions. Chemist and Druggist 16th October 2004; 25-27.

28 - Anonimo. A Farmácia e a Pediatria. Rev. Ordem Farm. 2001;41:49-52.

29 - Vale MC. Medicamentos para as crianças. Acta Pediatr Port 2006;37:6:231-5.

30 - Danish M, Kottke MK. Pediatric and Geriatric Aspects of Pharmaceutics. In: Banker GS. Rhodes CT. Editors. Modern Pharmaceutics. New York; Marcel Dekker:1986. p. 809-42.

31 - Committee on Human Medicinal Products. CHMP reflection paper: formulation of choice for the paediatric population, EMEA/CHMP/PEG/194810/2005. London: European Medicines Agency; 2005.

32 - Johnson TN. The problems in scaling adult drug doses to children. Arch Dis Child 2008;93:207-11.

33 - Informação sobre medicamentos do INFARMED consultada em www.infarmed.pt/infomed/inicio.php acedida em 2008/03/04.

34 - Schell KH. Compliance Issues and Extemporaneous Preparation of Medications for Pediatric Patientes. J Pharm Techonol 1992;8:158-61.

35 - ZenK KE. Challenges in providing pharmaceutical care to pediatric patients. Am J Hosp Pharm 1994;51:688-94.

36 - Nunn T, Williams J. Formulation of medicines for children. Br J Clin Pharmacol 2005;59:674-6.

37 - Paediatric Pharmacopoeia. Royal Children’s Hospital Melbourne and Leicester Royal Infirmary Children’s Hospital: WB Saunders Company Ltd; 1998.

38 - Fernandez M. Atienza J. Formulación en Farmácia Pediátrica. Sevilha: AEF2; 2002.

39 - Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Pediatric Dosage Handbook. 11ª ed. Lexi-Comp Inc.;2004-5.

40 - Regulamento (CE) nº 1901/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho de 12 de Dezembro de 2006 relativo a medicamentos para uso pediátrico, que altera o Regulamento (CE) nº 1768/92, a Directiva 2001/20/CE, a Directiva 2001/83/CE e o Regulamento (CE) nº 726/2004.

41 - Regulamento (CE) nº 1902/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho de 20 de Dezembro de 2006 relativo a medicamentos para uso pediátrico, que altera o Regulamento (CE) nº 1901/2006.

42 - Botstein P. Needs and New Policies for Medicines for Children: The FDA, United States Incentives, and International Doings. Drug Inf J 2000;34:203-5.

43 - Shacter E, DeSantis P. Labelling of Drug and Biologic Products for Pediatric Use. Drug Inf J 1998;32:299-303.

44 - Nahata M. New Regulations for Pediatric Labeling of Prescription Drugs. Ann Pharmacother 1996;30:1032-3.

45 - Roberts R, Maldonado S. FDA Center for Drug Evaluation and Research (CDER) Pediatric Plan and New Regulations. Drug Inf J 1996;30:1125-7.

46 - Formulário Galénico Português. Lisboa: Centro Tecnológico do Medicamento — Associação Nacional das Farmácias; 2001-2005.

47 - Berman W Jr, Whitman V, Marks KH, Friedman Z, Maisels MJ, Musselman J. Inadvertent overadministration of digoxin to low birthweight infants. J Pediatr 1978; 92:1024-5.

48 - Zenk KE, Anderson S. Improving the accuracy of mini-volume injections. Infusion 1982;6:7-11.

 

Correspondência:

Prof. Carlos Maurício Barbosa

Faculdade de Farmácia Universidade do Porto

Rua Aníbal Cunha, 164

4050-047 Porto

e-mail: Mauricio.Barbosa@ff.up.pt

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons